11 September 2008

10 September 2008

09 September 2008

muitos livros assustam. uma internet assusta muito mais.

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdido.

Sushi lover apresenta, em exclusivo, a versão do famoso texto de Almada Negreiros adaptado ao século XXI.

"Entrei no Google. Pus-me a contar o número de sites e ligações a páginas e quantos anos terei de sanidade mental. Não chegam nem para o Blogger! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdida!"

(edição não revista, assim tipo wikipédia)

turn me over

chatty rocks via paperandstitch

02 September 2008

um post onde se diz trailer muitas vezes com uma lágrima no final

Eu sou daquelas pessoas que corre para a sala de cinema antes do filme começar para ver os trailers! Adoro trailers, adoro como sintetizam a história sem contar tudo, adoro como assustam, emocionam, fazem rir, assim em 3 minutinhos. Um filme do Sylvester Stalone é um espectáculo no trailer (quem se lembra do "Daylight"? Nem vi o filme, o trailer era bom demais!) Adoro trailers antes de ver o filme do trailer e depois de ver o filme do trailer! Rever momentos que gostei, ver sempre uma ou outra cena que não aparece no filme, ver como a sequência da história é às vezes trocada... E claro, above all, adoro vozes de trailers, imito vozes de trailers, vibro com vozes de trailers, imagino-me casada com uma voz de trailer!

Mas hoje, disse-me o Yahoo, um hipotético pretendente morreu. A verdade é que tinha mais 40 anos que eu, mas ainda tinha a voz!

No site do Pedro Mexia que escreveu um post menos parvo que este vi este vídeo. Ganda vozeirão!



(lágrima)

tijolo tijolinho

Fiquei tão imbuída pelo projecto do Peter que hoje passei o dia a colocar tijolos de 3 cm na maquete de 2 x 2 m do museu Kolumba. E sabem que mais? Adorei!

Sábado abre ao público.

01 September 2008

ele anda aí!

Corre à boca pequena que o Peter Zumthor vai apanhar a lowcost da easy jet e mostrar-nos as maquetes lá do atelierzito dele. Ao que parece já prometeu jantar com a Guta Moura Guedes no sábado, mas antes (disse-me um passarinho) ainda come um pastel de nata com a malta.

Assim imbuída do bom espírito da arquitectura suíça fui repescar umas fotos da única obra do senhor em que pus os pés e toquei com as mãos, o museu Kolumba em Colónia.

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Peter Zumthor, Kolumba

Também hoje curiosamente fui logo dar com este texto hoje a partir de um link do cidadaniaLX.
E viva a Suíça!

31 August 2008

off limits

off limits

Hesito quando penso no que me faria mais feliz. Um emprego 9 às 17 (ou 11 às 20) e desligar completamente quando se sai do trabalho? Ou ser patrão de si próprio sem horários mas supostamente fazendo aquilo que se gosta? Ou ter o emprego das 9 às 17 e trabalhar freelance depois do "expediente"? Ou ser dona de casa com marido rico? A estabilidade do ordenado certo ao final do mês? Ou lançar-se em projectos que ninguém sabe o que darão? Os fins-de-semana a ler? Ou a trabalhar para si? Ou a trabalhar para outro?
Quem me dera ter a receita da minha felicidade. E levantar-me mais cedo já agora.

27 August 2008

splash!

splash!

Para refrescar! Um sento, um banho público japonês em kita-senju, tóquio.
Parece fresca mas a temperatura ronda os 41º! Atsui, ne?

old pallets


O que fazer com paletes velhas? Uma casa?! Genial!

26 August 2008

carlos paião...



...morreu há 20 anos. Mais uma das muitas mortes estúpidas nas estradas portuguesas.

25 August 2008

prada aoyama epicenter

prada aoyama epicenter

Já há algum tempo que não punha uma foto da Prada de Tóquio, um dos meus edifícios preferidos de sempre. Se, em geral, até não seja grande fã da "arquitectura-enche-o-olho" que é tantas vezes pouco mais que tecnologia, este edifício enche-me as medidas e apesar das dezenas de visitas que fiz nunca parou de me surpreender.

Hoje apareceu-me há pouco pelo site chileno Plataforma Arquitectura, que é uma alegria diária, este video da loja Prada em Tóquio feito por outra equipa chilena, a 0300TV, cujo site também é uma alegria e disponibiliza um sem fim de vídeos de arquitectura.


