preguiça; do Lat. pigritia ; s. f.,
aversão ao trabalho;
tendência viciosa para não trabalhar;
negligência;
indolência;
inacção;
mandriice;
corda que dirige o peso dos guindastes;
pau a que estão pregadas as cangalhas da canoira;
Zool., mamífero desdentado do Brasil.
12 September 2006
11 September 2006
onde estavas tu no 11 de setembro?
Em 1989 Michael Glawogger fez um documentário chamado War in Vienna. Não tive oportunidade de o ver quando passou no festival Indie mas a sinopse ficou-me na cabeça. Em War in Vienna Glawogger filma 4 dias do quotidiano dos vienenses contrastando-os com os noticiários diários. O resultado deve ser desconcertante e ao mesmo tempo familiar.
Quantas vezes não pensámos o mesmo? Quantas vezes não olhámos para imagens horrorosas em noticiários para logo em seguida irmos cozer esparguete ou sairmos para ir comprar o pão. Genocídio no Darfur, ataques no líbano, bombas no iraque já nem nos fazem pestanejar. É tudo tão distante.
No dia 11 de Setembro de 2001 passei o dia enfiada na loja das plotagens a tentar terminar o trabalho de Desenho Urbano que precisava de entregar. A rapariga da loja
dizia "oh, um avião foi contra as torres gémeas de nova iorque". Eu impassível apenas disse "sim, sim, e essas plotagens saiem ou não saiem?" Não me interessava, nem queria saber. Só quando cheguei a casa, depois de tudo entregue, percebi.
Dizem que o 11 de Setembro mudou o mundo. Sim, o nosso mundo, o mundo ocidental. Agora trememos porque agora pode acontecer aqui. Agora olhamos desconfiados para turbantes, peles morenas, misturando religiões, culturas, nacionalidades. Agora aceitamos ser controlados, vigiados, revistados porque temos medo. Mas, como se nos fosse indiferente, continuamos a cozer o esparguete e a ir buscar o pão.
Quantas vezes não pensámos o mesmo? Quantas vezes não olhámos para imagens horrorosas em noticiários para logo em seguida irmos cozer esparguete ou sairmos para ir comprar o pão. Genocídio no Darfur, ataques no líbano, bombas no iraque já nem nos fazem pestanejar. É tudo tão distante.
No dia 11 de Setembro de 2001 passei o dia enfiada na loja das plotagens a tentar terminar o trabalho de Desenho Urbano que precisava de entregar. A rapariga da loja
dizia "oh, um avião foi contra as torres gémeas de nova iorque". Eu impassível apenas disse "sim, sim, e essas plotagens saiem ou não saiem?" Não me interessava, nem queria saber. Só quando cheguei a casa, depois de tudo entregue, percebi.
Dizem que o 11 de Setembro mudou o mundo. Sim, o nosso mundo, o mundo ocidental. Agora trememos porque agora pode acontecer aqui. Agora olhamos desconfiados para turbantes, peles morenas, misturando religiões, culturas, nacionalidades. Agora aceitamos ser controlados, vigiados, revistados porque temos medo. Mas, como se nos fosse indiferente, continuamos a cozer o esparguete e a ir buscar o pão.
08 September 2006
the geek in me #4
Saía para as compras e em vez de roupa, sapatos, perfumes chegava casa excitada com o seu novo disco externo portátil 320 Gb, 7800RPM, porta usb 2.0...
the geek in me #2
Quando tinha tempo livre no atelier, procurava no Help "as novidades" do AutoCad 2006...
07 September 2006
como é que eu sei que portugal se está a tornar numa américa latina?
Vejo uma média de 3 porsches e 5 pedintes por dia.
31 August 2006
11 August 2006
bye bye badman
Holidaaay, Celebraaate... já cantava a Madonna e será a minha banda sonora nas próximas semanas.
Bom, por aqui também conto ouvir umas musiquinhas. Até ao meu regresso!
10 August 2006
il gattopardo
summer challenge
Fui desafiada pela aL a responder a este inquérito. Já tinha respondido a um semelhante há uns tempos... mas já que insistes vamos ver o que se alterou desde então.
Empregos que já tive:
Emprego... Nunca tive um emprego, mas já trabalhei nuns quantos sítios a brincar aos crescidos
Filmes que não me canso de assistir:
Out of Africa, Cinema Paraíso, Before Sunrise, High Fidelity
Programas de TV que não perco:
Hoje em dia só estico a mão para o comando da tv se estiver a dar Sex & City e as
Desperate Housewives
Livros que recomendo:
Hoje podia ser A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Amanhã poderia ser O Fio da Navalha do Somerset Maugham. Ontem poderia ter sido qualquer outro se eu lesse mais...
Lugares onde vivi:
Oslo, Chiba, Tokyo, Lisboa
Alguns lugares onde já estive:
Alguns, muitos, poucos, ainda falta muito para ver
Comidas favoritas:
Sushi! (e há tanto tempo que não como)
Músicas favoritas:
Tonight We Fly, The Divine Comedy
Fake Plastic Trees, Radiohead (porque estou a ouvi-la agora - não pode ser coincidência)
Jonathan David, Belle & Sebastian
Lugares onde gostaria de estar neste momento:
Neste momento, agorinha mesmo? Podia ser numa brisa a ler para vos poder recomendar mais livros.
