10 November 2008

orçamento participativo da cml

Todos temos uma opinião. Agora temos uma voz. Participa!

it's that time of the year again

autumn leaves

castanhas assadas

christmas lights

It's the yellow and brown leaves on the ground, it's the lovely smell of the roasted chestnuts, it's the hanging of the christmas lights. Still the sun shines hot as always. It's autumn in lisboa.

obamo-te

disse ele.

07 November 2008

turbilhões optimistas

Ando há bastante tempo com este post-comentário na cabeça a este post do Francisco josé Viegas no Origem das Espécies.

Escreveu FJV:
"Vivemos em turbilhão. Depois da “onda de criminalidade violenta” durante o Verão, veio a crise financeira no Outono, com a questão dos combustíveis pelo meio. Não sabemos o que nos reserva o Inverno (Steinbeck escreveu “O Inverno do Nosso Descontentamento”), mas de uma coisa podemos estar certos: dificilmente iremos encarar o futuro com a mesma leviandade. As crises obrigam-nos a repensar o modo de vida e a forma como lidamos com as coisas banais: o preço da bica, as compras de Natal, a roupa do ano passado, os gestos menores do dia-a-dia. Há quem se lamente de que, assim, ficamos mais conservadores. Se for verdade, é uma vantagem. Os ‘optimistas’ têm mais desilusões; os ‘pessimistas’ estão mais preparados para os dias que aí vêm. É uma verdadeira lição de teoria política."

É principalmente a frase "Os ‘optimistas’ têm mais desilusões; os ‘pessimistas’ estão mais preparados para os dias que aí vêm." que me tem feito pensar e concluir que não podia discordar mais.

Porque é que um pessimista está mais preparado para os dias que aí vêm? Porque já não espera nada de bom? Porque acha que isto só tem tendência a piorar? Porque não é um iludido, um leviano? E o futuro é coisa séria? Vendo as coisas assim só me lembro do Fernando Pessoa e a imagem do homem "como cadáver adiado que procria".

Esta crise financeira assusta-me, não vou mentir. Estou na situação mais precária de trabalho que alguma vez estive e continuo com contas para pagar como os outros. Não tenho dívida ao banco mas pago um aluguer todos os meses e temo que algum crash maluco de um sistema financeiro que não entendo mas em que participo me leve as poupanças no banco.

Mas tornar-me pessimista vai ajudar alguma coisa? Vaticinar uma desgraça para o futuro vai-me dar energia para trabalhar e ser melhor no que faço?

Um optimista não tem que ser um iludido. Para mim ser optimista é como ver o copo meio cheio em vez de meio vazio, é olhar para as circunstâncias e ver as coisas positivas, é olhar para o bright side of life mesmo quando há crises e momentos maus! Um optimista não tem que alguém com a cabeça nas nuvens mas pode ser alguém realista que reflicta, trabalhe e lute todos os dias. E isso não é ilusão.

A ideia geral do texto do FJV é, como eu a vejo, positiva: "As crises obrigam-nos a repensar o modo de vida e a forma como lidamos com as coisas banais: o preço da bica, as compras de Natal, a roupa do ano passado, os gestos menores do dia-a-dia. Há quem se lamente de que, assim, ficamos mais conservadores. Se for verdade, é uma vantagem."

Seria realmente uma vantagem desta crise pôr as pessoas a pensar no que é essencial na vida, no seu estilo de vida e nas coisas banais. Pensar se precisam mesmo daquele plasma ou da assinatura da tvcabo. Se precisam mesmo de andar de carro todos os dias. Confesso que apenas não entendo bem como isso nos tem que tornar mais conservadores. Reflectir antes de comprar ou contrair um crédito não pode ser uma coisa má. Ou pode?