Herzog & De Meuron / Prada Aoyama Epicenter from 0300TV on Vimeo.

Cá de casa posso-vos mostrar este vídeo (menos conseguido, vá) de uma das montras que a Prada fez com saias a rodar. Enjoy!


skirts in prada aoyama epicenter, tokyo from sushi lover on Vimeo.

24 August 2008

things that make one’s heart beat faster

Autor: Kitagawa Utamaro

To wash one’s hair, make one’s toilet, and put on scented robes, even if not a soul sees one, these preparations still produce an inner pleasure.

Sei Shönagon (c.966-1017)

21 August 2008

a-ha! descobri!

autor: hellosputnik


Qual google qual quê! Se falamos de imagens nada como o grande flickr para nos ajudar!
A foto da capa dos a-ha foi tirada no Estádio Malecon, em Havana.

Mais fotos no flickr: 1 2 3 4 5 6 7 8 9
(E mais uma obsessão para o clube: ir a Havana)

onde raio é isto?

Há algo que me atormenta já lá vão 6 anos!
Em 2002 os a-ha lançaram um album chamado Lifelines que tinha esta capa lindíssima:



A foto é estonteante e por umas outras que vi na altura parecia-me uma pala de um estádio. Mais pesquisas de internet e parece que é em Cuba. Mas onde? E é o quê?

no movie for impressive girls

Há algo de diferente na avenida da república depois de ver este filme. Aquilo dos americanos? Pois.

19 August 2008

os americanos

Sempre gostei de americanos. Não da "América" (conceito a evitar perto de habitantes da América que não sejam os Estados Unidos) mas das pessoas, de um certo modo de estar na vida, da garra. Também não todas mas sempre tive a felicidade de conhecer muitos e "bons" americanos. Mesmo sendo verdade que às vezes são demasiado centrados em si próprios, e é detestável a mania de querer sempre "ajudar outros povos" e limpar a sua consciência de país opulento com uma política externa altamente duvidosa. Mas não quero estar aqui a lembrar o que de mau tem a cultura americana mas mostrar-vos um vídeo, que tem corrido o mundo desde que Randy Pausch, um professor da universidade de Carnegie Mellon morreu com um cancro no Pancreas, a 25 de Julho deste ano. O vídeo é a sua "Última Aula".

Randy Pausch é um daqueles americanos que eu gosto. Não tem um ar especialmente inteligente e tem um péssimo corte de cabelo mas tem uma capacidade inspiradora que vem da sua alegria infantil, o seu entusiasmo por coisas "não sérias" que são tão ou mais sérias como outras, a sua garra pela vida e completa paz consigo próprio.

Este tipo de entusiasmo infantil em Portugal é muito censurado, mesmo com o mundo cheio de exemplos de ideias aparentemente estapafúrdias que se revelam coisas maravilhosas para o tantos. Quem se desvia do "caminho" é olhado de lado e há tão pouca tolerância para ideias diferentes! E pior que falta de tolerância, há desdém, há sabotagem, há castração. Mas não adianta falar dos "outros", quem faz a nossa vida somos nós.

Há sempre duas maneiras de olhar para as coisas, o meu cinismo (não sou assim tão diferente dos outros) podia chamar a isto uma grande lamechice e show-off mas hoje quero contrariar a nuvem negra, hoje quero um pouco da minha alegria infantil. Afinal este senhor morreu mesmo e podemos sempre aprender algo com outra pessoa, principalmente com o que ela escolheu dizer antes de morrer.



Amanhã vem cá o Steve Jobs.

nunca pensei ter tanto em comum com um atleta olímpico

para mim de manhã também é bom é na caminha.

já é batida mas esta frase vai ficar para a história.

02 August 2008

tama art university library

Houve um dia no mirrorcities (ver dia 15 Julho) em que comparávamos bibliotecas entre Lisboa e Tóquio e a minha era uma foto da nova biblioteca desenhada pelo Toyo Ito para a Universidade de Arte de Tama, numa pequena cidade perto de Tóquio. A biblioteca é linda, é dos edifícios mais elegantes, equilibrados, bonitos mesmo que já vi. Perspira Kann por todos os poros e achei que mereciam mais algumas fotos. As do interior são meio manhosas porque era proibido tirar fotos (foi por valores mais altos - cof cof - como mostrar-vos!). Para verem fotos melhores, com artigo e tudo é só seguir o link da dezeen.

tama library

tama library

tama library

tama library

31 July 2008

onsen ou as termas

A Sara relembra, neste post, os Verões em que era "obrigada" a ir às Termas da Curia. Eu cá nunca fui "obrigada" a nada disso, só aos Verões entediantes no Algarve (na adolescência somos tão difíceis de contentar) e tenho pena (agora, claro). Mais pena tenho ainda de não poder visitar as termas nos finais do séc. XIX, cheias de bailes e dias relaxados mergulhados em água quente (e fria e tépida). E lamento as termas que posso visitar hoje...

