20 December 2006

happy birthday!

Já pouco passeio pela blogosfera porque começa a parecer uma periferia japonesa onde tudo é diferente, tudo é igual e eu fico confusa e perdida. Eu também não passo de um poste tão indistinguível como qualquer outro. Mas há sempre aqueles cafés onde vamos dar e onde sempre nos sentimos em casa, um deles é o [a barriga de um arquitecto] que abriu portas há 3 anos e onde somos sempre bem vindos e bem recebidos. Parabéns Daniel! (Referência para este excelente texto de "balanço")

faster, better, harder

old blogger, new blogger, beta version, you're out, google account, it's hard to keep updated.

19 December 2006

sushi lover capa de revista


Sim, vou reclamar o meu pedacinho de fama na capa da Times porque sim, a Internet mudou muita coisa por todo o mundo e eu sou parte dessa mudança. E vocês também. Parabéns!

14 December 2006

até queria dizer umas coisas

m a s n ã o c o n s i g o j u n t a r a s l e t r a s

censura

Vejo mais de mim nos drafts que nos posts.

ai se eu pudesse suicidar-me por um mês...

Oh não! Está a chegar aquela altura do ano de "balanços", dos melhores discos que ouvi, dos melhores livros que li, dos melhores filmes que vi, dos melhores pratos que comi, das melhores frases que ouvi, dos melhores bares em que bebi! Em copy-paste se fazem posts e suplementos.
Admiro estes exercícios de memória mas não tenho paciência, se tenho que me esforçar para saber o que fiz anteontem, sei lá o que ouvi eu em Fevereiro! Já para não dizer... o que é que isso interessa?!
Há uma lista de motivos que me fazem não apreciar particularmente esta época (como anoitecer às 5 da tarde), a chatice destas listas e escolhas (que ainda por cima se repetem, porque no fundo, todos seguem os outros) é só mais uma delas...

24 November 2006

alerta mel-alaranjado

Na rua Alexandre Herculano caiu uma árvore e enquanto os bombeiros cortavam os troncos eu olhava o interior da árvore que era de um tom mel - alaranjado claro tão bonito.

23 November 2006

ivg - nota

Falássemos tanto e tão abertamente de contracepção e métodos anti-contraceptivos como se discute a interrupção voluntária da gravidez e talvez não fossemos o segundo país com a maior taxa de mães adolescentes e um dos países onde mais cresceu a número de infectados com HIV entre os heterosexuais.

10 November 2006

um e-mail sobre a vida lá fora

Ao som de Art Tatum que descobri fazerem parte das bandas sonoras dos filmes do Woddy Allen vou trabalhando e sorrindo de manga curta para melhor sentir a brisa suave que sopra pela janela aberta. Sem nunca lá ter ido, relembro o Outono em Nova Iorque que Woddy Allen mostrou tantas vezes. Num e-mail da recent visita a Lisboa leio "on terms of climate it is shocking to be back in Norway:the first SNOW arrived!!! It has been snowing all afternoon...". Penso no frio escandinavo, na beleza da neve e sinto saudades do silêncio e da queda em slow motion da neve. Mas em Lisboa este Outono parece um final de Verão e apetece passear sem destino e sem chapinhar em lama. Há greve lá fora mas está-se tão bem cá dentro.

09 November 2006

and yet...

Bom, eu disse que nem queria falar disto mas de vez em quando embato em textos que merecem ser partilhados. Este deu um trabalhão à Sara (outra, que ainda não falo de mim na terceira pessoa) a passar do papel para o computador mas sim, Sara, valeu a pena, obrigada. E depois de ter lido um dos comentários no post anterior achei que devia fazer o copy/paste.

Confesso que já me apetecia pouco falar do tema do aborto, depois de todos os argumentos terem sido já tão amplamente discutidos e a obstinação condenatória persistir. Mas depois de algumas vozes inesperadas terem vindo a público afirmar coisas espantosas, algumas delas neste mesmo jornal, talvez faça sentido reafirmar algumas verdades óbvias, ainda que incómodas.

1. O aborto existe, sempre existiu e não vai deixar de existir. Seja por ignorância, imprudência, erro de julgamento ou simples azar, as mulheres ficam grávidas sem querer. E por vezes sentem que efectivamente não querem ou não podem seguir em frente com aquela gravidez. Claro que todos queremos diminuir essas situações - e devemos fazer esforços sérios, não moralistas e não paternalistas nesse sentido. Mas o problema nunca será totalmente resolvido a montante. As questões que importa, por isso, colocar são: onde e em que condições é que esse aborto vai ser feito? Deve uma mulher pagar com risco de morte ou dano severo para a saúde essa decisão? Que legitimidade existe no enriquecimento feito com base no aborto clandestino?

2. E, já agora, deve a mulher pagar essa decisão com a prisão? Porque, como ficou amplamente demonstrado, efectivamente há condenações por causa do aborto. E que me desculpem os defensores de soluções intermédias: ou é crime e é penalizado ou não é penalizado e não é crime de todo. Porque, que sentido faz perpetuar uma lei que não é para cumprir? Que traduz esse incumprimento senão o seu radical alheamento da realidade e vontade social?

