16 April 2006

post declaradamente hostil contra a Sonae e contra a OPA à PT

Estou aqui sentada em computador alheio a pensar como é difícil lutar contra as corporações (Não comprem serviços Clix). A pensar como há umas quantas empresas que exigem, exigem, usam e abusam dos consumidores que deviam respeitar (Não mudem o telefone para a Novis). A pensar como nesta aparente liberdade nos enredámos numa teia tecnológica da qual é cada vez mais complicado sair (Não façam compras no Continente). A pensar como há horas desperdiçadas com incompetência alheia (Não, nunca mudem para a Novis).
Não vou reviver a experiência de Outubro quando, depois de 3 meses à espera SÓ demoraram um mês a ligar-me efectivamente o telefone e a internet.
Nessa altura, quando tudo parecia bem, pedidos de desculpa feitos e tudo ("Vamos oferecer-lhe duas mensalidades de telefone e tuditudo") chegam as facturas a cobrar internet em meses em que nem modem tinham entregue e pior cobraram TODAS as chamadas feitas para o 800 10 20 30, uma linha dita gratuito de apoio ao cliente ("24h 7 dias por semana para melhor o servir" - e melhor o cobrar) . Escusado dizer que foram MUITAS chamadas. Novos telefonemas, não queremos pagar por serviços que não utilizámos nem chamadas ditas gratuitas. Pois com certeza, mandam-nos esperar por um futuro contacto para esclarecer tudo.
Até há uma semana atrás, nada, rien. Entretanto o telefone funcionava, a internet também, pagámos todas as facturas posteriores que sempre pareceram correctas. Há uma semana recebemos uma chamada. Porque é que ainda não tínhamos pago as facturas de Outubro e Novembro... Rrrrrr, porque nos disseram para esperar, talvez? Coitadinha da Novis. Sentiu-se abandonada. Esqueci-me que devia ligar todos os meses para saber como estava a nossa relação. Entretanto nem um vislumbre de conseguirmos recuperar o nosso dinheiro... Nessa noite cortaram-nos o telefone e a internet. Já estou absolutamente farta de todos os Pedros, Nunos, Patrícias, esses operadores de call centers que eu respeito e não invejo o posto mas que são de uma inutilidade impressionante...
É bom saber que uma empresa que trata assim tão bem os seus clientes quer comprar a PT. Vamos ficar todos tão melhor servidos. Infelizmente eu tive um problema com a Novis mas não há garantias que uma situação destas não tivesse acontecido com qualquer outra empresa...

11 April 2006

underwater pub


Um dos meus sítios favoritos em Oslo é o Underwater Pub. No Underwater Pub (o nome vem da decoração vagamente inspirada no mundo submarino - no comments) às terças e quintas canta-se ópera. Há só um piano a acompanhar e os cantores são amadores mas bons.
Confesso aqui para o mundo que um dos meus sonhos (para a realização do qual nunca fiz nada) era ser cantora de ópera. Adoro, adoro ópera e comovo-me imenso em quase todas as que vejo (infelizmente não vou tão frequentemente quanto gostaria).
Esta foto que até me saiu bem foi tirada quando interpretavam a Barcarole do Offenbach.

10 April 2006

enquanto não me sento a escrever vamos passear por oslo outra vez

É bom saber que não bastam os quilos e quilos de neve por todo o lado. Se estivermos inspirados pelos graus negativos sempre podemos engolir um gelado e gelar por dentro também! (Apent=Aberto)


Um raiozinho de sol e os noruegueses saltam para as esplanadas. Ui, 2 graus positivos e é só sorrisos e confraternizações nas esplanadas. O sol norueguês é, até meados de Maio uma experiência torturante, ele está lá, ele até brilha, mas na pele não se sente nada! Para quem torra em Lisboa em Novembro é muuuito estranho. No entanto, nunca é demais dizer que em Oslo há muito mais esplanadas e muito mais vida ao ar livre que na nossa linda capital bafejada por este clima magnífico (até começarmos a derreter em Julho).

Esta é a avenida principal Karl Johan com o palácio onde a realeza mora.

Fresca e fofa. Neve virgem. (Não, não, a seguir a tirar a foto não saltei para cima desta camada imaculada. Mas apetecia!)