Hoje em dia as termas portuguesas dividem-se entre as que apodrecem na decadência, as que são transformadas em spa-tipo-piscina ou as que são transformadas em spa-tipo-belize. Poucas ou nenhumas têm preços acessíveis e debitam o vocabulário moderno de wellness, life experience, fitness, resort, spa e misturam-se com outras actividades que vêm sempre a calhar como golfe e golfe ah e às vezes também golfe.

Entretanto do outro lado do mundo ir às termas pode ser tão simples como isto:

takaragawa onsen

houshi onsen

houshi onsen

Mas bom, é sempre complicado competir com mais de 2000 anos de história (conhecida) de usufruto de fontes termais naturais que são mais de 16000 pelo Japão.

30 July 2008

eu queria... eu gostaria...

Há uns anos passou na televisão um programa chamado "Anúncios de Graça". Mostravam uns anúncios brasileiros tão bons tão bons que ainda hoje são tão bons tão bons e muitas expressões foram adoptadas pelo meu grupo de amigos!

Hoje decidi passear pelo you tube a relembrar os serões dos anos 90.



Ver Lego - Cidade
Ver Lego - Castelo

29 July 2008

/ / m i r r o r c i t i e s / /

O // m i r r o r c i t i e s // morreu! Viva o // m i r r o r c i t i e s //!

obrigado-arigato

Foi uma experiência fantástica esta de um blog diário de contrastes entre duas cidades! E estou mesmo feliz por ter a ginja como partenaire! É sempre mais complicado fotografar a cidade que conhecemos tão intimamente mas ela surpreendia todos os dias com ângulos e pontos de vista tão originais! Foi para mim um redescobrimento de Lisboa ao mesmo tempo que me perdia por Tóquio, sempre surpreendente em cada esquina! Agora gosto de passear por Lisboa e continuo sozinha a fazer mentalmente montagens de contrastes entre Lisboa e Tóquio! É viciante!

O projecto mirrorcities vai continuar em outros formatos. Saibam mais aqui.

23 July 2008

leque

Ryu-Kyu [Okinawa] manteve, desde remotas eras, relações commerciaes e outras com a China e com o Japão, sendo alguns dos seus productos bastante apreciados. Mendes Pinto conta ter recebido, no Japão, varios presentes de abanos e de abanos léquios. Léquios e ilhas léquias eram os nomes que davamos então, por corrupção, à gente e às ilhas de archipelago de Ryû-Kyû. A denominação de abanos lequios simplificou-se certamente, com o correr dos tempos, para lequios, ou leques; e o termo persisitiu para designar os objectos similares.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, pp.13-14.

22 July 2008

bengala

Algures, diz [Fernão] Mendes Pinto [em Peregrinação] que certo individuo levava uma canona na mão, o que nos faz convencer de que , no tempo em que elle escreve, o termo tinha significação identica à do termo francez aind hoje em uso, canne. N’outro lugar, diz Mendes Pinto que um outro individuo levava na mão uma canna de Bengala. Devemos pois concluir que, com o andar dos tempos e o emprego frequente das cannas de Bengala, a simples palavra bengala, passou a designar o utensílio. E não esqueça a phrase, ainda hoje em voga: uma bengala de canna da India.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, p.12.

19 July 2008

highway
Esta foto já foi tirada em 2005 em Nihonbashi (e aqui na altura publiquei outra montagem), zona animada em auto-estradas umas-por-cima-das-outras. Agora descobri este set no Flickr do Ken Ohyama que mostra muito melhor que eu a beleza destas estruturas monstruosas.

17 July 2008

road trip

O Pedro andou a passear pela Pensilvânia, Maryland, Virgínia e Tennessee... Uma boa ideia para as férias?

