13 July 2006

10 July 2006

zizou a partir aquela merda toda

Que se lixe o fair play politicamente correcto, que eu acho que o Zidane terminou a sua carreira em beleza, expulso no seu último jogo. Até acho que fez pouco. Devia ter batido no italiano, no árbitro, no treinador, partido uma baliza e roubado a taça para mandá-la para a assistência.
No mínimo.

27 June 2006

sometimes I miss the tall buildings


Nova Iorque parece não querer sair da minha Inbox. Novidades do novo emprego de um amigo arquitecto a trabalhar em NYC:

"estou a coordenar o projecto para o novo espaco d' [o atelier]. Um loft em Chelsea num decimo oitavo piso, com uma vista fabulosa sobre Manhattan. O projecto requere mais trabalho de coordenacao entre as varias equipas do que propriamente design. Junto com este email, envio-te uma foto da maqueta e outra da vista panoramica. Em Agosto provavelmtente mudamo-nos. Es bem vinda para ajudar nas mudanças! "

Assim também eu trabalhava noite dentro.

26 June 2006

complexo de peter pan...

... vem-me à cabeça quando tenho que ler (e pior, entender) isto. Há alturas em que isto de ser adulto é uma chatice dos diabos.

Alguém me explica se tenho ou não que fazer retenção na fonte?!

wanderlust

wan·der·lust, n. A very strong or irresistible impulse to travel.

[German : wandern, to wander (from Middle High German) + Lust, desire (from Middle High German, from Old High German. See las- in Indo-European Roots).]

Regularmente quando há um jackpot nas lotarias e perguntam às pessoas o que fariam com tanto dinheiro muitas respondem que “davam à volta ao mundo”. Nunca percebi muito bem esta obsessão de “dar a volta ao mundo”. Por quanto tempo? 80 dias?
Uma vez, num ferry de Tallinn para Estocolmo conheci dois australianos que andavam há dois anos a viajar pelo mundo. Eram enfermeiros e estavam inscritos numa organização internacional qualquer que lhes permitia, quando o dinheiro faltava, trabalhar num qualquer hospital que pertencesse à tal organização.
Vinham da Estónia, mas tinham estado recentemente em Nova Iorque, já não me lembro bem do percurso por causa duma infame garrafa de tequilla derrubada a shots num mini-sombrero mas eu, que sempre me senti fascinada por NY perguntei entusiamada, e como é? Ao que eles responderam com um encolher de ombros “just another city…”...

Qual é o limite de novidade que podemos ingerir?
Também eu tenho a ambição utópica de conhecer o mundo inteiro, mas não adianta nada viajar quando não se consegue ver.

25 June 2006

sometimes I miss airports

"Olá a todos! :)
Peço desculpa de não responder aos vossos mails mas estive de férias na Indonésia... :)
Não vou poder ir ao passeio, nessa data tenho viagem para o NY.
Beijinhos

R."

...chegou ontem na mailing list no meu e-mail

21 June 2006

até se ouve o vento...

Data: 21.06.2006
Hora: 15:30
Localização: atelier (vazio)

aahhh que sossego...

15 June 2006

aviso

O Adam Green está a cantar nos Quase Famosos.
Mas neste blog começa a ouvir-se o eco de tão abandonado que anda... Meninos: where has your love gone?


Jessica Simpson, where has your love gone, its not in your music, no.
You need a vacation, to wake up the cavemen and take them to Mexico.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.

My body's in shambles encrusted with brambles that sharpen the air I breathe.
What's on the menu, Jessica can you, take down my order please.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong.
Your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died.

Tomorrow gets closer, a purple bulldozer is calling you on the phone.
Your love life precedes you, your son-in-law feeds you, injections of Cortisone.

Jessica, Jessica Simpson, you've got it all wrong. your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died. Jessica Simpson where has your love gone, its not in your music, so where has it gone? then, Jessica...

If there's a war, I'll sleep with you before you get killed


-Why do you carry on with your virginity? Virginity is nothing! You can loose it riding a bycicle
-I never knew that. I must be careful. I'm going to get a bycicle in London

E assim, com To Die A Virgin aí está ele, o grande, o único Neil Hannon, de volta com os seus The Divine Comedy e o novo album Victory for the Comic Muse. Parece que já ultrapassou o trauma do primeiro album Fanfare For The Comic Muse, durantes anos rejeitado pelo próprio Neil e hoje objecto de culto para coleccionadores (não, eu não) e lança, oficialmente dia 19 de Junho, 11 músicas novas cheias de shalalas, açúcar, violinos e passarinhos pelo ar, com um cheirinho a Liberation, muito melhor que Absent Friends.

Agora só me resta esperar que ele decida apanhar o avião para Lisboa o mais depressa possível.

Aqui podem ouvir duas faixas de Victory for The Comic Muse o parece-que-será single Diva Lady e uma-personal-favorite The Light of Day.

14 June 2006

como aproveitar melhor o local de trabalho

Os dias de trabalho alucinados são também uma boa oportunidade para passar muito tempo a ouvir música, muita música. Como viciada que sou já estabeleci no atelier a minha rede de troca de cds e mp3 com colegas melómanos... tenho para todos os gostos e semanalmente recebo novas doses de novidade.
Ainda a rodar insistentemente no meu gira-discos estão os Camera Obscura e sabe deus como eu sobrevivi tantos anos sem ouvir estes escoceses. A minha vida tem mais passarinhos hoje.
Do projecto Voom Voom de Peter Kruder (dos Kruder & Dorfmeister) ao novo Fundamental dos Pet Shop Boys (bom, muito bom, tão bom!), passando pelo Scale de Mathew Herbert, The Racounters, bom, Maio foi um mês muito bom.
E The Divine Comedy. Mas o Neil merece um post só para ele.

hopeless

- you can't help the people who can't help themselves
- those are exactly the ones you should be helping

13 June 2006

birthday girl

Não é para todos ter um amigo com um microfone, um amplificador e umas colunas na varanda de um primeiro andar no castelo. Não é para todos que ele grite "e agora vamos cantar os parabéns à sara". Não é para todos que uma rua inteira apinhada de gente adira em plenos pulmões ao desafio. Não é para todos fazer anos na noite mais lisboeta do ano. Não é para todos. Foi só para mim.

09 June 2006

dia da entrega soundtrack

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright

Always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright

You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want

It always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it´s all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh I know it's no fun

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright.

Whatever, Oasis

e as saudades de acreditar piamente nisto...


ps.: Não sei se entenderam mas a "data de entrega" foi constantemente adiada e é um conceito cada vez mais abstracto, meaningless até. Mas parece que acabou mesmo.

08 June 2006

la crisis en portugal

Agora que consigo chegar a casa quase a tempo de ver o telejornal completo sou inundada com futebol, mais futebol, oh e futebol. Se fosse criança acharia que o Scolari era o homem mais importante do país, um presidente ou coisa assim (o que me leva à horrífica conclusão que talvez seja...).
Por isso cá em casa agora somos iberistas (que não me ouçam no Parlamento, mas que disparate, os deputados estão a ver o Costinha a cuspir para o chão, que mais interessa?) e vemos o telejornal... da TVE. Olé!

blog hopping #1

É bom voltar a saltitar pela blogosfera e redescobrir a Inês a cascar forte e feito nas imbecilidades deste país. Obrigada por escreveres!

