17 July 2008
road trip
O Pedro andou a passear pela Pensilvânia, Maryland, Virgínia e Tennessee... Uma boa ideia para as férias?
16 July 2008
noites de verão
Lá em baixo na rua o rapaz do jipe aumentou o som do cd que toca no carro para toda a rua ouvir. Chego-me à janela e penso que vou gritar lá para baixo que muito obrigado pela gentileza mas também tenho um leitor de cd's! Depois repenso e abro mais a janela para deixar entrar a Casa da Mariquinhas cantada pela Amália e a brisa fresca da noite lisboeta.
15 July 2008
on beauty
Leio na revista Ler uma entrevista com Zadie Smith que às tantas revela (bom, a mim que não o sabia) que na verdade se chama Sadie mas decidiu trocar o S pelo Z.
Soa bem melhor Zadie - penso eu - e se eu também trocasse o meu S? Sara, ficava Za... Pois, não.
Muito obrigadinho senhor Amancio Ortega!
Soa bem melhor Zadie - penso eu - e se eu também trocasse o meu S? Sara, ficava Za... Pois, não.
Muito obrigadinho senhor Amancio Ortega!
12 July 2008
11 July 2008
like it´s a bad thing
09 July 2008
furoshiki

Dois panos, duas bolsas ou uma mochila?
Furoshiki é uma tradição japonesa de embrulhos que tem assistido a um revivalismo na actual corrente ecológica que percorre todo o mundo e também o Japão, onde o consumo de sacos de plástico é desmesurado. Consiste essencialmente num quadrado de tecido que com diferentes técnica e nós se transforma em diferentes sacos e modos de embrulho.
Há várias técnicas que permitem embrulhar livros, garrafas, bolas, fazer bolsas e mochilas!
Como fazer uma bolsa:
Como carregar livros:
Parece que a tradição nasceu no séc. XVII quando as pessoas embrulhavam os seus pertences a caminho dos Banho Públicos (Furo quer dizer Banho). Completamente desembrulhado servia de tapete enquanto o utilizador se vestia, depois reuniam-se os pertences, 4 nós e já está uma mala!
A técnica também é utilizada como um modo requintado de embrulhar presentes. (assim, assim e assim).
Furoshiki é uma alternativa tradicional e ecológica e, para os fans de origami, um divertimento!
Há várias técnicas que permitem embrulhar livros, garrafas, bolas, fazer bolsas e mochilas!
Como fazer uma bolsa:
Como carregar livros:
Parece que a tradição nasceu no séc. XVII quando as pessoas embrulhavam os seus pertences a caminho dos Banho Públicos (Furo quer dizer Banho). Completamente desembrulhado servia de tapete enquanto o utilizador se vestia, depois reuniam-se os pertences, 4 nós e já está uma mala!
A técnica também é utilizada como um modo requintado de embrulhar presentes. (assim, assim e assim).
Furoshiki é uma alternativa tradicional e ecológica e, para os fans de origami, um divertimento!
05 July 2008
27 June 2008
a propósito do congresso feminista... o homem e a mulher japoneses em 1896

