21 July 2007
sim, são melancias
Sim, são melancias, pois claro que são melancias. Foi o false friend em inglês que me levou ao engano. E nem tempo tenho para corrigir erros em posts. A vida acelera em Lisboa e ainda dizem que Portugal é só descanso. Pois, pois. Mas claro que sou eu que complexifico (se é que existe tal palavra) a minha vida... adiante. Este blog acaba aqui até novas ordens. Durmam bem.
26 June 2007
olhó melão!
13 June 2007
prémio melhor mensagem de aniversário 2007
No dia de Santo António
Acordo sempre de boa cara
Porque é dia de Lisboa
e faz anos a minha amiga Sara
Obrigada Sara (cara homónima) e todos pelas felicitações!
Acordo sempre de boa cara
Porque é dia de Lisboa
e faz anos a minha amiga Sara
Obrigada Sara (cara homónima) e todos pelas felicitações!
05 June 2007
sindrome de sthendal
Reza a história que Sthendal, na sua viagem a Florença em 1817 ficou tão extasiado com a Beleza que encontrou que adoeceu seriamente. Desde então os desfalecimentos perante o Belo foram diagnosticados com o nome de Síndrome de Stendhal.
Cópia da Estátua de David, de Michelangelo, na Piazza da Signorina
Amanhã parto para Florença.
30 May 2007
head explosions
A minha cabeça às vezes parece que vai explodir, os olhos marejam, as têmporas latejam. Deve ser uma enxaqueca, dizem-me. Devo ser eu a querer explodir do meu corpo, penso eu. Atacou-me com tanta força estes dias que consultei um neurologista.
Queria ajuda, mas no fundo queria que ele me confirmasse: é dos nervos menina, não pode deixar que a vida a afecte desse modo! Mas não se preocupe, é porque é nova e sensível, a vida vai-lhe ensinar a lidar com ela e vou-lhe receitar doses massivas de yoga e respiração de relaxamento. A sério, eu pensava isto, porque no fundo era o que me repetia a mim própria, só tens que te acalmar sara, respira, acalma-te. Foi então com surpresa que ele vi ele receitar-me 2 medicamentos, um profiláctico para reduzir o número de "crises", e outro para dar cabo das crises. Tem a certeza que preciso de tomar algo? Isto não passa assim, naturalmente? O médico, pragmático perguntou: Tem passado naturalmente? Hmm, não. Quer ter dores? Bom... não. Então...
E então? Então não me agrada estes químicos todos no meu corpo, senhor doutor. Mas são piores estas dores que quase me imobilizam. Drogas, here we go.
Queria ajuda, mas no fundo queria que ele me confirmasse: é dos nervos menina, não pode deixar que a vida a afecte desse modo! Mas não se preocupe, é porque é nova e sensível, a vida vai-lhe ensinar a lidar com ela e vou-lhe receitar doses massivas de yoga e respiração de relaxamento. A sério, eu pensava isto, porque no fundo era o que me repetia a mim própria, só tens que te acalmar sara, respira, acalma-te. Foi então com surpresa que ele vi ele receitar-me 2 medicamentos, um profiláctico para reduzir o número de "crises", e outro para dar cabo das crises. Tem a certeza que preciso de tomar algo? Isto não passa assim, naturalmente? O médico, pragmático perguntou: Tem passado naturalmente? Hmm, não. Quer ter dores? Bom... não. Então...
E então? Então não me agrada estes químicos todos no meu corpo, senhor doutor. Mas são piores estas dores que quase me imobilizam. Drogas, here we go.
25 May 2007
what a glorious feeling!
22 May 2007
21 May 2007
two more years

não tocaram. Mas o Coliseu vibrou ao som dos Bloc Party. O público era jovem, muito jovem e apesar de ser eu também uma jovem senti, pela primeira vez num concerto, um gap geracional. Eram muitos, eram pequenos e sabiam as letras de cor (assombroso mistério porque naquele sotaque não se percebe nada!). Só que a seguir ao concerto devem ter ido para casa e não foram como nós passear no Bairro Alto e na Bica e portanto não estiveram no Bicaense a falar com o vocalista Kele e com o baixista (hmm... como se chama o baixista?) e não levaram para casa um rabisco no bilhete, que eu acarinho como um autógrafo. Pois, mas ainda são jovens, têm tempo.
it was the worst of times, it was the best of times
Recibos verdes, contar os tostões, viver em quartos alugados. Não é fácil. Mas nunca a vida vai ser tão generosa em sonhos e possibilidades como nestes nossos verdes anos.
16 May 2007
15 May 2007
dgci
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague
Deus lhe Pague, letra de Chico Buarque
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague
Deus lhe Pague, letra de Chico Buarque
09 May 2007
08 May 2007
dedicatória com bolo de aniversário
I wrote the song two hours before we met.