07 June 2006

e as nuvens lá em cima...


"Não ouvimos falar muito das nuvens que vemos aqui por cima. Ninguém acha digno de nota o facto de, algures por cima do oceano, atravessarmos a voar uma imensa ilha de algodão branco, que poderia servir na perfeção de assento a um amigo ou ao próprio Deus, num quadro de Piero della Francesca. Ninguém se levanta da cabina para anunciar com a solenidade devida que, do outro lado da janela, estamos a voar por cima de uma nuvem, acontecimento que teria feito com que Leonardo e Poussin, Claude e Constable se detivessem."

in A Arte de Viajar de Alain de Botton

30 May 2006

véspera de entrega soundtrack

You're sorta stuck where you are
But, in your dreams you can buy expensive cars,
or live on mars and have it your way

And you hate your boss at your job
well in your dreams you can blow his head off
in your dreams
show no mercy

And all your bad days will end
And all your bad days will end
You have to sleep late when you can
And all your bad days will end

The Flaming Lips, Bad Days

E as saudades da manhã de domingo...

véspera de entrega soundtrack

Ooh! Get me away from here I'm dying
Play me a song to set me free
Nobody writes them like they used to
So it may as well be me
Here on my own now after hours
Here on my own now on a bus
Think of it this way
You could either be successful or be us
With our winning smiles, and us
With our catchy tunes, and us
Now we're photogenic
You know, we don't stand a chance
Oh, I'll settle down with some old story
About a boy who's just like me
Thought there was love in everything and everyone
You're so naive!
After a while they always get it
They always reach a sorry end
Still it was worth it as I turned the pages solemnly, and then
With a winning smile, the boy
With naivety succeeds
At the final moment, I cried
I always cry at endings

Oh, that wasn't what I meant to say at all
From where I'm sitting, rain
Washing against the lonely tenement
Has set my mind to wander
Into the windows of my lovers
They never know unless I write
"This is no declaration, I just thought I'd let you know goodbye"
Said the hero in the story
"It is mightier than swords
I could kill you sure
But I could only make you cry with these words"

Belle & Sebastian, Get Me Away From Here, I'm Dying

E as saudades do silêncio...

véspera de entrega soundtrack

I used to think
As birds take wing
They sing through life so why can't we?
You cling to this
You claim the best
If this is what you're offering
I'll take the rain

I'll take the rain

I'll take the rain

REM, I'll take the rain

E as saudades da chuva no Verão...

vésperas de entrega soundtrack

Faz impressão o trabalho que se tem em ser superficial
Faz-me impressão e baralho o vulgar e o intelectual

Sinto depressão conforme perco tempo essencial
Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal

Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital
Tendo para mais louco não sou patológico como um papel vegetal

Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal
Faz-me um favor estou perdido indica-me algo de fundamental

Acho que o que gosto em mim o que me emotiva é uma preguiça transcendental
E em ti o que me torna em afimo que me cativa é esse sorriso vertical
como um impressão digital

Sinto-te uma fotocópia prefiro o original
Edição revista e aumentada cordão umbilical
Exclusivo a morder a página em papel jornal

GNR, Impressões Digitais

E as saudades do Frágil...

23 May 2006

http://moshimoshiii.blogspot.com/

há um ano a despir o kimono...

Omedetou gozaimasu.
Domo arigatou gozaimasu a todos os que por aqui passam

Enquanto eu continuo enrolada em feltros alsfáticos e telas betuminosas deixo-vos, em jeito de agradecimento, os Green Comma, a banda que o Jann conheceu no avião para ao Japão e proporcionou grandes momentos à comunidade estrangeira de Tokyo... em concertos, no karaoke, no sushi, correndo o mundo underground de Tokyo... Para relembrar o (meu) Oriente aqui fica a lindíssima vocalista Reiko Fujikawa a cantar para vocês... Poozaa... (não faço ideia o que ela diz)


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20 May 2006

mas em tom de rebeldia vim de chinelos

Nestes dias de sol há quem vá para a praia, para o campo, durma a sesta, leia livros, ouça música, beba uma caipirinha com um amigo. E há quem vá para o atelier. Infelizmente imensos por esse mundo fora ao sábado vão para o atelier. Ou para o escritório, ou para o gabinete, ou para a fábrica, ou para a loja. Eu vim para o atelier. E amanhã também virei e depois também e depois e depois. Não me custa assim tanto e até prefiro o ambiente calmo do fim-de-semana para trabalhar, mas o reflexo do sol lá fora lembra-me que enfiar os pés na areia é tão bom.

17 May 2006

17

A nossa vida é cheia de acontecimentos especiais e, com o passar dos anos, quase todos os dias contêm em si celebrações. Maio é, para mim, um mês bom para ter saudades e para celebrar.
16 de maio foi o dia em q deixei o Japão. Com a diferença horária, nem sei exactamente se era mesmo 16 de maio ou quão comprido foi esse 16 de maio. Seja como for foi há um ano que deixei o Japão, foi há um ano a última vez q estive no aeroporto da portela a ser revistada na alfândega, com os amigos a suspirar de tédio pelo atraso provocado pela greve de controladores aéreos em França, lá fora a engendrar planos de libertação e cartazes "free sara san".

17 de maio é o dia nacional da Noruega. O dia em que se comemora a sua independência de 7 décadas, se veste o traje típico e tudo sai à rua em desfiles e paradas. É sem dúvida o dia mais animado do ano, mesmo que assim que o sol se põe as ruas fiquem de novo desertas (até mais que nos outros dias) e todos fujam para as festas privadas onde podem continuar a beber até cair.

Também eu pensava que o 17 de maio de 2006 ia significar a minha liberdade, pelo menos condicional, do projecto de execução, mas não, não me parece possível com a entrega adiada até ao final do mês.
Assim também continuo um pouco adiada nas celebrações de um ano neste país à beira-mar plantado.

06 May 2006

e qual é a tua disponibilidade?

perguntou ele.

Apeteceu-me dizer "pouca" mas disse "total".

Até já. Vou só ali continuar a dar cabo de um projecto de execução. Quantos são?

29 April 2006

that fresh feeling

You don't have a clue,
what it is like
to be next to you.

I'm here to tell you,
that it is good,
that it is true.

Birds singing a song,
old paint is peeling,
this is that fresh
that fresh feeling.
Words can't be that strong,
my heart is reeling,
this is that fresh,
that fresh feeling.

Try, try to forget,
what's in the past,
tomorrow is here.

Love, orange sky above,
lighting your way
there's nothing to fear.

Some people are good,
babe in the hood,
so pure and so free.

I'd make a safe bet,
you're gonna get,
whatever you need.

28 April 2006

é hoje! todos ao frágil!

Entre 25 de Abril e 1 de Maio calha sempre bem uma festa. Uma festarola onde o povo trabalhador e oprimido faz uma pausa na jornada de luta para fazer sapateado ao som dos êxitos da revolução. Os Quase Famosos, essa trupe de DJ’s demagógicos, providenciam o momento de relaxo e recreio. É já na sexta, 28 de Abril, na danceteria Frágil.