Na foto no metro de Tokyo aviso aos passageiros que durante a hora de ponta a primeira carruagem do comboio é reservada apenas a mulheres. Esta foi a solução encontrada para proteger as mulheres dos apalpadores.
“O homem japonez, melhor seria dizer – o guerreiro, - é tudo. A sua vontade é indiscutível, sagrada. O que elle quer, é o que elle faz. Tudo o que o rodeia, lhe deve obediência. Até parece que as aves cantam só para elle, que as arvores dão sombra e fructos só para elle, que as flores rescendem só para elle, na doce escravidão de o servirem, de o glorificarem, de o cercarem de confortos e deleites. A mulher, n’este estado de illusão particular da existência, não se furta á lei única, entra na categoria dos pequeninos, e vem saudar o seu senhor e tornar agradáveis as suas horas de ócio. Da ramada de cerejeira á musumé, pouco vae: aquella uma só vez no anno se cobre de galas, esta tem artes de florir constantemente em seducções, de eternisar a sua primavera. Fica assim definido o seu destino: preservar-se, cuidar-se, ser bella, mas para offerecer-se, não para dominar. "
"Assim, naturalmente, impozeram-se ao bando feminino tres estradas distinctas a trilhar (…). É a guesha, a mulher-flor, enfeitiçando pelo seu perfume, pela sua arte de galanteios, pelos rythmos da sua guitarra e dos seus cantares. É a mundana, a mulher-fructo, acordando um desejo, um appetite, expondo-se, offerecendo-se á dentada gulosa do rei da terra. É finalmente a mulher-mãe, o principio perpetuador da espécie, o engenho universal da vida desde planta até ao homem, merecendo as attenções desveladas, o abrigo no lar, o respeito q a cercam. Ou guesha, ou mundana, ou mãe, em torno d’esta trindade borboletea um mundo neutro de creadinhas no primeiro frescor dos annos, e de velhas que já vão dobando quasi a termo a ultima meada da existência. (...)"
Wenceslau de Moraes, em O Dai-Nippon (O Grande Japão).
Leituras recomendadas:
Uma pequena viagem ao Feminismo pela mão de Madalena Barbosa, in 5 Dias
Vocês o que é que estão para aí a dizer sobre o feminismo?, in Caminhos da Memória
23 June 2008
start 2.0
Estive a limpar as gavetas, a pôr a roupa de verão de fora (gostam do novo vestido às riscas?) e a desempenar as portas deste blog há muito fechado.
Fechei o "Cartas do Japão" e passei os poucos postais que lá escrevi todos para aqui. Apaguei-o de vez (peço desculpa a quem linkou), perderam-se os comentários, é uma pena, mas esta casa fica mais arrumada.
Vou começar a usar "Labels" que são como separadores que eu adoro.
Actualizei os links principalmente os japoneses.
Coloquei um motor de pesquisa "powered by Google" (e também designed by Google - ainda tenho que ver como é que se põe aquilo mais bonito) para ajudar não sei bem quem a procurar não sei bem o quê (mas agora é mais fácil).
Quero pôr um RSS Feed - ando a estudar.
Vou continuar no // m i r r o r c i t i e s // até Tokyo se esgotar em mim (e Lisboa na Ginja).
Vou continuar por aqui.
A vida recomeça todos os dias.
Fechei o "Cartas do Japão" e passei os poucos postais que lá escrevi todos para aqui. Apaguei-o de vez (peço desculpa a quem linkou), perderam-se os comentários, é uma pena, mas esta casa fica mais arrumada.
Vou começar a usar "Labels" que são como separadores que eu adoro.
Actualizei os links principalmente os japoneses.
Coloquei um motor de pesquisa "powered by Google" (e também designed by Google - ainda tenho que ver como é que se põe aquilo mais bonito) para ajudar não sei bem quem a procurar não sei bem o quê (mas agora é mais fácil).
Quero pôr um RSS Feed - ando a estudar.
Vou continuar no // m i r r o r c i t i e s // até Tokyo se esgotar em mim (e Lisboa na Ginja).
Vou continuar por aqui.
A vida recomeça todos os dias.
04 April 2008
where do you wanna live?

Este é um apartamento em Tokyo, em Shinjuku, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento é um T1, tem 46,98 m2 e custa aproximadamente 346.500 euros.

Este é um apartamento em Lisboa, no Rato, uma área muito central e altamente valorizada.
Este apartamento tem cerca de 70 m2 e custa aproximadamente 414.000 euros
03 April 2008
clean is happy
Tenho andado a passear pelo mundo maravilhoso das casas de banho japonesas.
No Japão a sanita está numa divisão diferente do lavatório e da banheira. Convenientemente a zona da sanita chama-se toire (toilet) e a da banheira basurumu (bathroom). O lavatório encontra-se numa antecâmara do basurumu.
Mas é de sanitas que eu quero falar agora. As sanitas japonesas são o state of the art da tecnologia japonesa.
Tradicionalmente são assim:

Pouco mais que um buraco no chão.
Mas depois viémos nós os ocidentais e introduzimos a sanita "western style". Os japoneses pegaram nela e melhoraram-na substancialmente.
1ª ideia genial:
Já que o lavatório não é no mesmo espaço que tal aproveitarmos a água que reenche o autoclismo para lavar as mãos?

