30 October 2006

que se lixe o referendo

Na questão do aborto a ser referendada em Janeiro talvez, não pretendo entrar em qualquer debate, não quero mudar a opinião de ninguém, nem sequer discuti-la. Exaspera-me. Irrita-me.
Não faz qualquer sentido sequer um referendo e, no meio disto tudo, entristece-me termos um governo cobarde que se deixa manipular por lobbys, preconceitos e medos conservadores e a Igreja. Parece grande feito realizar-se novo referendo quando se devia mudar a lei logo e pronto. Para quê tanta hipocrisia?
Há 8 anos, tinha eu 18 anos e não pude votar, já estava recenseada mas não inscrita nos cadernos eleitorais. Lembro-me de estar sozinha em casa com um caderninho para apontar previsões e estatísticas. E de ter dito que se o Não ganhasse mudava de país. Se agora o Não ganhar de novo, não é isso que me fará mudar de país mas far-me-á sentir cada vez mais estrangeira no meu próprio país.
Mas pelo menos vai ser a primeira vez que nem vou hesitar no lugar da cruz.

27 October 2006

um post parvo sobre a vida lá fora

Sim, o sol brilha lá fora e eu aqui dentro. Já esgalhei umas desculpas que me "obriguem" a ter que sair em horário de expediente (é preciso entregar esse pacote? nada de estafetas, eu vou lá!) Sim, o sol brilha lá fora e hoje é dia 27 de Outubro. Sim apetece-me cair nos clichés todos de "o tempo neste país é realmente magnífico". Mas é, é mesmo!
Penso na Anne amiga alemã que deve estar neste momento a passear por Belém e a carregar as baterias solares antes de voltar para Oslo. Sim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, já anoitece lá para as 16 e estão menos 10º. Ainda não começou a nevar mas convém andar com umas luvas na carteira. A falta de sol está na origem de uma série de mal-estares e cria cansaço. Assim, em Oslo, capital desse país escandinavo, rico, moderno e desenvolvido que é a Noruega, compram-se umas lâmpadas que projectam uma luz equivalente à luz do dia para compensar a falta de luz solar. Para se sobreviver ao Inverno.
Ahh, a vida lá fora não brilha tanto como queremos acreditar! Agora este sol de outono é mesmo magnífico!

20 October 2006

are you ready now?

yes, I'm ready now

You couldn't change

you wouldn't understand

but I'm ready now I'm ready now

I'll make you proud I was your man

cos I'm ready now

I'm ready now

I'm ready now

I'm ready now

Hey I'm ready now

last night I dreamt that somebody loved me

19 October 2006

17 October 2006

Happy the man, and happy he alone,
he who can call today his own:
he who, secure within, can say,
Tomorrow do thy worst, for I have lived today.

Horácio
happy the man and happy he alone
who in all honesty can call today his own;
He who has life and strength enough to say
yesterday's dead and gone
I want to live today

Horácio, versão Neil hannon

13 October 2006

new order

Nos dias de histeria euromiliária, marcava os número ao som de Touched By The Hand of God, caminhava até à tabacaria com True Faith nos ouvidos, mas temia Ruined In a Day enquanto largava as moedas no balcão e inevitavelmente a banda sonora de sábado era Regret.

protesto geral

Dou por mim involuntariamente a relembrar tempos de manifestações, eu que cresci a ouvir (e provavelmente a gritar também) CGTP, unidade sindical nesses loucos anos 80, sou apanhada na Avenida por uma massa de gente que pôs o trânsito em Lisboa num caos ainda maior que o costume e que gritava. Trabalhar até morrer, aqui não pode ser, O custo de vida aumenta, o povo não aguenta, Trabalho sim, desemprego não, Direitos adquiridos não podem ser roubados. Sinto uma nostalgia de passear às cavalitas do meu pai e de quando quase fui espezinhada num Primeiro de Maio em que desabou o céu sobre Lisboa. E sinto uma nostalgia de quando não sentia estas frases como ocas e vazias e estas manifestações sem efeito e penso como me tornei tão céptica e distante tão nova e porque é que eu não acredito. Desiludo-me comigo.
Rio-me com um tipo que, com um brilhante sentido de oportunidade, distribui por entre os manifestantes panfletos que perguntam "Está a ganhar o que merece? Farto de trabalhar para os outros? Mude a sua vida... saia da crise! Faça-o HOJE".
Páro no supermercado 4 americanas rejubilam de felicidade quando descobrem o "matuch" a 1,39 €. Espreito e vejo o rosé manhoso. Tenho vontade de lhes dizer que aquilo não é vinho. Os manifestantes compram água para acalmar a garganta e continuarem. Trabalhar até morrer, aqui não pode ser, O custo de vida aumenta, o povo não aguenta, Trabalho sim, desemprego não, Direitos adquiridos não podem ser roubados.
Eu regresso ao meu trabalho. Com uns iogurtes para o lanche e um panfleto no bolso.

29 September 2006

porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

22 September 2006

goddam right

Nunca sei muito bem o que fazer quando me sinto em baixo por qualquer motivo ou sem qualquer motivo. Vario entre o "tens que te animar miúda!" e o "uma certa tristeza não faz mal a ninguém" ou o "isto há-de passar". A banda sonora para estes dias afecta-me mais que noutros dias. Poderia pensar-se que deveria escolher música alegre, uns shalalala como eu gosto tanto, chamar o Neil Hannon ou até uns Beach Boys. Escolher bandas depressivas com letras tristes como Eels seria entendido como uma má ideia. Enrolada na melancolia do mr.E ainda me afundaria mais na minah tristeza.

A verdade é que a ouvir músicas como Elizabeth On The Bathroom Floor não consigo deixar de sorrir e me sentir mais animada porque o último sítio onde queria estar era deitada no chão da casa-de-banho à espera de morrer.

E de qualquer maneira depois de uma música triste pode vir uma alegre.

18 September 2006

tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la

Deus sabe que nunca na vida pensei que ia gostar de um texto do Miguel Esteves Cardoso, li O Amor é Fodido até meio antes de desmaiar de tanto tédio e nunca, mas nunca consigo terminar uma crónica dele (agora já nem as começo) mas este texto comoveu-me e merece ser lido. Até ao fim.

O Elogio do Amor
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

17 September 2006

week - end, begin, in between?

