19 January 2007
wide awake
Das coisas que mais sinto falta do Japão é o sentir-me acordada. De ser constantemente estimulada. Sim, às vezes era cansativo e impossível de digerir. E sim, Lisboa ainda me surpreende, ainda e sempre irei descobrir coisas novas nesta cidade, mas está a tornar-se demasiado confortável e isso adormece-me...
18 January 2007
help the aged
Andam tão devagar e às vezes bloqueiam ruas inteiras. O tempo que demoram a percorrer cada degrau está em total dessintonia com o ritmo urbano. São muitos e estão por todo o lado. Às vezes irritam-me. Mas cada vez que ultrapasso um no meu passo acelerado vem-me sempre à cabeça a música dos pulp. help the aged, 'cause one day they were just like you. help the aged, 'cause one day you'll be older too.
12 January 2007

É realmente um debate que não deixa ninguém indiferente. Ontem, no Chiado, perguntava-me um rapaz imberbe se eu queria "assinar pela Vida" e pareceu-me ver um sorriso trocista nos lábios de quem sabe a demagogia envolvida neste tema. Um pouco à frente outro imberbe ouvia um trabalhador do INEM "como profissional de saúde sou pelo sim... se soubesses da quantidade de crianças abandonadas na Venda Nova, no Concelho da Amadora, essas não tiveram escolha...", falava emocionado mas cheio de convicção e tive esperança que aquele que recolhia assinaturas pelo Não o ouvisse, mas neste assunto ninguém parece mudar de opinião.
Ficam aqui os links para os movimentos pelo sim:
http://www.cidadaniapelosim.blogspot.com/
http://www.medicospelaescolha.pt/
http://votasim.blogspot.com
http://www.euvotosim.org/
http://www.jovenspelosim.org/
http://abortodireitoadecidir.blogspot.com/
http://peladespenalizacaodaivg.blogspot.com/
http://www.votosim.blogspot.com/
Acima de tudo importa ir votar no dia 11 de Fevereiro.
02 January 2007
20 December 2006
happy birthday!
Já pouco passeio pela blogosfera porque começa a parecer uma periferia japonesa onde tudo é diferente, tudo é igual e eu fico confusa e perdida. Eu também não passo de um poste tão indistinguível como qualquer outro. Mas há sempre aqueles cafés onde vamos dar e onde sempre nos sentimos em casa, um deles é o [a barriga de um arquitecto] que abriu portas há 3 anos e onde somos sempre bem vindos e bem recebidos. Parabéns Daniel! (Referência para este excelente texto de "balanço")
faster, better, harder
old blogger, new blogger, beta version, you're out, google account, it's hard to keep updated.
19 December 2006
sushi lover capa de revista
14 December 2006
ai se eu pudesse suicidar-me por um mês...
Oh não! Está a chegar aquela altura do ano de "balanços", dos melhores discos que ouvi, dos melhores livros que li, dos melhores filmes que vi, dos melhores pratos que comi, das melhores frases que ouvi, dos melhores bares em que bebi! Em copy-paste se fazem posts e suplementos.
Admiro estes exercícios de memória mas não tenho paciência, se tenho que me esforçar para saber o que fiz anteontem, sei lá o que ouvi eu em Fevereiro! Já para não dizer... o que é que isso interessa?!
Há uma lista de motivos que me fazem não apreciar particularmente esta época (como anoitecer às 5 da tarde), a chatice destas listas e escolhas (que ainda por cima se repetem, porque no fundo, todos seguem os outros) é só mais uma delas...
Admiro estes exercícios de memória mas não tenho paciência, se tenho que me esforçar para saber o que fiz anteontem, sei lá o que ouvi eu em Fevereiro! Já para não dizer... o que é que isso interessa?!
Há uma lista de motivos que me fazem não apreciar particularmente esta época (como anoitecer às 5 da tarde), a chatice destas listas e escolhas (que ainda por cima se repetem, porque no fundo, todos seguem os outros) é só mais uma delas...
12 December 2006
24 November 2006
alerta mel-alaranjado
Na rua Alexandre Herculano caiu uma árvore e enquanto os bombeiros cortavam os troncos eu olhava o interior da árvore que era de um tom mel - alaranjado claro tão bonito.
