26 March 2006
voltei, voltei
voltei
Sabe mesmo bem sair à rua e não sentir a cara a enregelar...
20 March 2006
low cost rules
14 March 2006
letras norueguesas, sons estranhos
æææææææææææææææææææ
µµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµµ
åååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååååå
øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø
from oslo with love
12 March 2006
censura de estilo
11 March 2006
dos dias inquietos

Detesto despedir-me. E no entanto não consigo deixar de criar situações de partidas e chegadas.
A despedida que mais me custou foi a de Oslo. Seis meses de diversão, amizade, independência num constante hype de alegria culminaram numa dor em Portugal. Durante anos a simples menção da cidade de Oslo apertava-me o coração. Oslo é uma cidade sem qualquer encanto especial tirando ter sido uma das minhas melhores experiências de vida. O local onde confirmei que nasci para o Mundo e aprendi a pensar sobre mim e os outros. A dor de Oslo só foi minorada com a ida para o Japão, como se me queixasse da garganta e de repente ficasse com uma dor de cabeça mais forte, deixei de pensar tanto na garganta. E, no entanto, o Japão foi diferente. Talvez já avisada pela ressaca de Oslo, talvez porque o Japão é mais duro, mais difícil e me sentisse mais sozinha. Em Oslo não me preparei para o embate porque não sabia que ele existia. No Japão passei o tempo todo a tentar proteger-me dele. Não consegui.
Podiam perguntar-me se isso te custa tanto porque raio te enfias em aviões de um lado para o outro? Não consigo evitar. A minha curiosidade é mais forte. A maior parte do tempo penso que é positivo mas muitas vezes gostava de ser menos inquieta. Ou menos emotiva. E pergunto-me porque é que me custa tanto?
Numa semana apenas despedi-me de amigos japoneses para o outro lado do mundo, despedi-me do local onde trabalho e (a lembrança de oslo não era inocente) vou voltar a um dos locais onde fui feliz. Estou numa pilha de nervos criada totalmente por mim. Serei estúpida? Eu devia proteger-me mais destas montanhas russas emocionais em que me enfio mas não consigo.
Até já.
08 March 2006
viagem ao japão
07 March 2006
dos dias inquietos
dos dias inquietos
dos dias inquietos
dos dias inquietos
01 March 2006
p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #5
p.s.(a.)m.d.m.
hábito (afinal não tão) estranho #4
p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #3
(O que me vale é que confio muito na minha má memória)
p.s.(a.)m.d.m.
hábito estranho #2
para saberem (ainda) mais de mim
hábito (afinal não tão) estranho #1
Agora faço o mesmo com o blog.
para saberem mais de mim
Four jobs I've had:
1. Voluntária aos gritos na Expo
2. Voluntária caladinha
3. Explicadora de Português a japoneses
4. Brincar aos arquitectos
Four movies I can watch over and over:
1. Out of Africa
2. Cinema Paraíso
3. Before Sunrise
4. High Fidelity
Four places I've lived:
1. Oslo
2. Chiba
3. Tokyo
4. Lisboa, Lisboa, Lisboa
Four places I'd like to live:
1. New York
2. Estocolmo
3. Istambul
4. Barcelona
Four TV shows I love:
1. 24
2. 6 Feet Under
3. Lost
4. Sex & City
Posso continuar?
5. Seinfeld
6. CSI
7. Jack & Jill
8. Simpsons
9. E outros tantos.
Four places I've vacationed (moving from one to the other):
1. Inter-rail com as amigas (melhor parte: viagem nocturna freaky entre nice e irun)
2. Tokyo-Kyoto sozinha em 10 horas e 7 mudanças de comboio
3. Londres-Oslo com os melhores companheiros de viagem de sempre (um velhote norueguês e um americano a resmungar c os preços do alcool noruegueses - e devidamente bastecido no freeport de heathrow)
4. Tallin-Estocolmo com 2 australianos que estavam a dar uma volta ao mundo (e uma garrafa de tequilla amiga!)
Four of my favorite dishes:
1. Bife Pimenta
2. Pizza (I'm sooo easy)
3. Sopa
4. Sushi (of course!)
Four sites I visit daily:
1. Mais do que devia
Four places I would rather be right now:
1. Right now? pode parecer estranho mas estou bem onde estou.
2. Ok, ao spa em Bali não dizia que não.
Four bloggers I am tagging:
1. Nenhum e todos! Sintam-se à vontade! Queremos saber coisas!
27 February 2006
a ponte
24 February 2006
from shanghai with love
23 February 2006
segredos

Todos escondemos segredos, coisas que temos medo de dizer aos outros, que nos envergonham, humilham, assustam, que podem destruir vidas ou são tão nossos que se tornam banais ou sem sentido assim que proferidos. Há um sítio que recebe os nossos segredos. Postsecret é uma iniciativa dum qualquer Frank em Maryland que tem caixa aberta para receber todos os segredos do mundo que caibam num postal 4-by-6-inch.