16 July 2008

noites de verão

Lá em baixo na rua o rapaz do jipe aumentou o som do cd que toca no carro para toda a rua ouvir. Chego-me à janela e penso que vou gritar lá para baixo que muito obrigado pela gentileza mas também tenho um leitor de cd's! Depois repenso e abro mais a janela para deixar entrar a Casa da Mariquinhas cantada pela Amália e a brisa fresca da noite lisboeta.

15 July 2008

on beauty

Leio na revista Ler uma entrevista com Zadie Smith que às tantas revela (bom, a mim que não o sabia) que na verdade se chama Sadie mas decidiu trocar o S pelo Z.
Soa bem melhor Zadie - penso eu - e se eu também trocasse o meu S? Sara, ficava Za... Pois, não.

Muito obrigadinho senhor Amancio Ortega!

11 July 2008

like it´s a bad thing

headphones
Dizes que com a música nos ouvidos fico abstraída da cidade, das pessoas. Que não ouço os carros, as crianças, os sons da cidade. Que a cidade passa a ser um cenário. Que eu fico desligada, distante do mundo que percorro.

Como se isso fosse mau.

09 July 2008

furoshiki

furoshiki
Dois panos, duas bolsas ou uma mochila?

Furoshiki é uma tradição japonesa de embrulhos que tem assistido a um revivalismo na actual corrente ecológica que percorre todo o mundo e também o Japão, onde o consumo de sacos de plástico é desmesurado. Consiste essencialmente num quadrado de tecido que com diferentes técnica e nós se transforma em diferentes sacos e modos de embrulho.

Há várias técnicas que permitem embrulhar livros, garrafas, bolas, fazer bolsas e mochilas!

Como fazer uma bolsa:



Como carregar livros:



Parece que a tradição nasceu no séc. XVII quando as pessoas embrulhavam os seus pertences a caminho dos Banho Públicos (Furo quer dizer Banho). Completamente desembrulhado servia de tapete enquanto o utilizador se vestia, depois reuniam-se os pertences, 4 nós e já está uma mala!
A técnica também é utilizada como um modo requintado de embrulhar presentes. (assim, assim e assim).

Furoshiki é uma alternativa tradicional e ecológica e, para os fans de origami, um divertimento!

27 June 2008

a propósito do congresso feminista... o homem e a mulher japoneses em 1896

women only
Na foto no metro de Tokyo aviso aos passageiros que durante a hora de ponta a primeira carruagem do comboio é reservada apenas a mulheres. Esta foi a solução encontrada para proteger as mulheres dos apalpadores.
“O homem japonez, melhor seria dizer – o guerreiro, - é tudo. A sua vontade é indiscutível, sagrada. O que elle quer, é o que elle faz. Tudo o que o rodeia, lhe deve obediência. Até parece que as aves cantam só para elle, que as arvores dão sombra e fructos só para elle, que as flores rescendem só para elle, na doce escravidão de o servirem, de o glorificarem, de o cercarem de confortos e deleites. A mulher, n’este estado de illusão particular da existência, não se furta á lei única, entra na categoria dos pequeninos, e vem saudar o seu senhor e tornar agradáveis as suas horas de ócio. Da ramada de cerejeira á musumé, pouco vae: aquella uma só vez no anno se cobre de galas, esta tem artes de florir constantemente em seducções, de eternisar a sua primavera. Fica assim definido o seu destino: preservar-se, cuidar-se, ser bella, mas para offerecer-se, não para dominar. "

"Assim, naturalmente, impozeram-se ao bando feminino tres estradas distinctas a trilhar (…). É a guesha, a mulher-flor, enfeitiçando pelo seu perfume, pela sua arte de galanteios, pelos rythmos da sua guitarra e dos seus cantares. É a mundana, a mulher-fructo, acordando um desejo, um appetite, expondo-se, offerecendo-se á dentada gulosa do rei da terra. É finalmente a mulher-mãe, o principio perpetuador da espécie, o engenho universal da vida desde planta até ao homem, merecendo as attenções desveladas, o abrigo no lar, o respeito q a cercam. Ou guesha, ou mundana, ou mãe, em torno d’esta trindade borboletea um mundo neutro de creadinhas no primeiro frescor dos annos, e de velhas que já vão dobando quasi a termo a ultima meada da existência. (...)"

Wenceslau de Moraes, em O Dai-Nippon (O Grande Japão).

