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27 November 2008

o espírito natalício está nas ruas

christmas espirit is out on the the streets

mas é mais pelo chão das ruas mesmo...

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christmas espirit is out on the the streets
but more on the floor really...

a barriga da cláudia vieira

cláudia vieira

anda aí muita gente a suspirar perto dos novos anúncios da triumph mas alguém decidiu mostrar um ponto de vista mais... realista? desiludido? irónico? cínico?

não consigo escolher a palavra...

red over green

red over green

cool flower

beautiful colors ugly building

beautiful colors

ugly building

mc dreamy only in my dreams


mc dreamy, originally uploaded by sushi lover *.

ando tão pitosga que ao descer as escadas do metro jurei que este mcdreamy de papel era um revisor a pedir passes e bilhetes!
oftamologista já!

mais mcdreamy peloBenjamim


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my sight is so bad that I could swear this paper mcdreamy was a guy controlling the tickets on lisbon subway!
ophthamologist now!

more mcdreamy byBenjamim

10 November 2008

orçamento participativo da cml

Todos temos uma opinião. Agora temos uma voz. Participa!

it's that time of the year again

autumn leaves

castanhas assadas

christmas lights

It's the yellow and brown leaves on the ground, it's the lovely smell of the roasted chestnuts, it's the hanging of the christmas lights. Still the sun shines hot as always. It's autumn in lisboa.

16 July 2008

noites de verão

Lá em baixo na rua o rapaz do jipe aumentou o som do cd que toca no carro para toda a rua ouvir. Chego-me à janela e penso que vou gritar lá para baixo que muito obrigado pela gentileza mas também tenho um leitor de cd's! Depois repenso e abro mais a janela para deixar entrar a Casa da Mariquinhas cantada pela Amália e a brisa fresca da noite lisboeta.

11 July 2008

like it´s a bad thing

headphones
Dizes que com a música nos ouvidos fico abstraída da cidade, das pessoas. Que não ouço os carros, as crianças, os sons da cidade. Que a cidade passa a ser um cenário. Que eu fico desligada, distante do mundo que percorro.

Como se isso fosse mau.

09 November 2007

a lisboa que amanhece

É uma Lisboa diferente a que circula às 7 da manhã. É ensonada, silenciosa, cansada, rabugenta. Mas parece que no estádio universitário há quem corra por prazer. Eu continuarei a esforçar-me por evitar a vida a essa hora.

24 October 2007

subway life

Abriu a carteira e começou a contar as moedas, 1€, 50 cts, 20 cts, 5 escudos -não, parecem 20 cts mas n são, são de um tempo cada vez mais distante-, esta é de 10cts. O homem do acordeão afastava-se cada vez mais na carruagem. Que pensava ele fazer? Correr atrás? 20 cts, 10 cts, encosta de novo a de 5 escudos. De repente as portas abriram-se e o acordeão deixou de se ouvir. Ouvi as moedas resvalarem de novo para dentro da carteira e guardou-a de novo no bolso. Que pensava ele?

16 May 2007

18 January 2007

help the aged

Andam tão devagar e às vezes bloqueiam ruas inteiras. O tempo que demoram a percorrer cada degrau está em total dessintonia com o ritmo urbano. São muitos e estão por todo o lado. Às vezes irritam-me. Mas cada vez que ultrapasso um no meu passo acelerado vem-me sempre à cabeça a música dos pulp. help the aged, 'cause one day they were just like you. help the aged, 'cause one day you'll be older too.

10 November 2006

um e-mail sobre a vida lá fora

Ao som de Art Tatum que descobri fazerem parte das bandas sonoras dos filmes do Woddy Allen vou trabalhando e sorrindo de manga curta para melhor sentir a brisa suave que sopra pela janela aberta. Sem nunca lá ter ido, relembro o Outono em Nova Iorque que Woddy Allen mostrou tantas vezes. Num e-mail da recent visita a Lisboa leio "on terms of climate it is shocking to be back in Norway:the first SNOW arrived!!! It has been snowing all afternoon...". Penso no frio escandinavo, na beleza da neve e sinto saudades do silêncio e da queda em slow motion da neve. Mas em Lisboa este Outono parece um final de Verão e apetece passear sem destino e sem chapinhar em lama. Há greve lá fora mas está-se tão bem cá dentro.

13 June 2006

birthday girl

Não é para todos ter um amigo com um microfone, um amplificador e umas colunas na varanda de um primeiro andar no castelo. Não é para todos que ele grite "e agora vamos cantar os parabéns à sara". Não é para todos que uma rua inteira apinhada de gente adira em plenos pulmões ao desafio. Não é para todos fazer anos na noite mais lisboeta do ano. Não é para todos. Foi só para mim.

27 February 2006

a ponte

É um daqueles dias em que podia proferir impropérios a quem me faz ir trabalhar num dia que metade da cidade ficou em casa. E no entanto, num dia como este, agradeço a quem me fez levantar cedo da cama para aproveitar os momentos soalheiros desta manhã de primavera em Fevereiro nesta cidade meio vazia.

09 January 2006

lisboa reduzida

A minha Lisboa reduz-se a cada dia que passa.
Vivo numa aldeia que vai do Rato ao Chiado onde todos os dias me entroso com os seus habitantes. Sonho com o dia em que vou entrar no café e sem dizer nada o senhor vai dizer "sai uma bica" como com aquela senhora que bebe todos os dia "uma italiana em chávena escaldada". Quem já me conhece são os injustiçados da Procuradoria que recentemente têm estado quase todas as manhãs de plantão à espera que sejam ressuscitados dos mortos... tres mil quinhentos e quantos mais? dias leio diariamente, e até o senhor já me cumprimentou com um bom dia e eu respondi bom dia. Mas não é nada bom pois não?
Fujo do autocarro apinhado e agradeço poder caminhar para o atelier. Cumprimento os japoneses, mais uns conhecidos. Assisto a um roubo de um cacho de uvas. Vejo o dono seguir o homem e trazê-lo pelo braço "Tem que pagar!". Faço um desvio para cheirar a magnífica árvore do Principe Real. Em cada rua que subo e desço há momentos de puro deleite sejam as colinas, seja o rio sempre tão brilhante de manhã. Na Baixa os meninos dos inquéritos já não me perguntam se podem fazer umas perguntas, os punks-malabaristas já não me pedem dinheiro, sou da casa e pennyless. Os pedintes multiplicam-se e o desespero aumenta multiplicando também os modos de pedir como o do vendedor da cais que canta e faz uns movimentos de sapateado.
Qualquer distância de metro leva-me primeiro para a periferia, Saldanha, Praça de Espanha e depois para o subúrbio, para os lados do Campo Grande ou Benfica. Belém, onde fucking subway não chega é outra aldeia, claro. Para o Parque das Nações? Não é preciso passaporte?
A minha Lisboa reduzida reduzida a cada dia que passa.

07 December 2005

ohayo gozaimasu!*

Todas as manhãs cruzo-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa.
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...

Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...

* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo

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