Uma começou por brindar ao trabalho, seguiu-se o tempo para os amigos, a estabilidade, os (futuros) bébés e eu lá tentei equilibrar as coisas com viagens, muitas viagens.
Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).
10 February 2008
28 January 2008
will eisner
15 January 2008
porque é um direito
A Sic apresentou a notícia amplamente divulgada noutros meios da senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação. A história é insólita, confesso, mas o que me indignou foi a reportagem em si. Depois de resumir o incidente a jornalista coloca um questão aparentemente simples: “Será que esta médica voltará a pedir o livro de reclamações?” e termina com um “conselho”: “pense duas vezes antes de pedir o livro de reclamações”!!!! Fiquei abismada! Ok, não era o canal 1, logo não posso falar de serviço público, mas esta gente tem noção do que diz?! Ninguém reviu a reportagem? Para além de ser uma incorrecção jornalística (a senhora não foi acusada de difamar o restaurante por ter pedido o livro de reclamações mas por, alegadamente, ter gritado “a comida é uma porcaria” e afugentado os outros clientes do restaurante) é um conselho à auto-censura, àquele medinho tão português que polula nos comentários anónimos e nas conversas de café. Aquele “falam, falam e eu não os vejo a fazer nada” – um dos retratos mais cruéis da mentalidade portuguesa! Fiquei incrédula frente ao ecrã… uma peça feita por uma jornalista, supostamente os maiores defensores da liberdade de expressão! Felizmente a senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação disse que ia continuar a reclamar se assim o entendesse, “porque é um direito”. Ufa! E eu, vou reclamar para a Sic.
13 January 2008
two more years
Gosto de balanços. Durante muito tempo não associava o fim-de-ano com um período de mudança. Com a vida determinada pelos ciclos académicos, Setembro, Outubro, o final do Verão é que me fazia pensar e aguardar esperançosamente o ano (lectivo) seguinte. Agora não. Agora a minha vida é regida por ciclos profissionais e Setembro já não faz tanto sentido com as férias de 3 meses reduzidas a 10 dias. Quanto ao balanço… Durante algum tempo, desde que voltei do Japão, achei a vida aborrecida. Depois de Tokyo tudo parece aborrecido. Agora que páro um bocado é que vejo como estive enganada. Desde que voltei do outro lado do mundo comecei a trabalhar a sério num atelier grande com muitos desafios, fiz novos amigos, conheci o amor da minha vida, saí de casa a ferro e fogo, morei num bairro histórico com erasmus, voltei a Oslo, voltei a Londres, fui a Nova Iorque, voltei a Florença, voltei a Madrid, fui a Colónia, fiz o raio-do-estágio e tornei-me miraculosamente arquitecta, mudei de bairro e começámos a viver juntos, fui ao meu primeiro festival de Verão e repeti a dose, vi os Pixies, Bloc Party três vezes, Arcade Fire duas vezes, The National e mais uns quantos, os amigos também se emanciparam, alguns decidiram até casar e outros separaram-se. Que raio de dois anos tão cheios, dois anos que neste post me pareciam ser um interregno, uma fase calma, moribunda antes de acontecer qualquer coisa… Afinal prometiam tanto e cumpriram muito mais. Quem era eu há dois anos? Quem serei eu daqui a outros tantos?
07 January 2008
vou voltar
Lisboa, 30 de Outubro de 2007
Exma. senhora,
No seguimento da sua candidatura a uma bolsa de curta duração, venho por este meio comunicar que a Fundação Oriente decidiu-lhe atribuir uma bolsa de estudo para a realização de uma visita de estudo ao Japão no âmbito do projecto O Banho Japonês - do O-furo à Onsen.
Esta bolsa contempla o pagamento de um subsídio único de (...) e o pagamento de uma viagem Lisboa/Tóquio/Lisboa, mediante compra a efectuar por estes serviços.
Lembro ainda que... (etc etc etc)
Com os melhores cumprimentos,
Direcção Internacional
Exma. senhora,
No seguimento da sua candidatura a uma bolsa de curta duração, venho por este meio comunicar que a Fundação Oriente decidiu-lhe atribuir uma bolsa de estudo para a realização de uma visita de estudo ao Japão no âmbito do projecto O Banho Japonês - do O-furo à Onsen.
