24 November 2006
alerta mel-alaranjado
23 November 2006
ivg - nota
20 November 2006
10 November 2006
um e-mail sobre a vida lá fora
09 November 2006
and yet...
Confesso que já me apetecia pouco falar do tema do aborto, depois de todos os argumentos terem sido já tão amplamente discutidos e a obstinação condenatória persistir. Mas depois de algumas vozes inesperadas terem vindo a público afirmar coisas espantosas, algumas delas neste mesmo jornal, talvez faça sentido reafirmar algumas verdades óbvias, ainda que incómodas.
1. O aborto existe, sempre existiu e não vai deixar de existir. Seja por ignorância, imprudência, erro de julgamento ou simples azar, as mulheres ficam grávidas sem querer. E por vezes sentem que efectivamente não querem ou não podem seguir em frente com aquela gravidez. Claro que todos queremos diminuir essas situações - e devemos fazer esforços sérios, não moralistas e não paternalistas nesse sentido. Mas o problema nunca será totalmente resolvido a montante. As questões que importa, por isso, colocar são: onde e em que condições é que esse aborto vai ser feito? Deve uma mulher pagar com risco de morte ou dano severo para a saúde essa decisão? Que legitimidade existe no enriquecimento feito com base no aborto clandestino?
2. E, já agora, deve a mulher pagar essa decisão com a prisão? Porque, como ficou amplamente demonstrado, efectivamente há condenações por causa do aborto. E que me desculpem os defensores de soluções intermédias: ou é crime e é penalizado ou não é penalizado e não é crime de todo. Porque, que sentido faz perpetuar uma lei que não é para cumprir? Que traduz esse incumprimento senão o seu radical alheamento da realidade e vontade social?
3. E agora que me desculpem alguns sectores feministas: não, o aborto não é uma questão de mulheres. Ou antes, é-o, mas não deveria ser, pelo menos não deveria ser equacionado como uma questão apenas de mulheres. E neste erro tanto os defensores do "sim" como do "não" têm caído. Claro que há questões de género no aborto, desde a desigual repartição dos cuidados com os filhos, aos desequilíbrios salariais. E, claro, o simples facto de ser no corpo da mulher que a decisão de ter ou não filhos assume uma violência "incarnada". Mas, a não ser que estejamos perante novos mistérios transcendentais, cada embrião tem dois seres humanos na sua génese. Onde estão os homens, no equacionar público desta questão? E, já agora, onde estão os homens condenados pela decisão de abortar (ou será - coisa conveniente - que todas as mulheres condenadas por aborto em Portugal decidiram sozinhas, sem participação ou conhecimento dos respectivos parceiros?).
4. Finalmente, o que sinto como uma última verdade, para mim própria inconveniente: por muito que os defensores do "sim" a evitem - e eu, como defensora do "sim", compreendo a estratégia -, a questão da vida humana é de facto relevante. Porque, se entendermos o embrião como igual a uma pessoa - se acreditarmos mesmo nisso -, então o aborto apenas se justificaria em situações de risco de vida da mãe. Porque apenas aí estaríamos a falar de valores de igual ordem moral. Mas será que acreditamos mesmo que um embrião é uma pessoa? Reagimos da mesma forma ao aborto espontâneo às 10 ou 12 ou até mais semanas como reagiríamos à morte de um recém-nascido? Sofremos da mesma forma? Ritualizamos da mesma forma a sua perda? Alguém pode, em consciência, dizer que sim?
Artigo de opinião assinado por Carla Machado, professora universitária, no Público da última quinta-feira.
30 October 2006
que se lixe o referendo
Não faz qualquer sentido sequer um referendo e, no meio disto tudo, entristece-me termos um governo cobarde que se deixa manipular por lobbys, preconceitos e medos conservadores e a Igreja. Parece grande feito realizar-se novo referendo quando se devia mudar a lei logo e pronto. Para quê tanta hipocrisia?
Há 8 anos, tinha eu 18 anos e não pude votar, já estava recenseada mas não inscrita nos cadernos eleitorais. Lembro-me de estar sozinha em casa com um caderninho para apontar previsões e estatísticas. E de ter dito que se o Não ganhasse mudava de país. Se agora o Não ganhar de novo, não é isso que me fará mudar de país mas far-me-á sentir cada vez mais estrangeira no meu próprio país.
Mas pelo menos vai ser a primeira vez que nem vou hesitar no lugar da cruz.