"Sara, estás muito bem posicionada"

Disse-me ela há dois anos quando passei à frente do seu gabinete.
"Por favor não me diga isso! São só duas vagas, até posso ficar maravilhosamente posicionada em terceiro lugar e ficar em terra!"
"Amanhã digo-te!"
"Amanhã?, pensei eu. E o que é que faço com os nervos o resto do dia?
Voltei para o atelier tentando trabalhar enquanto pensava amanhã, amanhã, e tudo ficará diferente. Não esperei tanto. Às 18 do outro lado da linha ouvi "Sara, foste seleccionada! Parabéns! Não te disse que estavas bem posicionada?"
Vou para o Japão?
"Vais para o Japão. Sim, mas antes tens que ir a um seminário a Paris."
Vou para o Japão? E para Paris?
"Siiiim. Passa cá segunda para assinares os papéis. Parabéns!"

E fui para o Japão.

26 April 2006

quem sabe faz a hora não espera acontecer

O jantar tinha-me caído mal e não os acompanhei para mais uma bebida. Em frente à televisão com o livro no colo procurava reunir a energia suficiente para me levantar e fazer um chá. No canal 1 começou o concerto do Zeca Afonso no Coliseu, o seu último concerto. De repente sou transportada para a minha infância. Eu e o meu irmão crescemos a ouvir Zeca Afonso, Manel Freire, Chico Buarque, Geraldo Vandré e tantos outros cantores de “intervenção”. Lembro-me de ter medo ao ouvir a Morte Saiu À Rua. A minha música preferida era A Mulher da Erva. Fazia sempre chorar. No dia do funeral do Zeca Afonso chorei como se tivesse morrido o meu avô e não devia ter mais de 6 anos.

Cresci com os cravos, nas manifestações às cavalitas do meu pai, cresci com as histórias do fascismo, com os relatos do que era ser preso político e sempre num misto de dúvida e espanto, eu que sempre fui muito abespinhada, com o simples facto de não se poder dizer o que se pensava.
Não há comentário que mais me irrite que esses que dizem que temos que ultrapassar o 25 de Abril e banalizam as manifestações e discursos do dia. Por mim falava-se do 25 abril o ano inteiro, falava-se bem e falava-se mal, falava-se do PREC, do 25 de Novembro, das FP-25, falava-se do Salazar, da PIDE, do Tarrafal, da Guerra Colonial, dos erros, das conquistas sociais, e até dos complexos idiotas de “temos que ultrapassar o 25 de Abril” como se esquecer o Passado nos abrilhantasse o Futuro.
Ao fim de uns míseros 32 anos já não interessa, a Liberdade é já um valor tão garantido que nem o questionamos e podemos ignorar.
Ainda bem que se podem dizer tantos disparates. Eu, pelo menos um dia no ano, agradeço a todos os que morreram pela Liberdade, e a todos os que ainda morrem pela Liberdade pelo mundo fora. E nunca esquecerei o 25 de Abril que mudou a minha vida antes de nascer. Nem o Zeca Afonso.

24 April 2006

oops...para animar quem trabalha nas supostas pontes uma piadinha geek

Aos que trabalham com AutoCAD:
pressionem duas vezes a letra "o" e depois enter. Não tem graça?

ihihihihih. Sou muito geek e estou em sintonia com a malta da AutoDesk.

Adenda: Parece que não funciona em todas as versões... Usualmente, no AutoCAD, quando se carrega em duas letras que não estão associadas a nenhum comando aparece qualquer coisa como "unknown command". Na versão que eu uso (2006 LT) se eu carregar "oo" aparece OOPS! ihihihihih

também fui à festa sueca


Royksopp, What Else is There


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irasshaimase não se cansa de recomendar

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

(Sim, hora estúpida para quem trabalha. Desculpem, se soubesse que era tão bom podiam ter tentado ir hoje)

irasshaimase recomenda outra vez

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

irasshaimase recomenda

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

18 April 2006

dare mo shiranai *


As ruas. As lojas de conveniência. As casas pré-fabricadas. As luzes. Os fios eléctricos pendurados por todo o lado. A cabine telefónica. Hanami. As bolas de carne. Os noodles instantâneos. O som de japoneses a comer noodles. As bicicletas. Os uniformes escolares. Sushi. Totoro. Karaoke. Apartamentos em galeria. As portas que abrem para fora. Tatami. Pachinko. Os táxis. Os comboios. As bicicletas. Haneda airport. Shinjuku. Nakayama. A voz irritantemente japonesa da mãe. Os sorrisos infantis. A inexpressividade facial. A obediência.A responsabilidade. A contenção. A solidão.

* Ninguém Sabe, filme japonês no King. Numa periferia de Tokyo igualzinha aos sítios onde vivi. Para quem gostava de ler o From Tokyo with Love... o filme é Tokyo, para lá de Roppongi Hills.

17 April 2006

5 mn de fama

Convidaram-me para falar sobre o meu blog numa reportagem para a sic. Apesar de terrivelmente lisonjeada, recusei (o que seria da minha imagem misteriosa se descobrissem que não ando de kimono todo o dia? hein?). As reacções de familiares e amigos próximos não se fizeram esperar: Que eu estava a ser parva, que era "uma óptima maneira de te promoveres", que "nesta sociedade da comunicação tens que aparecer para te conhecerem", que podia pôr no currículo, etc etc. Têm certamente razão, fui parva e devia ter aproveitado. Mas não consigo deixar de pensar que criticamos os big brothers e as cinhas deste país por usarem os media para se promoverem e, no entanto, aconselhamos métodos semelhantes.


Nota: Infelizmente por motivos ligados à Novis não vos pude informar que a reportagem passou sábado à tarde com o Pedro Mexia (Estado Civil), a Carla Hilário Quevedo (Bomba Inteliegente) e Franciso José Viegas (A Origem das Espécies).

16 April 2006

post declaradamente hostil contra a Sonae e contra a OPA à PT

Estou aqui sentada em computador alheio a pensar como é difícil lutar contra as corporações (Não comprem serviços Clix). A pensar como há umas quantas empresas que exigem, exigem, usam e abusam dos consumidores que deviam respeitar (Não mudem o telefone para a Novis). A pensar como nesta aparente liberdade nos enredámos numa teia tecnológica da qual é cada vez mais complicado sair (Não façam compras no Continente). A pensar como há horas desperdiçadas com incompetência alheia (Não, nunca mudem para a Novis).
Não vou reviver a experiência de Outubro quando, depois de 3 meses à espera SÓ demoraram um mês a ligar-me efectivamente o telefone e a internet.
Nessa altura, quando tudo parecia bem, pedidos de desculpa feitos e tudo ("Vamos oferecer-lhe duas mensalidades de telefone e tuditudo") chegam as facturas a cobrar internet em meses em que nem modem tinham entregue e pior cobraram TODAS as chamadas feitas para o 800 10 20 30, uma linha dita gratuito de apoio ao cliente ("24h 7 dias por semana para melhor o servir" - e melhor o cobrar) . Escusado dizer que foram MUITAS chamadas. Novos telefonemas, não queremos pagar por serviços que não utilizámos nem chamadas ditas gratuitas. Pois com certeza, mandam-nos esperar por um futuro contacto para esclarecer tudo.
Até há uma semana atrás, nada, rien. Entretanto o telefone funcionava, a internet também, pagámos todas as facturas posteriores que sempre pareceram correctas. Há uma semana recebemos uma chamada. Porque é que ainda não tínhamos pago as facturas de Outubro e Novembro... Rrrrrr, porque nos disseram para esperar, talvez? Coitadinha da Novis. Sentiu-se abandonada. Esqueci-me que devia ligar todos os meses para saber como estava a nossa relação. Entretanto nem um vislumbre de conseguirmos recuperar o nosso dinheiro... Nessa noite cortaram-nos o telefone e a internet. Já estou absolutamente farta de todos os Pedros, Nunos, Patrícias, esses operadores de call centers que eu respeito e não invejo o posto mas que são de uma inutilidade impressionante...
É bom saber que uma empresa que trata assim tão bem os seus clientes quer comprar a PT. Vamos ficar todos tão melhor servidos. Infelizmente eu tive um problema com a Novis mas não há garantias que uma situação destas não tivesse acontecido com qualquer outra empresa...