Leituras recomendadas:
Uma pequena viagem ao Feminismo pela mão de Madalena Barbosa, in 5 Dias
Vocês o que é que estão para aí a dizer sobre o feminismo?, in Caminhos da Memória

23 June 2008

start 2.0

Estive a limpar as gavetas, a pôr a roupa de verão de fora (gostam do novo vestido às riscas?) e a desempenar as portas deste blog há muito fechado.
Fechei o "Cartas do Japão" e passei os poucos postais que lá escrevi todos para aqui. Apaguei-o de vez (peço desculpa a quem linkou), perderam-se os comentários, é uma pena, mas esta casa fica mais arrumada.
Vou começar a usar "Labels" que são como separadores que eu adoro.
Actualizei os links principalmente os japoneses.
Coloquei um motor de pesquisa "powered by Google" (e também designed by Google - ainda tenho que ver como é que se põe aquilo mais bonito) para ajudar não sei bem quem a procurar não sei bem o quê (mas agora é mais fácil).
Quero pôr um RSS Feed - ando a estudar.
Vou continuar no // m i r r o r c i t i e s // até Tokyo se esgotar em mim (e Lisboa na Ginja).
Vou continuar por aqui.

A vida recomeça todos os dias.

04 April 2008

where do you wanna live?
























Este é um apartamento em Tokyo, em Shinjuku, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento é um T1, tem 46,98 m2 e custa aproximadamente 346.500 euros.















Este é um apartamento em Lisboa, no Rato, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento tem cerca de 70 m2 e custa aproximadamente 414.000 euros

03 April 2008

clean is happy

Tenho andado a passear pelo mundo maravilhoso das casas de banho japonesas.
No Japão a sanita está numa divisão diferente do lavatório e da banheira. Convenientemente a zona da sanita chama-se toire (toilet) e a da banheira basurumu (bathroom). O lavatório encontra-se numa antecâmara do basurumu.
Mas é de sanitas que eu quero falar agora. As sanitas japonesas são o state of the art da tecnologia japonesa.
Tradicionalmente são assim:

japanese toilet

Pouco mais que um buraco no chão.

Mas depois viémos nós os ocidentais e introduzimos a sanita "western style". Os japoneses pegaram nela e melhoraram-na substancialmente.

1ª ideia genial:
Já que o lavatório não é no mesmo espaço que tal aproveitarmos a água que reenche o autoclismo para lavar as mãos?

japanese toilet

2ª ideia genial:
Já que passamos algum tempo sentados numa sanita que tal aquecermos o assento?

japanese toilet
E assim nasceu a Warmlet. Reparem no fio eléctrico.

Se quiserem saber mais dêem fica aqui um panfleto publicitário da sede americana da empresa japonesa Toto, líder mundial do mercado sanitário (eles é que dizem!).

Mas quando tudo já parecia tão bom, estávamos apenas no princípio.
Na Toto não páram de pensar nos nossos rabiosques e a grande pérola das sanitas japonesas é a Washlet!

A Washlet, para além de aquecer o assento (básico!) tem mais umas quantas funções numa série de botões num comando ao lado do assento.
Por exemplo, um botão para fazer o "flushing sound" (mais comum em casas de banho públicas para a discrição máxima). Um outro botão activa o modo bidet. Isso mesmo, bidet. Ou seja sai um tubinho que ejecta água para o nosso rabo. Medo. Rabo molhado, e agora? Mais um botãozinho e sai um jacto de ar para secar! Genial!
Há mais botões para controlar a temperatura do assento, a temperatura da água, a direcção e a força do jacto de água, etc etc.
O autoclismo é accionado automaticamente pouco depois de nos levantarmos.
A tampa da sanita também é accionada por sensores de proximidade (sim, levanta-se quando nos aproximamos!)

Tem que se experimentar para acreditar. É estranho, mas o que é estranho, entranha-se.

Mas se ainda não estão convencidos vejam este excelente site de promoção da Washlet nos Estados Unidos: http://www.cleanishappy.com/

Ah, clean is happy! Why not?

01 April 2008

pritzker in tokyo

Jean Nouvel recebeu o Prémio Pritzker este ano. Estas são fotos do seu edifício para a Dentsu (empresa de comunicação) em Shiodome, Tokyo.

Dentsu Building, Jean Nouvel

Dentsu Building, Jean Nouvel

Dentsu Building, Jean Nouvel

05 March 2008

está a ser difícil

É difícil encontrar net. É difícil encontrar concentração. Está a ser difícil.