27 October 2006
um post parvo sobre a vida lá fora
Penso na Anne amiga alemã que deve estar neste momento a passear por Belém e a carregar as baterias solares antes de voltar para Oslo. Sim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, já anoitece lá para as 16 e estão menos 10º. Ainda não começou a nevar mas convém andar com umas luvas na carteira. A falta de sol está na origem de uma série de mal-estares e cria cansaço. Assim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, compram-se umas lâmpadas que projectam uma luz equivalente à luz do dia para compensar a falta de luz solar. Para se sobreviver ao Inverno.
Ahh, a vida lá fora não brilha tanto como queremos acreditar! Agora este sol de outono é mesmo magnífico!
20 October 2006
are you ready now?
You couldn't change
you wouldn't understand
but I'm ready now I'm ready now
I'll make you proud I was your man
cos I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Hey I'm ready now
19 October 2006
felizes os ignorantes porque deles é o reino dos céus
17 October 2006
13 October 2006
new order
protesto geral
Rio-me com um tipo que, com um brilhante sentido de oportunidade, distribui por entre os manifestantes panfletos que perguntam "Está a ganhar o que merece? Farto de trabalhar para os outros? Mude a sua vida... saia da crise! Faça-o HOJE".
Páro no supermercado 4 americanas rejubilam de felicidade quando descobrem o "matuch" a 1,39 €. Espreito e vejo o rosé manhoso. Tenho vontade de lhes dizer que aquilo não é vinho. Os manifestantes compram água para acalmar a garganta e continuarem. Trabalhar até morrer, aqui não pode ser, O custo de vida aumenta, o povo não aguenta, Trabalho sim, desemprego não, Direitos adquiridos não podem ser roubados.
Eu regresso ao meu trabalho. Com uns iogurtes para o lanche e um panfleto no bolso.
29 September 2006
porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
26 September 2006
22 September 2006
goddam right
A verdade é que a ouvir músicas como Elizabeth On The Bathroom Floor não consigo deixar de sorrir e me sentir mais animada porque o último sítio onde queria estar era deitada no chão da casa-de-banho à espera de morrer.
E de qualquer maneira depois de uma música triste pode vir uma alegre.
18 September 2006
tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la
O Elogio do Amor
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
17 September 2006
week - end, begin, in between?
O meu plano é muitas vezes colocado em acção mas até agora não está ainda apurado porque, na realidade mesmo trabalhando ao fim-de-semana tenho que trabalhar nos outros 5 dias "úteis" (lá se vai o museu à terça, damn). Por outro lado acho que os meus colegas decidiram copiar-me porque o atelier está cheio ao domingo o que manda para o boneco a exclusividade da minha playlist.
14 September 2006
12 September 2006
dos dias felizes
aversão ao trabalho;
tendência viciosa para não trabalhar;
negligência;
indolência;
inacção;
mandriice;
corda que dirige o peso dos guindastes;
pau a que estão pregadas as cangalhas da canoira;
Zool., mamífero desdentado do Brasil.
11 September 2006
onde estavas tu no 11 de setembro?
Quantas vezes não pensámos o mesmo? Quantas vezes não olhámos para imagens horrorosas em noticiários para logo em seguida irmos cozer esparguete ou sairmos para ir comprar o pão. Genocídio no Darfur, ataques no líbano, bombas no iraque já nem nos fazem pestanejar. É tudo tão distante.
No dia 11 de Setembro de 2001 passei o dia enfiada na loja das plotagens a tentar terminar o trabalho de Desenho Urbano que precisava de entregar. A rapariga da loja
dizia "oh, um avião foi contra as torres gémeas de nova iorque". Eu impassível apenas disse "sim, sim, e essas plotagens saiem ou não saiem?" Não me interessava, nem queria saber. Só quando cheguei a casa, depois de tudo entregue, percebi.
Dizem que o 11 de Setembro mudou o mundo. Sim, o nosso mundo, o mundo ocidental. Agora trememos porque agora pode acontecer aqui. Agora olhamos desconfiados para turbantes, peles morenas, misturando religiões, culturas, nacionalidades. Agora aceitamos ser controlados, vigiados, revistados porque temos medo. Mas, como se nos fosse indiferente, continuamos a cozer o esparguete e a ir buscar o pão.
08 September 2006
the geek in me #4
the geek in me #2
07 September 2006
como é que eu sei que portugal se está a tornar numa américa latina?
31 August 2006
11 August 2006
bye bye badman
Holidaaay, Celebraaate... já cantava a Madonna e será a minha banda sonora nas próximas semanas.
Bom, por aqui também conto ouvir umas musiquinhas. Até ao meu regresso!