11 April 2006

underwater pub


Um dos meus sítios favoritos em Oslo é o Underwater Pub. No Underwater Pub (o nome vem da decoração vagamente inspirada no mundo submarino - no comments) às terças e quintas canta-se ópera. Há só um piano a acompanhar e os cantores são amadores mas bons.
Confesso aqui para o mundo que um dos meus sonhos (para a realização do qual nunca fiz nada) era ser cantora de ópera. Adoro, adoro ópera e comovo-me imenso em quase todas as que vejo (infelizmente não vou tão frequentemente quanto gostaria).
Esta foto que até me saiu bem foi tirada quando interpretavam a Barcarole do Offenbach.

10 April 2006

enquanto não me sento a escrever vamos passear por oslo outra vez

É bom saber que não bastam os quilos e quilos de neve por todo o lado. Se estivermos inspirados pelos graus negativos sempre podemos engolir um gelado e gelar por dentro também! (Apent=Aberto)


Um raiozinho de sol e os noruegueses saltam para as esplanadas. Ui, 2 graus positivos e é só sorrisos e confraternizações nas esplanadas. O sol norueguês é, até meados de Maio uma experiência torturante, ele está lá, ele até brilha, mas na pele não se sente nada! Para quem torra em Lisboa em Novembro é muuuito estranho. No entanto, nunca é demais dizer que em Oslo há muito mais esplanadas e muito mais vida ao ar livre que na nossa linda capital bafejada por este clima magnífico (até começarmos a derreter em Julho).

Esta é a avenida principal Karl Johan com o palácio onde a realeza mora.

Fresca e fofa. Neve virgem. (Não, não, a seguir a tirar a foto não saltei para cima desta camada imaculada. Mas apetecia!)


Aviso aos transeuntes do perigo queda das estalactites de gelo que se formam nos telhados dos prédios. Eu levei com uma mini-avalanche (até foi divertido) mas com nenhuma espada de gelo!

31 March 2006

oslo souvenir

Wanna go for a ride?

Baía / fjord de Oslo

Lago Sognsvann gelado e cheio de neve.
(Sim eu andei sobre água à la Jesus Cristo)

30 March 2006

arte pública



Há dois motivos porque eu não gosto de graffiters: o primeiro são os tags, essas "assinaturas" espalhadas por todo o lado, essa criancice de deixar a sua marca em todo o lado como um cão a demarcar território e que não passa de barulho e agressão gratuita. O segundo motivo é usarem spray em pedras, em monumentos, em igrejas. Se virem alguma vez alguma empresa especializada a limpar uma pedra suja de graffiti aproximem-se. Vejam a forma agressiva como os ácidos do spray corroem a pedra e a violência ainda maior dos métodos para remover a tinta. Eu até ouço as pedras gritar.

Dito isto há pelo menos 318623521312653 motivos para eu adorar graffiters: as cores, os temas, a maneira divertida, irónica como dão cor à cidade, como criam momentos de beleza e cumplicidade no lufa-lufa citadino...
Vi na Única do Expresso um artigo sobre um rapaz que se diverte a fotografar estes apontamentos de arte pública. São graffitis, stencils, stickers, etc. Um olho atento por Lisboa e Caldas (e se calhar mais sítios) que podem espreitar em http://fixacaoproibida.blogspot.com/.

Ps: as fotos em cima são tiradas pelo meu sushi-phone nesse antro de perdição que é o Bairro Alto.

arte pública - o mestre

Ainda sobre graffiti trouxe um livro de Londres dum artista genial, irónico, assertivo, cruel e muito verdadeiro que me foi apresentado há dois anos e que é de uma criatividade imensa, Banksy.


O livro traz muito mais informação que o site e podem sentir um cheirinho aqui.

28 March 2006

primeiro dia

Os primeiros dias num trabalho novo são engraçados. Não são assim tão diferentes dos primeiros tempos quando nos mudamos para uma cidade nova. O espaço é estranho e não sentimos nada como nosso. Numa cidade nova, no início temos dificuldade em memorizar o caminho para o supermercado, perdemos-nos a caminho da estação embora sejam-só-duas-ruas. Num trabalho novo, as faces dos novos colegas misturam-se e não atinamos com os nomes. Olho para eles e imagino-me daqui as uns meses a trocar piadas ao almoço ou a trocar cds. Pergunto-me com quais sentirem mais empatia, com quais me vou chatear, quais os mais disponíveis para uma palavra amiga, com quem irei ao café. Nos primeiros dias confundimos as impressoras, não sabemos onde estão os x-actos, a cola ou as pastas no computador. Nuns meses alguém vai dizer "a Sara é que arrumou isso, ela é que sabe", nos primeiros dias ninguém me pergunta nada. E eu, eu só observo.

26 March 2006

sons de cá para lá

E neste meu mini-mini-tour europeu fartei-me de ouvir Nouvelle Vague, já há uns tempos a tocar no meu iSushi. De Oslo a Londres we're only making plans for Nigel...

O que me leva à pergunta mais desejada e ao mesmo tempo mais temida... como é que se põe música no blog...?

voltei de lá

Enquanto estive fora alguém podia ter dito ao Zé Diogo Quintela que ele não tem jeitinho nenhum para dj.
Enquanto estive fora alguém podia ter feito aprovar uma lei que proibisse fumar em espaço fechados (noruega 1 - portugal 0)

voltei, voltei

Apesar de terem sido apenas 10 dias é muito bom saber que há amigos que tiveram saudades nossas.

voltei

É impressão minha ou está um calor dos diabos em Lisboa?

Sabe mesmo bem sair à rua e não sentir a cara a enregelar...

20 March 2006

low cost rules

O bom de voar com companhias low cost com ar manhoso e que nos largam em aeroportos a 2 horas da cidade onde queremos ir e' a liberdade das ligacoes que podemos fazer (bom, e o preco, e' verdade). Se no regresso de Oslo tenho que parar em Londres porque nao ficar uns dias para apanhar um pouco da adrenalina da cidade mais cosmopolita da Europa?