O mais incrível é a empatia imediata que se sente com aquelas confissões anónimas, algumas reprováveis e impossíveis de admitir socialmente e no fundo tão humanas e tão universais.
Agora será que ao gritarmos os nossos segredos anonimamente há alguma transformação em nós? Hei-de experimentar.
É um tipo de iniciativa que nunca poderia funcionar em Portugal. Em três tempos o tal Frank era descoberto (embora a identidade do Fank não importe muito) e dava entrevistas na tv. Entretanto o Frank já tinha percebido que a miúda que tinha atropelado um cão era na realidade prima duma vizinha da madrinha que conhecia o dono do café onde o dono do cão bebia o café todos os dias. O rapaz ia reconhecer a letra da ex-namorada. Tudo estragado. Portugal é tão pequeno que nem podemos gritar os nossos segredos anonimamente.
temos então não temos
Não te queres mascarar de cowgirl lésbica comigo? É que temos de preparar a máscara.
*suspiro*
22 February 2006
junkie
Agora, cada vez que deixo 50 cêntimos no balcão de um qualquer café pela minha "dose" de cafeína lembro-me dessa cena.
21 February 2006
give me the words
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking I don’t understand
How love in silence becomes reprimand
But the may I feel about you is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking Semantiks won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
20 February 2006
crash into me
Graham (Don Cheadle) after crashing his car in an accident in Crash.
19 February 2006
brokeheart
"For to see Brokeback Mountain as a love story, or even as a film about universal human emotions, is to misconstrue it very seriously — and in so doing inevitably to diminish its real achievement.
Both narratively and visually, Brokeback Mountain is a tragedy about the specifically gay phenomenon of the "closet" — about the disastrous emotional and moral consequences of erotic self-repression and of the social intolerance that first causes and then exacerbates it."
"Their final vacation together (before Jack is beaten to death in what is clearly represented, in a flashback, as a roadside gay-bashing incident) is poisoned by mutual recriminations. "I wish I knew how to quit you," the now nearly middle-aged Jack tearfully cries out, humiliated by years of having to seek sexual solace in the arms of Mexican hustlers. "It's because of you that I'm like this—nothing, nobody," the dirt-poor Ennis sobs as he collapses in the dust. What Ennis means, of course, is that he's "nothing" because loving Jack has forced him to be aware of real passion that has no outlet, aware of a sexual nature that he cannot ignore but which neither his background nor his circumstances have equipped him to make part of his life. Again and again over the years, he rebuffs Jack's offers to try living together and running "a little cow and calf operation" somewhere, hobbled by his inability even to imagine what a life of happiness might look like. "
A fonte original e completa aqui, também via Educação Sentimental. Recomendo uns minutos de atenção.
17 February 2006
16 February 2006
travel to the future
monday monday
do suicídio dos meus neurónios
Por exemplo, muitas vezes, nas minhas actividades diárias encontro-me defronte de uma plotter (nota: para quem não saiba, uma plotter é uma impressora muito grande). As plotters são criaturas curiosas com um poder imenso. Tenho uma relação algo tensa com a minha plotter (minha é claramente um termo que posso utilizar dada a nossa relação de proximidade apesar de não ter contribuído para a sua aquisição). Ao alimentá-la com os rolos e as folhas ela dá imensas ordens: alinha as margens da folha com as linhas azuis, carrega no enter, escolhe o tipo de papel, levanta a alavanca azul, levanta a janela, baixa a alavanca azul, um sem número de ordens a que eu submissamente obedeço. Nunca falho, enrolo o que sobra do rolo, fecho a janela, faço tudo como ela manda. É então que ela começa a verificar o papel e uns olhinhos correm o papel duma ponta à outra, inspeccionando-o. Não consigo deixar de me sentir algo traída por esta falta de confiança. Eu cumpro tudo o que ela diz mas zumba ela tem que verificar o papel. Eu sou uma pessoa responsável e de confiança sua plotterzinha dum raio! Eu sei o que estou a fazer! Não te vou estragar com papel errado! O que é que eu tenho que fazer para que confies em mim???!!!