10 August 2006
il gattopardo
summer challenge
Empregos que já tive:
Emprego... Nunca tive um emprego, mas já trabalhei nuns quantos sítios a brincar aos crescidos
Filmes que não me canso de assistir:
Out of Africa, Cinema Paraíso, Before Sunrise, High Fidelity
Programas de TV que não perco:
Hoje em dia só estico a mão para o comando da tv se estiver a dar Sex & City e as
Desperate Housewives
Livros que recomendo:
Hoje podia ser A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Amanhã poderia ser O Fio da Navalha do Somerset Maugham. Ontem poderia ter sido qualquer outro se eu lesse mais...
Lugares onde vivi:
Oslo, Chiba, Tokyo, Lisboa
Alguns lugares onde já estive:
Alguns, muitos, poucos, ainda falta muito para ver
Comidas favoritas:
Sushi! (e há tanto tempo que não como)
Músicas favoritas:
Tonight We Fly, The Divine Comedy
Fake Plastic Trees, Radiohead (porque estou a ouvi-la agora - não pode ser coincidência)
Jonathan David, Belle & Sebastian
Lugares onde gostaria de estar neste momento:
Neste momento, agorinha mesmo? Podia ser numa brisa a ler para vos poder recomendar mais livros.
08 August 2006
"reinventarmo-nos em banhos de mundo e cultura" é preciso
Sigam as suas aventuras no blog A Traços Largos que também conta as aventuras do Pedro em Dili, da Carine e do Miguel em Lisboa e Suíça e do Bruno... na Suíça também? Bom, o Bruno não escreve assim tanto mas blog mais contrastado que este não há!
07 August 2006
japão em português
04 August 2006
e de repente...
03 August 2006
02 August 2006
21 July 2006
às vezes
why spend all your time, makin someone else's dream?
suffused with love, sondre lerche
o acampamento
O que é que torna um espaço nosso?
Há demasiado tempo que sinto que vivo acampada. Na verdade, desde o dia em que abandonei o meu mini-apartamento em Tokyo. Ou até antes porque mesmo esse era um acampamento, tão temporário que era e foi. Não era meu, mas sentia-o mais meu que esta casa onde sempre vivi, que há demasiado tempo deixou de ser um casa para ser um albergue, um acampamento, de uma família que passa por lá mas não olha, não cuida, não se interessa.
As casas são como as pessoas, têm vida porque reflectem as pessoas. Quando uma casa deixa de reflectir quem lá vive, morre e a minha está em estado moribundo. Já nem é um lifting que ela precisa, mas uma operação séria e arriscada.
Enquanto essa decisão é adiada e adiada eu escondo-me na minha tenda, saturada de confusão. No fundo, um reflexo meu.
14 July 2006
êxodo
timor tem solução
posso? posso?
Tive que fazer umas respirações tântricas para me acalmar porque só me apetecia ir bater à porta da Federação Portuguesa de Futebol e dar uns bons sopapos à antiga no Gigi.
Comentava eu, durante o Mundial que por um lado até queria que Portugal tivesse sido logo eliminado nos Oitavos, só para ver se se parava de falar tanto de futebol, se se tornava menos um analgésico para todos os males. Não há paciência para o endeusamento da Selecção. É verdade, são bons, fizeram boa figura (embora até poderiam ter feito melhor) mas é imoral vir pedir isenção de impostos a uns tipos que já ganham como um actor de Hollywood. Respira...1,2,3,4,5,6,7,8,9,10...
mais esperança
Para além das ambulâncias da Sadomacas, em tão boa hora referidas pelo Pastel de Nata, há uma série de nomes engraçadinhos por aí (a verdade é que eu gosto mesmo e arrancam-me sérias gargalhadas). Vêm-me à memória:
Mobidoc - empresa de material de escritório
Ás de Cópias - lojas de fotocópias
e o grande, o melhor trocadilho da história de nomes-de-lojas-com-trocadilhos, o único:
Frango Sinatra - "eat it your way" - aclamada churraqueira algures na margem sul que, segundo fonte segura, já ardeu.
13 July 2006
10 July 2006
zizou a partir aquela merda toda
No mínimo.
04 July 2006
27 June 2006
sometimes I miss the tall buildings

Nova Iorque parece não querer sair da minha Inbox. Novidades do novo emprego de um amigo arquitecto a trabalhar em NYC:
"estou a coordenar o projecto para o novo espaco d' [o atelier]. Um loft em Chelsea num decimo oitavo piso, com uma vista fabulosa sobre Manhattan. O projecto requere mais trabalho de coordenacao entre as varias equipas do que propriamente design. Junto com este email, envio-te uma foto da maqueta e outra da vista panoramica. Em Agosto provavelmtente mudamo-nos. Es bem vinda para ajudar nas mudanças! "
Assim também eu trabalhava noite dentro.