14 March 2006

letras norueguesas, sons estranhos

ååååååååååååååååååååå
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øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø

from oslo with love

Ignorem stress no post anterior. stop. Em Oslo tudo fanta'stico. stop. Frio como o caracas. stop. Mas sabe mesmo bem. stop. Montes de neve por todo o lado. stop. Ryanair e' um especta'culo. stop. Nao parece que passaram quatro anos. stop. Ja' vi 2 filmes japoneses :). stop. A amizade sobrevive mesmo aos anos. stop. Oslo e' mesmo caro. stop. Mas e' que e' estupidamente caro. stop. Dizem que nao se deve voltar ao sitio onde se foi feliz and that is all bullshit! stop.

12 March 2006

censura de estilo

Nos regulamentos sobre bagagens das companhias aéreas devia haver uma cláusula especial para miúdas com 1,75m que não gostam de roupa apertada e que vão viajar para sítios onde estão cerca de 5 graus negativos.

11 March 2006

dos dias inquietos


Detesto despedir-me. E no entanto não consigo deixar de criar situações de partidas e chegadas.
A despedida que mais me custou foi a de Oslo. Seis meses de diversão, amizade, independência num constante hype de alegria culminaram numa dor em Portugal. Durante anos a simples menção da cidade de Oslo apertava-me o coração. Oslo é uma cidade sem qualquer encanto especial tirando ter sido uma das minhas melhores experiências de vida. O local onde confirmei que nasci para o Mundo e aprendi a pensar sobre mim e os outros. A dor de Oslo só foi minorada com a ida para o Japão, como se me queixasse da garganta e de repente ficasse com uma dor de cabeça mais forte, deixei de pensar tanto na garganta. E, no entanto, o Japão foi diferente. Talvez já avisada pela ressaca de Oslo, talvez porque o Japão é mais duro, mais difícil e me sentisse mais sozinha. Em Oslo não me preparei para o embate porque não sabia que ele existia. No Japão passei o tempo todo a tentar proteger-me dele. Não consegui.

Podiam perguntar-me se isso te custa tanto porque raio te enfias em aviões de um lado para o outro? Não consigo evitar. A minha curiosidade é mais forte. A maior parte do tempo penso que é positivo mas muitas vezes gostava de ser menos inquieta. Ou menos emotiva. E pergunto-me porque é que me custa tanto?

Numa semana apenas despedi-me de amigos japoneses para o outro lado do mundo, despedi-me do local onde trabalho e (a lembrança de oslo não era inocente) vou voltar a um dos locais onde fui feliz. Estou numa pilha de nervos criada totalmente por mim. Serei estúpida? Eu devia proteger-me mais destas montanhas russas emocionais em que me enfio mas não consigo.
Até já.

08 March 2006

viagem ao japão

Ontem, por umas horas, estive no Japão. Que bom que foi ouvir japonês. Que bom que foi ouvir o Ando sensei falar, falar no seu tom pausado e o seu british accent. Que bom que foi recordar histórias antigas, ouvir as novidades, saber de amigos deixados longe. Que bom que foi ver tanto japonês apaixonado por Lisboa. Ontem parecia mais uma estrangeira numa noite amena em Lisboa. Ontem encurtei os milhares de km que me separam do Japão. Que bom que foi. Que saudades.

07 March 2006

dos dias inquietos

Gosto da minha vida num turbilhão de sentimentos. É desgastante mas faz-me sentir viva.

dos dias inquietos

Tenho um encontro com os meus professores do Japão em visita supersónica à pátria lusa. Prevê-se um estado de ressaca amanhã, física e espiritual.

dos dias inquietos

Escrever ajuda-me a ordenar os pensamentos. Passo os dias em frente a um computador sem que saia uma palavra. Saiem riscos, linhas, manchas, azulejos, camas, paredes. Tudo menos palavras. Tenho saudades dos dias em que escrevia. Ajudava-me a ordenar os pensamentos.

dos dias inquietos

Escrever é difícil. Escrever dá trabalho. Juntar as letras até vá (até vá mas mal que a minha dislexia exige revisões constantes, e mesmo assim). Juntar as palavras e que juntas façam sentido, é difícil. Gasta-se tempo. E para quê?

01 March 2006

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #5

Leio tudo o que vejo à frente. Panfletos, anúncios, ecrans, posters, cartazes, t-shirts, embalagens, tudo o que tiver letras eu leio. O mais ridículo é que fazia o mesmo no Japão onde não percebia nada. Mas tentava.(Sim, era cansativo). Faz-me aflição não conseguir ler.

p.s.(a.)m.d.m.
hábito (afinal não tão) estranho #4

Começo a ler as revistas pelo fim. (É quando penso que até me poderia dar bem se soubesse ler japonês ou árabe)

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #3

Quando algo me chateia, irrita ou entristece a sério penso como sentirei esse assunto daí a um ano. Se concluir que será uma lembrança ténue relativizo logo a coisa. Se concluir que continuará a incomodar-me, dói ainda mais na altura.
(O que me vale é que confio muito na minha má memória)

p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #2

Quanto estou meio melancólica cultivo a onda depressiva com músicas tristes (qualquer coisa perto tindersticks, chopin, aimee mann, grandaddy). Já acabei a rir com tanto blue mood concentrado.

para saberem (ainda) mais de mim
hábito (afinal não tão) estranho #1

Guardo religiosamente agendas de anos anteriores e frequentemente abro-as para saber o que estava a fazer no mesmo dia no ano anterior.

Agora faço o mesmo com o blog.

para saberem mais de mim

Via Quebra

Four jobs I've had:

1. Voluntária aos gritos na Expo
2. Voluntária caladinha
3. Explicadora de Português a japoneses
4. Brincar aos arquitectos

Four movies I can watch over and over:

1. Out of Africa
2. Cinema Paraíso
3. Before Sunrise
4. High Fidelity

Four places I've lived:

1. Oslo
2. Chiba
3. Tokyo
4. Lisboa, Lisboa, Lisboa

Four places I'd like to live:

1. New York
2. Estocolmo
3. Istambul
4. Barcelona

Four TV shows I love:

1. 24
2. 6 Feet Under
3. Lost
4. Sex & City
Posso continuar?
5. Seinfeld
6. CSI
7. Jack & Jill
8. Simpsons
9. E outros tantos.


Four places I've vacationed (moving from one to the other):

1. Inter-rail com as amigas (melhor parte: viagem nocturna freaky entre nice e irun)
2. Tokyo-Kyoto sozinha em 10 horas e 7 mudanças de comboio
3. Londres-Oslo com os melhores companheiros de viagem de sempre (um velhote norueguês e um americano a resmungar c os preços do alcool noruegueses - e devidamente bastecido no freeport de heathrow)
4. Tallin-Estocolmo com 2 australianos que estavam a dar uma volta ao mundo (e uma garrafa de tequilla amiga!)

Four of my favorite dishes:

1. Bife Pimenta
2. Pizza (I'm sooo easy)
3. Sopa
4. Sushi (of course!)

Four sites I visit daily:

1. Mais do que devia

Four places I would rather be right now:

1. Right now? pode parecer estranho mas estou bem onde estou.
2. Ok, ao spa em Bali não dizia que não.

Four bloggers I am tagging:

1. Nenhum e todos! Sintam-se à vontade! Queremos saber coisas!

27 February 2006

a ponte

É um daqueles dias em que podia proferir impropérios a quem me faz ir trabalhar num dia que metade da cidade ficou em casa. E no entanto, num dia como este, agradeço a quem me fez levantar cedo da cama para aproveitar os momentos soalheiros desta manhã de primavera em Fevereiro nesta cidade meio vazia.

