02 August 2008

tama art university library

Houve um dia no mirrorcities (ver dia 15 Julho) em que comparávamos bibliotecas entre Lisboa e Tóquio e a minha era uma foto da nova biblioteca desenhada pelo Toyo Ito para a Universidade de Arte de Tama, numa pequena cidade perto de Tóquio. A biblioteca é linda, é dos edifícios mais elegantes, equilibrados, bonitos mesmo que já vi. Perspira Kann por todos os poros e achei que mereciam mais algumas fotos. As do interior são meio manhosas porque era proibido tirar fotos (foi por valores mais altos - cof cof - como mostrar-vos!). Para verem fotos melhores, com artigo e tudo é só seguir o link da dezeen.

tama library

tama library

tama library

tama library

31 July 2008

onsen ou as termas

A Sara relembra, neste post, os Verões em que era "obrigada" a ir às Termas da Curia. Eu cá nunca fui "obrigada" a nada disso, só aos Verões entediantes no Algarve (na adolescência somos tão difíceis de contentar) e tenho pena (agora, claro). Mais pena tenho ainda de não poder visitar as termas nos finais do séc. XIX, cheias de bailes e dias relaxados mergulhados em água quente (e fria e tépida). E lamento as termas que posso visitar hoje...

Hoje em dia as termas portuguesas dividem-se entre as que apodrecem na decadência, as que são transformadas em spa-tipo-piscina ou as que são transformadas em spa-tipo-belize. Poucas ou nenhumas têm preços acessíveis e debitam o vocabulário moderno de wellness, life experience, fitness, resort, spa e misturam-se com outras actividades que vêm sempre a calhar como golfe e golfe ah e às vezes também golfe.

Entretanto do outro lado do mundo ir às termas pode ser tão simples como isto:

takaragawa onsen

houshi onsen

houshi onsen

Mas bom, é sempre complicado competir com mais de 2000 anos de história (conhecida) de usufruto de fontes termais naturais que são mais de 16000 pelo Japão.

30 July 2008

eu queria... eu gostaria...

Há uns anos passou na televisão um programa chamado "Anúncios de Graça". Mostravam uns anúncios brasileiros tão bons tão bons que ainda hoje são tão bons tão bons e muitas expressões foram adoptadas pelo meu grupo de amigos!

Hoje decidi passear pelo you tube a relembrar os serões dos anos 90.



Ver Lego - Cidade
Ver Lego - Castelo

29 July 2008

/ / m i r r o r c i t i e s / /

O // m i r r o r c i t i e s // morreu! Viva o // m i r r o r c i t i e s //!

obrigado-arigato

Foi uma experiência fantástica esta de um blog diário de contrastes entre duas cidades! E estou mesmo feliz por ter a ginja como partenaire! É sempre mais complicado fotografar a cidade que conhecemos tão intimamente mas ela surpreendia todos os dias com ângulos e pontos de vista tão originais! Foi para mim um redescobrimento de Lisboa ao mesmo tempo que me perdia por Tóquio, sempre surpreendente em cada esquina! Agora gosto de passear por Lisboa e continuo sozinha a fazer mentalmente montagens de contrastes entre Lisboa e Tóquio! É viciante!

O projecto mirrorcities vai continuar em outros formatos. Saibam mais aqui.

23 July 2008

leque

Ryu-Kyu [Okinawa] manteve, desde remotas eras, relações commerciaes e outras com a China e com o Japão, sendo alguns dos seus productos bastante apreciados. Mendes Pinto conta ter recebido, no Japão, varios presentes de abanos e de abanos léquios. Léquios e ilhas léquias eram os nomes que davamos então, por corrupção, à gente e às ilhas de archipelago de Ryû-Kyû. A denominação de abanos lequios simplificou-se certamente, com o correr dos tempos, para lequios, ou leques; e o termo persisitiu para designar os objectos similares.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, pp.13-14.

22 July 2008

bengala

Algures, diz [Fernão] Mendes Pinto [em Peregrinação] que certo individuo levava uma canona na mão, o que nos faz convencer de que , no tempo em que elle escreve, o termo tinha significação identica à do termo francez aind hoje em uso, canne. N’outro lugar, diz Mendes Pinto que um outro individuo levava na mão uma canna de Bengala. Devemos pois concluir que, com o andar dos tempos e o emprego frequente das cannas de Bengala, a simples palavra bengala, passou a designar o utensílio. E não esqueça a phrase, ainda hoje em voga: uma bengala de canna da India.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, p.12.

19 July 2008

highway
Esta foto já foi tirada em 2005 em Nihonbashi (e aqui na altura publiquei outra montagem), zona animada em auto-estradas umas-por-cima-das-outras. Agora descobri este set no Flickr do Ken Ohyama que mostra muito melhor que eu a beleza destas estruturas monstruosas.