26 June 2006
complexo de peter pan...
Alguém me explica se tenho ou não que fazer retenção na fonte?!
wanderlust
[German : wandern, to wander (from Middle High German) + Lust, desire (from Middle High German, from Old High German. See las- in Indo-European Roots).]
Regularmente quando há um jackpot nas lotarias e perguntam às pessoas o que fariam com tanto dinheiro muitas respondem que “davam à volta ao mundo”. Nunca percebi muito bem esta obsessão de “dar a volta ao mundo”. Por quanto tempo? 80 dias?
Uma vez, num ferry de Tallinn para Estocolmo conheci dois australianos que andavam há dois anos a viajar pelo mundo. Eram enfermeiros e estavam inscritos numa organização internacional qualquer que lhes permitia, quando o dinheiro faltava, trabalhar num qualquer hospital que pertencesse à tal organização.
Vinham da Estónia, mas tinham estado recentemente em Nova Iorque, já não me lembro bem do percurso por causa duma infame garrafa de tequilla derrubada a shots num mini-sombrero mas eu, que sempre me senti fascinada por NY perguntei entusiamada, e como é? Ao que eles responderam com um encolher de ombros “just another city…”...
Qual é o limite de novidade que podemos ingerir?
Também eu tenho a ambição utópica de conhecer o mundo inteiro, mas não adianta nada viajar quando não se consegue ver.
25 June 2006
sometimes I miss airports
Peço desculpa de não responder aos vossos mails mas estive de férias na Indonésia... :)
Não vou poder ir ao passeio, nessa data tenho viagem para o NY.
Beijinhos
R."
...chegou ontem na mailing list no meu e-mail
21 June 2006
15 June 2006
aviso
Mas neste blog começa a ouvir-se o eco de tão abandonado que anda... Meninos: where has your love gone?
Jessica Simpson, where has your love gone, its not in your music, no.
You need a vacation, to wake up the cavemen and take them to Mexico.
Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.
My body's in shambles encrusted with brambles that sharpen the air I breathe.
What's on the menu, Jessica can you, take down my order please.
Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.
Tomorrow gets closer, a purple bulldozer is calling you on the phone.
Your love life precedes you, your son-in-law feeds you, injections of Cortisone.
Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong. your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died. Jessica Simpson where has your love gone, its not in your music, so where has it gone? then, Jessica...
If there's a war, I'll sleep with you before you get killed

-Why do you carry on with your virginity? Virginity is nothing! You can loose it riding a bycicle
-I never knew that. I must be careful. I'm going to get a bycicle in London
E assim, com To Die A Virgin aí está ele, o grande, o único Neil Hannon, de volta com os seus The Divine Comedy e o novo album Victory for the Comic Muse. Parece que já ultrapassou o trauma do primeiro album Fanfare For The Comic Muse, durantes anos rejeitado pelo próprio Neil e hoje objecto de culto para coleccionadores (não, eu não) e lança, oficialmente dia 19 de Junho, 11 músicas novas cheias de shalalas, açúcar, violinos e passarinhos pelo ar, com um cheirinho a Liberation, muito melhor que Absent Friends.
Agora só me resta esperar que ele decida apanhar o avião para Lisboa o mais depressa possível.
Aqui podem ouvir duas faixas de Victory for The Comic Muse o parece-que-será single Diva Lady e uma-personal-favorite The Light of Day.
14 June 2006
como aproveitar melhor o local de trabalho
Ainda a rodar insistentemente no meu gira-discos estão os Camera Obscura e sabe deus como eu sobrevivi tantos anos sem ouvir estes escoceses. A minha vida tem mais passarinhos hoje.
Do projecto Voom Voom de Peter Kruder (dos Kruder & Dorfmeister) ao novo Fundamental dos Pet Shop Boys (bom, muito bom, tão bom!), passando pelo Scale de Mathew Herbert, The Racounters, bom, Maio foi um mês muito bom.
E The Divine Comedy. Mas o Neil merece um post só para ele.
hopeless
- those are exactly the ones you should be helping
13 June 2006
birthday girl
09 June 2006
dia da entrega soundtrack
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright
Always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much
Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright
You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want
It always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it´s all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh I know it's no fun
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright.