A miúda estranha, geek, workaholic, parva (escolham) que há em mim tem uma certa queda por trabalhar ao fim-de-semana... A verdade é que eu sonho com trabalhar sempre um dia do fim-de-semana se o pudesse trocar por um dia da semana "útil". Os fins-de-semana são mais sossegados e numa terça-feira sempre poderia ir a um museu quase vazio, partilhando arte com reformados e adolescentes em visitas de estudo. Ao domingo a minha sala ficaria vazia, e eu poderia ouvir a minha música sem incomodar os colegas. A sério, não seria assim tão mau.
O meu plano é muitas vezes colocado em acção mas até agora não está ainda apurado porque, na realidade mesmo trabalhando ao fim-de-semana tenho que trabalhar nos outros 5 dias "úteis" (lá se vai o museu à terça, damn). Por outro lado acho que os meus colegas decidiram copiar-me porque o atelier está cheio ao domingo o que manda para o boneco a exclusividade da minha playlist.

12 September 2006

dos dias felizes

preguiça; do Lat. pigritia ; s. f.,

aversão ao trabalho;
tendência viciosa para não trabalhar;
negligência;
indolência;
inacção;
mandriice;
corda que dirige o peso dos guindastes;
pau a que estão pregadas as cangalhas da canoira;

Zool., mamífero desdentado do Brasil.

11 September 2006

onde estavas tu no 11 de setembro?

Em 1989 Michael Glawogger fez um documentário chamado War in Vienna. Não tive oportunidade de o ver quando passou no festival Indie mas a sinopse ficou-me na cabeça. Em War in Vienna Glawogger filma 4 dias do quotidiano dos vienenses contrastando-os com os noticiários diários. O resultado deve ser desconcertante e ao mesmo tempo familiar.
Quantas vezes não pensámos o mesmo? Quantas vezes não olhámos para imagens horrorosas em noticiários para logo em seguida irmos cozer esparguete ou sairmos para ir comprar o pão. Genocídio no Darfur, ataques no líbano, bombas no iraque já nem nos fazem pestanejar. É tudo tão distante.

No dia 11 de Setembro de 2001 passei o dia enfiada na loja das plotagens a tentar terminar o trabalho de Desenho Urbano que precisava de entregar. A rapariga da loja
dizia "oh, um avião foi contra as torres gémeas de nova iorque". Eu impassível apenas disse "sim, sim, e essas plotagens saiem ou não saiem?" Não me interessava, nem queria saber. Só quando cheguei a casa, depois de tudo entregue, percebi.

Dizem que o 11 de Setembro mudou o mundo. Sim, o nosso mundo, o mundo ocidental. Agora trememos porque agora pode acontecer aqui. Agora olhamos desconfiados para turbantes, peles morenas, misturando religiões, culturas, nacionalidades. Agora aceitamos ser controlados, vigiados, revistados porque temos medo. Mas, como se nos fosse indiferente, continuamos a cozer o esparguete e a ir buscar o pão.

08 September 2006

moshi moshi escuto?

Recebi um beijiinho de Tokyo.

http://tiagointokyo.blogspot.com/

http://efeito-niponico.blogspot.com/

the geek in me #4

Saía para as compras e em vez de roupa, sapatos, perfumes chegava casa excitada com o seu novo disco externo portátil 320 Gb, 7800RPM, porta usb 2.0...

the geek in me #3

Aprendia programas de computador seguindo os Tutorials no Help.

the geek in me #2

Quando tinha tempo livre no atelier, procurava no Help "as novidades" do AutoCad 2006...

the geek in me #1

Quando viajava de comboio em vez da Máxima comprava a PcGuia.

31 August 2006

fresh look

Já estava farta do preto mas não sei se estou feliz com o branco.

11 August 2006

bye bye badman

[push the button]


Holidaaay, Celebraaate... já cantava a Madonna e será a minha banda sonora nas próximas semanas.
Bom, por aqui também conto ouvir umas musiquinhas. Até ao meu regresso!

10 August 2006

il gattopardo



We were the leopards, the lions, those who take our place will be jackals and sheep, and the whole lot of us - leopards, lions, jackals and sheep - will continue to think ourselves the salt of the earth.

"O Leopardo" ontem à noite com sala cheia.

summer challenge

Fui desafiada pela aL a responder a este inquérito. Já tinha respondido a um semelhante há uns tempos... mas já que insistes vamos ver o que se alterou desde então.

Empregos que já tive:
Emprego... Nunca tive um emprego, mas já trabalhei nuns quantos sítios a brincar aos crescidos

Filmes que não me canso de assistir:
Out of Africa, Cinema Paraíso, Before Sunrise, High Fidelity

Programas de TV que não perco:
Hoje em dia só estico a mão para o comando da tv se estiver a dar Sex & City e as
Desperate Housewives

Livros que recomendo:
Hoje podia ser A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Amanhã poderia ser O Fio da Navalha do Somerset Maugham. Ontem poderia ter sido qualquer outro se eu lesse mais...

Lugares onde vivi:
Oslo, Chiba, Tokyo, Lisboa

Alguns lugares onde já estive:
Alguns, muitos, poucos, ainda falta muito para ver

Comidas favoritas:
Sushi! (e há tanto tempo que não como)

Músicas favoritas:
Tonight We Fly, The Divine Comedy
Fake Plastic Trees, Radiohead (porque estou a ouvi-la agora - não pode ser coincidência)
Jonathan David, Belle & Sebastian

Lugares onde gostaria de estar neste momento:
Neste momento, agorinha mesmo? Podia ser numa brisa a ler para vos poder recomendar mais livros.

08 August 2006

"reinventarmo-nos em banhos de mundo e cultura" é preciso

A "insistir em reinventar-se em banhos de mundo e cultura" (João dixit) continua o João, que muito me ajudou a manter a sanidade mental no Extremo Oriente. O João dobrou as roupinhas e zarpou para "um calhau no Atlântico" a.k.a. Cabo Verde, onde luta diariamente com os choques culturais, o terceiro mundo com falta de água potável e computadores com energia a gasolina e a solidão, sempre a solidão, mas vai descobrindo um Mundo muito maior, muito mais rico, muito mais vivo, muito mais acordado!

Sigam as suas aventuras no blog A Traços Largos que também conta as aventuras do Pedro em Dili, da Carine e do Miguel em Lisboa e Suíça e do Bruno... na Suíça também? Bom, o Bruno não escreve assim tanto mas blog mais contrastado que este não há!