24 February 2006

from shanghai with love

O programa Contacto lança jovens licenciados por esse mundo fora há já 9 anos. A novidade deste último programa é que muitos destes aventureiros têm blogs onde relatam as suas experiências. Não vou aqui listar todos (até porque não sei!) mas o meu olho oriental já pescou dois em Shanghai e, enfim, não consigo deixar de sorrir ao ver o embate ocidente-oriente (se bem que - e olhem que isto é muito sério - os chineses não têm nada a ver com os japoneses) e sentimentos semelhantes aos que vivi ao chegar ao Japão. São eles a Guida (arquitecta!) e o João. Sempre fui contra a ideia de grupos de portugueses no estrangeiro (para falar a minha lingua com os meus compatriotas ficava em casa, não?) mas na China aplaudo a decisão de viverem juntos, até porque encontraram uma mansão hiper luxuosa!. A nós resta-nos continuar a seguir a aventura daqui da beira do Atlântico.

23 February 2006

segredos


Todos escondemos segredos, coisas que temos medo de dizer aos outros, que nos envergonham, humilham, assustam, que podem destruir vidas ou são tão nossos que se tornam banais ou sem sentido assim que proferidos. Há um sítio que recebe os nossos segredos. Postsecret é uma iniciativa dum qualquer Frank em Maryland que tem caixa aberta para receber todos os segredos do mundo que caibam num postal 4-by-6-inch.
O mais incrível é a empatia imediata que se sente com aquelas confissões anónimas, algumas reprováveis e impossíveis de admitir socialmente e no fundo tão humanas e tão universais.
Agora será que ao gritarmos os nossos segredos anonimamente há alguma transformação em nós? Hei-de experimentar.

É um tipo de iniciativa que nunca poderia funcionar em Portugal. Em três tempos o tal Frank era descoberto (embora a identidade do Fank não importe muito) e dava entrevistas na tv. Entretanto o Frank já tinha percebido que a miúda que tinha atropelado um cão era na realidade prima duma vizinha da madrinha que conhecia o dono do café onde o dono do cão bebia o café todos os dias. O rapaz ia reconhecer a letra da ex-namorada. Tudo estragado. Portugal é tão pequeno que nem podemos gritar os nossos segredos anonimamente.

temos então não temos

via sms

Não te queres mascarar de cowgirl lésbica comigo? É que temos de preparar a máscara.

*suspiro*

22 February 2006

junkie

Há uns tempos estava eu numa farmácia quando um rapaz de aspecto duvidoso para os pârametros ditos normais entrou na dita farmácia, chegou ao balcão e depositou nele uma moeda de 50 cêntimos. Sem trocarem uma palavra, o farmacêutico abriu uma gaveta, tirou uma seringa e colocou-a no balcão. Num ápice, o rapaz agarrou-a e saiu porta fora.

Agora, cada vez que deixo 50 cêntimos no balcão de um qualquer café pela minha "dose" de cafeína lembro-me dessa cena.

21 February 2006

give me the words

In a manner of speaking I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing

In a manner of speaking I don’t understand
How love in silence becomes reprimand
But the may I feel about you is beyond words

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing

Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking Semantiks won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel might have to be sacrificed

So in a manner of speaking
I just want to say
That like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing

Oh give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words

patience

O Micah já cá canta em casa (f-i-n-a-l-m-e-n-t-e) mas parece que perdi a aposta. Damn.

20 February 2006

crash into me

"It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In L.A., nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something."

Graham (Don Cheadle) after crashing his car in an accident in Crash.

19 February 2006

brokeheart

Fui ver o Brokeback Mountain. Saí do filme achando que "não era nada de especial" e que lhe faltava qualquer coisa para ser mais convincente, para ser mais tocante. E no entanto o filme não me sai da cabeça (e não é só pelo Heath Ledger). Muito se tem escrito sobre o filme. A que mais me choca é que a história é uma banal história de um amor incompreendido. Que seria a mesma coisa se fosse um casal heterossexual e que a nota homossexual é apenas uma maneira de re-contar a mesma história. Não acho mesmo nada. E quem melhor fala sobre isso encontrei no blog da Inês:

"For to see Brokeback Mountain as a love story, or even as a film about universal human emotions, is to misconstrue it very seriously — and in so doing inevitably to diminish its real achievement.
Both narratively and visually, Brokeback Mountain is a tragedy about the specifically gay phenomenon of the "closet" — about the disastrous emotional and moral consequences of erotic self-repression and of the social intolerance that first causes and then exacerbates it."

"Their final vacation together (before Jack is beaten to death in what is clearly represented, in a flashback, as a roadside gay-bashing incident) is poisoned by mutual recriminations. "I wish I knew how to quit you," the now nearly middle-aged Jack tearfully cries out, humiliated by years of having to seek sexual solace in the arms of Mexican hustlers. "It's because of you that I'm like this—nothing, nobody," the dirt-poor Ennis sobs as he collapses in the dust. What Ennis means, of course, is that he's "nothing" because loving Jack has forced him to be aware of real passion that has no outlet, aware of a sexual nature that he cannot ignore but which neither his background nor his circumstances have equipped him to make part of his life. Again and again over the years, he rebuffs Jack's offers to try living together and running "a little cow and calf operation" somewhere, hobbled by his inability even to imagine what a life of happiness might look like. "

A fonte original e completa aqui, também via Educação Sentimental. Recomendo uns minutos de atenção.

16 February 2006

travel to the future

Encontrei um site via Fastio que baseando-se numa lógica discutível de que as viagens no futuro serão possíveis, mesmo que daqui a 500 anos, propõe a quem quiser tornar-se membro a entrega duma certa quantia de dinheiro que, não sei muito bem como, se transforma em imenso daqui a 500 anos e será utilizado por alguém que nos virá buscar ao passado para um tour no futuro. No site explicam tudo e a ideia é divertida. De qualquer maneira apenas pedem 10 dólares à partida! Claro que pode ser um barrete dos diabos como venderem bocados da Lua e coisas que tal, mas eu gosto da ideia desta ligação umbilical com um descendente no futuro...

monday monday

Não partilho da ideia generalizada de que a segunda-feira é o pior dia da semana. É talvez até o melhor dia da semana de trabalho. A segunda-feira é um dos poucos dias em que os meus neurónios ainda toleram actividades sociais depois das 19, capacidade que vai desaparecendo ao longo da semana para começar lentamente a ser recuperada na quinta-feira (sob grande esforço), com mais energia na sexta (ante a maravilhosa perspectiva de acordar tarde no sábado) e finalmente mais decentemente sábado à noite. Aliás sábado é, sem dúvida, o melhor dia da semana completa. Descobrir o prazer de um dia inteiro cheio de promessas é um dos lados positivos de trabalhar. Mesmo assim a segunda-feira é um dia bom!

