Showing posts with label the amazing life. Show all posts
Showing posts with label the amazing life. Show all posts

05 February 2013

my wish for 2013





old moleskine diary vs new moleskine diary

[português abaixo]

I really enjoyed this first experience of guest posting here on the blog. It was such a nice fresh breeze to hear these different voices on what they wish for this year. I’m thankful for these ladies who accepted my invitations and I hope you have enjoyed reading them too.

Now I know it’s already February but I wanted to share with you what I would love 2013 to bring me (and the chinese new year it’s only next Sunday).

For the first time in my life I have entered a new year in a very uncertain position. The road ahead is very foggy and I have absolutely no idea how the year will unfold. I am trying to reassure me that with great uncertainties comes great possibilities but when some parts of your life fall out of your control it’s very easy to feel lost.

In a way I guess I’m just having a more acute feeling of what really life is: a completely unknown and unpredictable adventure. We can make the best of plans just to have them ruined in a split of a second.  Making plans and establishing goals is our way of keeping sane and deal with uncertainty but in reality we control very little.

The only thing we can really control is our mind and how we react to life events. So I am trying to adopt a positive approach to life. I’m choosing to focus more in the present, seeing the beauty of every day, acknowledging everything I already have, instead of regretting what I don’t have. I’m cherishing every minute spent with my boyfriend, my family and my friends. I also want to deepen my relationships, knowing that we can’t take them for granted.  I’m valuing every opportunity as a learning and growing experience and don’t let discouraging events beat me down.

This doesn’t mean I don’t want to accomplish things, there is SO much I want to do and change this and the following years. I want to create more, I want to take care of my body and health, I want to balance my finances, I want to care more for others and also the planet, I want to travel, I want to work, I want to simplify my life, I want to be happy . But most of all I want to know that whatever life brings I can choose a positive look. And that I can face the challenges with perspective, confidence and courage.

Sorry for the long post and here’s to a lucky 2013!

This was also the 1000th post on this blog. Hooray moshimoshiii!

-------------

Gostei muito desta primeira experiência com convidados aqui no blog. Foi uma lufada de ar fresco ouvir vozes diferentes com desejos distintos para este ano. Agradeço às minhas convidadas terem aceite o convite e espero que vocês também tenham gostado.

Bom e eu sei que já estamos em Fevereiro mas gostava de partilhar o que eu gostava que 2013 me trouxesse (e o ano novo chinês só começa no próximo domingo).

Acho que é a primeira vez que entro num novo ano numa posição tão incerta. Mal vejo o caminho pela frente e não faço ideia de como este ano vai correr. Estou a tentar confortar-me com a ideia de que grandes incertezas também significam grandes possibilidades mas com tanta coisa a fugir ao meu controlo é fácil sentir-me perdida.

De certa maneira às vezes penso que estou finalmente a entender o que é realmente a vida: uma aventura imprevisível no desconhecido. Podemos fazer o melhor dos planos para ele ser destruído numa fracção de segundo. Fazer planos e estabelecer objectivos é a nossa maneira de nos mantermos sãos e lidarmos com a incerteza mas a verdade é que controlamos muito pouco.

A única coisa que realmente conseguimos controlar é a nossa mente e como reagir aos eventos. Por isso quero um 2013 com uma atitude positiva. Quero focar-me no presente, na beleza de cada dia, valorizar tudo o que tenho em vez de lamentar o que não tenho. Celebrar cada minuto passado com o meu namorado, a minha família, os meus amigos. Quero também aprofundar as minhas relações, sabendo que elas não duram para sempre. Quero valorizar cada oportunidade como uma experiência de crescimento e não me deixar ir abaixo frente a problemas.

Isto não quer dizer que eu não queira concretizar coisas, quero fazer TANTA coisa e mudar tanta coisa neste e nos próximos anos. Quero criar mais, cuidar do meu corpo e da minha saúde, equilibrar as minhas finanças, preocupar-me mais com os outros e com o planeta, quero viajar, trabalhar, simplificar a minha vida e ser feliz. Mas acima de tudo quero mesmo acreditar que qualquer coisa que a vida me traga tem sempre um lado positivo. E que vou conseguir enfrentar os desafios com perspectiva, confiança e coragem.

Desculpe o post comprido e um brinde a 2013!

Este é também o meu post nº 1000. Yupiii moshimoshiii!