07 August 2006

japão em português

Via Madame Butterfly descobri este site que me ajuda a matar as saudades do Extremo Oriente. Subarashi!

04 August 2006

e de repente...

... apetecia-me um dia de inverno. Apetecia-me um domingo de chuva. Seguir as gotas com o dedo e olhar a cidade distorcida pela água a escorrer pelo vidro. Um daqueles dia em que ninguém vai ligar, ninguém vai querer sair "por causa da chuva, que chatice...", ninguém vai existir. Só tu e eu. E o Nick Drake.

03 August 2006

o piropo

"I like your groove"

ouvi eu ontem à tarde, à saída do atelier.

21 July 2006

às vezes

don't spend all your time, it's only hit and run
why spend all your time, makin someone else's dream?

suffused with love, sondre lerche

o acampamento

O que é uma casa? Duas paredes? Um tecto?
O que é que torna um espaço nosso?
Há demasiado tempo que sinto que vivo acampada. Na verdade, desde o dia em que abandonei o meu mini-apartamento em Tokyo. Ou até antes porque mesmo esse era um acampamento, tão temporário que era e foi. Não era meu, mas sentia-o mais meu que esta casa onde sempre vivi, que há demasiado tempo deixou de ser um casa para ser um albergue, um acampamento, de uma família que passa por lá mas não olha, não cuida, não se interessa.
As casas são como as pessoas, têm vida porque reflectem as pessoas. Quando uma casa deixa de reflectir quem lá vive, morre e a minha está em estado moribundo. Já nem é um lifting que ela precisa, mas uma operação séria e arriscada.
Enquanto essa decisão é adiada e adiada eu escondo-me na minha tenda, saturada de confusão. No fundo, um reflexo meu.

14 July 2006

a walk down memory lane

Rever o He-Man no fastio. Obrigada jl!

êxodo

Em 3 dias seguidos recebi notícias de 3 amigos. Um partiu para Cabo Verde, outro para Berlim e outra para Londres. Ficar por aqui parece ser cada vez mais uma opção menos segura.

timor tem solução

Há festa na aldeia.

Obrigada pelo convite Guilherme mas perdi o comboio, roubaram-me a carteira, o metro fez greve e a tap também, um mar inundou a distância até essa ilha e é impossível nadar. Mas diz-me então posso pôr o meu postal no correio?

posso? posso?

Lembrei-me de outra coisa em que o Zidane podia bater... Gilberto Madaíl.
Tive que fazer umas respirações tântricas para me acalmar porque só me apetecia ir bater à porta da Federação Portuguesa de Futebol e dar uns bons sopapos à antiga no Gigi.
Comentava eu, durante o Mundial que por um lado até queria que Portugal tivesse sido logo eliminado nos Oitavos, só para ver se se parava de falar tanto de futebol, se se tornava menos um analgésico para todos os males. Não há paciência para o endeusamento da Selecção. É verdade, são bons, fizeram boa figura (embora até poderiam ter feito melhor) mas é imoral vir pedir isenção de impostos a uns tipos que já ganham como um actor de Hollywood. Respira...1,2,3,4,5,6,7,8,9,10...

mais esperança

(Para o Pastel de Bacalhau)

Para além das ambulâncias da Sadomacas, em tão boa hora referidas pelo Pastel de Nata, há uma série de nomes engraçadinhos por aí (a verdade é que eu gosto mesmo e arrancam-me sérias gargalhadas). Vêm-me à memória:

Mobidoc - empresa de material de escritório
Ás de Cópias - lojas de fotocópias

e o grande, o melhor trocadilho da história de nomes-de-lojas-com-trocadilhos, o único:

Frango Sinatra - "eat it your way" - aclamada churraqueira algures na margem sul que, segundo fonte segura, já ardeu.

13 July 2006

10 July 2006

zizou a partir aquela merda toda

Que se lixe o fair play politicamente correcto, que eu acho que o Zidane terminou a sua carreira em beleza, expulso no seu último jogo. Até acho que fez pouco. Devia ter batido no italiano, no árbitro, no treinador, partido uma baliza e roubado a taça para mandá-la para a assistência.
No mínimo.

27 June 2006

sometimes I miss the tall buildings


Nova Iorque parece não querer sair da minha Inbox. Novidades do novo emprego de um amigo arquitecto a trabalhar em NYC:

"estou a coordenar o projecto para o novo espaco d' [o atelier]. Um loft em Chelsea num decimo oitavo piso, com uma vista fabulosa sobre Manhattan. O projecto requere mais trabalho de coordenacao entre as varias equipas do que propriamente design. Junto com este email, envio-te uma foto da maqueta e outra da vista panoramica. Em Agosto provavelmtente mudamo-nos. Es bem vinda para ajudar nas mudanças! "

Assim também eu trabalhava noite dentro.

26 June 2006

complexo de peter pan...

... vem-me à cabeça quando tenho que ler (e pior, entender) isto. Há alturas em que isto de ser adulto é uma chatice dos diabos.

Alguém me explica se tenho ou não que fazer retenção na fonte?!

wanderlust

wan·der·lust, n. A very strong or irresistible impulse to travel.

[German : wandern, to wander (from Middle High German) + Lust, desire (from Middle High German, from Old High German. See las- in Indo-European Roots).]

Regularmente quando há um jackpot nas lotarias e perguntam às pessoas o que fariam com tanto dinheiro muitas respondem que “davam à volta ao mundo”. Nunca percebi muito bem esta obsessão de “dar a volta ao mundo”. Por quanto tempo? 80 dias?
Uma vez, num ferry de Tallinn para Estocolmo conheci dois australianos que andavam há dois anos a viajar pelo mundo. Eram enfermeiros e estavam inscritos numa organização internacional qualquer que lhes permitia, quando o dinheiro faltava, trabalhar num qualquer hospital que pertencesse à tal organização.
Vinham da Estónia, mas tinham estado recentemente em Nova Iorque, já não me lembro bem do percurso por causa duma infame garrafa de tequilla derrubada a shots num mini-sombrero mas eu, que sempre me senti fascinada por NY perguntei entusiamada, e como é? Ao que eles responderam com um encolher de ombros “just another city…”...

