23 May 2006

http://moshimoshiii.blogspot.com/

há um ano a despir o kimono...

Omedetou gozaimasu.
Domo arigatou gozaimasu a todos os que por aqui passam

Enquanto eu continuo enrolada em feltros alsfáticos e telas betuminosas deixo-vos, em jeito de agradecimento, os Green Comma, a banda que o Jann conheceu no avião para ao Japão e proporcionou grandes momentos à comunidade estrangeira de Tokyo... em concertos, no karaoke, no sushi, correndo o mundo underground de Tokyo... Para relembrar o (meu) Oriente aqui fica a lindíssima vocalista Reiko Fujikawa a cantar para vocês... Poozaa... (não faço ideia o que ela diz)


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20 May 2006

mas em tom de rebeldia vim de chinelos

Nestes dias de sol há quem vá para a praia, para o campo, durma a sesta, leia livros, ouça música, beba uma caipirinha com um amigo. E há quem vá para o atelier. Infelizmente imensos por esse mundo fora ao sábado vão para o atelier. Ou para o escritório, ou para o gabinete, ou para a fábrica, ou para a loja. Eu vim para o atelier. E amanhã também virei e depois também e depois e depois. Não me custa assim tanto e até prefiro o ambiente calmo do fim-de-semana para trabalhar, mas o reflexo do sol lá fora lembra-me que enfiar os pés na areia é tão bom.

17 May 2006

17

A nossa vida é cheia de acontecimentos especiais e, com o passar dos anos, quase todos os dias contêm em si celebrações. Maio é, para mim, um mês bom para ter saudades e para celebrar.
16 de maio foi o dia em q deixei o Japão. Com a diferença horária, nem sei exactamente se era mesmo 16 de maio ou quão comprido foi esse 16 de maio. Seja como for foi há um ano que deixei o Japão, foi há um ano a última vez q estive no aeroporto da portela a ser revistada na alfândega, com os amigos a suspirar de tédio pelo atraso provocado pela greve de controladores aéreos em França, lá fora a engendrar planos de libertação e cartazes "free sara san".

17 de maio é o dia nacional da Noruega. O dia em que se comemora a sua independência de 7 décadas, se veste o traje típico e tudo sai à rua em desfiles e paradas. É sem dúvida o dia mais animado do ano, mesmo que assim que o sol se põe as ruas fiquem de novo desertas (até mais que nos outros dias) e todos fujam para as festas privadas onde podem continuar a beber até cair.

Também eu pensava que o 17 de maio de 2006 ia significar a minha liberdade, pelo menos condicional, do projecto de execução, mas não, não me parece possível com a entrega adiada até ao final do mês.
Assim também continuo um pouco adiada nas celebrações de um ano neste país à beira-mar plantado.

06 May 2006

e qual é a tua disponibilidade?

perguntou ele.

Apeteceu-me dizer "pouca" mas disse "total".

Até já. Vou só ali continuar a dar cabo de um projecto de execução. Quantos são?

29 April 2006

that fresh feeling

You don't have a clue,
what it is like
to be next to you.

I'm here to tell you,
that it is good,
that it is true.

Birds singing a song,
old paint is peeling,
this is that fresh
that fresh feeling.
Words can't be that strong,
my heart is reeling,
this is that fresh,
that fresh feeling.

Try, try to forget,
what's in the past,
tomorrow is here.

Love, orange sky above,
lighting your way
there's nothing to fear.

Some people are good,
babe in the hood,
so pure and so free.

I'd make a safe bet,
you're gonna get,
whatever you need.

28 April 2006

é hoje! todos ao frágil!

Entre 25 de Abril e 1 de Maio calha sempre bem uma festa. Uma festarola onde o povo trabalhador e oprimido faz uma pausa na jornada de luta para fazer sapateado ao som dos êxitos da revolução. Os Quase Famosos, essa trupe de DJ’s demagógicos, providenciam o momento de relaxo e recreio. É já na sexta, 28 de Abril, na danceteria Frágil.