Sim, fomos enganados, antes diziam Poupe!, depois disseram Gaste! e agora lixam-se uns, mas também será preciso ver as coisas em perspectiva e analisar quanto mais pobres estamos realmente.
No site Global Rich List uma aplicação permite, depois de introduzir o vencimento global anual, ver a nossa posição no ranking mundial. A título de experiência coloquei o valor de alguém que ganhasse o ordenado mínimo (já o valor futuro): 425€ a 13 meses (são 13 meses que se ganha quando se tem um contrato não é? Eu não sei porque nunca vi nenhum) deram 5,525€.
O resultado é que essa pessoa seria a 838,426,630ª pessoa mais rica do mundo e estaria nos 14% mais ricos do mundo.
Ok podem dizer-me que é difícil comparar o que é ser pobre em Portugal e o que é ser pobre na Guiné. Claro que é e o custo de vida é mais elevado em Portugal e haverá sempre decisões seja de governo ou de mercado que não controlamos e têm implicações nas nossa vida. Mas este simples exercício faz-nos pensar um bocado que esta crise pode trazer coisas boas, austeridade por exemplo. Ser feliz com menos é possível.

A verdade é que é mais fácil atirar culpas para cima dos outros e achar que é o governo e "eles" que nos lixaram a vida quando está nas nossas mãos o modo como estamos no mundo.
You can't change de cards you're given, just the way you play it.

Nestas semanas soube de quatro amigas grávidas e outra deu à luz o seu primeiro filho. Se estivessem pessimistas com o futuro deviam ter comprado mais embalagens de pílula mas a vida não pára e a vida nunca é pessimista. É uma força maior que nós que temos que agarrar.

E o que é que vocês acham?

06 November 2008

malaparte - uma casa come me

Curzio Malaparte não era flor que se cheirasse. Nasceu em Itália filho de pai alemão e mãe italiana. Nasceu Kurt ficou Curzio. Nasceu Suckert havia de mudar para Malaparte. Na I Guerra
Mundial alistou-se na Legione Garibaldina. Depois da guerra tornou-se jornalista e fascista. Foi preso e correspondente de guerra na campanha da Etiópia. Durante a II Guerra Mundial escreve artigos simpáticos para os nazis e livros. Haveria ainda de se tornar comunista, desiludir-se e emigrar para França. Morreu em Roma em 1957 com cancro do pulmão.
Muito antes disso, em 1938 com uma considerável soma de dinheiro de proveniência misteriosa compra o Capo Massullo a um pescador de Capri e encomenda a Adalberto Libera uma "casa come me", uma casa que fosse "triste, dura, severa como eu".

O resultado foi uma casa que se tornou mais do que ele. Construída num penhasco dramático a casa vermelha é acima de tudo estranha e misteriosa. Tem uma escadaria monumental que dá acesso à cobertura plana que dramatiza a relação com a paisagem. Os interiores são despojados e as aberturas são planos envidraçados cuidadosamente seleccionados para enquadrar a paisagem.

Escreveu Bruce Chatwin*: "Um navio homérico encalhado? um altar moderno a poseidon? Uma casa do futuro - ou do passado pré-histórico? Uma casa surrealista? Uma casa fascista? Ou um refúgio "tiberiano" de um mundo enlouquecido? É a casa do dandy e folião profissional (...) ou do melancómico romântico alemão que jaz sob a aparência, mascarado? A casa pura de um asceta? Ou um teatro inquieto e privado de um insanciável Casanova?"

A casa, misteriosa como sempre, lá permanece.
Foi, em 1963, o cenário de filmagens do filme "O Desprezo" de Jean-Luc Godard.
Via "O Arrumário" encontrei este trecho que mostra muito bem a casa:

* em Bruce Chatwin, Anatomia da Errância, Quetzal Editores, 2008

05 November 2008

the barriga de um arquitecto effect

sitemeter went crazy!


















Obrigada pela referência e obrigada pelas visitas.
Há mais imagens da Exposição «Peter Zumthor: Buildings and Projects 1986/2007» no meu flickr.

change has come to america

para nós que esperámos suspensos por este dia finalmente um suspiro de alívio.

beautiful print from scott hansen. ver como foi feita aqui.

viva!