Qual é o limite de novidade que podemos ingerir?
Também eu tenho a ambição utópica de conhecer o mundo inteiro, mas não adianta nada viajar quando não se consegue ver.

25 June 2006

sometimes I miss airports

"Olá a todos! :)
Peço desculpa de não responder aos vossos mails mas estive de férias na Indonésia... :)
Não vou poder ir ao passeio, nessa data tenho viagem para o NY.
Beijinhos

R."

...chegou ontem na mailing list no meu e-mail

21 June 2006

até se ouve o vento...

Data: 21.06.2006
Hora: 15:30
Localização: atelier (vazio)

aahhh que sossego...

15 June 2006

aviso

O Adam Green está a cantar nos Quase Famosos.
Mas neste blog começa a ouvir-se o eco de tão abandonado que anda... Meninos: where has your love gone?


Jessica Simpson, where has your love gone, its not in your music, no.
You need a vacation, to wake up the cavemen and take them to Mexico.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.

My body's in shambles encrusted with brambles that sharpen the air I breathe.
What's on the menu, Jessica can you, take down my order please.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.

Tomorrow gets closer, a purple bulldozer is calling you on the phone.
Your love life precedes you, your son-in-law feeds you, injections of Cortisone.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong. your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died. Jessica Simpson where has your love gone, its not in your music, so where has it gone? then, Jessica...

If there's a war, I'll sleep with you before you get killed


-Why do you carry on with your virginity? Virginity is nothing! You can loose it riding a bycicle
-I never knew that. I must be careful. I'm going to get a bycicle in London

E assim, com To Die A Virgin aí está ele, o grande, o único Neil Hannon, de volta com os seus The Divine Comedy e o novo album Victory for the Comic Muse. Parece que já ultrapassou o trauma do primeiro album Fanfare For The Comic Muse, durantes anos rejeitado pelo próprio Neil e hoje objecto de culto para coleccionadores (não, eu não) e lança, oficialmente dia 19 de Junho, 11 músicas novas cheias de shalalas, açúcar, violinos e passarinhos pelo ar, com um cheirinho a Liberation, muito melhor que Absent Friends.

Agora só me resta esperar que ele decida apanhar o avião para Lisboa o mais depressa possível.

Aqui podem ouvir duas faixas de Victory for The Comic Muse o parece-que-será single Diva Lady e uma-personal-favorite The Light of Day.

14 June 2006

como aproveitar melhor o local de trabalho

Os dias de trabalho alucinados são também uma boa oportunidade para passar muito tempo a ouvir música, muita música. Como viciada que sou já estabeleci no atelier a minha rede de troca de cds e mp3 com colegas melómanos... tenho para todos os gostos e semanalmente recebo novas doses de novidade.
Ainda a rodar insistentemente no meu gira-discos estão os Camera Obscura e sabe deus como eu sobrevivi tantos anos sem ouvir estes escoceses. A minha vida tem mais passarinhos hoje.
Do projecto Voom Voom de Peter Kruder (dos Kruder & Dorfmeister) ao novo Fundamental dos Pet Shop Boys (bom, muito bom, tão bom!), passando pelo Scale de Mathew Herbert, The Racounters, bom, Maio foi um mês muito bom.
E The Divine Comedy. Mas o Neil merece um post só para ele.

hopeless

- you can't help the people who can't help themselves
- those are exactly the ones you should be helping

13 June 2006

birthday girl

Não é para todos ter um amigo com um microfone, um amplificador e umas colunas na varanda de um primeiro andar no castelo. Não é para todos que ele grite "e agora vamos cantar os parabéns à sara". Não é para todos que uma rua inteira apinhada de gente adira em plenos pulmões ao desafio. Não é para todos fazer anos na noite mais lisboeta do ano. Não é para todos. Foi só para mim.

09 June 2006

dia da entrega soundtrack

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright

Always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright

You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want

It always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it´s all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh I know it's no fun

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright.

Whatever, Oasis

e as saudades de acreditar piamente nisto...


ps.: Não sei se entenderam mas a "data de entrega" foi constantemente adiada e é um conceito cada vez mais abstracto, meaningless até. Mas parece que acabou mesmo.

08 June 2006

la crisis en portugal

Agora que consigo chegar a casa quase a tempo de ver o telejornal completo sou inundada com futebol, mais futebol, oh e futebol. Se fosse criança acharia que o Scolari era o homem mais importante do país, um presidente ou coisa assim (o que me leva à horrífica conclusão que talvez seja...).
Por isso cá em casa agora somos iberistas (que não me ouçam no Parlamento, mas que disparate, os deputados estão a ver o Costinha a cuspir para o chão, que mais interessa?) e vemos o telejornal... da TVE. Olé!

blog hopping #1

É bom voltar a saltitar pela blogosfera e redescobrir a Inês a cascar forte e feito nas imbecilidades deste país. Obrigada por escreveres!

07 June 2006

e as nuvens lá em cima...


"Não ouvimos falar muito das nuvens que vemos aqui por cima. Ninguém acha digno de nota o facto de, algures por cima do oceano, atravessarmos a voar uma imensa ilha de algodão branco, que poderia servir na perfeção de assento a um amigo ou ao próprio Deus, num quadro de Piero della Francesca. Ninguém se levanta da cabina para anunciar com a solenidade devida que, do outro lado da janela, estamos a voar por cima de uma nuvem, acontecimento que teria feito com que Leonardo e Poussin, Claude e Constable se detivessem."

in A Arte de Viajar de Alain de Botton

30 May 2006

véspera de entrega soundtrack

You're sorta stuck where you are
But, in your dreams you can buy expensive cars,
or live on mars and have it your way

And you hate your boss at your job
well in your dreams you can blow his head off
in your dreams
show no mercy

And all your bad days will end
And all your bad days will end
You have to sleep late when you can
And all your bad days will end

The Flaming Lips, Bad Days

E as saudades da manhã de domingo...

véspera de entrega soundtrack

Ooh! Get me away from here I'm dying
Play me a song to set me free
Nobody writes them like they used to
So it may as well be me
Here on my own now after hours
Here on my own now on a bus
Think of it this way
You could either be successful or be us
With our winning smiles, and us
With our catchy tunes, and us
Now we're photogenic
You know, we don't stand a chance
Oh, I'll settle down with some old story
About a boy who's just like me
Thought there was love in everything and everyone
You're so naive!
After a while they always get it
They always reach a sorry end
Still it was worth it as I turned the pages solemnly, and then
With a winning smile, the boy
With naivety succeeds
At the final moment, I cried
I always cry at endings