05 April 2010

whatever wil be

andes

há dias em que tudo parece correr mal, não adianta o sol brilhante, não adianta relembrar buenos aires, não adianta o pastel do frutalmeidas para o almoço. um telefonema e uma série de planos a curto prazo em suspenso. senti-me frustrada por depender de burocracias para avançar em certas direcções. mas depois lembrei-me das montanhas. lembrei-me do primeiro dia no deserto de atacama quando o guia disse "...e lá atrás a cordilheira dos andes com 65 milhões de anos". e pensei no que significava aquela imensidão de terra e quantas pessoas terão estado como eu embasbacadas a olhar aquele imenso acidente geológico. e pensei (cliché e tudo!) em que realmente a nossa passagem pela terra é apenas nossa mesmo e que todas as minhoquices do dia-a-dia são apenas isso mesmo e que os andes já ali estavam antes de eu existir e ali estarão muito depois de eu me ir. e lembrei-me como esse pensamento me deu uma enorme sensação de liberdade, de relativização da importância das coisas e do controlo sobre as coisas.

cheguei a casa e abri uma garrafa da casa da d. ermelinda que não desilude e senti-me em paz. whatever will be will be.

-------

some days just seem wrong, no matter the sunshine, no matter remembering buenos aires, no matter the nice food for lunch. a phone call put a hold on a bunch of short term plans. i felt frustrated for depending on burocracies to move on. but then i remembered the mountains. i remembered the first day in the atacama desert when the guide said "...and in the back the andes with 65 million years". i remember thinking what all that vast land meant and how many people must have been standing, like myself, speechless facing that amazing accident from nature. and i thought (i know, cliché) that our time in earth is really only ours and that all that little daily annoyances are just that and that the andes were there before i existed and will be for long after i'm gone. and i remember how that thought gave me a sense of freedom, of how relative the importance of things can be and the control over things.

i got home and opened a nice bottle of wine, drank one glass and felt in peace.whatever will be will be.

12 December 2008

one day poem pavilion

one day poem pavilion
life speeds like a dream... why not fill every minute with joy?

beautiful and complex project by Jiyeon Song, "one day poem pavilion"

don't miss the timelapse movie!

via plataforma arquitectura

05 November 2008

change has come to america

para nós que esperámos suspensos por este dia finalmente um suspiro de alívio.

beautiful print from scott hansen. ver como foi feita aqui.

viva!


19 August 2008

os americanos

Sempre gostei de americanos. Não da "América" (conceito a evitar perto de habitantes da América que não sejam os Estados Unidos) mas das pessoas, de um certo modo de estar na vida, da garra. Também não todas mas sempre tive a felicidade de conhecer muitos e "bons" americanos. Mesmo sendo verdade que às vezes são demasiado centrados em si próprios, e é detestável a mania de querer sempre "ajudar outros povos" e limpar a sua consciência de país opulento com uma política externa altamente duvidosa. Mas não quero estar aqui a lembrar o que de mau tem a cultura americana mas mostrar-vos um vídeo, que tem corrido o mundo desde que Randy Pausch, um professor da universidade de Carnegie Mellon morreu com um cancro no Pancreas, a 25 de Julho deste ano. O vídeo é a sua "Última Aula".

Randy Pausch é um daqueles americanos que eu gosto. Não tem um ar especialmente inteligente e tem um péssimo corte de cabelo mas tem uma capacidade inspiradora que vem da sua alegria infantil, o seu entusiasmo por coisas "não sérias" que são tão ou mais sérias como outras, a sua garra pela vida e completa paz consigo próprio.

Este tipo de entusiasmo infantil em Portugal é muito censurado, mesmo com o mundo cheio de exemplos de ideias aparentemente estapafúrdias que se revelam coisas maravilhosas para o tantos. Quem se desvia do "caminho" é olhado de lado e há tão pouca tolerância para ideias diferentes! E pior que falta de tolerância, há desdém, há sabotagem, há castração. Mas não adianta falar dos "outros", quem faz a nossa vida somos nós.

Há sempre duas maneiras de olhar para as coisas, o meu cinismo (não sou assim tão diferente dos outros) podia chamar a isto uma grande lamechice e show-off mas hoje quero contrariar a nuvem negra, hoje quero um pouco da minha alegria infantil. Afinal este senhor morreu mesmo e podemos sempre aprender algo com outra pessoa, principalmente com o que ela escolheu dizer antes de morrer.



Amanhã vem cá o Steve Jobs.

14 February 2008

breaking away

O cansaço faz-me fechar os olhos... Já vejo o ecran desfocado mas um espírito de cumprimento de dever faz-me não vacilar. Amanhã é o último dia de trabalho no atelier onde passei o maior período da minha vida profissional e o local onde aprendi e cresci mais, sem qualquer dúvida. Luto no AutoCAD para deixar o meu trabalho completo e fechado numa pasta pronta a passar à pessoa seguinte e sinto-me tão apegada "ao meu projecto" mesmo sabendo que já foi de tanta gente antes e será de tantos mais depois de eu sair. Olho para a sala à minha volta e sinto-me nostálgica, olhos os meus colegas e penso de quem terei saudades, com quem manterei o contacto e lamento aqueles que sei que irão quase desaparecer da minha vida, devagarinho afastandao-se. Tive alguns dias maus aqui, mas também sei que no fim só lembro as partes boas, as amizades, o companheirismo, o crescimento profissional e pessoal, os almoços, jantares e noitadas e sei que terei saudades. À noite quando a porta bater atrás de mim estarei livre e pronta para mais uma aventura. Mas antes disso uns copos no bairro para comemorar!