"Sara, estás muito bem posicionada"

Disse-me ela há dois anos quando passei à frente do seu gabinete.
"Por favor não me diga isso! São só duas vagas, até posso ficar maravilhosamente posicionada em terceiro lugar e ficar em terra!"
"Amanhã digo-te!"
"Amanhã?, pensei eu. E o que é que faço com os nervos o resto do dia?
Voltei para o atelier tentando trabalhar enquanto pensava amanhã, amanhã, e tudo ficará diferente. Não esperei tanto. Às 18 do outro lado da linha ouvi "Sara, foste seleccionada! Parabéns! Não te disse que estavas bem posicionada?"
Vou para o Japão?
"Vais para o Japão. Sim, mas antes tens que ir a um seminário a Paris."
Vou para o Japão? E para Paris?
"Siiiim. Passa cá segunda para assinares os papéis. Parabéns!"

E fui para o Japão.

26 April 2006

quem sabe faz a hora não espera acontecer

O jantar tinha-me caído mal e não os acompanhei para mais uma bebida. Em frente à televisão com o livro no colo procurava reunir a energia suficiente para me levantar e fazer um chá. No canal 1 começou o concerto do Zeca Afonso no Coliseu, o seu último concerto. De repente sou transportada para a minha infância. Eu e o meu irmão crescemos a ouvir Zeca Afonso, Manel Freire, Chico Buarque, Geraldo Vandré e tantos outros cantores de “intervenção”. Lembro-me de ter medo ao ouvir a Morte Saiu À Rua. A minha música preferida era A Mulher da Erva. Fazia sempre chorar. No dia do funeral do Zeca Afonso chorei como se tivesse morrido o meu avô e não devia ter mais de 6 anos.

Cresci com os cravos, nas manifestações às cavalitas do meu pai, cresci com as histórias do fascismo, com os relatos do que era ser preso político e sempre num misto de dúvida e espanto, eu que sempre fui muito abespinhada, com o simples facto de não se poder dizer o que se pensava.
Não há comentário que mais me irrite que esses que dizem que temos que ultrapassar o 25 de Abril e banalizam as manifestações e discursos do dia. Por mim falava-se do 25 abril o ano inteiro, falava-se bem e falava-se mal, falava-se do PREC, do 25 de Novembro, das FP-25, falava-se do Salazar, da PIDE, do Tarrafal, da Guerra Colonial, dos erros, das conquistas sociais, e até dos complexos idiotas de “temos que ultrapassar o 25 de Abril” como se esquecer o Passado nos abrilhantasse o Futuro.
Ao fim de uns míseros 32 anos já não interessa, a Liberdade é já um valor tão garantido que nem o questionamos e podemos ignorar.
Ainda bem que se podem dizer tantos disparates. Eu, pelo menos um dia no ano, agradeço a todos os que morreram pela Liberdade, e a todos os que ainda morrem pela Liberdade pelo mundo fora. E nunca esquecerei o 25 de Abril que mudou a minha vida antes de nascer. Nem o Zeca Afonso.

24 April 2006

oops...para animar quem trabalha nas supostas pontes uma piadinha geek

Aos que trabalham com AutoCAD:
pressionem duas vezes a letra "o" e depois enter. Não tem graça?

ihihihihih. Sou muito geek e estou em sintonia com a malta da AutoDesk.

Adenda: Parece que não funciona em todas as versões... Usualmente, no AutoCAD, quando se carrega em duas letras que não estão associadas a nenhum comando aparece qualquer coisa como "unknown command". Na versão que eu uso (2006 LT) se eu carregar "oo" aparece OOPS! ihihihihih

também fui à festa sueca


Royksopp, What Else is There


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irasshaimase não se cansa de recomendar

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

(Sim, hora estúpida para quem trabalha. Desculpem, se soubesse que era tão bom podiam ter tentado ir hoje)

irasshaimase recomenda outra vez

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

irasshaimase recomenda

Megacities de Michael Glawogger

[26 Abril, 14h45, Londres 1]