23 November 2006
ivg - nota
Falássemos tanto e tão abertamente de contracepção e métodos anti-contraceptivos como se discute a interrupção voluntária da gravidez e talvez não fossemos o segundo país com a maior taxa de mães adolescentes e um dos países onde mais cresceu a número de infectados com HIV entre os heterosexuais.
20 November 2006
10 November 2006
um e-mail sobre a vida lá fora
Ao som de Art Tatum que descobri fazerem parte das bandas sonoras dos filmes do Woddy Allen vou trabalhando e sorrindo de manga curta para melhor sentir a brisa suave que sopra pela janela aberta. Sem nunca lá ter ido, relembro o Outono em Nova Iorque que Woddy Allen mostrou tantas vezes. Num e-mail da recent visita a Lisboa leio "on terms of climate it is shocking to be back in Norway:the first SNOW arrived!!! It has been snowing all afternoon...". Penso no frio escandinavo, na beleza da neve e sinto saudades do silêncio e da queda em slow motion da neve. Mas em Lisboa este Outono parece um final de Verão e apetece passear sem destino e sem chapinhar em lama. Há greve lá fora mas está-se tão bem cá dentro.
09 November 2006
and yet...
Bom, eu disse que nem queria falar disto mas de vez em quando embato em textos que merecem ser partilhados. Este deu um trabalhão à Sara (outra, que ainda não falo de mim na terceira pessoa) a passar do papel para o computador mas sim, Sara, valeu a pena, obrigada. E depois de ter lido um dos comentários no post anterior achei que devia fazer o copy/paste.
Confesso que já me apetecia pouco falar do tema do aborto, depois de todos os argumentos terem sido já tão amplamente discutidos e a obstinação condenatória persistir. Mas depois de algumas vozes inesperadas terem vindo a público afirmar coisas espantosas, algumas delas neste mesmo jornal, talvez faça sentido reafirmar algumas verdades óbvias, ainda que incómodas.
1. O aborto existe, sempre existiu e não vai deixar de existir. Seja por ignorância, imprudência, erro de julgamento ou simples azar, as mulheres ficam grávidas sem querer. E por vezes sentem que efectivamente não querem ou não podem seguir em frente com aquela gravidez. Claro que todos queremos diminuir essas situações - e devemos fazer esforços sérios, não moralistas e não paternalistas nesse sentido. Mas o problema nunca será totalmente resolvido a montante. As questões que importa, por isso, colocar são: onde e em que condições é que esse aborto vai ser feito? Deve uma mulher pagar com risco de morte ou dano severo para a saúde essa decisão? Que legitimidade existe no enriquecimento feito com base no aborto clandestino?
2. E, já agora, deve a mulher pagar essa decisão com a prisão? Porque, como ficou amplamente demonstrado, efectivamente há condenações por causa do aborto. E que me desculpem os defensores de soluções intermédias: ou é crime e é penalizado ou não é penalizado e não é crime de todo. Porque, que sentido faz perpetuar uma lei que não é para cumprir? Que traduz esse incumprimento senão o seu radical alheamento da realidade e vontade social?
3. E agora que me desculpem alguns sectores feministas: não, o aborto não é uma questão de mulheres. Ou antes, é-o, mas não deveria ser, pelo menos não deveria ser equacionado como uma questão apenas de mulheres. E neste erro tanto os defensores do "sim" como do "não" têm caído. Claro que há questões de género no aborto, desde a desigual repartição dos cuidados com os filhos, aos desequilíbrios salariais. E, claro, o simples facto de ser no corpo da mulher que a decisão de ter ou não filhos assume uma violência "incarnada". Mas, a não ser que estejamos perante novos mistérios transcendentais, cada embrião tem dois seres humanos na sua génese. Onde estão os homens, no equacionar público desta questão? E, já agora, onde estão os homens condenados pela decisão de abortar (ou será - coisa conveniente - que todas as mulheres condenadas por aborto em Portugal decidiram sozinhas, sem participação ou conhecimento dos respectivos parceiros?).