Oh, that wasn't what I meant to say at all
From where I'm sitting, rain
Washing against the lonely tenement
Has set my mind to wander
Into the windows of my lovers
They never know unless I write
"This is no declaration, I just thought I'd let you know goodbye"
Said the hero in the story
"It is mightier than swords
I could kill you sure
But I could only make you cry with these words"

Belle & Sebastian, Get Me Away From Here, I'm Dying

E as saudades do silêncio...

véspera de entrega soundtrack

I used to think
As birds take wing
They sing through life so why can't we?
You cling to this
You claim the best
If this is what you're offering
I'll take the rain

I'll take the rain

I'll take the rain

REM, I'll take the rain

E as saudades da chuva no Verão...

vésperas de entrega soundtrack

Faz impressão o trabalho que se tem em ser superficial
Faz-me impressão e baralho o vulgar e o intelectual

Sinto depressão conforme perco tempo essencial
Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal

Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital
Tendo para mais louco não sou patológico como um papel vegetal

Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal
Faz-me um favor estou perdido indica-me algo de fundamental

Acho que o que gosto em mim o que me emotiva é uma preguiça transcendental
E em ti o que me torna em afimo que me cativa é esse sorriso vertical
como um impressão digital

Sinto-te uma fotocópia prefiro o original
Edição revista e aumentada cordão umbilical
Exclusivo a morder a página em papel jornal

GNR, Impressões Digitais

E as saudades do Frágil...

23 May 2006

http://moshimoshiii.blogspot.com/

há um ano a despir o kimono...

Omedetou gozaimasu.
Domo arigatou gozaimasu a todos os que por aqui passam

Enquanto eu continuo enrolada em feltros alsfáticos e telas betuminosas deixo-vos, em jeito de agradecimento, os Green Comma, a banda que o Jann conheceu no avião para ao Japão e proporcionou grandes momentos à comunidade estrangeira de Tokyo... em concertos, no karaoke, no sushi, correndo o mundo underground de Tokyo... Para relembrar o (meu) Oriente aqui fica a lindíssima vocalista Reiko Fujikawa a cantar para vocês... Poozaa... (não faço ideia o que ela diz)


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20 May 2006

mas em tom de rebeldia vim de chinelos

Nestes dias de sol há quem vá para a praia, para o campo, durma a sesta, leia livros, ouça música, beba uma caipirinha com um amigo. E há quem vá para o atelier. Infelizmente imensos por esse mundo fora ao sábado vão para o atelier. Ou para o escritório, ou para o gabinete, ou para a fábrica, ou para a loja. Eu vim para o atelier. E amanhã também virei e depois também e depois e depois. Não me custa assim tanto e até prefiro o ambiente calmo do fim-de-semana para trabalhar, mas o reflexo do sol lá fora lembra-me que enfiar os pés na areia é tão bom.

17 May 2006

17

A nossa vida é cheia de acontecimentos especiais e, com o passar dos anos, quase todos os dias contêm em si celebrações. Maio é, para mim, um mês bom para ter saudades e para celebrar.
16 de maio foi o dia em q deixei o Japão. Com a diferença horária, nem sei exactamente se era mesmo 16 de maio ou quão comprido foi esse 16 de maio. Seja como for foi há um ano que deixei o Japão, foi há um ano a última vez q estive no aeroporto da portela a ser revistada na alfândega, com os amigos a suspirar de tédio pelo atraso provocado pela greve de controladores aéreos em França, lá fora a engendrar planos de libertação e cartazes "free sara san".

17 de maio é o dia nacional da Noruega. O dia em que se comemora a sua independência de 7 décadas, se veste o traje típico e tudo sai à rua em desfiles e paradas. É sem dúvida o dia mais animado do ano, mesmo que assim que o sol se põe as ruas fiquem de novo desertas (até mais que nos outros dias) e todos fujam para as festas privadas onde podem continuar a beber até cair.

Também eu pensava que o 17 de maio de 2006 ia significar a minha liberdade, pelo menos condicional, do projecto de execução, mas não, não me parece possível com a entrega adiada até ao final do mês.
Assim também continuo um pouco adiada nas celebrações de um ano neste país à beira-mar plantado.

06 May 2006

e qual é a tua disponibilidade?

perguntou ele.

Apeteceu-me dizer "pouca" mas disse "total".

Até já. Vou só ali continuar a dar cabo de um projecto de execução. Quantos são?

29 April 2006

that fresh feeling

You don't have a clue,
what it is like
to be next to you.

I'm here to tell you,
that it is good,
that it is true.

Birds singing a song,
old paint is peeling,
this is that fresh
that fresh feeling.
Words can't be that strong,
my heart is reeling,
this is that fresh,
that fresh feeling.

Try, try to forget,
what's in the past,
tomorrow is here.

Love, orange sky above,
lighting your way
there's nothing to fear.

Some people are good,
babe in the hood,
so pure and so free.

I'd make a safe bet,
you're gonna get,
whatever you need.

28 April 2006

é hoje! todos ao frágil!

Entre 25 de Abril e 1 de Maio calha sempre bem uma festa. Uma festarola onde o povo trabalhador e oprimido faz uma pausa na jornada de luta para fazer sapateado ao som dos êxitos da revolução. Os Quase Famosos, essa trupe de DJ’s demagógicos, providenciam o momento de relaxo e recreio. É já na sexta, 28 de Abril, na danceteria Frágil.

"Sara, estás muito bem posicionada"

Disse-me ela há dois anos quando passei à frente do seu gabinete.
"Por favor não me diga isso! São só duas vagas, até posso ficar maravilhosamente posicionada em terceiro lugar e ficar em terra!"
"Amanhã digo-te!"
"Amanhã?, pensei eu. E o que é que faço com os nervos o resto do dia?
Voltei para o atelier tentando trabalhar enquanto pensava amanhã, amanhã, e tudo ficará diferente. Não esperei tanto. Às 18 do outro lado da linha ouvi "Sara, foste seleccionada! Parabéns! Não te disse que estavas bem posicionada?"
Vou para o Japão?
"Vais para o Japão. Sim, mas antes tens que ir a um seminário a Paris."
Vou para o Japão? E para Paris?
"Siiiim. Passa cá segunda para assinares os papéis. Parabéns!"