14 February 2008

breaking away

O cansaço faz-me fechar os olhos... Já vejo o ecran desfocado mas um espírito de cumprimento de dever faz-me não vacilar. Amanhã é o último dia de trabalho no atelier onde passei o maior período da minha vida profissional e o local onde aprendi e cresci mais, sem qualquer dúvida. Luto no AutoCAD para deixar o meu trabalho completo e fechado numa pasta pronta a passar à pessoa seguinte e sinto-me tão apegada "ao meu projecto" mesmo sabendo que já foi de tanta gente antes e será de tantos mais depois de eu sair. Olho para a sala à minha volta e sinto-me nostálgica, olhos os meus colegas e penso de quem terei saudades, com quem manterei o contacto e lamento aqueles que sei que irão quase desaparecer da minha vida, devagarinho afastandao-se. Tive alguns dias maus aqui, mas também sei que no fim só lembro as partes boas, as amizades, o companheirismo, o crescimento profissional e pessoal, os almoços, jantares e noitadas e sei que terei saudades. À noite quando a porta bater atrás de mim estarei livre e pronta para mais uma aventura. Mas antes disso uns copos no bairro para comemorar!

13 February 2008

countdown

Os dias passam a voar e falta tão pouco para eu voar mesmo para o outro lado do mundo. O meu humor oscila várias vezes ao dia, às vezes encho-me de medo e penso mas que raio estou eu a fazer?, o que é que eu vou ganhar com isto?, onde vou ficar, o que vou visitar, onde ir, é tanto tempo, é tão pouco tempo... Felizmente, a maior parte do tempo estou simplesmente com um sorriso nos lábios por mais uma oportunidade de voltar ao Japão. Estou com muito pouca concentração e passo o dia todo em daydreaming...

12 February 2008

aqui não sou bem eu

Encontrei este texto neste blog que exprime bem o que também eu sinto neste blog.

Vestir-me.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso vestir. Para não ter frio, para não ser objecto de comentários desagradáveis. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então vestia qualquer coisa. Não me daria a ver a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em vincar as calças, escovar uma nódoa ou engraxar as botas.

Escrever.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso escrever. Para não destapar a minha intimidade, para não ferir susceptibilidades. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então escrevia sobre tudo o que me vai na alma. Não o daria a ler a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em corrigir as gralhas, eliminar as palavras repetidas ou reler o texto.

Aqui, os textos são o meu guarda-roupa. As palavras, se não forem do tamanho certo, vão apertar-me as articulações ou cair-me pelas pernas abaixo. A pontuação, essa, tem de ser aplicada com parcimónia, pois os acessórios em excesso podem tornar-me numa montra de bijuteria. Os erros têm de ser procurados à lupa e cosidos à máquina em costuras reforçadas. E o estilo, que tem de ser escorreito, pode umas vezes ser sóbrio e outras ornamentado, em função da ocasião. Só assim estarei apresentável.

10 February 2008

um ano a tentar fugir do mundo adulto

Uma começou por brindar ao trabalho, seguiu-se o tempo para os amigos, a estabilidade, os (futuros) bébés e eu lá tentei equilibrar as coisas com viagens, muitas viagens.

Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).

28 January 2008

will eisner


Ando viciada nos livros do Will Eisner. Para além dos guiões fantásticos, layouts inovadores e um grafismo exemplares mostram a história recente da formação dos Estados Unidos da América através de atribuladas aventuras de famílias imigrantes. Óptimo para relembrar Nova Iorque.

15 January 2008

porque é um direito

A Sic apresentou a notícia amplamente divulgada noutros meios da senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação. A história é insólita, confesso, mas o que me indignou foi a reportagem em si. Depois de resumir o incidente a jornalista coloca um questão aparentemente simples: “Será que esta médica voltará a pedir o livro de reclamações?” e termina com um “conselho”: “pense duas vezes antes de pedir o livro de reclamações”!!!! Fiquei abismada! Ok, não era o canal 1, logo não posso falar de serviço público, mas esta gente tem noção do que diz?! Ninguém reviu a reportagem? Para além de ser uma incorrecção jornalística (a senhora não foi acusada de difamar o restaurante por ter pedido o livro de reclamações mas por, alegadamente, ter gritado “a comida é uma porcaria” e afugentado os outros clientes do restaurante) é um conselho à auto-censura, àquele medinho tão português que polula nos comentários anónimos e nas conversas de café. Aquele “falam, falam e eu não os vejo a fazer nada” – um dos retratos mais cruéis da mentalidade portuguesa! Fiquei incrédula frente ao ecrã… uma peça feita por uma jornalista, supostamente os maiores defensores da liberdade de expressão! Felizmente a senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação disse que ia continuar a reclamar se assim o entendesse, “porque é um direito”. Ufa! E eu, vou reclamar para a Sic.