4. Finalmente, o que sinto como uma última verdade, para mim própria inconveniente: por muito que os defensores do "sim" a evitem - e eu, como defensora do "sim", compreendo a estratégia -, a questão da vida humana é de facto relevante. Porque, se entendermos o embrião como igual a uma pessoa - se acreditarmos mesmo nisso -, então o aborto apenas se justificaria em situações de risco de vida da mãe. Porque apenas aí estaríamos a falar de valores de igual ordem moral. Mas será que acreditamos mesmo que um embrião é uma pessoa? Reagimos da mesma forma ao aborto espontâneo às 10 ou 12 ou até mais semanas como reagiríamos à morte de um recém-nascido? Sofremos da mesma forma? Ritualizamos da mesma forma a sua perda? Alguém pode, em consciência, dizer que sim?
Artigo de opinião assinado por Carla Machado, professora universitária, no Público da última quinta-feira.
Confesso que já me apetecia pouco falar do tema do aborto, depois de todos os argumentos terem sido já tão amplamente discutidos e a obstinação condenatória persistir. Mas depois de algumas vozes inesperadas terem vindo a público afirmar coisas espantosas, algumas delas neste mesmo jornal, talvez faça sentido reafirmar algumas verdades óbvias, ainda que incómodas.
1. O aborto existe, sempre existiu e não vai deixar de existir. Seja por ignorância, imprudência, erro de julgamento ou simples azar, as mulheres ficam grávidas sem querer. E por vezes sentem que efectivamente não querem ou não podem seguir em frente com aquela gravidez. Claro que todos queremos diminuir essas situações - e devemos fazer esforços sérios, não moralistas e não paternalistas nesse sentido. Mas o problema nunca será totalmente resolvido a montante. As questões que importa, por isso, colocar são: onde e em que condições é que esse aborto vai ser feito? Deve uma mulher pagar com risco de morte ou dano severo para a saúde essa decisão? Que legitimidade existe no enriquecimento feito com base no aborto clandestino?
2. E, já agora, deve a mulher pagar essa decisão com a prisão? Porque, como ficou amplamente demonstrado, efectivamente há condenações por causa do aborto. E que me desculpem os defensores de soluções intermédias: ou é crime e é penalizado ou não é penalizado e não é crime de todo. Porque, que sentido faz perpetuar uma lei que não é para cumprir? Que traduz esse incumprimento senão o seu radical alheamento da realidade e vontade social?
3. E agora que me desculpem alguns sectores feministas: não, o aborto não é uma questão de mulheres. Ou antes, é-o, mas não deveria ser, pelo menos não deveria ser equacionado como uma questão apenas de mulheres. E neste erro tanto os defensores do "sim" como do "não" têm caído. Claro que há questões de género no aborto, desde a desigual repartição dos cuidados com os filhos, aos desequilíbrios salariais. E, claro, o simples facto de ser no corpo da mulher que a decisão de ter ou não filhos assume uma violência "incarnada". Mas, a não ser que estejamos perante novos mistérios transcendentais, cada embrião tem dois seres humanos na sua génese. Onde estão os homens, no equacionar público desta questão? E, já agora, onde estão os homens condenados pela decisão de abortar (ou será - coisa conveniente - que todas as mulheres condenadas por aborto em Portugal decidiram sozinhas, sem participação ou conhecimento dos respectivos parceiros?).
4. Finalmente, o que sinto como uma última verdade, para mim própria inconveniente: por muito que os defensores do "sim" a evitem - e eu, como defensora do "sim", compreendo a estratégia -, a questão da vida humana é de facto relevante. Porque, se entendermos o embrião como igual a uma pessoa - se acreditarmos mesmo nisso -, então o aborto apenas se justificaria em situações de risco de vida da mãe. Porque apenas aí estaríamos a falar de valores de igual ordem moral. Mas será que acreditamos mesmo que um embrião é uma pessoa? Reagimos da mesma forma ao aborto espontâneo às 10 ou 12 ou até mais semanas como reagiríamos à morte de um recém-nascido? Sofremos da mesma forma? Ritualizamos da mesma forma a sua perda? Alguém pode, em consciência, dizer que sim?