3. E agora que me desculpem alguns sectores feministas: não, o aborto não é uma questão de mulheres. Ou antes, é-o, mas não deveria ser, pelo menos não deveria ser equacionado como uma questão apenas de mulheres. E neste erro tanto os defensores do "sim" como do "não" têm caído. Claro que há questões de género no aborto, desde a desigual repartição dos cuidados com os filhos, aos desequilíbrios salariais. E, claro, o simples facto de ser no corpo da mulher que a decisão de ter ou não filhos assume uma violência "incarnada". Mas, a não ser que estejamos perante novos mistérios transcendentais, cada embrião tem dois seres humanos na sua génese. Onde estão os homens, no equacionar público desta questão? E, já agora, onde estão os homens condenados pela decisão de abortar (ou será - coisa conveniente - que todas as mulheres condenadas por aborto em Portugal decidiram sozinhas, sem participação ou conhecimento dos respectivos parceiros?).

4. Finalmente, o que sinto como uma última verdade, para mim própria inconveniente: por muito que os defensores do "sim" a evitem - e eu, como defensora do "sim", compreendo a estratégia -, a questão da vida humana é de facto relevante. Porque, se entendermos o embrião como igual a uma pessoa - se acreditarmos mesmo nisso -, então o aborto apenas se justificaria em situações de risco de vida da mãe. Porque apenas aí estaríamos a falar de valores de igual ordem moral. Mas será que acreditamos mesmo que um embrião é uma pessoa? Reagimos da mesma forma ao aborto espontâneo às 10 ou 12 ou até mais semanas como reagiríamos à morte de um recém-nascido? Sofremos da mesma forma? Ritualizamos da mesma forma a sua perda? Alguém pode, em consciência, dizer que sim?

Artigo de opinião assinado por Carla Machado, professora universitária, no Público da última quinta-feira.

30 October 2006

que se lixe o referendo

Na questão do aborto a ser referendada em Janeiro talvez, não pretendo entrar em qualquer debate, não quero mudar a opinião de ninguém, nem sequer discuti-la. Exaspera-me. Irrita-me.
Não faz qualquer sentido sequer um referendo e, no meio disto tudo, entristece-me termos um governo cobarde que se deixa manipular por lobbys, preconceitos e medos conservadores e a Igreja. Parece grande feito realizar-se novo referendo quando se devia mudar a lei logo e pronto. Para quê tanta hipocrisia?
Há 8 anos, tinha eu 18 anos e não pude votar, já estava recenseada mas não inscrita nos cadernos eleitorais. Lembro-me de estar sozinha em casa com um caderninho para apontar previsões e estatísticas. E de ter dito que se o Não ganhasse mudava de país. Se agora o Não ganhar de novo, não é isso que me fará mudar de país mas far-me-á sentir cada vez mais estrangeira no meu próprio país.
Mas pelo menos vai ser a primeira vez que nem vou hesitar no lugar da cruz.

27 October 2006

um post parvo sobre a vida lá fora

Sim, o sol brilha lá fora e eu aqui dentro. Já esgalhei umas desculpas que me "obriguem" a ter que sair em horário de expediente (é preciso entregar esse pacote? nada de estafetas, eu vou lá!) Sim, o sol brilha lá fora e hoje é dia 27 de Outubro. Sim apetece-me cair nos clichés todos de "o tempo neste país é realmente magnífico". Mas é, é mesmo!
Penso na Anne amiga alemã que deve estar neste momento a passear por Belém e a carregar as baterias solares antes de voltar para Oslo. Sim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, já anoitece lá para as 16 e estão menos 10º. Ainda não começou a nevar mas convém andar com umas luvas na carteira. A falta de sol está na origem de uma série de mal-estares e cria cansaço. Assim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, compram-se umas lâmpadas que projectam uma luz equivalente à luz do dia para compensar a falta de luz solar. Para se sobreviver ao Inverno.
Ahh, a vida lá fora não brilha tanto como queremos acreditar! Agora este sol de outono é mesmo magnífico!

20 October 2006

are you ready now?

yes, I'm ready now

You couldn't change

you wouldn't understand

but I'm ready now I'm ready now

I'll make you proud I was your man

cos I'm ready now

I'm ready now

I'm ready now

I'm ready now

Hey I'm ready now

last night I dreamt that somebody loved me

19 October 2006

17 October 2006

Happy the man, and happy he alone,
he who can call today his own:
he who, secure within, can say,
Tomorrow do thy worst, for I have lived today.

Horácio
happy the man and happy he alone
who in all honesty can call today his own;
He who has life and strength enough to say
yesterday's dead and gone
I want to live today

Horácio, versão Neil hannon

13 October 2006

new order

Nos dias de histeria euromiliária, marcava os número ao som de Touched By The Hand of God, caminhava até à tabacaria com True Faith nos ouvidos, mas temia Ruined In a Day enquanto largava as moedas no balcão e inevitavelmente a banda sonora de sábado era Regret.

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