Whatever, Oasis
e as saudades de acreditar piamente nisto...
ps.: Não sei se entenderam mas a "data de entrega" foi constantemente adiada e é um conceito cada vez mais abstracto, meaningless até. Mas parece que acabou mesmo.
08 June 2006
la crisis en portugal
Por isso cá em casa agora somos iberistas (que não me ouçam no Parlamento, mas que disparate, os deputados estão a ver o Costinha a cuspir para o chão, que mais interessa?) e vemos o telejornal... da TVE. Olé!
blog hopping #1
07 June 2006
e as nuvens lá em cima...

"Não ouvimos falar muito das nuvens que vemos aqui por cima. Ninguém acha digno de nota o facto de, algures por cima do oceano, atravessarmos a voar uma imensa ilha de algodão branco, que poderia servir na perfeção de assento a um amigo ou ao próprio Deus, num quadro de Piero della Francesca. Ninguém se levanta da cabina para anunciar com a solenidade devida que, do outro lado da janela, estamos a voar por cima de uma nuvem, acontecimento que teria feito com que Leonardo e Poussin, Claude e Constable se detivessem."
in A Arte de Viajar de Alain de Botton
30 May 2006
véspera de entrega soundtrack
But, in your dreams you can buy expensive cars,
or live on mars and have it your way
And you hate your boss at your job
well in your dreams you can blow his head off
in your dreams
show no mercy
And all your bad days will end
And all your bad days will end
You have to sleep late when you can
And all your bad days will end
The Flaming Lips, Bad Days
E as saudades da manhã de domingo...
véspera de entrega soundtrack
Play me a song to set me free
Nobody writes them like they used to
So it may as well be me
Here on my own now after hours
Here on my own now on a bus
Think of it this way
You could either be successful or be us
With our winning smiles, and us
With our catchy tunes, and us
Now we're photogenic
You know, we don't stand a chance
Oh, I'll settle down with some old story
About a boy who's just like me
Thought there was love in everything and everyone
You're so naive!
After a while they always get it
They always reach a sorry end
Still it was worth it as I turned the pages solemnly, and then
With a winning smile, the boy
With naivety succeeds
At the final moment, I cried
I always cry at endings
Oh, that wasn't what I meant to say at all
From where I'm sitting, rain
Washing against the lonely tenement
Has set my mind to wander
Into the windows of my lovers
They never know unless I write
"This is no declaration, I just thought I'd let you know goodbye"
Said the hero in the story
"It is mightier than swords
I could kill you sure
But I could only make you cry with these words"
Belle & Sebastian, Get Me Away From Here, I'm Dying
E as saudades do silêncio...
véspera de entrega soundtrack
As birds take wing
They sing through life so why can't we?
You cling to this
You claim the best
If this is what you're offering
I'll take the rain
I'll take the rain
I'll take the rain
REM, I'll take the rain
E as saudades da chuva no Verão...
vésperas de entrega soundtrack
Faz-me impressão e baralho o vulgar e o intelectual
Sinto depressão conforme perco tempo essencial
Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal
Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital
Tendo para mais louco não sou patológico como um papel vegetal
Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal
Faz-me um favor estou perdido indica-me algo de fundamental
Acho que o que gosto em mim o que me emotiva é uma preguiça transcendental
E em ti o que me torna em afimo que me cativa é esse sorriso vertical
como um impressão digital
Sinto-te uma fotocópia prefiro o original
Edição revista e aumentada cordão umbilical
Exclusivo a morder a página em papel jornal
GNR, Impressões Digitais
E as saudades do Frágil...
23 May 2006
http://moshimoshiii.blogspot.com/
Omedetou gozaimasu.
Domo arigatou gozaimasu a todos os que por aqui passam
Enquanto eu continuo enrolada em feltros alsfáticos e telas betuminosas deixo-vos, em jeito de agradecimento, os Green Comma, a banda que o Jann conheceu no avião para ao Japão e proporcionou grandes momentos à comunidade estrangeira de Tokyo... em concertos, no karaoke, no sushi, correndo o mundo underground de Tokyo... Para relembrar o (meu) Oriente aqui fica a lindíssima vocalista Reiko Fujikawa a cantar para vocês... Poozaa... (não faço ideia o que ela diz)
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20 May 2006
mas em tom de rebeldia vim de chinelos
17 May 2006
17
16 de maio foi o dia em q deixei o Japão. Com a diferença horária, nem sei exactamente se era mesmo 16 de maio ou quão comprido foi esse 16 de maio. Seja como for foi há um ano que deixei o Japão, foi há um ano a última vez q estive no aeroporto da portela a ser revistada na alfândega, com os amigos a suspirar de tédio pelo atraso provocado pela greve de controladores aéreos em França, lá fora a engendrar planos de libertação e cartazes "free sara san".