Com este tipo de pensamentos não há neurónio que resista. Eu acho que a plotter tem é ciúmes.
eu aposto que não
Mal sabia eu que, um dia, ao ir escutar um daqueles debates do "é a cultura estúpido" (em que invariavelmente adormeço, mas a culpa não é sua) iria andar a perseguir um rapazito texano pelas fnacs de Lisboa. É que há coisas a que não consigo resistir e perseguir novidades é uma delas. O Micah é realmente fantástico mas teima em não chegar às minhas mãos. Tenho entretanto aprofundado as minhas ligações com os trabalhadores da fnac mas parece-me que estes contactos priveligiados não apressam a chegada do Micah e anseio pelo dia em que estaremos finalmente juntos.
Estas coisas da internet têm bastante graça porque se não fosse isso como teria ouvido a sua sugestão? Não vou enumerar a quantidade de acontecimentos engraçados que acontecem todos os dias pela net. Até porque se calhar contam-se pelos dedos de uma mão. Ou talvez não. Pensando bem outro acontecimento engraçado foi conhecer os Três Pastelinhos (mesmo que os miúdos agora já não me liguem nenhuma) e, é verdade!, também esse encontro foi proporcionado por si Pedro Mexia! Não sabia disso claro.
É realmente engraçado este mundo mas estou a desviar-me. Agora o que nós gostaríamos de saber, houve uma aposta feita e tudo caro Pedro Mexia, porque nós levamos a sua vida a sério... foi ou não a Famalicão ouvir o Micah?
13 February 2006
Somerset
embora este blog não seja a xis
- Isso é justamente o que os hindus afirmam que nós, ocidentais, não fizemos. Acham que, com as nossas inúmeras invenções, fábricas, máquinas, e tudo o que elas produzem, procuramos a felicidade em coisas materiais. Ora, a felicidade não está na matéria, mas nas coisas espirituais. E acham que o caminho que escolhemos conduz à destruição."
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
so true
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
o que é que te faz Acreditar?
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
estranhas situações
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
e todos ficariam satisfeitos
- Isto não é motivo de orgulho, Luísa - replicou Elliott bruscamente. - Graças a uma experiência de trinta anos, posso asseverar-te que o casamento que é considerado do ponto de vista de posição, fortuna e igualdade de meio, tem vantagem sobre o casamento de amor. Em França, que afinal de contas é o unico país civilizado do mundo, Isabel não hesitaria em casar-se com Gray; ao fim de um ou dois anos, se a tal se sentisse inclinada, tornar-se-ia amante de Larry; Gray instalaria uma actriz de fama num luxuoso apartamento, e todos ficariam satisfeitos."
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
11 February 2006
uma vantagem de estar doente
porque nos levamos tão a sério?
Há 9 meses que me angustiava a total incerteza do (meu) amanhã. Digam o que disserem, carpe diem bla bla bla, todos precisamos de acreditar num amanhã, todos precisamos de fazer planos, de delinear estratégias, de pensar o amanhã. Se realmente vivêssemos como se não houvesse amanhã andávamos esgotados de tanta excitação e ansiedade. É preciso saber que há um amanhã, que há um ontem, que há um caminho que percorremos e que há mais pela frente e, principalmente, ver que esse amanhã não está tão encoberto. Na realidade está, obviamente (a não ser para a Maya mas é uma linha de valor acrescentado), mas é preciso acreditar que o que queremos hoje, o que fazemos hoje tem alguma repercussão no futuro.
Há 9 meses que me angustiava com a total indefinição do (meu) amanhã. Estando perante o enorme privilégio de ter na mão o meu destino (sim, pois, inebriada no estonteante poderio que um grãozinho de areia tem no deserto) não sabia que caminho lhe dar. Estava tão ansiosa com o próximo passo esquecendo-me que num caminho à tantas não se distiguem as pedras. Queria ir para fora, queria ficar cá, queria isto, queria aquilo, enfim claramente não sabia o que queria. Bem, e ainda não sei. Mas não saber não pode ser um motivo para constantemente adiar decisões, para continuar de braços caídos. Parei de me armar em parva e consegui mais um pedaço de caminho, do caminho que quero percorrer. Por agora é mais um ano num super trabalho em Lisboa! Subarashi!
Acredito que haja manifestações físicas das nossas ansiedades. Terça pus fim a uma angústia de 9 meses. Quarta reached out and touched faith. Quinta caí na cama com 39º de febre.
09 February 2006
isenção e imparcialidade. are these words familiar to you?