Artigo de opinião assinado por Carla Machado, professora universitária, no Público da última quinta-feira.
30 October 2006
que se lixe o referendo
Na questão do aborto a ser referendada em Janeiro talvez, não pretendo entrar em qualquer debate, não quero mudar a opinião de ninguém, nem sequer discuti-la. Exaspera-me. Irrita-me.
Não faz qualquer sentido sequer um referendo e, no meio disto tudo, entristece-me termos um governo cobarde que se deixa manipular por lobbys, preconceitos e medos conservadores e a Igreja. Parece grande feito realizar-se novo referendo quando se devia mudar a lei logo e pronto. Para quê tanta hipocrisia?
Há 8 anos, tinha eu 18 anos e não pude votar, já estava recenseada mas não inscrita nos cadernos eleitorais. Lembro-me de estar sozinha em casa com um caderninho para apontar previsões e estatísticas. E de ter dito que se o Não ganhasse mudava de país. Se agora o Não ganhar de novo, não é isso que me fará mudar de país mas far-me-á sentir cada vez mais estrangeira no meu próprio país.
Mas pelo menos vai ser a primeira vez que nem vou hesitar no lugar da cruz.
Não faz qualquer sentido sequer um referendo e, no meio disto tudo, entristece-me termos um governo cobarde que se deixa manipular por lobbys, preconceitos e medos conservadores e a Igreja. Parece grande feito realizar-se novo referendo quando se devia mudar a lei logo e pronto. Para quê tanta hipocrisia?
Há 8 anos, tinha eu 18 anos e não pude votar, já estava recenseada mas não inscrita nos cadernos eleitorais. Lembro-me de estar sozinha em casa com um caderninho para apontar previsões e estatísticas. E de ter dito que se o Não ganhasse mudava de país. Se agora o Não ganhar de novo, não é isso que me fará mudar de país mas far-me-á sentir cada vez mais estrangeira no meu próprio país.
Mas pelo menos vai ser a primeira vez que nem vou hesitar no lugar da cruz.
27 October 2006
um post parvo sobre a vida lá fora
Sim, o sol brilha lá fora e eu aqui dentro. Já esgalhei umas desculpas que me "obriguem" a ter que sair em horário de expediente (é preciso entregar esse pacote? nada de estafetas, eu vou lá!) Sim, o sol brilha lá fora e hoje é dia 27 de Outubro. Sim apetece-me cair nos clichés todos de "o tempo neste país é realmente magnífico". Mas é, é mesmo!
Penso na Anne amiga alemã que deve estar neste momento a passear por Belém e a carregar as baterias solares antes de voltar para Oslo. Sim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, já anoitece lá para as 16 e estão menos 10º. Ainda não começou a nevar mas convém andar com umas luvas na carteira. A falta de sol está na origem de uma série de mal-estares e cria cansaço. Assim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, compram-se umas lâmpadas que projectam uma luz equivalente à luz do dia para compensar a falta de luz solar. Para se sobreviver ao Inverno.
Ahh, a vida lá fora não brilha tanto como queremos acreditar! Agora este sol de outono é mesmo magnífico!
Penso na Anne amiga alemã que deve estar neste momento a passear por Belém e a carregar as baterias solares antes de voltar para Oslo. Sim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, já anoitece lá para as 16 e estão menos 10º. Ainda não começou a nevar mas convém andar com umas luvas na carteira. A falta de sol está na origem de uma série de mal-estares e cria cansaço. Assim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, compram-se umas lâmpadas que projectam uma luz equivalente à luz do dia para compensar a falta de luz solar. Para se sobreviver ao Inverno.
Ahh, a vida lá fora não brilha tanto como queremos acreditar! Agora este sol de outono é mesmo magnífico!
20 October 2006
are you ready now?
yes, I'm ready now
You couldn't change
you wouldn't understand
but I'm ready now I'm ready now
I'll make you proud I was your man
cos I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Hey I'm ready now
You couldn't change
you wouldn't understand
but I'm ready now I'm ready now
I'll make you proud I was your man
cos I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Hey I'm ready now
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