2ª ideia genial:
Já que passamos algum tempo sentados numa sanita que tal aquecermos o assento?

E assim nasceu a Warmlet. Reparem no fio eléctrico.
Se quiserem saber mais dêem fica aqui um panfleto publicitário da sede americana da empresa japonesa Toto, líder mundial do mercado sanitário (eles é que dizem!).
Mas quando tudo já parecia tão bom, estávamos apenas no princípio.
Na Toto não páram de pensar nos nossos rabiosques e a grande pérola das sanitas japonesas é a Washlet!
A Washlet, para além de aquecer o assento (básico!) tem mais umas quantas funções numa série de botões num comando ao lado do assento.
Por exemplo, um botão para fazer o "flushing sound" (mais comum em casas de banho públicas para a discrição máxima). Um outro botão activa o modo bidet. Isso mesmo, bidet. Ou seja sai um tubinho que ejecta água para o nosso rabo. Medo. Rabo molhado, e agora? Mais um botãozinho e sai um jacto de ar para secar! Genial!
Há mais botões para controlar a temperatura do assento, a temperatura da água, a direcção e a força do jacto de água, etc etc.
O autoclismo é accionado automaticamente pouco depois de nos levantarmos.
A tampa da sanita também é accionada por sensores de proximidade (sim, levanta-se quando nos aproximamos!)
Tem que se experimentar para acreditar. É estranho, mas o que é estranho, entranha-se.
Mas se ainda não estão convencidos vejam este excelente site de promoção da Washlet nos Estados Unidos: http://www.cleanishappy.com/
Ah, clean is happy! Why not?
No Japão a sanita está numa divisão diferente do lavatório e da banheira. Convenientemente a zona da sanita chama-se toire (toilet) e a da banheira basurumu (bathroom). O lavatório encontra-se numa antecâmara do basurumu.
Mas é de sanitas que eu quero falar agora. As sanitas japonesas são o state of the art da tecnologia japonesa.
Tradicionalmente são assim:

Pouco mais que um buraco no chão.
Mas depois viémos nós os ocidentais e introduzimos a sanita "western style". Os japoneses pegaram nela e melhoraram-na substancialmente.
1ª ideia genial:
Já que o lavatório não é no mesmo espaço que tal aproveitarmos a água que reenche o autoclismo para lavar as mãos?

2ª ideia genial:
Já que passamos algum tempo sentados numa sanita que tal aquecermos o assento?