Incentivar a xenofobia, quem, eu?
in the mode for love

Para celebrar o concerto de ontem à noite deixo aqui esta foto do Dave Gahan para exemplificar que há homens que podem vestir camisolas manga-à-cava, coletes, botins com salto, calças justas, fatos de lantejoulas, tatuar cruzes, pôr brilhantina no cabelo* e dar concertos aos pulinhos e saltos histéricos e mesmo assim serem masculinos e sexys como o diabo.
Têm, claro, é que ser o Dave Gahan.
*Meninos, não tentem isto em casa. Nenhuma das opções. Quer dizer eu tenho um certo fetiche com camisolas manga-à-cava, mas devo ser só eu mesmo e de qualquer maneira só há um certo tipo de homens que as pode usar e eu não consigo determinar porquê. Joguem pelo seguro: Não.
nota
08 February 2006
07 February 2006
breaking news
You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat
move slower
06 February 2006
todos à cultura!
Pois.
"Menina, já só temos na segunda fila! "
"Ohhh, a sério?"
"Quer ou não quer?"
Não, não quero que ainda sou muito nova para ficar vesga.
É impressão minha ou há uns anos estas coisas (i.e. programas cinéfilos temporários e esporádicos) estavam quase sempre às moscas? Seja o que for que se ande a passar ainda bem, ainda bem que tudo enche! Agora é dar-lhe mais tempo para comprar o bilhete a horas.
03 February 2006
qualidade de vida
Mas como se diz, a necessidade aguça o engenho, e a poupança faz-me andar a pé (adiando ad-eterno o meu trauma automobilístico) e almoçar frequentemente numa cantina (é claro que sou estudante de economia minha senhora, olhe aqui 2 euros microeconómicos!).
Há, no entanto, certos hábitos que custam a despegar... custa abrir mão dos cinemas, dos espectáculos, da gulbenkian, da culturgest e do ccb, de comprar os cds, os livros... É que quando nos habituamos ao luxo custa deixá-lo. Mas bolas, 15€ por um romance parece-me um assalto! Considero agora bem mais seriamente a cinemateca e os descontos à segunda e no outro dia descobri um admirável mundo novo: as bibliotecas de lisboa! Meus amigos aquilo é um espectáculo! Têm os catálogos completos disponíveis online, pesquisar é fácil e até agora, não me desiludiram (sendo que só procurei dois livros...), há a modalidade entrega-ao-domicílio, etc.
Aaahhh... tal como a neve, é incrível como a felicidade pode vir de coisas tão simples! Agora, por 15 dias tenho O Fio da Navalha do Somerset Maugham em casa. No fim do livro, já não devo estar tão feliz. Ouvi dizer que é "terrível".
30 January 2006
sobre o brokeback mountain
29 January 2006
da cidade
Fernando Távora, in Da Organização do Espaço, 1962, edições faup
turn off
- Espera. És arquitecta?
- Hmmm... siiiim...
- ...
- O quê? Tu também?
- Siiim...
- ...
27 January 2006
geração 82 - part 2
*suspiro* Cada vez compreendo mais os meus pais.
geração de 82
É suposto entender frases como esta?: gxt disso..ja vi k es um munino xeiu de kualidades..fika bjx....
já me tinha esquecido
Francisco ANACLETO Louçã?
23 January 2006
blogo...quê?
17 January 2006
nacionalidade
Se para nós chineses são iguais aos japoneses não nos pode chocar acharem-nos iguais aos espanhóis. O que, na realidade, não é mentira! Ao lado duma japonesa sou igual a uma espanhola!
E bem me lembro do marroquino que, em Oslo, me agarra na mão e me diz "és tão bonita, fazes-me lembrar as mulheres da minha aldeia em Marrocos!" Até marroquina podia ser!
yuri
É forte o Yuri.
Pinta bem o Yuri.
(Lava os pincéis e deita os restos das tinta no lavatório da casa-de-banho entupindo-o)
E também faz massagens o Yuri.
E é loiro o Yuri.
ouve-se no atelier
(suspensa, branca, redonda, linda para o projecto)
15 January 2006
pause
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
José Gomes Ferreira
revelação de ano novo
13 January 2006
spooky friday
A razão obscura do azar das sextas 13 remota a 13 de Outubro de 1307 quando Filipe IV de França, farto dos Templários, ordenou que todos os cavaleiros da Ordem fossem presos à mesma hora, tentanto eliminar a Ordem em França de modo a liquidar de modo eficiente as suas dívidas. Ah! O Poder!
* já sabemos que a boca "ah isso explica muita coisa" não tem piada.
12 January 2006
como se escreve o meu nome em japonês?