13 February 2008

countdown

Os dias passam a voar e falta tão pouco para eu voar mesmo para o outro lado do mundo. O meu humor oscila várias vezes ao dia, às vezes encho-me de medo e penso mas que raio estou eu a fazer?, o que é que eu vou ganhar com isto?, onde vou ficar, o que vou visitar, onde ir, é tanto tempo, é tão pouco tempo... Felizmente, a maior parte do tempo estou simplesmente com um sorriso nos lábios por mais uma oportunidade de voltar ao Japão. Estou com muito pouca concentração e passo o dia todo em daydreaming...

13 January 2008

two more years

Gosto de balanços. Durante muito tempo não associava o fim-de-ano com um período de mudança. Com a vida determinada pelos ciclos académicos, Setembro, Outubro, o final do Verão é que me fazia pensar e aguardar esperançosamente o ano (lectivo) seguinte. Agora não. Agora a minha vida é regida por ciclos profissionais e Setembro já não faz tanto sentido com as férias de 3 meses reduzidas a 10 dias. Quanto ao balanço… Durante algum tempo, desde que voltei do Japão, achei a vida aborrecida. Depois de Tokyo tudo parece aborrecido. Agora que páro um bocado é que vejo como estive enganada. Desde que voltei do outro lado do mundo comecei a trabalhar a sério num atelier grande com muitos desafios, fiz novos amigos, conheci o amor da minha vida, saí de casa a ferro e fogo, morei num bairro histórico com erasmus, voltei a Oslo, voltei a Londres, fui a Nova Iorque, voltei a Florença, voltei a Madrid, fui a Colónia, fiz o raio-do-estágio e tornei-me miraculosamente arquitecta, mudei de bairro e começámos a viver juntos, fui ao meu primeiro festival de Verão e repeti a dose, vi os Pixies, Bloc Party três vezes, Arcade Fire duas vezes, The National e mais uns quantos, os amigos também se emanciparam, alguns decidiram até casar e outros separaram-se. Que raio de dois anos tão cheios, dois anos que neste post me pareciam ser um interregno, uma fase calma, moribunda antes de acontecer qualquer coisa… Afinal prometiam tanto e cumpriram muito mais. Quem era eu há dois anos? Quem serei eu daqui a outros tantos?

24 October 2007

world origami day

Hoje é o Dia Mundial do Origami. Como não tenho nenhum bonito para a fotografia coloquei aqui uma peça fantástica da Kitty-San, uma verdadeira mestra nesta arte.
As coisas fantásticas que se fazem só com papel.







21 May 2007

it was the worst of times, it was the best of times

Recibos verdes, contar os tostões, viver em quartos alugados. Não é fácil. Mas nunca a vida vai ser tão generosa em sonhos e possibilidades como nestes nossos verdes anos.

06 March 2007

a minha residência espanhola

Depois de sair o alemão veio a austríaca, depois de sair a espanhola veio a italiana. O meu tratado empírico sobre sociologia europeia continua de vento em popa. Aguardo os novos capítulos.

02 February 2007

it's always a matter of perspective

Acordo com a luz da manhã a inundar o quarto e olho o rio. Ao pequeno-almoço tenho muitas vezes o D. José estatuado ao longe como companhia. Saio para o fresco do dia com o sol a banhar-me a face, cada esquina é sempre uma surpresa. O motorista transporta-me até à porta do trabalho. Sem trânsito, ponto de embraiagem, primeira, segunda, travão. Sem demoras. É um luxo, não é? Sinto-me uma privilegiada. Mas a verdade pode ser vista de outro ângulo: vivo num quarto alugado com 9,5 m2 e carrego sempre na carteira o passe L. Deixei o conforto do T3 a 2mn do trabalho, com contas pagas, comida pronta e roupa lavada para ter que carregar quilos de compras colina acima e ficar com os bofes de fora. Chamaram-me louca, precipitada, exagerada, que não ia conseguir. Mas todas as manhãs o D. José me diz que foi o melhor que podia ter feito. Ah, se foi!

13 June 2006

birthday girl

Não é para todos ter um amigo com um microfone, um amplificador e umas colunas na varanda de um primeiro andar no castelo. Não é para todos que ele grite "e agora vamos cantar os parabéns à sara". Não é para todos que uma rua inteira apinhada de gente adira em plenos pulmões ao desafio. Não é para todos fazer anos na noite mais lisboeta do ano. Não é para todos. Foi só para mim.

Pin it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...