I didn't know your name or what you looked like yet.
Oh I could have stayed at home and gone to bed.
I could have gone to see a film instead.
You might have changed your mind and seen your friends.
Life could have been very different but then,
something changed.
Do you believe that there's someone up above?
Does he have a timetable directing acts of love?
Why did I write this song on that one day?
Why did you touch my hand and softly say.
Stop asking questions that don't matter anyway.
Just give us a kiss to celebrate here today.
Something changed.
When we woke up that morning we had no way of knowing,
that in a matter of hours we'd change the way we were going.
Where would I be now if we'd never met?
Would I be singing this song to someone else instead?
I dunno but like you said
something changed.
I didn't know your name or what you looked like yet.
Oh I could have stayed at home and gone to bed.
I could have gone to see a film instead.
You might have changed your mind and seen your friends.
Life could have been very different but then,
something changed.
Do you believe that there's someone up above?
Does he have a timetable directing acts of love?
Why did I write this song on that one day?
Why did you touch my hand and softly say.
Stop asking questions that don't matter anyway.
Just give us a kiss to celebrate here today.
Something changed.
When we woke up that morning we had no way of knowing,
that in a matter of hours we'd change the way we were going.
Where would I be now if we'd never met?
Would I be singing this song to someone else instead?
I dunno but like you said
something changed.
02 May 2007
mind this gap
Parece que a ideia nasceu numa conversa telefónica entre a Maria e a sua mãe. Um blog onde se juntassem relatos de quem se formou em Portugal e acabou por optar procurar emprego no estrangeiro. São muitos os jovens portugueses por esse mundo fora. Eu assim de relance leio os blogs do Tiago em Tokyo, do Pedro em Trinidad, do Pedro em Barcelona, do André em Madrid, da Mafalda em Copenhaga, da Darjeeling e Bicuka na Holanda, da Boleia em Durham, da Elisabete em NY, da Susana em NY, da Inês em NY, da menina azul em Roterdão, do Nic no Qatar, do Pedro em Timor, do João em Cabo Verde, da Guida em Londres, de um Tapete Voador em Londres, do Miguel em Bruxelas, de um correio verde entre a Holanda e a Polónia, de uma minhoca na Alemanha, da rititi em madrid, da Catarina em Barcelona, da Ana em Shanghai, etc etc etc... Há mais, há muitos mais. Vão lá deixar o vosso testemunho.
26 April 2007
a revolta do precariado
http://www.maydaylisboa.org/:: trajecto do 1º Maio :: a parada MayDay começa às 13h com um pic-nic na Alameda. A Crew Hassan ofereceu-se para garantir refeições baratas e práticas. Dali, seguimos cerca das 15h pela Av. Guerra Junqueiro para a Praça de Londres (Ministério do Trabalho) e até à Praça de Alvalade, onde encontraremos a manifestação da CGTP. Na cauda da manif sindical, a parada MayDay vai até à Cidade Universitária, onde termina. A equipa que prepara a animação do desfile já marcou a sua reunião (ver datas em baixo).
:: festa MayDay 27 Abril :: Vai ver-se a possibilidade de a realizar na Karnart. A ideia é juntar o povo na sexta-feira anterior à parada. Temos que pensar e discutir os conteúdos da iniciativa (a mailing list já funciona, venham ideias).
:: divulgação :: formou-se uma equipa para fazer propostas de cartazes e panfletos para a festa de 27 Abril e para o 1ºMaio. No domingo (filme na Crew Hassan), quem aparecer pode pronunciar-se sobre os materiais de divulgação. Haverá também um plano de distribuições – call centers, centros comerciais, Bairro Alto, etc. Os núcleos de faculdades podem fazer o mesmo e trazer encontros marcados para distribuições (o ]movE[ já o fez para cantinas de Agronomia e Pólo da Ajuda). Depois será tudo enviado pela mailing list, com convite à participação de tod@s.
:: mailing list :: para alguém se inscrever na mailing list já não é necessário qualquer convite. Basta ir a http://groups.google.com/group/maydaypt/subscribe e inserir o e-mail. Para escrever à lista basta fazer reply/escrever aqui para o http://br.f318.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=maydaypt@googlegroups.com. Vai ser criada no blogue uma ligação permanente para convidar quem visita a inscrever-se.
:: contactos com associações :: ofereceram-se responsáveis por convidar mais associações (imigrantes, culturais…) e contactar grupos de outras cidades que queiram participar.