E fui para o Japão.

26 April 2006

quem sabe faz a hora não espera acontecer

O jantar tinha-me caído mal e não os acompanhei para mais uma bebida. Em frente à televisão com o livro no colo procurava reunir a energia suficiente para me levantar e fazer um chá. No canal 1 começou o concerto do Zeca Afonso no Coliseu, o seu último concerto. De repente sou transportada para a minha infância. Eu e o meu irmão crescemos a ouvir Zeca Afonso, Manel Freire, Chico Buarque, Geraldo Vandré e tantos outros cantores de “intervenção”. Lembro-me de ter medo ao ouvir a Morte Saiu À Rua. A minha música preferida era A Mulher da Erva. Fazia sempre chorar. No dia do funeral do Zeca Afonso chorei como se tivesse morrido o meu avô e não devia ter mais de 6 anos.

Cresci com os cravos, nas manifestações às cavalitas do meu pai, cresci com as histórias do fascismo, com os relatos do que era ser preso político e sempre num misto de dúvida e espanto, eu que sempre fui muito abespinhada, com o simples facto de não se poder dizer o que se pensava.
Não há comentário que mais me irrite que esses que dizem que temos que ultrapassar o 25 de Abril e banalizam as manifestações e discursos do dia. Por mim falava-se do 25 abril o ano inteiro, falava-se bem e falava-se mal, falava-se do PREC, do 25 de Novembro, das FP-25, falava-se do Salazar, da PIDE, do Tarrafal, da Guerra Colonial, dos erros, das conquistas sociais, e até dos complexos idiotas de “temos que ultrapassar o 25 de Abril” como se esquecer o Passado nos abrilhantasse o Futuro.
Ao fim de uns míseros 32 anos já não interessa, a Liberdade é já um valor tão garantido que nem o questionamos e podemos ignorar.
Ainda bem que se podem dizer tantos disparates. Eu, pelo menos um dia no ano, agradeço a todos os que morreram pela Liberdade, e a todos os que ainda morrem pela Liberdade pelo mundo fora. E nunca esquecerei o 25 de Abril que mudou a minha vida antes de nascer. Nem o Zeca Afonso.

24 April 2006

oops...para animar quem trabalha nas supostas pontes uma piadinha geek

Aos que trabalham com AutoCAD:
pressionem duas vezes a letra "o" e depois enter. Não tem graça?

ihihihihih. Sou muito geek e estou em sintonia com a malta da AutoDesk.

Adenda: Parece que não funciona em todas as versões... Usualmente, no AutoCAD, quando se carrega em duas letras que não estão associadas a nenhum comando aparece qualquer coisa como "unknown command". Na versão que eu uso (2006 LT) se eu carregar "oo" aparece OOPS! ihihihihih

também fui à festa sueca


Royksopp, What Else is There


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irasshaimase não se cansa de recomendar

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

(Sim, hora estúpida para quem trabalha. Desculpem, se soubesse que era tão bom podiam ter tentado ir hoje)

irasshaimase recomenda outra vez

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

irasshaimase recomenda

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

18 April 2006

dare mo shiranai *


As ruas. As lojas de conveniência. As casas pré-fabricadas. As luzes. Os fios eléctricos pendurados por todo o lado. A cabine telefónica. Hanami. As bolas de carne. Os noodles instantâneos. O som de japoneses a comer noodles. As bicicletas. Os uniformes escolares. Sushi. Totoro. Karaoke. Apartamentos em galeria. As portas que abrem para fora. Tatami. Pachinko. Os táxis. Os comboios. As bicicletas. Haneda airport. Shinjuku. Nakayama. A voz irritantemente japonesa da mãe. Os sorrisos infantis. A inexpressividade facial. A obediência.A responsabilidade. A contenção. A solidão.

* Ninguém Sabe, filme japonês no King. Numa periferia de Tokyo igualzinha aos sítios onde vivi. Para quem gostava de ler o From Tokyo with Love... o filme é Tokyo, para lá de Roppongi Hills.

17 April 2006

5 mn de fama

Convidaram-me para falar sobre o meu blog numa reportagem para a sic. Apesar de terrivelmente lisonjeada, recusei (o que seria da minha imagem misteriosa se descobrissem que não ando de kimono todo o dia? hein?). As reacções de familiares e amigos próximos não se fizeram esperar: Que eu estava a ser parva, que era "uma óptima maneira de te promoveres", que "nesta sociedade da comunicação tens que aparecer para te conhecerem", que podia pôr no currículo, etc etc. Têm certamente razão, fui parva e devia ter aproveitado. Mas não consigo deixar de pensar que criticamos os big brothers e as cinhas deste país por usarem os media para se promoverem e, no entanto, aconselhamos métodos semelhantes.


Nota: Infelizmente por motivos ligados à Novis não vos pude informar que a reportagem passou sábado à tarde com o Pedro Mexia (Estado Civil), a Carla Hilário Quevedo (Bomba Inteliegente) e Franciso José Viegas (A Origem das Espécies).

