Hesito quando penso no que me faria mais feliz. Um emprego 9 às 17 (ou 11 às 20) e desligar completamente quando se sai do trabalho? Ou ser patrão de si próprio sem horários mas supostamente fazendo aquilo que se gosta? Ou ter o emprego das 9 às 17 e trabalhar freelance depois do "expediente"? Ou ser dona de casa com marido rico? A estabilidade do ordenado certo ao final do mês? Ou lançar-se em projectos que ninguém sabe o que darão? Os fins-de-semana a ler? Ou a trabalhar para si? Ou a trabalhar para outro? Quem me dera ter a receita da minha felicidade. E levantar-me mais cedo já agora.
Já há algum tempo que não punha uma foto da Prada de Tóquio, um dos meus edifícios preferidos de sempre. Se, em geral, até não seja grande fã da "arquitectura-enche-o-olho" que é tantas vezes pouco mais que tecnologia, este edifício enche-me as medidas e apesar das dezenas de visitas que fiz nunca parou de me surpreender.
Hoje apareceu-me há pouco pelo site chileno Plataforma Arquitectura, que é uma alegria diária, este video da loja Prada em Tóquio feito por outra equipa chilena, a 0300TV, cujo site também é uma alegria e disponibiliza um sem fim de vídeos de arquitectura.
Há algo que me atormenta já lá vão 6 anos! Em 2002 os a-ha lançaram um album chamado Lifelines que tinha esta capa lindíssima:
A foto é estonteante e por umas outras que vi na altura parecia-me uma pala de um estádio. Mais pesquisas de internet e parece que é em Cuba. Mas onde? E é o quê?
Sempre gostei de americanos. Não da "América" (conceito a evitar perto de habitantes da América que não sejam os Estados Unidos) mas das pessoas, de um certo modo de estar na vida, da garra. Também não todas mas sempre tive a felicidade de conhecer muitos e "bons" americanos. Mesmo sendo verdade que às vezes são demasiado centrados em si próprios, e é detestável a mania de querer sempre "ajudar outros povos" e limpar a sua consciência de país opulento com uma política externa altamente duvidosa. Mas não quero estar aqui a lembrar o que de mau tem a cultura americana mas mostrar-vos um vídeo, que tem corrido o mundo desde que Randy Pausch, um professor da universidade de Carnegie Mellon morreu com um cancro no Pancreas, a 25 de Julho deste ano. O vídeo é a sua "Última Aula".
Randy Pausch é um daqueles americanos que eu gosto. Não tem um ar especialmente inteligente e tem um péssimo corte de cabelo mas tem uma capacidade inspiradora que vem da sua alegria infantil, o seu entusiasmo por coisas "não sérias" que são tão ou mais sérias como outras, a sua garra pela vida e completa paz consigo próprio.
Este tipo de entusiasmo infantil em Portugal é muito censurado, mesmo com o mundo cheio de exemplos de ideias aparentemente estapafúrdias que se revelam coisas maravilhosas para o tantos. Quem se desvia do "caminho" é olhado de lado e há tão pouca tolerância para ideias diferentes! E pior que falta de tolerância, há desdém, há sabotagem, há castração. Mas não adianta falar dos "outros", quem faz a nossa vida somos nós.
Há sempre duas maneiras de olhar para as coisas, o meu cinismo (não sou assim tão diferente dos outros) podia chamar a isto uma grande lamechice e show-off mas hoje quero contrariar a nuvem negra, hoje quero um pouco da minha alegria infantil. Afinal este senhor morreu mesmo e podemos sempre aprender algo com outra pessoa, principalmente com o que ela escolheu dizer antes de morrer.
Houve um dia no mirrorcities (ver dia 15 Julho) em que comparávamos bibliotecas entre Lisboa e Tóquio e a minha era uma foto da nova biblioteca desenhada pelo Toyo Ito para a Universidade de Arte de Tama, numa pequena cidade perto de Tóquio. A biblioteca é linda, é dos edifícios mais elegantes, equilibrados, bonitos mesmo que já vi. Perspira Kann por todos os poros e achei que mereciam mais algumas fotos. As do interior são meio manhosas porque era proibido tirar fotos (foi por valores mais altos - cof cof - como mostrar-vos!). Para verem fotos melhores, com artigo e tudo é só seguir o link da dezeen.
A Sara relembra, neste post, os Verões em que era "obrigada" a ir às Termas da Curia. Eu cá nunca fui "obrigada" a nada disso, só aos Verões entediantes no Algarve (na adolescência somos tão difíceis de contentar) e tenho pena (agora, claro). Mais pena tenho ainda de não poder visitar as termas nos finais do séc. XIX, cheias de bailes e dias relaxados mergulhados em água quente (e fria e tépida). E lamento as termas que posso visitar hoje...
Hoje em dia as termas portuguesas dividem-se entre as que apodrecem na decadência, as que são transformadas em spa-tipo-piscina ou as que são transformadas em spa-tipo-belize. Poucas ou nenhumas têm preços acessíveis e debitam o vocabulário moderno de wellness, life experience, fitness, resort, spa e misturam-se com outras actividades que vêm sempre a calhar como golfe e golfe ah e às vezes também golfe.
Entretanto do outro lado do mundo ir às termas pode ser tão simples como isto:
Mas bom, é sempre complicado competir com mais de 2000 anos de história (conhecida) de usufruto de fontes termais naturais que são mais de 16000 pelo Japão.
Há uns anos passou na televisão um programa chamado "Anúncios de Graça". Mostravam uns anúncios brasileiros tão bons tão bons que ainda hoje são tão bons tão bons e muitas expressões foram adoptadas pelo meu grupo de amigos!
Hoje decidi passear pelo you tube a relembrar os serões dos anos 90.