do suicídio dos meus neurónios

Tenho notado que a minha actividade profissional contribui em grande parte para o suicídio em massa dos meus neurónios.
Por exemplo, muitas vezes, nas minhas actividades diárias encontro-me defronte de uma plotter (nota: para quem não saiba, uma plotter é uma impressora muito grande). As plotters são criaturas curiosas com um poder imenso. Tenho uma relação algo tensa com a minha plotter (minha é claramente um termo que posso utilizar dada a nossa relação de proximidade apesar de não ter contribuído para a sua aquisição). Ao alimentá-la com os rolos e as folhas ela dá imensas ordens: alinha as margens da folha com as linhas azuis, carrega no enter, escolhe o tipo de papel, levanta a alavanca azul, levanta a janela, baixa a alavanca azul, um sem número de ordens a que eu submissamente obedeço. Nunca falho, enrolo o que sobra do rolo, fecho a janela, faço tudo como ela manda. É então que ela começa a verificar o papel e uns olhinhos correm o papel duma ponta à outra, inspeccionando-o. Não consigo deixar de me sentir algo traída por esta falta de confiança. Eu cumpro tudo o que ela diz mas zumba ela tem que verificar o papel. Eu sou uma pessoa responsável e de confiança sua plotterzinha dum raio! Eu sei o que estou a fazer! Não te vou estragar com papel errado! O que é que eu tenho que fazer para que confies em mim???!!!

Com este tipo de pensamentos não há neurónio que resista. Eu acho que a plotter tem é ciúmes.

eu aposto que não

Caro Pedro Mexia,
Mal sabia eu que, um dia, ao ir escutar um daqueles debates do "é a cultura estúpido" (em que invariavelmente adormeço, mas a culpa não é sua) iria andar a perseguir um rapazito texano pelas fnacs de Lisboa. É que há coisas a que não consigo resistir e perseguir novidades é uma delas. O Micah é realmente fantástico mas teima em não chegar às minhas mãos. Tenho entretanto aprofundado as minhas ligações com os trabalhadores da fnac mas parece-me que estes contactos priveligiados não apressam a chegada do Micah e anseio pelo dia em que estaremos finalmente juntos.
Estas coisas da internet têm bastante graça porque se não fosse isso como teria ouvido a sua sugestão? Não vou enumerar a quantidade de acontecimentos engraçados que acontecem todos os dias pela net. Até porque se calhar contam-se pelos dedos de uma mão. Ou talvez não. Pensando bem outro acontecimento engraçado foi conhecer os Três Pastelinhos (mesmo que os miúdos agora já não me liguem nenhuma) e, é verdade!, também esse encontro foi proporcionado por si Pedro Mexia! Não sabia disso claro.
É realmente engraçado este mundo mas estou a desviar-me. Agora o que nós gostaríamos de saber, houve uma aposta feita e tudo caro Pedro Mexia, porque nós levamos a sua vida a sério... foi ou não a Famalicão ouvir o Micah?

13 February 2006

sou eu e o aga khan

Também eu sempre achei que a diversidade de opiniões era estimulante.

Somerset

Gostei tanto d'O Fio da Navalha (que li num dia! ah quem me dera ficar doente mais vezes!) que já estou a ler A Servidão Humana também do Somerset Maugham. Afinal não era nada terrível como me haviam afiançado mas um relato na primeira pessoa dos percursos dum pequeno grupo familiar misturando uma procura pessoal intemporal com um retrato da América e Europa (entenda-se Paris e Londres) em várias épocas. Fascinante.

embora este blog não seja a xis

"- Pensei que a sabedoria estivesse em estabelecer um equilíbrio entre as necessidades do corpo e as do espírito.
- Isso é justamente o que os hindus afirmam que nós, ocidentais, não fizemos. Acham que, com as nossas inúmeras invenções, fábricas, máquinas, e tudo o que elas produzem, procuramos a felicidade em coisas materiais. Ora, a felicidade não está na matéria, mas nas coisas espirituais. E acham que o caminho que escolhemos conduz à destruição."

in O Fio da Navalha de Somerset Maugham

so true

"- O Oriente pode ensinar ao Ocidente mais do que o Ocidente julga"

in O Fio da Navalha de Somerset Maugham

o que é que te faz Acreditar?

"Se foi um Deus bom e todo-poderoso quem criou o Mundo, porque motivo criou o Mal? Dizia os frades: para que o Homem, dominando os instintos maus, resistindo à tentação, aceitando a dor, a tristeza e a infelicidade, como provações enviadas por Deus, como instrumentos de purificação, se tornasse finalmente merecedor de graça. Isto parecia-me o mesmo que mandar um rapaz com um recado a determinado lugar e depois, para lhe dificultar a tarefa, construir um labirinto por onde se veria forçado a passar, cavar um fosso que teria de atravessar a nado e, finalmente, erguer um muro que seria obrigado a escalar. Não estava em mim acreditar num Deus sábio que não tinha senso prático."

in O Fio da Navalha de Somerset Maugham

estranhas situações

"No decorrer da minha existência, tenho-me visto em estranhas situações. Mais de uma vez, estive bem próximo da morte. Em inúmeras ocasiões, respirei uma atmosfera de romance, tendo disto a certeza no próprio momento. Viajei a cavalo através da Ásia Central, pela estrada que Marco Polo tomou para chegar às fabulosas terras de Catay; tomei um copo de chá russo num correcto salão de Petrogrado, enquanto um homenzinho de paletó preto e calças listradas me contava, na sua voz macia, como assassinara um grão-duque; sentado numa sala de visitas de Westminster, ouvi a serena perfeição de um trio de Haydn, ao piano, enquanto as bombas explodiam lá fora; mas não creio que me tenha encontrado em mais estranha situação do que naquele momento, sentado numa das cadeiras de estofo vermelho do alegre restaurante, durante horas a fio, enquanto Larry falava de Deus e da Eternidade, do Absoluto e das cansadas rodas de interminável reprodução."

in O Fio da Navalha de Somerset Maugham

e todos ficariam satisfeitos

"- Estiveste tanto tempo fora da América, Elliott, que te esqueceste de que neste país as raparigas não se casam só para satisfazer as mães e os tios - disse Mrs. Bradley com um sorriso árido.
- Isto não é motivo de orgulho, Luísa - replicou Elliott bruscamente. - Graças a uma experiência de trinta anos, posso asseverar-te que o casamento que é considerado do ponto de vista de posição, fortuna e igualdade de meio, tem vantagem sobre o casamento de amor. Em França, que afinal de contas é o unico país civilizado do mundo, Isabel não hesitaria em casar-se com Gray; ao fim de um ou dois anos, se a tal se sentisse inclinada, tornar-se-ia amante de Larry; Gray instalaria uma actriz de fama num luxuoso apartamento, e todos ficariam satisfeitos."

in O Fio da Navalha de Somerset Maugham

11 February 2006

uma vantagem de estar doente

é poder ler, ler, sabendo que não nos podemos levantar da cama logo só nos resta ler, ler, ler.

porque nos levamos tão a sério?