E assim nasceu a Warmlet. Reparem no fio eléctrico.
Se quiserem saber mais dêem fica aqui um panfleto publicitário da sede americana da empresa japonesa Toto, líder mundial do mercado sanitário (eles é que dizem!).
Mas quando tudo já parecia tão bom, estávamos apenas no princípio.
Na Toto não páram de pensar nos nossos rabiosques e a grande pérola das sanitas japonesas é a Washlet!
A Washlet, para além de aquecer o assento (básico!) tem mais umas quantas funções numa série de botões num comando ao lado do assento.
Por exemplo, um botão para fazer o "flushing sound" (mais comum em casas de banho públicas para a discrição máxima). Um outro botão activa o modo bidet. Isso mesmo, bidet. Ou seja sai um tubinho que ejecta água para o nosso rabo. Medo. Rabo molhado, e agora? Mais um botãozinho e sai um jacto de ar para secar! Genial!
Há mais botões para controlar a temperatura do assento, a temperatura da água, a direcção e a força do jacto de água, etc etc.
O autoclismo é accionado automaticamente pouco depois de nos levantarmos.
A tampa da sanita também é accionada por sensores de proximidade (sim, levanta-se quando nos aproximamos!)
Tem que se experimentar para acreditar. É estranho, mas o que é estranho, entranha-se.
Mas se ainda não estão convencidos vejam este excelente site de promoção da Washlet nos Estados Unidos: http://www.cleanishappy.com/
Ah, clean is happy! Why not?
01 April 2008
pritzker in tokyo
06 March 2008
05 March 2008
27 February 2008
26 February 2008
14 February 2008
breaking away
O cansaço faz-me fechar os olhos... Já vejo o ecran desfocado mas um espírito de cumprimento de dever faz-me não vacilar. Amanhã é o último dia de trabalho no atelier onde passei o maior período da minha vida profissional e o local onde aprendi e cresci mais, sem qualquer dúvida. Luto no AutoCAD para deixar o meu trabalho completo e fechado numa pasta pronta a passar à pessoa seguinte e sinto-me tão apegada "ao meu projecto" mesmo sabendo que já foi de tanta gente antes e será de tantos mais depois de eu sair. Olho para a sala à minha volta e sinto-me nostálgica, olhos os meus colegas e penso de quem terei saudades, com quem manterei o contacto e lamento aqueles que sei que irão quase desaparecer da minha vida, devagarinho afastandao-se. Tive alguns dias maus aqui, mas também sei que no fim só lembro as partes boas, as amizades, o companheirismo, o crescimento profissional e pessoal, os almoços, jantares e noitadas e sei que terei saudades. À noite quando a porta bater atrás de mim estarei livre e pronta para mais uma aventura. Mas antes disso uns copos no bairro para comemorar!
13 February 2008
countdown
Os dias passam a voar e falta tão pouco para eu voar mesmo para o outro lado do mundo. O meu humor oscila várias vezes ao dia, às vezes encho-me de medo e penso mas que raio estou eu a fazer?, o que é que eu vou ganhar com isto?, onde vou ficar, o que vou visitar, onde ir, é tanto tempo, é tão pouco tempo... Felizmente, a maior parte do tempo estou simplesmente com um sorriso nos lábios por mais uma oportunidade de voltar ao Japão. Estou com muito pouca concentração e passo o dia todo em daydreaming...
12 February 2008
aqui não sou bem eu
Encontrei este texto neste blog que exprime bem o que também eu sinto neste blog.
Vestir-me.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso vestir. Para não ter frio, para não ser objecto de comentários desagradáveis. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então vestia qualquer coisa. Não me daria a ver a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em vincar as calças, escovar uma nódoa ou engraxar as botas.
Escrever.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso escrever. Para não destapar a minha intimidade, para não ferir susceptibilidades. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então escrevia sobre tudo o que me vai na alma. Não o daria a ler a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em corrigir as gralhas, eliminar as palavras repetidas ou reler o texto.
Aqui, os textos são o meu guarda-roupa. As palavras, se não forem do tamanho certo, vão apertar-me as articulações ou cair-me pelas pernas abaixo. A pontuação, essa, tem de ser aplicada com parcimónia, pois os acessórios em excesso podem tornar-me numa montra de bijuteria. Os erros têm de ser procurados à lupa e cosidos à máquina em costuras reforçadas. E o estilo, que tem de ser escorreito, pode umas vezes ser sóbrio e outras ornamentado, em função da ocasião. Só assim estarei apresentável.
Vestir-me.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso vestir. Para não ter frio, para não ser objecto de comentários desagradáveis. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então vestia qualquer coisa. Não me daria a ver a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em vincar as calças, escovar uma nódoa ou engraxar as botas.
Escrever.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso escrever. Para não destapar a minha intimidade, para não ferir susceptibilidades. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então escrevia sobre tudo o que me vai na alma. Não o daria a ler a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em corrigir as gralhas, eliminar as palavras repetidas ou reler o texto.
Aqui, os textos são o meu guarda-roupa. As palavras, se não forem do tamanho certo, vão apertar-me as articulações ou cair-me pelas pernas abaixo. A pontuação, essa, tem de ser aplicada com parcimónia, pois os acessórios em excesso podem tornar-me numa montra de bijuteria. Os erros têm de ser procurados à lupa e cosidos à máquina em costuras reforçadas. E o estilo, que tem de ser escorreito, pode umas vezes ser sóbrio e outras ornamentado, em função da ocasião. Só assim estarei apresentável.
10 February 2008
um ano a tentar fugir do mundo adulto
Uma começou por brindar ao trabalho, seguiu-se o tempo para os amigos, a estabilidade, os (futuros) bébés e eu lá tentei equilibrar as coisas com viagens, muitas viagens.
Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).
Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).
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