04 November 2008

video instalation at the peter zumthor exhibition

video - zumthor office

video - zumthor office

video - zumthor house

ser monitora de sala tinha a vantagem de efectivamente ver todos os vídeos da exposição completos... e fazer experiências com a câmara fotográfica.

images from video instalation by nicole six and paul petritsch at the peter zumthor exhibition in lisboa (7.09 - 2.11 / 2008)

watercolors from the peter zumthor exhibition

peter zumthor stamp

watercolor

watercolor

watercolor

louise bourgeois

tetxures from the peter zumthor exhibition

graphite texture

bregenz texture

texture

texture

marble texture

print texture

03 November 2008

peter zumthor

A exposição terminou ontem e eu lembrei-me que nunca aqui vos mostrei algumas imagens da montagem em que participei no início de setembro na lx factory.
fui buscá-las e aqui ficam.

lx factory

lx factory

lx factory

UFN

please be careful

mappen

tables layout

thousands of tiny little bricks

bridge

21 October 2008

obama for obama

foto kirainet

Há uma cidadezinha no Japão que se chama Obama. Obama em japonês quer dizer "pequena praia". A cidade entrou em histeria com o candidato a presidente dos estados unidos, Barack Obama e tratou de usar essa coincidência a seu favor. Ele é t-shirts, bandeiras, cartazes, bolos tudo com a cara do senador e o indispensável:
I Y OBAMA!
A publicidade tem sido tanta que o próprio Barack Obama já vei dizer umas palavrinhas simpáticas sore a relação EUA-Japão.
Ver InSight America, um projecto da magnum para retratar a américa nas eleições.

17 October 2008

maybe in a next life...

...I'll be gifted with these skills and patience.




Meanwhile see kitty-san's origami. She is really really gifted.

And not only in origami! Beautiful creations and (not so) new vintage shop!

16 October 2008

07 October 2008

o autêntico wonderbra da dona-de-casa japonesa

eco bra
Isto é o que se chama "vestir a camisola" de uma causa. A Triumph Japan lançou este soutien para alertar para o número alarmante de sacos de plástico consumidos no Japão (cerca de 3o biliões, sendo que 30% são deitados fora sem nunca serem reutilizados)

Não sei da practibilidade deste soutien, mas tenho a certeza que se o estivesse a usar e decidisse tirar o saco das compras o supermercado parava.

Rosa, fica aqui a dica para substituires esses aborrecidos da Retrosaria!

via inhabitat

06 October 2008

sometimes there is

too much

via Scott Hansen

a hora certa

Ainda não percebi qual é a hora certa. Às 9:00 já não há jornais ou ainda não há? Às 11:30 já terminaram ou nunca vieram? Não consigo perceber o raio da hora certa para apanhar o gratuito metro às segundas. É que gosto de ler o Vasco Barreto. Felizmente ele cai-me sempre no colo entregue pela Maria João Pires*, mas o que querem, um jornal é um jornal, não gosto tanto de ler no ecran...



* Arigato pelo serviço público!

olha uma música para mim



amo-te mais longe do que o japão... ai ai *suspiro*

25 September 2008

nagi noda #2

Mais um vídeo genial da Nagi Noda desta vez para os Scissors Sisters. No Youtube só encontrei uma versão cortada (sacanas) mas aqui podem ver a versão completa.



É um bocadinho spoiler mas quem quiser ver como o vídeo foi feito pode ver aqui o making of.

nagi noda #1

Até há exactamente 14 dias nunca tinha ouvido falar do nome de Nagi Noda. Esta super mulher directora de clips, estilista, designer, CRIATIVA-como-eu-sei-lá passou-me ao lado estes anos todos! A alegria de a ter descoberto foi ensombrada por ter sido num post do Nipofilia a falar da sua morte. Bolas... acabou? Não vamos voltar a ser surpreendidos? Chuif chuif... Que tristeza.

Vale-nos o seu legado. É preciso tempo e alguma paciência para saltar uns caracteres japonese mas é uma alegria passear pelo site da Nagi Noda! Vão! Vão!

O meu luto tem sido feito a ver vezes sem conta este vídeo que Nagi Noda fez para a música Sentimental Journey da cantora Yuki:



(Se acham que isto e tal é tudo Photoshop dos vídeos vejam meeeeeeeeesmo até ao fim.)