13 January 2008


two more years

Gosto de balanços. Durante muito tempo não associava o fim-de-ano com um período de mudança. Com a vida determinada pelos ciclos académicos, Setembro, Outubro, o final do Verão é que me fazia pensar e aguardar esperançosamente o ano (lectivo) seguinte. Agora não. Agora a minha vida é regida por ciclos profissionais e Setembro já não faz tanto sentido com as férias de 3 meses reduzidas a 10 dias. Quanto ao balanço… Durante algum tempo, desde que voltei do Japão, achei a vida aborrecida. Depois de Tokyo tudo parece aborrecido. Agora que páro um bocado é que vejo como estive enganada. Desde que voltei do outro lado do mundo comecei a trabalhar a sério num atelier grande com muitos desafios, fiz novos amigos, conheci o amor da minha vida, saí de casa a ferro e fogo, morei num bairro histórico com erasmus, voltei a Oslo, voltei a Londres, fui a Nova Iorque, voltei a Florença, voltei a Madrid, fui a Colónia, fiz o raio-do-estágio e tornei-me miraculosamente arquitecta, mudei de bairro e começámos a viver juntos, fui ao meu primeiro festival de Verão e repeti a dose, vi os Pixies, Bloc Party três vezes, Arcade Fire duas vezes, The National e mais uns quantos, os amigos também se emanciparam, alguns decidiram até casar e outros separaram-se. Que raio de dois anos tão cheios, dois anos que neste post me pareciam ser um interregno, uma fase calma, moribunda antes de acontecer qualquer coisa… Afinal prometiam tanto e cumpriram muito mais. Quem era eu há dois anos? Quem serei eu daqui a outros tantos?

07 January 2008

vou voltar

Lisboa, 30 de Outubro de 2007

Exma. senhora,

No seguimento da sua candidatura a uma bolsa de curta duração, venho por este meio comunicar que a Fundação Oriente decidiu-lhe atribuir uma bolsa de estudo para a realização de uma visita de estudo ao Japão no âmbito do projecto O Banho Japonês - do O-furo à Onsen.

Esta bolsa contempla o pagamento de um subsídio único de (...) e o pagamento de uma viagem Lisboa/Tóquio/Lisboa, mediante compra a efectuar por estes serviços.

Lembro ainda que... (etc etc etc)

Com os melhores cumprimentos,

Direcção Internacional

03 January 2008

15 December 2007

venham mais 100 anos

Não há arquitectura social. Há boa e há má arquitectura. Oscar Niemeyer dixit.

01 December 2007

véspera de entrega mood

Trabalhar muito, dormir pouco, coordenar tarefas, manter a inteligência, a aparência, o sorriso e a boa disposição.

Mais difícil que ser mulher é ser arquitecta. Nem quero imaginar o que é ser mãe (e arquitecta).

executiva a recibos verdes

Se achavam que ainda me passeava por terras germânicas, enganaram-se. Já fui e já voltei,com um renovado respeito pelos "homens de negócios" que partem por essa Europa fora para reuniões noutros países. É que acordar meio de madrugada num país, apanhar um avião, sair do aeroporto, tomar um duche, almoçar e ainda gastar 6 horas no atelier deixa qualquer um de rastos. Se é para ser assim tenho que arranjar dinheiro para a classe executiva.

22 November 2007

descarga

(para gritar até enrouquecer)

when they get what they want they never want it again

And the sky was made of amethyst
and all the stars look just like little fish
you should learn when to go
you should learn how to say no

might last a day yeah
mine is forever
might last a day, yeah
well mine is forever

when they get what they want they never want it again
when they get what they want they never want it again

go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything take everything take everything i want you to

And the sky was all violet I want it again, but more violet, more violet
hey, i'm the one with no soul
one above and one below

go on, take everything take everything i want you to
go on, take everything take everything i want you to

i told you from the start just how this would end
when i get what i want i never want it again

go on, take everything take everyting i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on take everything take everything take everything take everything

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