18 April 2006

dare mo shiranai *


As ruas. As lojas de conveniência. As casas pré-fabricadas. As luzes. Os fios eléctricos pendurados por todo o lado. A cabine telefónica. Hanami. As bolas de carne. Os noodles instantâneos. O som de japoneses a comer noodles. As bicicletas. Os uniformes escolares. Sushi. Totoro. Karaoke. Apartamentos em galeria. As portas que abrem para fora. Tatami. Pachinko. Os táxis. Os comboios. As bicicletas. Haneda airport. Shinjuku. Nakayama. A voz irritantemente japonesa da mãe. Os sorrisos infantis. A inexpressividade facial. A obediência.A responsabilidade. A contenção. A solidão.

* Ninguém Sabe, filme japonês no King. Numa periferia de Tokyo igualzinha aos sítios onde vivi. Para quem gostava de ler o From Tokyo with Love... o filme é Tokyo, para lá de Roppongi Hills.

17 April 2006

5 mn de fama

Convidaram-me para falar sobre o meu blog numa reportagem para a sic. Apesar de terrivelmente lisonjeada, recusei (o que seria da minha imagem misteriosa se descobrissem que não ando de kimono todo o dia? hein?). As reacções de familiares e amigos próximos não se fizeram esperar: Que eu estava a ser parva, que era "uma óptima maneira de te promoveres", que "nesta sociedade da comunicação tens que aparecer para te conhecerem", que podia pôr no currículo, etc etc. Têm certamente razão, fui parva e devia ter aproveitado. Mas não consigo deixar de pensar que criticamos os big brothers e as cinhas deste país por usarem os media para se promoverem e, no entanto, aconselhamos métodos semelhantes.


Nota: Infelizmente por motivos ligados à Novis não vos pude informar que a reportagem passou sábado à tarde com o Pedro Mexia (Estado Civil), a Carla Hilário Quevedo (Bomba Inteliegente) e Franciso José Viegas (A Origem das Espécies).

16 April 2006

post declaradamente hostil contra a Sonae e contra a OPA à PT

Estou aqui sentada em computador alheio a pensar como é difícil lutar contra as corporações (Não comprem serviços Clix). A pensar como há umas quantas empresas que exigem, exigem, usam e abusam dos consumidores que deviam respeitar (Não mudem o telefone para a Novis). A pensar como nesta aparente liberdade nos enredámos numa teia tecnológica da qual é cada vez mais complicado sair (Não façam compras no Continente). A pensar como há horas desperdiçadas com incompetência alheia (Não, nunca mudem para a Novis).
Não vou reviver a experiência de Outubro quando, depois de 3 meses à espera SÓ demoraram um mês a ligar-me efectivamente o telefone e a internet.
Nessa altura, quando tudo parecia bem, pedidos de desculpa feitos e tudo ("Vamos oferecer-lhe duas mensalidades de telefone e tuditudo") chegam as facturas a cobrar internet em meses em que nem modem tinham entregue e pior cobraram TODAS as chamadas feitas para o 800 10 20 30, uma linha dita gratuito de apoio ao cliente ("24h 7 dias por semana para melhor o servir" - e melhor o cobrar) . Escusado dizer que foram MUITAS chamadas. Novos telefonemas, não queremos pagar por serviços que não utilizámos nem chamadas ditas gratuitas. Pois com certeza, mandam-nos esperar por um futuro contacto para esclarecer tudo.
Até há uma semana atrás, nada, rien. Entretanto o telefone funcionava, a internet também, pagámos todas as facturas posteriores que sempre pareceram correctas. Há uma semana recebemos uma chamada. Porque é que ainda não tínhamos pago as facturas de Outubro e Novembro... Rrrrrr, porque nos disseram para esperar, talvez? Coitadinha da Novis. Sentiu-se abandonada. Esqueci-me que devia ligar todos os meses para saber como estava a nossa relação. Entretanto nem um vislumbre de conseguirmos recuperar o nosso dinheiro... Nessa noite cortaram-nos o telefone e a internet. Já estou absolutamente farta de todos os Pedros, Nunos, Patrícias, esses operadores de call centers que eu respeito e não invejo o posto mas que são de uma inutilidade impressionante...
É bom saber que uma empresa que trata assim tão bem os seus clientes quer comprar a PT. Vamos ficar todos tão melhor servidos. Infelizmente eu tive um problema com a Novis mas não há garantias que uma situação destas não tivesse acontecido com qualquer outra empresa...