Esta bolsa contempla o pagamento de um subsídio único de (...) e o pagamento de uma viagem Lisboa/Tóquio/Lisboa, mediante compra a efectuar por estes serviços.
Lembro ainda que... (etc etc etc)
Com os melhores cumprimentos,
Direcção Internacional
03 January 2008
01 January 2008
17 December 2007
15 December 2007
01 December 2007
véspera de entrega mood
Trabalhar muito, dormir pouco, coordenar tarefas, manter a inteligência, a aparência, o sorriso e a boa disposição.
Mais difícil que ser mulher é ser arquitecta. Nem quero imaginar o que é ser mãe (e arquitecta).
Mais difícil que ser mulher é ser arquitecta. Nem quero imaginar o que é ser mãe (e arquitecta).
executiva a recibos verdes
Se achavam que ainda me passeava por terras germânicas, enganaram-se. Já fui e já voltei,com um renovado respeito pelos "homens de negócios" que partem por essa Europa fora para reuniões noutros países. É que acordar meio de madrugada num país, apanhar um avião, sair do aeroporto, tomar um duche, almoçar e ainda gastar 6 horas no atelier deixa qualquer um de rastos. Se é para ser assim tenho que arranjar dinheiro para a classe executiva.
22 November 2007
when they get what they want they never want it again
And the sky was made of amethyst
and all the stars look just like little fish
you should learn when to go
you should learn how to say no
might last a day yeah
mine is forever
might last a day, yeah
well mine is forever
when they get what they want they never want it again
when they get what they want they never want it again
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything take everything take everything i want you to
And the sky was all violet I want it again, but more violet, more violet
hey, i'm the one with no soul
one above and one below
go on, take everything take everything i want you to
go on, take everything take everything i want you to
i told you from the start just how this would end
when i get what i want i never want it again
go on, take everything take everyting i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on take everything take everything take everything take everything
and all the stars look just like little fish
you should learn when to go
you should learn how to say no
might last a day yeah
mine is forever
might last a day, yeah
well mine is forever
when they get what they want they never want it again
when they get what they want they never want it again
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything take everything take everything i want you to
And the sky was all violet I want it again, but more violet, more violet
hey, i'm the one with no soul
one above and one below
go on, take everything take everything i want you to
go on, take everything take everything i want you to
i told you from the start just how this would end
when i get what i want i never want it again
go on, take everything take everyting i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on, take everything, take everything i want you to
go on take everything take everything take everything take everything
19 November 2007
secret meeting
O que me vai fazer passar esta semana a saltitar de alegria enquanto termino um projecto de execução "à abrir" é saber que no sábado voarei a caminho de Colónia para ver a nova obra do Zumthor e estes*. Ich liebe Köln. Und dir.
* só mesmo para fazer inveja ao Lourenço.
* só mesmo para fazer inveja ao Lourenço.
09 November 2007
a lisboa que amanhece
É uma Lisboa diferente a que circula às 7 da manhã. É ensonada, silenciosa, cansada, rabugenta. Mas parece que no estádio universitário há quem corra por prazer. Eu continuarei a esforçar-me por evitar a vida a essa hora.
02 November 2007
the boring life
Nunca ouvi uma música sobre a vida just as it is. Uma música que falasse do aborrecimento de morte das filas de trânsito, dos transportes públicos cheios, de todos os dias ter que cozinhar qualquer coisa, de ir buscar e pôr os filhos à escola, de ter que regar as plantas, de gastroentrites, do tédio no trabalho e dos colegas chatos. Será que os músicos têm vidas assim tão diferentes de todos nós? As músicas em geral falam de coisas bonitas, mesmo quando são tristes. Falam de amor, mesmo não correspondido ou trágico. Falam de dúvidas existenciais, falam de viagens, falam de momentos especiais. Mas não falam dos milhares de momentos não especiais que ocupam os nossos dias. Ou falam?
01 November 2007
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