17 de maio é o dia nacional da Noruega. O dia em que se comemora a sua independência de 7 décadas, se veste o traje típico e tudo sai à rua em desfiles e paradas. É sem dúvida o dia mais animado do ano, mesmo que assim que o sol se põe as ruas fiquem de novo desertas (até mais que nos outros dias) e todos fujam para as festas privadas onde podem continuar a beber até cair.
Também eu pensava que o 17 de maio de 2006 ia significar a minha liberdade, pelo menos condicional, do projecto de execução, mas não, não me parece possível com a entrega adiada até ao final do mês.
Assim também continuo um pouco adiada nas celebrações de um ano neste país à beira-mar plantado.
06 May 2006
e qual é a tua disponibilidade?
Apeteceu-me dizer "pouca" mas disse "total".
Até já. Vou só ali continuar a dar cabo de um projecto de execução. Quantos são?
29 April 2006
that fresh feeling
what it is like
to be next to you.
I'm here to tell you,
that it is good,
that it is true.
Birds singing a song,
old paint is peeling,
this is that fresh
that fresh feeling.
Words can't be that strong,
my heart is reeling,
this is that fresh,
that fresh feeling.
Try, try to forget,
what's in the past,
tomorrow is here.
Love, orange sky above,
lighting your way
there's nothing to fear.
Some people are good,
babe in the hood,
so pure and so free.
I'd make a safe bet,
you're gonna get,
whatever you need.
28 April 2006
"Sara, estás muito bem posicionada"
"Por favor não me diga isso! São só duas vagas, até posso ficar maravilhosamente posicionada em terceiro lugar e ficar em terra!"
"Amanhã digo-te!"
"Amanhã?, pensei eu. E o que é que faço com os nervos o resto do dia?
Voltei para o atelier tentando trabalhar enquanto pensava amanhã, amanhã, e tudo ficará diferente. Não esperei tanto. Às 18 do outro lado da linha ouvi "Sara, foste seleccionada! Parabéns! Não te disse que estavas bem posicionada?"
Vou para o Japão?
"Vais para o Japão. Sim, mas antes tens que ir a um seminário a Paris."
Vou para o Japão? E para Paris?
"Siiiim. Passa cá segunda para assinares os papéis. Parabéns!"
E fui para o Japão.
26 April 2006
quem sabe faz a hora não espera acontecer
Cresci com os cravos, nas manifestações às cavalitas do meu pai, cresci com as histórias do fascismo, com os relatos do que era ser preso político e sempre num misto de dúvida e espanto, eu que sempre fui muito abespinhada, com o simples facto de não se poder dizer o que se pensava.
Não há comentário que mais me irrite que esses que dizem que temos que ultrapassar o 25 de Abril e banalizam as manifestações e discursos do dia. Por mim falava-se do 25 abril o ano inteiro, falava-se bem e falava-se mal, falava-se do PREC, do 25 de Novembro, das FP-25, falava-se do Salazar, da PIDE, do Tarrafal, da Guerra Colonial, dos erros, das conquistas sociais, e até dos complexos idiotas de “temos que ultrapassar o 25 de Abril” como se esquecer o Passado nos abrilhantasse o Futuro.
Ao fim de uns míseros 32 anos já não interessa, a Liberdade é já um valor tão garantido que nem o questionamos e podemos ignorar.
Ainda bem que se podem dizer tantos disparates. Eu, pelo menos um dia no ano, agradeço a todos os que morreram pela Liberdade, e a todos os que ainda morrem pela Liberdade pelo mundo fora. E nunca esquecerei o 25 de Abril que mudou a minha vida antes de nascer. Nem o Zeca Afonso.
24 April 2006
oops...para animar quem trabalha nas supostas pontes uma piadinha geek
pressionem duas vezes a letra "o" e depois enter. Não tem graça?
ihihihihih. Sou muito geek e estou em sintonia com a malta da AutoDesk.