11 April 2006

underwater pub


Um dos meus sítios favoritos em Oslo é o Underwater Pub. No Underwater Pub (o nome vem da decoração vagamente inspirada no mundo submarino - no comments) às terças e quintas canta-se ópera. Há só um piano a acompanhar e os cantores são amadores mas bons.
Confesso aqui para o mundo que um dos meus sonhos (para a realização do qual nunca fiz nada) era ser cantora de ópera. Adoro, adoro ópera e comovo-me imenso em quase todas as que vejo (infelizmente não vou tão frequentemente quanto gostaria).
Esta foto que até me saiu bem foi tirada quando interpretavam a Barcarole do Offenbach.

10 April 2006

enquanto não me sento a escrever vamos passear por oslo outra vez

É bom saber que não bastam os quilos e quilos de neve por todo o lado. Se estivermos inspirados pelos graus negativos sempre podemos engolir um gelado e gelar por dentro também! (Apent=Aberto)


Um raiozinho de sol e os noruegueses saltam para as esplanadas. Ui, 2 graus positivos e é só sorrisos e confraternizações nas esplanadas. O sol norueguês é, até meados de Maio uma experiência torturante, ele está lá, ele até brilha, mas na pele não se sente nada! Para quem torra em Lisboa em Novembro é muuuito estranho. No entanto, nunca é demais dizer que em Oslo há muito mais esplanadas e muito mais vida ao ar livre que na nossa linda capital bafejada por este clima magnífico (até começarmos a derreter em Julho).

Esta é a avenida principal Karl Johan com o palácio onde a realeza mora.

Fresca e fofa. Neve virgem. (Não, não, a seguir a tirar a foto não saltei para cima desta camada imaculada. Mas apetecia!)


Aviso aos transeuntes do perigo queda das estalactites de gelo que se formam nos telhados dos prédios. Eu levei com uma mini-avalanche (até foi divertido) mas com nenhuma espada de gelo!

31 March 2006

oslo souvenir

Wanna go for a ride?

Baía / fjord de Oslo

Lago Sognsvann gelado e cheio de neve.
(Sim eu andei sobre água à la Jesus Cristo)

30 March 2006

arte pública



Há dois motivos porque eu não gosto de graffiters: o primeiro são os tags, essas "assinaturas" espalhadas por todo o lado, essa criancice de deixar a sua marca em todo o lado como um cão a demarcar território e que não passa de barulho e agressão gratuita. O segundo motivo é usarem spray em pedras, em monumentos, em igrejas. Se virem alguma vez alguma empresa especializada a limpar uma pedra suja de graffiti aproximem-se. Vejam a forma agressiva como os ácidos do spray corroem a pedra e a violência ainda maior dos métodos para remover a tinta. Eu até ouço as pedras gritar.

Dito isto há pelo menos 318623521312653 motivos para eu adorar graffiters: as cores, os temas, a maneira divertida, irónica como dão cor à cidade, como criam momentos de beleza e cumplicidade no lufa-lufa citadino...
Vi na Única do Expresso um artigo sobre um rapaz que se diverte a fotografar estes apontamentos de arte pública. São graffitis, stencils, stickers, etc. Um olho atento por Lisboa e Caldas (e se calhar mais sítios) que podem espreitar em http://fixacaoproibida.blogspot.com/.

Ps: as fotos em cima são tiradas pelo meu sushi-phone nesse antro de perdição que é o Bairro Alto.

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