17 July 2008

road trip

O Pedro andou a passear pela Pensilvânia, Maryland, Virgínia e Tennessee... Uma boa ideia para as férias?

16 July 2008

noites de verão

Lá em baixo na rua o rapaz do jipe aumentou o som do cd que toca no carro para toda a rua ouvir. Chego-me à janela e penso que vou gritar lá para baixo que muito obrigado pela gentileza mas também tenho um leitor de cd's! Depois repenso e abro mais a janela para deixar entrar a Casa da Mariquinhas cantada pela Amália e a brisa fresca da noite lisboeta.

15 July 2008

on beauty

Leio na revista Ler uma entrevista com Zadie Smith que às tantas revela (bom, a mim que não o sabia) que na verdade se chama Sadie mas decidiu trocar o S pelo Z.
Soa bem melhor Zadie - penso eu - e se eu também trocasse o meu S? Sara, ficava Za... Pois, não.

Muito obrigadinho senhor Amancio Ortega!

11 July 2008

like it´s a bad thing

headphones
Dizes que com a música nos ouvidos fico abstraída da cidade, das pessoas. Que não ouço os carros, as crianças, os sons da cidade. Que a cidade passa a ser um cenário. Que eu fico desligada, distante do mundo que percorro.

Como se isso fosse mau.

09 July 2008

furoshiki

furoshiki
Dois panos, duas bolsas ou uma mochila?

Furoshiki é uma tradição japonesa de embrulhos que tem assistido a um revivalismo na actual corrente ecológica que percorre todo o mundo e também o Japão, onde o consumo de sacos de plástico é desmesurado. Consiste essencialmente num quadrado de tecido que com diferentes técnica e nós se transforma em diferentes sacos e modos de embrulho.

Há várias técnicas que permitem embrulhar livros, garrafas, bolas, fazer bolsas e mochilas!

Como fazer uma bolsa:



Como carregar livros:



Parece que a tradição nasceu no séc. XVII quando as pessoas embrulhavam os seus pertences a caminho dos Banho Públicos (Furo quer dizer Banho). Completamente desembrulhado servia de tapete enquanto o utilizador se vestia, depois reuniam-se os pertences, 4 nós e já está uma mala!
A técnica também é utilizada como um modo requintado de embrulhar presentes. (assim, assim e assim).

Furoshiki é uma alternativa tradicional e ecológica e, para os fans de origami, um divertimento!

27 June 2008

a propósito do congresso feminista... o homem e a mulher japoneses em 1896

women only
Na foto no metro de Tokyo aviso aos passageiros que durante a hora de ponta a primeira carruagem do comboio é reservada apenas a mulheres. Esta foi a solução encontrada para proteger as mulheres dos apalpadores.
“O homem japonez, melhor seria dizer – o guerreiro, - é tudo. A sua vontade é indiscutível, sagrada. O que elle quer, é o que elle faz. Tudo o que o rodeia, lhe deve obediência. Até parece que as aves cantam só para elle, que as arvores dão sombra e fructos só para elle, que as flores rescendem só para elle, na doce escravidão de o servirem, de o glorificarem, de o cercarem de confortos e deleites. A mulher, n’este estado de illusão particular da existência, não se furta á lei única, entra na categoria dos pequeninos, e vem saudar o seu senhor e tornar agradáveis as suas horas de ócio. Da ramada de cerejeira á musumé, pouco vae: aquella uma só vez no anno se cobre de galas, esta tem artes de florir constantemente em seducções, de eternisar a sua primavera. Fica assim definido o seu destino: preservar-se, cuidar-se, ser bella, mas para offerecer-se, não para dominar. "

"Assim, naturalmente, impozeram-se ao bando feminino tres estradas distinctas a trilhar (…). É a guesha, a mulher-flor, enfeitiçando pelo seu perfume, pela sua arte de galanteios, pelos rythmos da sua guitarra e dos seus cantares. É a mundana, a mulher-fructo, acordando um desejo, um appetite, expondo-se, offerecendo-se á dentada gulosa do rei da terra. É finalmente a mulher-mãe, o principio perpetuador da espécie, o engenho universal da vida desde planta até ao homem, merecendo as attenções desveladas, o abrigo no lar, o respeito q a cercam. Ou guesha, ou mundana, ou mãe, em torno d’esta trindade borboletea um mundo neutro de creadinhas no primeiro frescor dos annos, e de velhas que já vão dobando quasi a termo a ultima meada da existência. (...)"

Wenceslau de Moraes, em O Dai-Nippon (O Grande Japão).

Leituras recomendadas:
Uma pequena viagem ao Feminismo pela mão de Madalena Barbosa, in 5 Dias
Vocês o que é que estão para aí a dizer sobre o feminismo?, in Caminhos da Memória

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