Adenda: Parece que não funciona em todas as versões... Usualmente, no AutoCAD, quando se carrega em duas letras que não estão associadas a nenhum comando aparece qualquer coisa como "unknown command". Na versão que eu uso (2006 LT) se eu carregar "oo" aparece OOPS! ihihihihih
irasshaimase não se cansa de recomendar
[26 Abril, 14h45, Londres 1]
(Sim, hora estúpida para quem trabalha. Desculpem, se soubesse que era tão bom podiam ter tentado ir hoje)
18 April 2006
dare mo shiranai *

As ruas. As lojas de conveniência. As casas pré-fabricadas. As luzes. Os fios eléctricos pendurados por todo o lado. A cabine telefónica. Hanami. As bolas de carne. Os noodles instantâneos. O som de japoneses a comer noodles. As bicicletas. Os uniformes escolares. Sushi. Totoro. Karaoke. Apartamentos em galeria. As portas que abrem para fora. Tatami. Pachinko. Os táxis. Os comboios. As bicicletas. Haneda airport. Shinjuku. Nakayama. A voz irritantemente japonesa da mãe. Os sorrisos infantis. A inexpressividade facial. A obediência.A responsabilidade. A contenção. A solidão.
* Ninguém Sabe, filme japonês no King. Numa periferia de Tokyo igualzinha aos sítios onde vivi. Para quem gostava de ler o From Tokyo with Love... o filme é Tokyo, para lá de Roppongi Hills.
17 April 2006
5 mn de fama
Nota: Infelizmente por motivos ligados à Novis não vos pude informar que a reportagem passou sábado à tarde com o Pedro Mexia (Estado Civil), a Carla Hilário Quevedo (Bomba Inteliegente) e Franciso José Viegas (A Origem das Espécies).
16 April 2006
post declaradamente hostil contra a Sonae e contra a OPA à PT
Não vou reviver a experiência de Outubro quando, depois de 3 meses à espera SÓ demoraram um mês a ligar-me efectivamente o telefone e a internet.
Nessa altura, quando tudo parecia bem, pedidos de desculpa feitos e tudo ("Vamos oferecer-lhe duas mensalidades de telefone e tuditudo") chegam as facturas a cobrar internet em meses em que nem modem tinham entregue e pior cobraram TODAS as chamadas feitas para o 800 10 20 30, uma linha dita gratuito de apoio ao cliente ("24h 7 dias por semana para melhor o servir" - e melhor o cobrar) . Escusado dizer que foram MUITAS chamadas. Novos telefonemas, não queremos pagar por serviços que não utilizámos nem chamadas ditas gratuitas. Pois com certeza, mandam-nos esperar por um futuro contacto para esclarecer tudo.
Até há uma semana atrás, nada, rien. Entretanto o telefone funcionava, a internet também, pagámos todas as facturas posteriores que sempre pareceram correctas. Há uma semana recebemos uma chamada. Porque é que ainda não tínhamos pago as facturas de Outubro e Novembro... Rrrrrr, porque nos disseram para esperar, talvez? Coitadinha da Novis. Sentiu-se abandonada. Esqueci-me que devia ligar todos os meses para saber como estava a nossa relação. Entretanto nem um vislumbre de conseguirmos recuperar o nosso dinheiro... Nessa noite cortaram-nos o telefone e a internet. Já estou absolutamente farta de todos os Pedros, Nunos, Patrícias, esses operadores de call centers que eu respeito e não invejo o posto mas que são de uma inutilidade impressionante...
É bom saber que uma empresa que trata assim tão bem os seus clientes quer comprar a PT. Vamos ficar todos tão melhor servidos. Infelizmente eu tive um problema com a Novis mas não há garantias que uma situação destas não tivesse acontecido com qualquer outra empresa...
11 April 2006
underwater pub

Um dos meus sítios favoritos em Oslo é o Underwater Pub. No Underwater Pub (o nome vem da decoração vagamente inspirada no mundo submarino - no comments) às terças e quintas canta-se ópera. Há só um piano a acompanhar e os cantores são amadores mas bons.
Confesso aqui para o mundo que um dos meus sonhos (para a realização do qual nunca fiz nada) era ser cantora de ópera. Adoro, adoro ópera e comovo-me imenso em quase todas as que vejo (infelizmente não vou tão frequentemente quanto gostaria).
Esta foto que até me saiu bem foi tirada quando interpretavam a Barcarole do Offenbach.
10 April 2006
enquanto não me sento a escrever vamos passear por oslo outra vez
É bom saber que não bastam os quilos e quilos de neve por todo o lado. Se estivermos inspirados pelos graus negativos sempre podemos engolir um gelado e gelar por dentro também! (Apent=Aberto)Um raiozinho de sol e os noruegueses saltam para as esplanadas. Ui, 2 graus positivos e é só sorrisos e confraternizações nas esplanadas. O sol norueguês é, até meados de Maio uma experiência torturante, ele está lá, ele até brilha, mas na pele não se sente nada! Para quem torra em Lisboa em Novembro é muuuito estranho. No entanto, nunca é demais dizer que em Oslo há muito mais esplanadas e muito mais vida ao ar livre que na nossa linda capital bafejada por este clima magnífico (até começarmos a derreter em Julho).