Aviso aos transeuntes do perigo queda das estalactites de gelo que se formam nos telhados dos prédios. Eu levei com uma mini-avalanche (até foi divertido) mas com nenhuma espada de gelo!

31 March 2006

oslo souvenir

Wanna go for a ride?

Baía / fjord de Oslo

Lago Sognsvann gelado e cheio de neve.
(Sim eu andei sobre água à la Jesus Cristo)

30 March 2006

arte pública



Há dois motivos porque eu não gosto de graffiters: o primeiro são os tags, essas "assinaturas" espalhadas por todo o lado, essa criancice de deixar a sua marca em todo o lado como um cão a demarcar território e que não passa de barulho e agressão gratuita. O segundo motivo é usarem spray em pedras, em monumentos, em igrejas. Se virem alguma vez alguma empresa especializada a limpar uma pedra suja de graffiti aproximem-se. Vejam a forma agressiva como os ácidos do spray corroem a pedra e a violência ainda maior dos métodos para remover a tinta. Eu até ouço as pedras gritar.

Dito isto há pelo menos 318623521312653 motivos para eu adorar graffiters: as cores, os temas, a maneira divertida, irónica como dão cor à cidade, como criam momentos de beleza e cumplicidade no lufa-lufa citadino...
Vi na Única do Expresso um artigo sobre um rapaz que se diverte a fotografar estes apontamentos de arte pública. São graffitis, stencils, stickers, etc. Um olho atento por Lisboa e Caldas (e se calhar mais sítios) que podem espreitar em http://fixacaoproibida.blogspot.com/.

Ps: as fotos em cima são tiradas pelo meu sushi-phone nesse antro de perdição que é o Bairro Alto.

arte pública - o mestre

Ainda sobre graffiti trouxe um livro de Londres dum artista genial, irónico, assertivo, cruel e muito verdadeiro que me foi apresentado há dois anos e que é de uma criatividade imensa, Banksy.


O livro traz muito mais informação que o site e podem sentir um cheirinho aqui.

28 March 2006

primeiro dia

Os primeiros dias num trabalho novo são engraçados. Não são assim tão diferentes dos primeiros tempos quando nos mudamos para uma cidade nova. O espaço é estranho e não sentimos nada como nosso. Numa cidade nova, no início temos dificuldade em memorizar o caminho para o supermercado, perdemos-nos a caminho da estação embora sejam-só-duas-ruas. Num trabalho novo, as faces dos novos colegas misturam-se e não atinamos com os nomes. Olho para eles e imagino-me daqui as uns meses a trocar piadas ao almoço ou a trocar cds. Pergunto-me com quais sentirem mais empatia, com quais me vou chatear, quais os mais disponíveis para uma palavra amiga, com quem irei ao café. Nos primeiros dias confundimos as impressoras, não sabemos onde estão os x-actos, a cola ou as pastas no computador. Nuns meses alguém vai dizer "a Sara é que arrumou isso, ela é que sabe", nos primeiros dias ninguém me pergunta nada. E eu, eu só observo.

26 March 2006

sons de cá para lá

E neste meu mini-mini-tour europeu fartei-me de ouvir Nouvelle Vague, já há uns tempos a tocar no meu iSushi. De Oslo a Londres we're only making plans for Nigel...

O que me leva à pergunta mais desejada e ao mesmo tempo mais temida... como é que se põe música no blog...?

voltei de lá

Enquanto estive fora alguém podia ter dito ao Zé Diogo Quintela que ele não tem jeitinho nenhum para dj.
Enquanto estive fora alguém podia ter feito aprovar uma lei que proibisse fumar em espaço fechados (noruega 1 - portugal 0)

voltei, voltei

Apesar de terem sido apenas 10 dias é muito bom saber que há amigos que tiveram saudades nossas.

voltei

É impressão minha ou está um calor dos diabos em Lisboa?

Sabe mesmo bem sair à rua e não sentir a cara a enregelar...

20 March 2006

low cost rules

O bom de voar com companhias low cost com ar manhoso e que nos largam em aeroportos a 2 horas da cidade onde queremos ir e' a liberdade das ligacoes que podemos fazer (bom, e o preco, e' verdade). Se no regresso de Oslo tenho que parar em Londres porque nao ficar uns dias para apanhar um pouco da adrenalina da cidade mais cosmopolita da Europa?