17 September 2008

time is life

Trabalho novo em bairro antigo. Visitas a obras. Projecto do mirrorcities a dar uns passos. Abstract e powerpoint para conferência no Porto no sábado. Convites de casamento e preparação de celebração (not mine!). Amigos a divorciarem-se. Crianças a nascer. Outras em dificuldades. Coração apertado. Braços abertos.

Há semanas assim.

(...) the reason for this obsession with productivity is we think time is money. But time is not money. Time is life.

16 September 2008

divulgação

A Embaixada do Japão tem o prazer de divulgar o evento : "Anime Japão!", nos próximos dias 20 e 21 em Lisboa e dia 23 no Porto.
Os interessados poderão consultar toda a informação em:

13 September 2008

o tempo japonês

Tento combinar um jantar com uma amiga japonesa que vem a Lisboa. Diz-me que partirá de Tóquio dia 28 de Agosto, chegando a Lisboa dia 1 de Setembro depois de passar uns dias com uma amiga na Holanda. O marido chegará dia 7 e dia 9 irão a Madrid e Toledo, por dois dias e meio.

Chegaram ontem de manhã e foram almoçar à Ericeira com um casal amigo. Hoje vão fazer algumas compras, talvez visitar algo e às 19 encontramo-nos para jantar. O marido parte amanhã de manhã.

Há qualquer coisa no tempo japonês que eu não consigo entender.

11 September 2008

10 September 2008

09 September 2008

muitos livros assustam. uma internet assusta muito mais.

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdido.

Sushi lover apresenta, em exclusivo, a versão do famoso texto de Almada Negreiros adaptado ao século XXI.

"Entrei no Google. Pus-me a contar o número de sites e ligações a páginas e quantos anos terei de sanidade mental. Não chegam nem para o Blogger! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdida!"

(edição não revista, assim tipo wikipédia)

turn me over

chatty rocks via paperandstitch

02 September 2008

um post onde se diz trailer muitas vezes com uma lágrima no final

Eu sou daquelas pessoas que corre para a sala de cinema antes do filme começar para ver os trailers! Adoro trailers, adoro como sintetizam a história sem contar tudo, adoro como assustam, emocionam, fazem rir, assim em 3 minutinhos. Um filme do Sylvester Stalone é um espectáculo no trailer (quem se lembra do "Daylight"? Nem vi o filme, o trailer era bom demais!) Adoro trailers antes de ver o filme do trailer e depois de ver o filme do trailer! Rever momentos que gostei, ver sempre uma ou outra cena que não aparece no filme, ver como a sequência da história é às vezes trocada... E claro, above all, adoro vozes de trailers, imito vozes de trailers, vibro com vozes de trailers, imagino-me casada com uma voz de trailer!

Mas hoje, disse-me o Yahoo, um hipotético pretendente morreu. A verdade é que tinha mais 40 anos que eu, mas ainda tinha a voz!

No site do Pedro Mexia que escreveu um post menos parvo que este vi este vídeo. Ganda vozeirão!



(lágrima)

tijolo tijolinho

Fiquei tão imbuída pelo projecto do Peter que hoje passei o dia a colocar tijolos de 3 cm na maquete de 2 x 2 m do museu Kolumba. E sabem que mais? Adorei!

Sábado abre ao público.

01 September 2008

ele anda aí!

Corre à boca pequena que o Peter Zumthor vai apanhar a lowcost da easy jet e mostrar-nos as maquetes lá do atelierzito dele. Ao que parece já prometeu jantar com a Guta Moura Guedes no sábado, mas antes (disse-me um passarinho) ainda come um pastel de nata com a malta.

Assim imbuída do bom espírito da arquitectura suíça fui repescar umas fotos da única obra do senhor em que pus os pés e toquei com as mãos, o museu Kolumba em Colónia.

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Também hoje curiosamente fui logo dar com este texto hoje a partir de um link do cidadaniaLX.
E viva a Suíça!

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