26 July 2005

zeeee gerrmans… esse ser estranho

São um povo intrigante. São o maior número de estrangeiros que conheço e com os quais mantenho as mais duradouras relações de amizade mas também é com os quais vivo numa permanente relação amor-ódio.

Os alemães são imensos e estão por todo o lado (pelo menos, todo o lado que eu vou). Gosto deles. Apelam muito à minha necessidade de organização, que passo a vida a queixar-me de não ter.

Admiro-lhes a perseverança, quase obstinação. Quando querem uma coisa, lutam por ela de um modo paciente e metódico, completamente impermeáveis a opiniões alheias.

Parecem-me, em geral, interesseiros e não perdem tempo com ninharias. Não gostam muito de gastar o tempo pelos cafés.
A não ser no país deles, falam bem inglês e sem sotaque. Avisam se vão chegar 2 minutos atrasados.

Durante alguns minutos tem piada a mania que sabem tudo, enquanto vão mostrando que realmente sabem muito. A piada acaba quando não sabem aceitar uma crítica ou simplesmente, que estão errados num qualquer assunto.

A sua mania-que-sabe-tudo-quase arrogante pode criar situações hilariantes como a do meu colega alemão que adorava dar explicações sobre temas japoneses... a japoneses!! Mas não há decoro? Mesmo que ele tivesse razão e estivesse a explicar algo que eles verdadeiramente não soubessem....

Mas não consigo ficar muito tempo perto de um alemão. A tensão, a ideia que cada palavra é analisada e, o mais dificil, a minha incapacidade de fazer entender o meu sentido de humor... A minha crónica má relação com o relógio leva-os a subir pelas paredes, mas nunca há berraria, o mais provável é, simplesmente, irem embora e não esperarem.
A sua rigidez e falta de espontaneidade deixam-se tensa e pouco à vontade.

No entanto facilmente crio empatia com um alemão e como já disse tenho bastantes amigos alemães. Eles gostam de mim. Eu gosto deles. Mas em pequenas doses. Um alemão é uma prova de treino para toda a minha diplomacia. Falta-lhes... alegria?

O meu sonho é ser organizada e obstinada como um alemão e manter o easy-going e joy-de-vivre latina... Hei-de lá chegar.

5 comments:

  1. nao concordo. admito que podemos conhecer "ramos" de alemaes diferentes: tu os que escolheram emigrar, pelo menos provisoriamente, para paises civilizados (noruega e japão) e eu, o ramo dos q escolheram emigrar p Portugal.
    sim senhora, são pontuais de uma forma que nos faz repensar todo o respeito que deviamos depositar nas relações de amizade ou mera cordialidade e nao fazemos...
    mas também são sensíveis, carregam sentimentos de culpa em relação à sua história que não insistem em atirar para trás das costas (como nós casualmente fazemos com os nossos "podres", têm grande consciência política e conseguem admirar o nosso diferente e peculiar modo de vida sem sobrancerias, o q o belo tuga não teria a elegância de fazer se estivesse no seu lugar.
    e tenho dito!
    (nota: a minha amostra é limitada aos zee german von goethe institut lissabon. mt boa gente, garanto!!)

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  2. sushi lover6:09 PM

    Subscrevo tudo o que dizes.
    E, como já disse, gosto de alemães e tenho amigos alemães há anos.
    Desses que emigram mas não para Portugal.

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  3. Partilho a mesma opinião sobre os alemães.

    Só acrescento uma coisa. Eles são indivivíduos muito treinados, muito disciplinados, competentes, inteligentes e rápidos no raciocínio. Porém, se lhes mudam a base do problema, perdem-se completamente e não sabem como chegar à solução.

    Por isso, um conselho: quando falarem com um alemão, não se re-inventem nem mudem a maneira de falar. Sejam sempre iguais. E nada de humor! A não ser o básico...

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  4. Também tenho amigos alemães, mas salvo muito raras excepções, são do ramo que a Sushi conhece.
    Na semana passada estive com uma alemã, que não conhecia de lado nenhum, a escalar em Sintra. A coisa começa logo por se complicar quando nos encontramos. O normal é as alemãs estenderem-nos a mão. Eu estou sempre mais virado para o beijinho e há sempre confusão.
    Depois passámos algumas horas a escalar as vias mais bonitas do penedo. Via-se que a moça estava a gostar, mas ela nunca se exprimiu sobre o assunto.
    No final do dia, senti-me um guia turistico um pouco frustrado. Nem o travesseiro da Piriquita lhe fez brilhar os olhos.
    Só uma semana depois é que me disse por sms que "I really enjoyed last weekend".
    Dou-me bem com os alemães, mas esse brilho, essa paixão, nunca consegui encontrar.

    Beijinhos

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  5. Olá Sushi Lover,
    Nas minhas rondas pelos blogs de portugueses espalhados pelo mundo encontrei o teu.
    Não podia estar mais de acordo contigo quanto aos alemães e foi um alívio ver que mais pessoas sentem o mesmo. Conheci bastante de perto 2 alemães, em circunstâncias diferentes, e com ambos a "coisa" precipitou-se rapidamente para o afastamento. Pelo que conheço são pessoas altamente racionais, quase autómatos.
    Beijinhos

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