14 March 2006

letras norueguesas, sons estranhos

ååååååååååååååååååååå
æææææææææææææææææææ
µµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµ
åååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååå
øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø

from oslo with love

Ignorem stress no post anterior. stop. Em Oslo tudo fanta'stico. stop. Frio como o caracas. stop. Mas sabe mesmo bem. stop. Montes de neve por todo o lado. stop. Ryanair e' um especta'culo. stop. Nao parece que passaram quatro anos. stop. Ja' vi 2 filmes japoneses :). stop. A amizade sobrevive mesmo aos anos. stop. Oslo e' mesmo caro. stop. Mas e' que e' estupidamente caro. stop. Dizem que nao se deve voltar ao sitio onde se foi feliz and that is all bullshit! stop.

12 March 2006

censura de estilo

Nos regulamentos sobre bagagens das companhias aéreas devia haver uma cláusula especial para miúdas com 1,75m que não gostam de roupa apertada e que vão viajar para sítios onde estão cerca de 5 graus negativos.

11 March 2006

dos dias inquietos


Detesto despedir-me. E no entanto não consigo deixar de criar situações de partidas e chegadas.
A despedida que mais me custou foi a de Oslo. Seis meses de diversão, amizade, independência num constante hype de alegria culminaram numa dor em Portugal. Durante anos a simples menção da cidade de Oslo apertava-me o coração. Oslo é uma cidade sem qualquer encanto especial tirando ter sido uma das minhas melhores experiências de vida. O local onde confirmei que nasci para o Mundo e aprendi a pensar sobre mim e os outros. A dor de Oslo só foi minorada com a ida para o Japão, como se me queixasse da garganta e de repente ficasse com uma dor de cabeça mais forte, deixei de pensar tanto na garganta. E, no entanto, o Japão foi diferente. Talvez já avisada pela ressaca de Oslo, talvez porque o Japão é mais duro, mais difícil e me sentisse mais sozinha. Em Oslo não me preparei para o embate porque não sabia que ele existia. No Japão passei o tempo todo a tentar proteger-me dele. Não consegui.

Podiam perguntar-me se isso te custa tanto porque raio te enfias em aviões de um lado para o outro? Não consigo evitar. A minha curiosidade é mais forte. A maior parte do tempo penso que é positivo mas muitas vezes gostava de ser menos inquieta. Ou menos emotiva. E pergunto-me porque é que me custa tanto?

Numa semana apenas despedi-me de amigos japoneses para o outro lado do mundo, despedi-me do local onde trabalho e (a lembrança de oslo não era inocente) vou voltar a um dos locais onde fui feliz. Estou numa pilha de nervos criada totalmente por mim. Serei estúpida? Eu devia proteger-me mais destas montanhas russas emocionais em que me enfio mas não consigo.
Até já.

08 March 2006

viagem ao japão

Ontem, por umas horas, estive no Japão. Que bom que foi ouvir japonês. Que bom que foi ouvir o Ando sensei falar, falar no seu tom pausado e o seu british accent. Que bom que foi recordar histórias antigas, ouvir as novidades, saber de amigos deixados longe. Que bom que foi ver tanto japonês apaixonado por Lisboa. Ontem parecia mais uma estrangeira numa noite amena em Lisboa. Ontem encurtei os milhares de km que me separam do Japão. Que bom que foi. Que saudades.

07 March 2006

dos dias inquietos

Gosto da minha vida num turbilhão de sentimentos. É desgastante mas faz-me sentir viva.

dos dias inquietos

Tenho um encontro com os meus professores do Japão em visita supersónica à pátria lusa. Prevê-se um estado de ressaca amanhã, física e espiritual.

dos dias inquietos

Escrever ajuda-me a ordenar os pensamentos. Passo os dias em frente a um computador sem que saia uma palavra. Saiem riscos, linhas, manchas, azulejos, camas, paredes. Tudo menos palavras. Tenho saudades dos dias em que escrevia. Ajudava-me a ordenar os pensamentos.

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