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25 November 2008

let there be color

uma treta de dia, o de hoje. problemas em duas obras, muita gente e opiniões e os arquitectos impotentes. lições aprendidas, the hard way.

e depois veio o arco-íris.

rainbow

bullshit day. problems in two construction works, many people and opinions and the architects feeling powerless. lessons learned, the hard way.

but then the rainbow came.

15 October 2008

31 August 2008

off limits

off limits

Hesito quando penso no que me faria mais feliz. Um emprego 9 às 17 (ou 11 às 20) e desligar completamente quando se sai do trabalho? Ou ser patrão de si próprio sem horários mas supostamente fazendo aquilo que se gosta? Ou ter o emprego das 9 às 17 e trabalhar freelance depois do "expediente"? Ou ser dona de casa com marido rico? A estabilidade do ordenado certo ao final do mês? Ou lançar-se em projectos que ninguém sabe o que darão? Os fins-de-semana a ler? Ou a trabalhar para si? Ou a trabalhar para outro?
Quem me dera ter a receita da minha felicidade. E levantar-me mais cedo já agora.

10 February 2008

um ano a tentar fugir do mundo adulto

Uma começou por brindar ao trabalho, seguiu-se o tempo para os amigos, a estabilidade, os (futuros) bébés e eu lá tentei equilibrar as coisas com viagens, muitas viagens.

Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).

01 December 2007

véspera de entrega mood

Trabalhar muito, dormir pouco, coordenar tarefas, manter a inteligência, a aparência, o sorriso e a boa disposição.

Mais difícil que ser mulher é ser arquitecta. Nem quero imaginar o que é ser mãe (e arquitecta).

09 November 2007

o gosto dos outros

só vos digo que é difícil acertar gostos musicais no local de trabalho.

02 November 2007

the boring life

Nunca ouvi uma música sobre a vida just as it is. Uma música que falasse do aborrecimento de morte das filas de trânsito, dos transportes públicos cheios, de todos os dias ter que cozinhar qualquer coisa, de ir buscar e pôr os filhos à escola, de ter que regar as plantas, de gastroentrites, do tédio no trabalho e dos colegas chatos. Será que os músicos têm vidas assim tão diferentes de todos nós? As músicas em geral falam de coisas bonitas, mesmo quando são tristes. Falam de amor, mesmo não correspondido ou trágico. Falam de dúvidas existenciais, falam de viagens, falam de momentos especiais. Mas não falam dos milhares de momentos não especiais que ocupam os nossos dias. Ou falam?

26 October 2007

Sei, porque sinto que há algo de irracional e previsível em mim, que um dia eu vou gostar de crianças. Vou achar que trazer um ser ao mundo compensam choros e fraldas e crises de adolescência. Sim, um dia vou deixar de ser tão auto-centrada e querer, como muitos, ter filhos. Mas parece-me longe esse dia.

Felizmente.

21 July 2007

sim, são melancias

Sim, são melancias, pois claro que são melancias. Foi o false friend em inglês que me levou ao engano. E nem tempo tenho para corrigir erros em posts. A vida acelera em Lisboa e ainda dizem que Portugal é só descanso. Pois, pois. Mas claro que sou eu que complexifico (se é que existe tal palavra) a minha vida... adiante. Este blog acaba aqui até novas ordens. Durmam bem.

30 May 2007

head explosions

A minha cabeça às vezes parece que vai explodir, os olhos marejam, as têmporas latejam. Deve ser uma enxaqueca, dizem-me. Devo ser eu a querer explodir do meu corpo, penso eu. Atacou-me com tanta força estes dias que consultei um neurologista.
Queria ajuda, mas no fundo queria que ele me confirmasse: é dos nervos menina, não pode deixar que a vida a afecte desse modo! Mas não se preocupe, é porque é nova e sensível, a vida vai-lhe ensinar a lidar com ela e vou-lhe receitar doses massivas de yoga e respiração de relaxamento. A sério, eu pensava isto, porque no fundo era o que me repetia a mim própria, só tens que te acalmar sara, respira, acalma-te. Foi então com surpresa que ele vi ele receitar-me 2 medicamentos, um profiláctico para reduzir o número de "crises", e outro para dar cabo das crises. Tem a certeza que preciso de tomar algo? Isto não passa assim, naturalmente? O médico, pragmático perguntou: Tem passado naturalmente? Hmm, não. Quer ter dores? Bom... não. Então...
E então? Então não me agrada estes químicos todos no meu corpo, senhor doutor. Mas são piores estas dores que quase me imobilizam. Drogas, here we go.