Empregos que já tive:
Emprego... Nunca tive um emprego, mas já trabalhei nuns quantos sítios a brincar aos crescidos
Filmes que não me canso de assistir:
Out of Africa, Cinema Paraíso, Before Sunrise, High Fidelity
Programas de TV que não perco:
Hoje em dia só estico a mão para o comando da tv se estiver a dar Sex & City e as
Desperate Housewives
Livros que recomendo:
Hoje podia ser A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Amanhã poderia ser O Fio da Navalha do Somerset Maugham. Ontem poderia ter sido qualquer outro se eu lesse mais...
Lugares onde vivi:
Oslo, Chiba, Tokyo, Lisboa
Alguns lugares onde já estive:
Alguns, muitos, poucos, ainda falta muito para ver
Comidas favoritas:
Sushi! (e há tanto tempo que não como)
Músicas favoritas:
Tonight We Fly, The Divine Comedy
Fake Plastic Trees, Radiohead (porque estou a ouvi-la agora - não pode ser coincidência)
Jonathan David, Belle & Sebastian
Lugares onde gostaria de estar neste momento:
Neste momento, agorinha mesmo? Podia ser numa brisa a ler para vos poder recomendar mais livros.
08 August 2006
"reinventarmo-nos em banhos de mundo e cultura" é preciso
A "insistir em reinventar-se em banhos de mundo e cultura" (João dixit) continua o João, que muito me ajudou a manter a sanidade mental no Extremo Oriente. O João dobrou as roupinhas e zarpou para "um calhau no Atlântico" a.k.a. Cabo Verde, onde luta diariamente com os choques culturais, o terceiro mundo com falta de água potável e computadores com energia a gasolina e a solidão, sempre a solidão, mas vai descobrindo um Mundo muito maior, muito mais rico, muito mais vivo, muito mais acordado!
Sigam as suas aventuras no blog A Traços Largos que também conta as aventuras do Pedro em Dili, da Carine e do Miguel em Lisboa e Suíça e do Bruno... na Suíça também? Bom, o Bruno não escreve assim tanto mas blog mais contrastado que este não há!
Sigam as suas aventuras no blog A Traços Largos que também conta as aventuras do Pedro em Dili, da Carine e do Miguel em Lisboa e Suíça e do Bruno... na Suíça também? Bom, o Bruno não escreve assim tanto mas blog mais contrastado que este não há!
07 August 2006
japão em português
Via Madame Butterfly descobri este site que me ajuda a matar as saudades do Extremo Oriente. Subarashi!
04 August 2006
e de repente...
... apetecia-me um dia de inverno. Apetecia-me um domingo de chuva. Seguir as gotas com o dedo e olhar a cidade distorcida pela água a escorrer pelo vidro. Um daqueles dia em que ninguém vai ligar, ninguém vai querer sair "por causa da chuva, que chatice...", ninguém vai existir. Só tu e eu. E o Nick Drake.
03 August 2006
02 August 2006
21 July 2006
às vezes
don't spend all your time, it's only hit and run
why spend all your time, makin someone else's dream?
suffused with love, sondre lerche
why spend all your time, makin someone else's dream?
suffused with love, sondre lerche
o acampamento
O que é uma casa? Duas paredes? Um tecto?
O que é que torna um espaço nosso?
Há demasiado tempo que sinto que vivo acampada. Na verdade, desde o dia em que abandonei o meu mini-apartamento em Tokyo. Ou até antes porque mesmo esse era um acampamento, tão temporário que era e foi. Não era meu, mas sentia-o mais meu que esta casa onde sempre vivi, que há demasiado tempo deixou de ser um casa para ser um albergue, um acampamento, de uma família que passa por lá mas não olha, não cuida, não se interessa.
As casas são como as pessoas, têm vida porque reflectem as pessoas. Quando uma casa deixa de reflectir quem lá vive, morre e a minha está em estado moribundo. Já nem é um lifting que ela precisa, mas uma operação séria e arriscada.
Enquanto essa decisão é adiada e adiada eu escondo-me na minha tenda, saturada de confusão. No fundo, um reflexo meu.
O que é que torna um espaço nosso?
Há demasiado tempo que sinto que vivo acampada. Na verdade, desde o dia em que abandonei o meu mini-apartamento em Tokyo. Ou até antes porque mesmo esse era um acampamento, tão temporário que era e foi. Não era meu, mas sentia-o mais meu que esta casa onde sempre vivi, que há demasiado tempo deixou de ser um casa para ser um albergue, um acampamento, de uma família que passa por lá mas não olha, não cuida, não se interessa.
As casas são como as pessoas, têm vida porque reflectem as pessoas. Quando uma casa deixa de reflectir quem lá vive, morre e a minha está em estado moribundo. Já nem é um lifting que ela precisa, mas uma operação séria e arriscada.
Enquanto essa decisão é adiada e adiada eu escondo-me na minha tenda, saturada de confusão. No fundo, um reflexo meu.
14 July 2006
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