29 July 2008

/ / m i r r o r c i t i e s / /

O // m i r r o r c i t i e s // morreu! Viva o // m i r r o r c i t i e s //!

obrigado-arigato

Foi uma experiência fantástica esta de um blog diário de contrastes entre duas cidades! E estou mesmo feliz por ter a ginja como partenaire! É sempre mais complicado fotografar a cidade que conhecemos tão intimamente mas ela surpreendia todos os dias com ângulos e pontos de vista tão originais! Foi para mim um redescobrimento de Lisboa ao mesmo tempo que me perdia por Tóquio, sempre surpreendente em cada esquina! Agora gosto de passear por Lisboa e continuo sozinha a fazer mentalmente montagens de contrastes entre Lisboa e Tóquio! É viciante!

O projecto mirrorcities vai continuar em outros formatos. Saibam mais aqui.

23 July 2008

leque

Ryu-Kyu [Okinawa] manteve, desde remotas eras, relações commerciaes e outras com a China e com o Japão, sendo alguns dos seus productos bastante apreciados. Mendes Pinto conta ter recebido, no Japão, varios presentes de abanos e de abanos léquios. Léquios e ilhas léquias eram os nomes que davamos então, por corrupção, à gente e às ilhas de archipelago de Ryû-Kyû. A denominação de abanos lequios simplificou-se certamente, com o correr dos tempos, para lequios, ou leques; e o termo persisitiu para designar os objectos similares.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, pp.13-14.

22 July 2008

bengala

Algures, diz [Fernão] Mendes Pinto [em Peregrinação] que certo individuo levava uma canona na mão, o que nos faz convencer de que , no tempo em que elle escreve, o termo tinha significação identica à do termo francez aind hoje em uso, canne. N’outro lugar, diz Mendes Pinto que um outro individuo levava na mão uma canna de Bengala. Devemos pois concluir que, com o andar dos tempos e o emprego frequente das cannas de Bengala, a simples palavra bengala, passou a designar o utensílio. E não esqueça a phrase, ainda hoje em voga: uma bengala de canna da India.

Wenceslau de Moraes em Fernão Mendes Pinto no Japão, Separata de O Commercio do Porto, 1920, p.12.

19 July 2008

highway
Esta foto já foi tirada em 2005 em Nihonbashi (e aqui na altura publiquei outra montagem), zona animada em auto-estradas umas-por-cima-das-outras. Agora descobri este set no Flickr do Ken Ohyama que mostra muito melhor que eu a beleza destas estruturas monstruosas.

17 July 2008

road trip

O Pedro andou a passear pela Pensilvânia, Maryland, Virgínia e Tennessee... Uma boa ideia para as férias?

16 July 2008

noites de verão

Lá em baixo na rua o rapaz do jipe aumentou o som do cd que toca no carro para toda a rua ouvir. Chego-me à janela e penso que vou gritar lá para baixo que muito obrigado pela gentileza mas também tenho um leitor de cd's! Depois repenso e abro mais a janela para deixar entrar a Casa da Mariquinhas cantada pela Amália e a brisa fresca da noite lisboeta.

15 July 2008

on beauty

Leio na revista Ler uma entrevista com Zadie Smith que às tantas revela (bom, a mim que não o sabia) que na verdade se chama Sadie mas decidiu trocar o S pelo Z.
Soa bem melhor Zadie - penso eu - e se eu também trocasse o meu S? Sara, ficava Za... Pois, não.

Muito obrigadinho senhor Amancio Ortega!

11 July 2008

like it´s a bad thing

headphones
Dizes que com a música nos ouvidos fico abstraída da cidade, das pessoas. Que não ouço os carros, as crianças, os sons da cidade. Que a cidade passa a ser um cenário. Que eu fico desligada, distante do mundo que percorro.

Como se isso fosse mau.

09 July 2008

furoshiki

furoshiki
Dois panos, duas bolsas ou uma mochila?

Furoshiki é uma tradição japonesa de embrulhos que tem assistido a um revivalismo na actual corrente ecológica que percorre todo o mundo e também o Japão, onde o consumo de sacos de plástico é desmesurado. Consiste essencialmente num quadrado de tecido que com diferentes técnica e nós se transforma em diferentes sacos e modos de embrulho.

Há várias técnicas que permitem embrulhar livros, garrafas, bolas, fazer bolsas e mochilas!

Como fazer uma bolsa:



Como carregar livros:



Parece que a tradição nasceu no séc. XVII quando as pessoas embrulhavam os seus pertences a caminho dos Banho Públicos (Furo quer dizer Banho). Completamente desembrulhado servia de tapete enquanto o utilizador se vestia, depois reuniam-se os pertences, 4 nós e já está uma mala!
A técnica também é utilizada como um modo requintado de embrulhar presentes. (assim, assim e assim).

Furoshiki é uma alternativa tradicional e ecológica e, para os fans de origami, um divertimento!

27 June 2008

a propósito do congresso feminista... o homem e a mulher japoneses em 1896

women only
Na foto no metro de Tokyo aviso aos passageiros que durante a hora de ponta a primeira carruagem do comboio é reservada apenas a mulheres. Esta foi a solução encontrada para proteger as mulheres dos apalpadores.
“O homem japonez, melhor seria dizer – o guerreiro, - é tudo. A sua vontade é indiscutível, sagrada. O que elle quer, é o que elle faz. Tudo o que o rodeia, lhe deve obediência. Até parece que as aves cantam só para elle, que as arvores dão sombra e fructos só para elle, que as flores rescendem só para elle, na doce escravidão de o servirem, de o glorificarem, de o cercarem de confortos e deleites. A mulher, n’este estado de illusão particular da existência, não se furta á lei única, entra na categoria dos pequeninos, e vem saudar o seu senhor e tornar agradáveis as suas horas de ócio. Da ramada de cerejeira á musumé, pouco vae: aquella uma só vez no anno se cobre de galas, esta tem artes de florir constantemente em seducções, de eternisar a sua primavera. Fica assim definido o seu destino: preservar-se, cuidar-se, ser bella, mas para offerecer-se, não para dominar. "