15 May 2007

dgci

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague



Deus lhe Pague, letra de Chico Buarque

11 April 2007

a vida a prazo

Há 2 anos, no dia 11 de abril de 2005, publiquei este post ainda no from tokyo with love.

globalização de sentimentos
Vivemos num tempo fantástico. Para além de portuguesa sou europeia. Temos um passaporte para todo o lado e somos cidadãos de primeira. Podemos viajar para todo o lado, podemos viver em todo o lado, o mundo não tem limites, é só escolher. Agarramos as oportunidades e partimos pelo mundo. Mas há um lado perverso... no meio da frieza dos aviões misturam-se sentimentos e criam-se carapaças. É uma vida que se deixa para trás e a que não nunca retornamos iguais. Em cada paragem cada vez custa mais ver amigos partir. Em todo o lado apegamo-nos a pessoas, não há como fugir, não há porque fugir, precisamos delas, elas precisam de nós, as pessoas são a experiência da viagem. Mas depois dói. E o nosso coração vai sendo levado por todas estas pessoas, ficando espalhado aos pedaços pelo Mundo inteiro. E depois já não se pode reconstruir e ficamos também nós partidos pelo mundo. Se “a casa é onde o coração está” onde é a minha casa? Se deixamos pedaços de coração pelo mundo quer dizer que o mundo é nosso? Porque é que tão fácil partir mas custa tanto?

Dois anos volvidos sinto-me no mesmo limbo, sinto-me dividida pelos mesmos sentimentos. Quero partir, continuar a ver esse mundo todo mas tenho medo do que possa perder com isto. Mas a simples menção da palavra medo, diz-me que é também por isso que tenho de ir, de novo.

09 April 2007

always look on the bright side of life

Zero de estabilidade. Às tantas é melhor assim, viver no limbo mantém-nos acordados.
E assim talvez volte a fazer as malas. Mas é a relva mesmo mais verde do outro lado?

06 March 2007

a minha residência espanhola

Depois de sair o alemão veio a austríaca, depois de sair a espanhola veio a italiana. O meu tratado empírico sobre sociologia europeia continua de vento em popa. Aguardo os novos capítulos.

05 March 2007

real life hiting hard

Ficar doente, faltar ao trabalho e ter menos dinheiro ao final do mês.

21 July 2006

às vezes

don't spend all your time, it's only hit and run
why spend all your time, makin someone else's dream?

suffused with love, sondre lerche

26 June 2006

complexo de peter pan...

... vem-me à cabeça quando tenho que ler (e pior, entender) isto. Há alturas em que isto de ser adulto é uma chatice dos diabos.

Alguém me explica se tenho ou não que fazer retenção na fonte?!

25 June 2006

sometimes I miss airports

"Olá a todos! :)
Peço desculpa de não responder aos vossos mails mas estive de férias na Indonésia... :)
Não vou poder ir ao passeio, nessa data tenho viagem para o NY.
Beijinhos

R."

...chegou ontem na mailing list no meu e-mail

20 May 2006

mas em tom de rebeldia vim de chinelos

Nestes dias de sol há quem vá para a praia, para o campo, durma a sesta, leia livros, ouça música, beba uma caipirinha com um amigo. E há quem vá para o atelier. Infelizmente imensos por esse mundo fora ao sábado vão para o atelier. Ou para o escritório, ou para o gabinete, ou para a fábrica, ou para a loja. Eu vim para o atelier. E amanhã também virei e depois também e depois e depois. Não me custa assim tanto e até prefiro o ambiente calmo do fim-de-semana para trabalhar, mas o reflexo do sol lá fora lembra-me que enfiar os pés na areia é tão bom.

06 May 2006

e qual é a tua disponibilidade?

perguntou ele.

Apeteceu-me dizer "pouca" mas disse "total".

Até já. Vou só ali continuar a dar cabo de um projecto de execução. Quantos são?

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