Esta é a avenida principal Karl Johan com o palácio onde a realeza mora.
Fresca e fofa. Neve virgem. (Não, não, a seguir a tirar a foto não saltei para cima desta camada imaculada. Mas apetecia!)
Aviso aos transeuntes do perigo queda das estalactites de gelo que se formam nos telhados dos prédios. Eu levei com uma mini-avalanche (até foi divertido) mas com nenhuma espada de gelo!
31 March 2006
oslo souvenir
30 March 2006
arte pública


Há dois motivos porque eu não gosto de graffiters: o primeiro são os tags, essas "assinaturas" espalhadas por todo o lado, essa criancice de deixar a sua marca em todo o lado como um cão a demarcar território e que não passa de barulho e agressão gratuita. O segundo motivo é usarem spray em pedras, em monumentos, em igrejas. Se virem alguma vez alguma empresa especializada a limpar uma pedra suja de graffiti aproximem-se. Vejam a forma agressiva como os ácidos do spray corroem a pedra e a violência ainda maior dos métodos para remover a tinta. Eu até ouço as pedras gritar.
Dito isto há pelo menos 318623521312653 motivos para eu adorar graffiters: as cores, os temas, a maneira divertida, irónica como dão cor à cidade, como criam momentos de beleza e cumplicidade no lufa-lufa citadino...
Vi na Única do Expresso um artigo sobre um rapaz que se diverte a fotografar estes apontamentos de arte pública. São graffitis, stencils, stickers, etc. Um olho atento por Lisboa e Caldas (e se calhar mais sítios) que podem espreitar em http://fixacaoproibida.blogspot.com/.
Ps: as fotos em cima são tiradas pelo meu sushi-phone nesse antro de perdição que é o Bairro Alto.
arte pública - o mestre
28 March 2006
primeiro dia
26 March 2006
sons de cá para lá
O que me leva à pergunta mais desejada e ao mesmo tempo mais temida... como é que se põe música no blog...?
voltei de lá
Enquanto estive fora alguém podia ter feito aprovar uma lei que proibisse fumar em espaço fechados (noruega 1 - portugal 0)
voltei, voltei
voltei
Sabe mesmo bem sair à rua e não sentir a cara a enregelar...
20 March 2006
low cost rules
14 March 2006
letras norueguesas, sons estranhos
æææææææææææææææææææ
µµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµ
åååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååå
øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø
from oslo with love
12 March 2006
censura de estilo
11 March 2006
dos dias inquietos

Detesto despedir-me. E no entanto não consigo deixar de criar situações de partidas e chegadas.
A despedida que mais me custou foi a de Oslo. Seis meses de diversão, amizade, independência num constante hype de alegria culminaram numa dor em Portugal. Durante anos a simples menção da cidade de Oslo apertava-me o coração. Oslo é uma cidade sem qualquer encanto especial tirando ter sido uma das minhas melhores experiências de vida. O local onde confirmei que nasci para o Mundo e aprendi a pensar sobre mim e os outros. A dor de Oslo só foi minorada com a ida para o Japão, como se me queixasse da garganta e de repente ficasse com uma dor de cabeça mais forte, deixei de pensar tanto na garganta. E, no entanto, o Japão foi diferente. Talvez já avisada pela ressaca de Oslo, talvez porque o Japão é mais duro, mais difícil e me sentisse mais sozinha. Em Oslo não me preparei para o embate porque não sabia que ele existia. No Japão passei o tempo todo a tentar proteger-me dele. Não consegui.
Podiam perguntar-me se isso te custa tanto porque raio te enfias em aviões de um lado para o outro? Não consigo evitar. A minha curiosidade é mais forte. A maior parte do tempo penso que é positivo mas muitas vezes gostava de ser menos inquieta. Ou menos emotiva. E pergunto-me porque é que me custa tanto?
Numa semana apenas despedi-me de amigos japoneses para o outro lado do mundo, despedi-me do local onde trabalho e (a lembrança de oslo não era inocente) vou voltar a um dos locais onde fui feliz. Estou numa pilha de nervos criada totalmente por mim. Serei estúpida? Eu devia proteger-me mais destas montanhas russas emocionais em que me enfio mas não consigo.
Até já.














