26 June 2006

wanderlust

wan·der·lust, n. A very strong or irresistible impulse to travel.

[German : wandern, to wander (from Middle High German) + Lust, desire (from Middle High German, from Old High German. See las- in Indo-European Roots).]

Regularmente quando há um jackpot nas lotarias e perguntam às pessoas o que fariam com tanto dinheiro muitas respondem que “davam à volta ao mundo”. Nunca percebi muito bem esta obsessão de “dar a volta ao mundo”. Por quanto tempo? 80 dias?
Uma vez, num ferry de Tallinn para Estocolmo conheci dois australianos que andavam há dois anos a viajar pelo mundo. Eram enfermeiros e estavam inscritos numa organização internacional qualquer que lhes permitia, quando o dinheiro faltava, trabalhar num qualquer hospital que pertencesse à tal organização.
Vinham da Estónia, mas tinham estado recentemente em Nova Iorque, já não me lembro bem do percurso por causa duma infame garrafa de tequilla derrubada a shots num mini-sombrero mas eu, que sempre me senti fascinada por NY perguntei entusiamada, e como é? Ao que eles responderam com um encolher de ombros “just another city…”...

Qual é o limite de novidade que podemos ingerir?
Também eu tenho a ambição utópica de conhecer o mundo inteiro, mas não adianta nada viajar quando não se consegue ver.

2 comments:

  1. Também penso muito nisso! E principalmente na maravilha que foi viajar pela primeira vez! E agora é bom, mas daquela vez, os meus primeiros olhos abertos para a novidade, a absorver toda a diferença e a ficar maravilhada com cada semelhança.

    ReplyDelete
  2. Na minha humilde opinião há uma notória diferenca entre visitar locais quando estamos confinados a limites de tempo ou outras pressões, e quando vamos >ESTAR< num sítio, mesmo que durante algum tempo.
    Hoje em dia faz-se muito turismo em modo express, por exemplo, visitar um país em duas semanas: corre-se de um lado para o outro tentando visitar os lugares mais importantes, fotografar isto mais aquilo, comprar os souvenirs da praxe e regressar.
    Se não há tempo para dar um sentido àquilo que se vê, se não há tempo para sentir a alma daquela nacão (que é quase necessariamente diferente da do lado), se não há um mínimo de contextualizacão histórica e cultural, então o que se viu e visitou, não ficou. Perdemos qualquer coisa.

    ReplyDelete

Leave your comments, ideas, suggestions. And thank you for your visit!

Pin it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...