16 April 2006

post declaradamente hostil contra a Sonae e contra a OPA à PT

Estou aqui sentada em computador alheio a pensar como é difícil lutar contra as corporações (Não comprem serviços Clix). A pensar como há umas quantas empresas que exigem, exigem, usam e abusam dos consumidores que deviam respeitar (Não mudem o telefone para a Novis). A pensar como nesta aparente liberdade nos enredámos numa teia tecnológica da qual é cada vez mais complicado sair (Não façam compras no Continente). A pensar como há horas desperdiçadas com incompetência alheia (Não, nunca mudem para a Novis).
Não vou reviver a experiência de Outubro quando, depois de 3 meses à espera SÓ demoraram um mês a ligar-me efectivamente o telefone e a internet.
Nessa altura, quando tudo parecia bem, pedidos de desculpa feitos e tudo ("Vamos oferecer-lhe duas mensalidades de telefone e tuditudo") chegam as facturas a cobrar internet em meses em que nem modem tinham entregue e pior cobraram TODAS as chamadas feitas para o 800 10 20 30, uma linha dita gratuito de apoio ao cliente ("24h 7 dias por semana para melhor o servir" - e melhor o cobrar) . Escusado dizer que foram MUITAS chamadas. Novos telefonemas, não queremos pagar por serviços que não utilizámos nem chamadas ditas gratuitas. Pois com certeza, mandam-nos esperar por um futuro contacto para esclarecer tudo.
Até há uma semana atrás, nada, rien. Entretanto o telefone funcionava, a internet também, pagámos todas as facturas posteriores que sempre pareceram correctas. Há uma semana recebemos uma chamada. Porque é que ainda não tínhamos pago as facturas de Outubro e Novembro... Rrrrrr, porque nos disseram para esperar, talvez? Coitadinha da Novis. Sentiu-se abandonada. Esqueci-me que devia ligar todos os meses para saber como estava a nossa relação. Entretanto nem um vislumbre de conseguirmos recuperar o nosso dinheiro... Nessa noite cortaram-nos o telefone e a internet. Já estou absolutamente farta de todos os Pedros, Nunos, Patrícias, esses operadores de call centers que eu respeito e não invejo o posto mas que são de uma inutilidade impressionante...
É bom saber que uma empresa que trata assim tão bem os seus clientes quer comprar a PT. Vamos ficar todos tão melhor servidos. Infelizmente eu tive um problema com a Novis mas não há garantias que uma situação destas não tivesse acontecido com qualquer outra empresa...

11 April 2006

underwater pub


Um dos meus sítios favoritos em Oslo é o Underwater Pub. No Underwater Pub (o nome vem da decoração vagamente inspirada no mundo submarino - no comments) às terças e quintas canta-se ópera. Há só um piano a acompanhar e os cantores são amadores mas bons.
Confesso aqui para o mundo que um dos meus sonhos (para a realização do qual nunca fiz nada) era ser cantora de ópera. Adoro, adoro ópera e comovo-me imenso em quase todas as que vejo (infelizmente não vou tão frequentemente quanto gostaria).
Esta foto que até me saiu bem foi tirada quando interpretavam a Barcarole do Offenbach.

10 April 2006

enquanto não me sento a escrever vamos passear por oslo outra vez

É bom saber que não bastam os quilos e quilos de neve por todo o lado. Se estivermos inspirados pelos graus negativos sempre podemos engolir um gelado e gelar por dentro também! (Apent=Aberto)


Um raiozinho de sol e os noruegueses saltam para as esplanadas. Ui, 2 graus positivos e é só sorrisos e confraternizações nas esplanadas. O sol norueguês é, até meados de Maio uma experiência torturante, ele está lá, ele até brilha, mas na pele não se sente nada! Para quem torra em Lisboa em Novembro é muuuito estranho. No entanto, nunca é demais dizer que em Oslo há muito mais esplanadas e muito mais vida ao ar livre que na nossa linda capital bafejada por este clima magnífico (até começarmos a derreter em Julho).

Esta é a avenida principal Karl Johan com o palácio onde a realeza mora.

Fresca e fofa. Neve virgem. (Não, não, a seguir a tirar a foto não saltei para cima desta camada imaculada. Mas apetecia!)


Aviso aos transeuntes do perigo queda das estalactites de gelo que se formam nos telhados dos prédios. Eu levei com uma mini-avalanche (até foi divertido) mas com nenhuma espada de gelo!

31 March 2006

oslo souvenir

Wanna go for a ride?

Baía / fjord de Oslo

Lago Sognsvann gelado e cheio de neve.
(Sim eu andei sobre água à la Jesus Cristo)

30 March 2006

arte pública



Há dois motivos porque eu não gosto de graffiters: o primeiro são os tags, essas "assinaturas" espalhadas por todo o lado, essa criancice de deixar a sua marca em todo o lado como um cão a demarcar território e que não passa de barulho e agressão gratuita. O segundo motivo é usarem spray em pedras, em monumentos, em igrejas. Se virem alguma vez alguma empresa especializada a limpar uma pedra suja de graffiti aproximem-se. Vejam a forma agressiva como os ácidos do spray corroem a pedra e a violência ainda maior dos métodos para remover a tinta. Eu até ouço as pedras gritar.

Dito isto há pelo menos 318623521312653 motivos para eu adorar graffiters: as cores, os temas, a maneira divertida, irónica como dão cor à cidade, como criam momentos de beleza e cumplicidade no lufa-lufa citadino...
Vi na Única do Expresso um artigo sobre um rapaz que se diverte a fotografar estes apontamentos de arte pública. São graffitis, stencils, stickers, etc. Um olho atento por Lisboa e Caldas (e se calhar mais sítios) que podem espreitar em http://fixacaoproibida.blogspot.com/.

Ps: as fotos em cima são tiradas pelo meu sushi-phone nesse antro de perdição que é o Bairro Alto.

arte pública - o mestre

Ainda sobre graffiti trouxe um livro de Londres dum artista genial, irónico, assertivo, cruel e muito verdadeiro que me foi apresentado há dois anos e que é de uma criatividade imensa, Banksy.


O livro traz muito mais informação que o site e podem sentir um cheirinho aqui.

28 March 2006

primeiro dia

Os primeiros dias num trabalho novo são engraçados. Não são assim tão diferentes dos primeiros tempos quando nos mudamos para uma cidade nova. O espaço é estranho e não sentimos nada como nosso. Numa cidade nova, no início temos dificuldade em memorizar o caminho para o supermercado, perdemos-nos a caminho da estação embora sejam-só-duas-ruas. Num trabalho novo, as faces dos novos colegas misturam-se e não atinamos com os nomes. Olho para eles e imagino-me daqui as uns meses a trocar piadas ao almoço ou a trocar cds. Pergunto-me com quais sentirem mais empatia, com quais me vou chatear, quais os mais disponíveis para uma palavra amiga, com quem irei ao café. Nos primeiros dias confundimos as impressoras, não sabemos onde estão os x-actos, a cola ou as pastas no computador. Nuns meses alguém vai dizer "a Sara é que arrumou isso, ela é que sabe", nos primeiros dias ninguém me pergunta nada. E eu, eu só observo.

26 March 2006

sons de cá para lá

E neste meu mini-mini-tour europeu fartei-me de ouvir Nouvelle Vague, já há uns tempos a tocar no meu iSushi. De Oslo a Londres we're only making plans for Nigel...

