28 June 2005

sobre o "arrastão"

O Daniel, neste post, mostra um ponto de vista diferente do que tem sido discutido nos media.
Um tema muito difundido no meio de arquitectos (e sociólogos talvez?) mas muito pouco discutido pelo público em geral é a importância do desenho urbano, do espaço onde vivemos, nos comportamentos sociais.
Re-alojar camadas pobres todos no mesmo sítio e de preferência um pouco longe da cidade, não é resolver problema nenhum mas prolongar ou piorar problemas de exclusão.
Os estigmas de bairros, de grupos, colam-se violentamente e é preciso apresentar soluções, é preciso integrar. E é preciso mudar a maneira de olhar e pensar sobre esses “criminosos”.
Ao texto do Daniel apenas cito o que Brecht uma vez disse, e que ironicamente também menciona arrastões:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento,
mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem

2 comments:

  1. Esta criminalidade não se combate apenas com medidas sociais. Não vamos enveredar num estilo bloquista. Esta criminalidade combate-se com um agravamento das medidas de coacção para pequenos delitos (que foi o que se fez em cidades como New York e Los Angeles, o que fez baixar drasticamente os crimes nestas duas cidades, sendo hoje cidades muito seguras) e também, como é óbvio, com a tomada de medidas sociais.

    Uma dessas medidas sociais é, de facto, deixarmos de ter a mania de criar bairros camarários e coisas do género. É natural que haja criminalidade quando se junta imensa população com carências económicas em espaços pequenos. è normal que aí se desenvolvam gangs e coisas do género.

    O ideal é uma mistura das classes. Não pode ser os ricos a viverem todos em Cascais e os pobres viverem em Chelas.

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  2. O pior foi mesmo o que fizeram na Zona J em Chelas. Não só juntaram tudo ao monte e bem apertadinho, como ainda foram pedir ao Taveira para pintar aquilo. Meus amigos, se eu tivesse aquilo à minha volta diariamente, enquanto não tivesse violado 4 (e não interessava se era rapariga, cão, gato ou escape de automóvel), assaltado seis velhotas, insultado três padres e batido na minha mãe, não dava o dia por terminado. Violência na sua mais pura expressão, aquelas cores.

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