Acredito que haja manifestaçõs físicas das nossas ansiedades.
Há 9 meses que me angustiava a total incerteza do (meu) amanhã. Digam o que disserem, carpe diem bla bla bla, todos precisamos de acreditar num amanhã, todos precisamos de fazer planos, de delinear estratégias, de pensar o amanhã. Se realmente vivêssemos como se não houvesse amanhã andávamos esgotados de tanta excitação e ansiedade. É preciso saber que há um amanhã, que há um ontem, que há um caminho que percorremos e que há mais pela frente e, principalmente, ver que esse amanhã não está tão encoberto. Na realidade está, obviamente (a não ser para a Maya mas é uma linha de valor acrescentado), mas é preciso acreditar que o que queremos hoje, o que fazemos hoje tem alguma repercussão no futuro.
Há 9 meses que me angustiava com a total indefinição do (meu) amanhã. Estando perante o enorme privilégio de ter na mão o meu destino (sim, pois, inebriada no estonteante poderio que um grãozinho de areia tem no deserto) não sabia que caminho lhe dar. Estava tão ansiosa com o próximo passo esquecendo-me que num caminho à tantas não se distiguem as pedras. Queria ir para fora, queria ficar cá, queria isto, queria aquilo, enfim claramente não sabia o que queria. Bem, e ainda não sei. Mas não saber não pode ser um motivo para constantemente adiar decisões, para continuar de braços caídos. Parei de me armar em parva e consegui mais um pedaço de caminho, do caminho que quero percorrer. Por agora é mais um ano num super trabalho em Lisboa! Subarashi!
Acredito que haja manifestações físicas das nossas ansiedades. Terça pus fim a uma angústia de 9 meses. Quarta reached out and touched faith. Quinta caí na cama com 39º de febre.

09 February 2006

isenção e imparcialidade. are these words familiar to you?

Ouço na rádio que o Governo abriu no centro e norte do país bolsas de emprego para imigrantes. No final da notícia, a jornalista diz “recordo que o país está em crise, os portugueses não tem emprego, o PIB desce…” bla, bla.
Incentivar a xenofobia, quem, eu?

in the mode for love































Para celebrar o concerto de ontem à noite deixo aqui esta foto do Dave Gahan para exemplificar que há homens que podem vestir camisolas manga-à-cava, coletes, botins com salto, calças justas, fatos de lantejoulas, tatuar cruzes, pôr brilhantina no cabelo* e dar concertos aos pulinhos e saltos histéricos e mesmo assim serem masculinos e sexys como o diabo.
Têm, claro, é que ser o Dave Gahan.

*Meninos, não tentem isto em casa. Nenhuma das opções. Quer dizer eu tenho um certo fetiche com camisolas manga-à-cava, mas devo ser só eu mesmo e de qualquer maneira só há um certo tipo de homens que as pode usar e eu não consigo determinar porquê. Joguem pelo seguro: Não.

nota

Não sei se repararam mas eu fiquei contente por ter encontrado uma foto duma multidão japonesa para ilustrar o post de ontem...

07 February 2006

breaking news

Passar uns minutos de manhã a saltar pela casa cantando o novo single dos belle & sebastian deixa-me muito muito bem-disposta!

You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat

move slower

O filme da gueisha fez-me lembrar como a sensibilidade, o requinte dos detalhes e apreciação pela beleza da cultura japonesa contrastam tão violentamente com a cultura americana. E europeia, by the way.

06 February 2006

todos à cultura!

Está a decorrer um ciclo de cinema alemão no King. No alto da minha inocência achei que 3 minutos antes do documentário sobre Instambul começar dava à vooooontaaade para comprar o bilhete, sentar-me confortavelmente num local central e a meio da plateia e disfrutar de 100 minutos sobre a mais europeia das cidades asiáticas...
Pois.
"Menina, já só temos na segunda fila! "
"Ohhh, a sério?"
"Quer ou não quer?"
Não, não quero que ainda sou muito nova para ficar vesga.
É impressão minha ou há uns anos estas coisas (i.e. programas cinéfilos temporários e esporádicos) estavam quase sempre às moscas? Seja o que for que se ande a passar ainda bem, ainda bem que tudo enche! Agora é dar-lhe mais tempo para comprar o bilhete a horas.

03 February 2006

qualidade de vida

Há certamente alguma ironia no facto de, ao começar a trabalhar, a minha qualidade de vida tenha diminuído. Sendo que aos 25 é já para mim humilhação suficiente viver com os meus pais no meu quarto de adolescente, pedir mesada raia o nonsense. Ou seja agora, que comecei a trabalhar, sei como se sente 70% da população portuguesa: pennyless!
Mas como se diz, a necessidade aguça o engenho, e a poupança faz-me andar a pé (adiando ad-eterno o meu trauma automobilístico) e almoçar frequentemente numa cantina (é claro que sou estudante de economia minha senhora, olhe aqui 2 euros microeconómicos!).
Há, no entanto, certos hábitos que custam a despegar... custa abrir mão dos cinemas, dos espectáculos, da gulbenkian, da culturgest e do ccb, de comprar os cds, os livros... É que quando nos habituamos ao luxo custa deixá-lo. Mas bolas, 15€ por um romance parece-me um assalto! Considero agora bem mais seriamente a cinemateca e os descontos à segunda e no outro dia descobri um admirável mundo novo: as bibliotecas de lisboa! Meus amigos aquilo é um espectáculo! Têm os catálogos completos disponíveis online, pesquisar é fácil e até agora, não me desiludiram (sendo que só procurei dois livros...), há a modalidade entrega-ao-domicílio, etc.
Aaahhh... tal como a neve, é incrível como a felicidade pode vir de coisas tão simples! Agora, por 15 dias tenho O Fio da Navalha do Somerset Maugham em casa. No fim do livro, já não devo estar tão feliz. Ouvi dizer que é "terrível".

30 January 2006

sobre o brokeback mountain

Eu, por exemplo, sempre achei que entre o clint eastwood e o charles bronson havia uma relação especial. Aquela harmónica... muito subtil.

29 January 2006

life is what happens while you're busy making plans

8% do mundo so far



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da cidade

"No meio desta máquina, sem autor e sua vítima, nasce, vive e morre o homem, que criou a cidade para o prolongar, para o servir para ser mais rico, para viver melhor, para ser mais feliz, numa palavra. Mas os seus contactos com a mater natura são mínimos porque a cidade coneporânea é, por definição, contra a natureza e quando a aceita e apenas para demonstrar que pode dominá-la; os contactos com o seu semelhante são episódicos, ocasionais ou forçados porque a cidade esmera-se em ser anti-social e destrói todas as bases de uma vida social harmónica; os seus movimentos são difíceis porque apesar de toda a sua rede de auto-estradas, dos seus metropolitanos, dos seus helicópteros, a cidade é cada vez menor para os veículos que a assediam; a sua habitação é defeituosa porque ele vive empilhado em ediícios monstruosos ou velhas construções ultrapassadas ou nas ilusórias "casas com jardim" dos subúrbios; a sua saúde física e espiritual periga porque a cidade não lhe oferece normalmente condições de vida física equilrada e o seu excessivo dinamismo cria-lhe terríveis doenças mentais - numa palavra, a sua liberdade não existe porque a cidade contemporânea se transformou numa verdadeira prisão."

Fernando Távora, in Da Organização do Espaço, 1962, edições faup

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