AGENDA MAYDAY
Domingo, 8 Abril, 21:30h :: Crew Hassan (Rua das Portas de Sto. Antão, 159 1º - rua do Coliseu) – projecção do filme “O Evangelho Segundo Precário”
Quarta, 11 Abril, 18:30h :: Bar da Esplanada da Faculdade de Letras (Cidade Universitária) :: reunião do grupo que prepara a intervenção política/visual/sonora/… da manifestação
8 a 24 Abril :: divulgação do MayDay (distribuições de panfletos)
Terça, 24 Abril :: Largo Carmo, 18h-2h :: MayDay partilha com Panteras Rosa uma banca de divulgação no arraial do 25 Abril
Quarta, 25 Abril :: Manif. Marquês de Pombal – grande ocasião para vender o boletim que a Ana Feijão está a preparar (com textos originais que lhe entregaram e outros já neste blogue) - encontro em frente ao Diário de Notícias
Sexta, 27 Abril :: Festa MayDay – Na Karnart (a confirmar)
21 April 2007
está empiricamente comprovado
que carregar nuns botões do blogger dá disparate! Mudei o meu template acidentalmente e agora não consigo desenhá-lo a meu gosto!
20 April 2007
está cientificamente comprovado
que uma dose de Pet Shop Boys logo de manhã transforma qualquer manhã cinzenta num dia de Primavera.
E o Indie já começou!
E o Indie já começou!
18 April 2007
dos dias inquietos
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.
16 April 2007
nanni moretti
Passou por mim, assim perto mesmo, este sábado no Monumental. Não trazia o smoking mas também não vinha receber a Palma. Não o fui ouvir falar mas tive pena... E afinal não é baixinho como eu achava. E ouvi dizer que é mais tímido do que eu pensava. Quanto ao "Caimão"... fantástico! Quanto de Portugal na Itália.11 April 2007
a vida a prazo
Há 2 anos, no dia 11 de abril de 2005, publiquei este post ainda no from tokyo with love.
globalização de sentimentos
Vivemos num tempo fantástico. Para além de portuguesa sou europeia. Temos um passaporte para todo o lado e somos cidadãos de primeira. Podemos viajar para todo o lado, podemos viver em todo o lado, o mundo não tem limites, é só escolher. Agarramos as oportunidades e partimos pelo mundo. Mas há um lado perverso... no meio da frieza dos aviões misturam-se sentimentos e criam-se carapaças. É uma vida que se deixa para trás e a que não nunca retornamos iguais. Em cada paragem cada vez custa mais ver amigos partir. Em todo o lado apegamo-nos a pessoas, não há como fugir, não há porque fugir, precisamos delas, elas precisam de nós, as pessoas são a experiência da viagem. Mas depois dói. E o nosso coração vai sendo levado por todas estas pessoas, ficando espalhado aos pedaços pelo Mundo inteiro. E depois já não se pode reconstruir e ficamos também nós partidos pelo mundo. Se “a casa é onde o coração está” onde é a minha casa? Se deixamos pedaços de coração pelo mundo quer dizer que o mundo é nosso? Porque é que tão fácil partir mas custa tanto?
Dois anos volvidos sinto-me no mesmo limbo, sinto-me dividida pelos mesmos sentimentos. Quero partir, continuar a ver esse mundo todo mas tenho medo do que possa perder com isto. Mas a simples menção da palavra medo, diz-me que é também por isso que tenho de ir, de novo.
globalização de sentimentos
Vivemos num tempo fantástico. Para além de portuguesa sou europeia. Temos um passaporte para todo o lado e somos cidadãos de primeira. Podemos viajar para todo o lado, podemos viver em todo o lado, o mundo não tem limites, é só escolher. Agarramos as oportunidades e partimos pelo mundo. Mas há um lado perverso... no meio da frieza dos aviões misturam-se sentimentos e criam-se carapaças. É uma vida que se deixa para trás e a que não nunca retornamos iguais. Em cada paragem cada vez custa mais ver amigos partir. Em todo o lado apegamo-nos a pessoas, não há como fugir, não há porque fugir, precisamos delas, elas precisam de nós, as pessoas são a experiência da viagem. Mas depois dói. E o nosso coração vai sendo levado por todas estas pessoas, ficando espalhado aos pedaços pelo Mundo inteiro. E depois já não se pode reconstruir e ficamos também nós partidos pelo mundo. Se “a casa é onde o coração está” onde é a minha casa? Se deixamos pedaços de coração pelo mundo quer dizer que o mundo é nosso? Porque é que tão fácil partir mas custa tanto?
Dois anos volvidos sinto-me no mesmo limbo, sinto-me dividida pelos mesmos sentimentos. Quero partir, continuar a ver esse mundo todo mas tenho medo do que possa perder com isto. Mas a simples menção da palavra medo, diz-me que é também por isso que tenho de ir, de novo.
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