"Assim, naturalmente, impozeram-se ao bando feminino tres estradas distinctas a trilhar (…). É a guesha, a mulher-flor, enfeitiçando pelo seu perfume, pela sua arte de galanteios, pelos rythmos da sua guitarra e dos seus cantares. É a mundana, a mulher-fructo, acordando um desejo, um appetite, expondo-se, offerecendo-se á dentada gulosa do rei da terra. É finalmente a mulher-mãe, o principio perpetuador da espécie, o engenho universal da vida desde planta até ao homem, merecendo as attenções desveladas, o abrigo no lar, o respeito q a cercam. Ou guesha, ou mundana, ou mãe, em torno d’esta trindade borboletea um mundo neutro de creadinhas no primeiro frescor dos annos, e de velhas que já vão dobando quasi a termo a ultima meada da existência. (...)"

Wenceslau de Moraes, em O Dai-Nippon (O Grande Japão).

Leituras recomendadas:
Uma pequena viagem ao Feminismo pela mão de Madalena Barbosa, in 5 Dias
Vocês o que é que estão para aí a dizer sobre o feminismo?, in Caminhos da Memória

23 June 2008

start 2.0

Estive a limpar as gavetas, a pôr a roupa de verão de fora (gostam do novo vestido às riscas?) e a desempenar as portas deste blog há muito fechado.
Fechei o "Cartas do Japão" e passei os poucos postais que lá escrevi todos para aqui. Apaguei-o de vez (peço desculpa a quem linkou), perderam-se os comentários, é uma pena, mas esta casa fica mais arrumada.
Vou começar a usar "Labels" que são como separadores que eu adoro.
Actualizei os links principalmente os japoneses.
Coloquei um motor de pesquisa "powered by Google" (e também designed by Google - ainda tenho que ver como é que se põe aquilo mais bonito) para ajudar não sei bem quem a procurar não sei bem o quê (mas agora é mais fácil).
Quero pôr um RSS Feed - ando a estudar.
Vou continuar no // m i r r o r c i t i e s // até Tokyo se esgotar em mim (e Lisboa na Ginja).
Vou continuar por aqui.

A vida recomeça todos os dias.

04 April 2008

where do you wanna live?
























Este é um apartamento em Tokyo, em Shinjuku, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento é um T1, tem 46,98 m2 e custa aproximadamente 346.500 euros.















Este é um apartamento em Lisboa, no Rato, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento tem cerca de 70 m2 e custa aproximadamente 414.000 euros

03 April 2008

clean is happy

Tenho andado a passear pelo mundo maravilhoso das casas de banho japonesas.
No Japão a sanita está numa divisão diferente do lavatório e da banheira. Convenientemente a zona da sanita chama-se toire (toilet) e a da banheira basurumu (bathroom). O lavatório encontra-se numa antecâmara do basurumu.
Mas é de sanitas que eu quero falar agora. As sanitas japonesas são o state of the art da tecnologia japonesa.
Tradicionalmente são assim:

japanese toilet

Pouco mais que um buraco no chão.

Mas depois viémos nós os ocidentais e introduzimos a sanita "western style". Os japoneses pegaram nela e melhoraram-na substancialmente.

1ª ideia genial:
Já que o lavatório não é no mesmo espaço que tal aproveitarmos a água que reenche o autoclismo para lavar as mãos?

japanese toilet

2ª ideia genial:
Já que passamos algum tempo sentados numa sanita que tal aquecermos o assento?

japanese toilet
E assim nasceu a Warmlet. Reparem no fio eléctrico.

Se quiserem saber mais dêem fica aqui um panfleto publicitário da sede americana da empresa japonesa Toto, líder mundial do mercado sanitário (eles é que dizem!).

Mas quando tudo já parecia tão bom, estávamos apenas no princípio.
Na Toto não páram de pensar nos nossos rabiosques e a grande pérola das sanitas japonesas é a Washlet!

A Washlet, para além de aquecer o assento (básico!) tem mais umas quantas funções numa série de botões num comando ao lado do assento.
Por exemplo, um botão para fazer o "flushing sound" (mais comum em casas de banho públicas para a discrição máxima). Um outro botão activa o modo bidet. Isso mesmo, bidet. Ou seja sai um tubinho que ejecta água para o nosso rabo. Medo. Rabo molhado, e agora? Mais um botãozinho e sai um jacto de ar para secar! Genial!
Há mais botões para controlar a temperatura do assento, a temperatura da água, a direcção e a força do jacto de água, etc etc.
O autoclismo é accionado automaticamente pouco depois de nos levantarmos.
A tampa da sanita também é accionada por sensores de proximidade (sim, levanta-se quando nos aproximamos!)

Tem que se experimentar para acreditar. É estranho, mas o que é estranho, entranha-se.

Mas se ainda não estão convencidos vejam este excelente site de promoção da Washlet nos Estados Unidos: http://www.cleanishappy.com/

Ah, clean is happy! Why not?

01 April 2008

pritzker in tokyo

Jean Nouvel recebeu o Prémio Pritzker este ano. Estas são fotos do seu edifício para a Dentsu (empresa de comunicação) em Shiodome, Tokyo.

Dentsu Building, Jean Nouvel

Dentsu Building, Jean Nouvel

Dentsu Building, Jean Nouvel

05 March 2008

está a ser difícil

É difícil encontrar net. É difícil encontrar concentração. Está a ser difícil.

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