O que me leva à pergunta mais desejada e ao mesmo tempo mais temida... como é que se põe música no blog...?

voltei de lá

Enquanto estive fora alguém podia ter dito ao Zé Diogo Quintela que ele não tem jeitinho nenhum para dj.
Enquanto estive fora alguém podia ter feito aprovar uma lei que proibisse fumar em espaço fechados (noruega 1 - portugal 0)

voltei, voltei

Apesar de terem sido apenas 10 dias é muito bom saber que há amigos que tiveram saudades nossas.

voltei

É impressão minha ou está um calor dos diabos em Lisboa?

Sabe mesmo bem sair à rua e não sentir a cara a enregelar...

20 March 2006

low cost rules

O bom de voar com companhias low cost com ar manhoso e que nos largam em aeroportos a 2 horas da cidade onde queremos ir e' a liberdade das ligacoes que podemos fazer (bom, e o preco, e' verdade). Se no regresso de Oslo tenho que parar em Londres porque nao ficar uns dias para apanhar um pouco da adrenalina da cidade mais cosmopolita da Europa?

14 March 2006

letras norueguesas, sons estranhos

ååååååååååååååååååååå
æææææææææææææææææææ
µµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµ
åååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååå
øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø

from oslo with love

Ignorem stress no post anterior. stop. Em Oslo tudo fanta'stico. stop. Frio como o caracas. stop. Mas sabe mesmo bem. stop. Montes de neve por todo o lado. stop. Ryanair e' um especta'culo. stop. Nao parece que passaram quatro anos. stop. Ja' vi 2 filmes japoneses :). stop. A amizade sobrevive mesmo aos anos. stop. Oslo e' mesmo caro. stop. Mas e' que e' estupidamente caro. stop. Dizem que nao se deve voltar ao sitio onde se foi feliz and that is all bullshit! stop.

12 March 2006

censura de estilo

Nos regulamentos sobre bagagens das companhias aéreas devia haver uma cláusula especial para miúdas com 1,75m que não gostam de roupa apertada e que vão viajar para sítios onde estão cerca de 5 graus negativos.

11 March 2006

dos dias inquietos


Detesto despedir-me. E no entanto não consigo deixar de criar situações de partidas e chegadas.
A despedida que mais me custou foi a de Oslo. Seis meses de diversão, amizade, independência num constante hype de alegria culminaram numa dor em Portugal. Durante anos a simples menção da cidade de Oslo apertava-me o coração. Oslo é uma cidade sem qualquer encanto especial tirando ter sido uma das minhas melhores experiências de vida. O local onde confirmei que nasci para o Mundo e aprendi a pensar sobre mim e os outros. A dor de Oslo só foi minorada com a ida para o Japão, como se me queixasse da garganta e de repente ficasse com uma dor de cabeça mais forte, deixei de pensar tanto na garganta. E, no entanto, o Japão foi diferente. Talvez já avisada pela ressaca de Oslo, talvez porque o Japão é mais duro, mais difícil e me sentisse mais sozinha. Em Oslo não me preparei para o embate porque não sabia que ele existia. No Japão passei o tempo todo a tentar proteger-me dele. Não consegui.

Podiam perguntar-me se isso te custa tanto porque raio te enfias em aviões de um lado para o outro? Não consigo evitar. A minha curiosidade é mais forte. A maior parte do tempo penso que é positivo mas muitas vezes gostava de ser menos inquieta. Ou menos emotiva. E pergunto-me porque é que me custa tanto?

Numa semana apenas despedi-me de amigos japoneses para o outro lado do mundo, despedi-me do local onde trabalho e (a lembrança de oslo não era inocente) vou voltar a um dos locais onde fui feliz. Estou numa pilha de nervos criada totalmente por mim. Serei estúpida? Eu devia proteger-me mais destas montanhas russas emocionais em que me enfio mas não consigo.
Até já.

08 March 2006

viagem ao japão

Ontem, por umas horas, estive no Japão. Que bom que foi ouvir japonês. Que bom que foi ouvir o Ando sensei falar, falar no seu tom pausado e o seu british accent. Que bom que foi recordar histórias antigas, ouvir as novidades, saber de amigos deixados longe. Que bom que foi ver tanto japonês apaixonado por Lisboa. Ontem parecia mais uma estrangeira numa noite amena em Lisboa. Ontem encurtei os milhares de km que me separam do Japão. Que bom que foi. Que saudades.

07 March 2006

dos dias inquietos

Gosto da minha vida num turbilhão de sentimentos. É desgastante mas faz-me sentir viva.

dos dias inquietos

Tenho um encontro com os meus professores do Japão em visita supersónica à pátria lusa. Prevê-se um estado de ressaca amanhã, física e espiritual.

dos dias inquietos

Escrever ajuda-me a ordenar os pensamentos. Passo os dias em frente a um computador sem que saia uma palavra. Saiem riscos, linhas, manchas, azulejos, camas, paredes. Tudo menos palavras. Tenho saudades dos dias em que escrevia. Ajudava-me a ordenar os pensamentos.

dos dias inquietos

Escrever é difícil. Escrever dá trabalho. Juntar as letras até vá (até vá mas mal que a minha dislexia exige revisões constantes, e mesmo assim). Juntar as palavras e que juntas façam sentido, é difícil. Gasta-se tempo. E para quê?

01 March 2006

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #5

Leio tudo o que vejo à frente. Panfletos, anúncios, ecrans, posters, cartazes, t-shirts, embalagens, tudo o que tiver letras eu leio. O mais ridículo é que fazia o mesmo no Japão onde não percebia nada. Mas tentava.(Sim, era cansativo). Faz-me aflição não conseguir ler.

p.s.(a.)m.d.m.
hábito (afinal não tão) estranho #4

Começo a ler as revistas pelo fim. (É quando penso que até me poderia dar bem se soubesse ler japonês ou árabe)

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #3

Quando algo me chateia, irrita ou entristece a sério penso como sentirei esse assunto daí a um ano. Se concluir que será uma lembrança ténue relativizo logo a coisa. Se concluir que continuará a incomodar-me, dói ainda mais na altura.
(O que me vale é que confio muito na minha má memória)

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #2

Quanto estou meio melancólica cultivo a onda depressiva com músicas tristes (qualquer coisa perto tindersticks, chopin, aimee mann, grandaddy). Já acabei a rir com tanto blue mood concentrado.

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