Enfim, porque o meu katakana (um dos 3 alfabetos japoneses) já não é tão bom como era dantes têm agora um site à vossa disposição que vos diz como se escreve o vosso nome... em japonês (katakana)!
Aqui: http://ohui.net/lexiquetos/nombres-japones/?nombre=Crazy+Japan%21
Enjoy.
11 January 2006
um link
09 January 2006
not for all the smiths in the world
lisboa reduzida
Vivo numa aldeia que vai do Rato ao Chiado onde todos os dias me entroso com os seus habitantes. Sonho com o dia em que vou entrar no café e sem dizer nada o senhor vai dizer "sai uma bica" como com aquela senhora que bebe todos os dia "uma italiana em chávena escaldada". Quem já me conhece são os injustiçados da Procuradoria que recentemente têm estado quase todas as manhãs de plantão à espera que sejam ressuscitados dos mortos... tres mil quinhentos e quantos mais? dias leio diariamente, e até o senhor já me cumprimentou com um bom dia e eu respondi bom dia. Mas não é nada bom pois não?
Fujo do autocarro apinhado e agradeço poder caminhar para o atelier. Cumprimento os japoneses, mais uns conhecidos. Assisto a um roubo de um cacho de uvas. Vejo o dono seguir o homem e trazê-lo pelo braço "Tem que pagar!". Faço um desvio para cheirar a magnífica árvore do Principe Real. Em cada rua que subo e desço há momentos de puro deleite sejam as colinas, seja o rio sempre tão brilhante de manhã. Na Baixa os meninos dos inquéritos já não me perguntam se podem fazer umas perguntas, os punks-malabaristas já não me pedem dinheiro, sou da casa e pennyless. Os pedintes multiplicam-se e o desespero aumenta multiplicando também os modos de pedir como o do vendedor da cais que canta e faz uns movimentos de sapateado.
Qualquer distância de metro leva-me primeiro para a periferia, Saldanha, Praça de Espanha e depois para o subúrbio, para os lados do Campo Grande ou Benfica. Belém, onde fucking subway não chega é outra aldeia, claro. Para o Parque das Nações? Não é preciso passaporte?
A minha Lisboa reduzida reduzida a cada dia que passa.
05 January 2006
a decadencia no mundo da arquitectura
Pior, era do Dia, esse mini-mercado de referencia internacional.
04 January 2006
a fraude da última noite
Como é que um concerto dos Happy Mondays se tranformou num dj-set-live-o-raio-que-o-parta-mas-porque-é-que-este-homem-só-urra é que não entendi.
Ultrajada pela desfeita (afinal tinham sido 300 km até ao Sá da Bandeira) fui reclamar com o senhor da Organização:
- Acho incrível porem Happy Mondays em letras enormes e depois népias de concerto! O que é que o senhor me diz?
-Eu? Não sei de nada. Tava escrito.
-Pois nos flyers e cartazes no Porto diziam em letras pequenas e finas dj-set-live-nho-nho-nho. Mas em letras enormes era HAPPY MONDAYS. Ora lá porque foi o fundador da banda, o Shaun Ryder não é os Happy Mondays. Nós viemos de Lisboa, vimos pela net e diziam que era um concerto.
- Vieram de Lisboa para isto?
- ?! Qual é o mal?!
- Tanta coisa tão boa que têm lá em baixo.
- Ai sim? Como o quê, por exemplo?
- De certeza que tinham melhores festas que aqui.
- Pois também me parece! Tou a ver que gosta muito de viver aqui. Seja como for isto não fica assim! Vamos reclamar!
- Como quiserem (como quem diz é para o lado que durmo melhor!)
Pfff... como dizia Rita na manhã seguinte foram bem estranhos aqueles Happy Holidays
o melhor da última noite do ano
- sair de lisboa
- galhofa no carro
- os croissants
- personal hairdesser
- personal make up artist
- um top cai-cai cheio de lantejoulas (que não caiu)
- uma sangria antes de ser adulterada
- fogo de artifício
- brigadeiros
- demorar 5 minutos a reconhecer Quim Barreiros
- "Não, aquilo não é a Torre do Clérigos"
- Dançar até que me arrastarem da pista
o melhor do ano?
03 January 2006
01 January 2006
AKEMASHITE OMEDETOU GOZAIMASU
Via Bons Ventos, Via Silêncio em Palavras
30 December 2005
do novo ano
Parece-me ser uma óptima altura para fechar o luto e este ano esquizofrénico.
Até para o ano!
do ano novo
No Ano Novo, como habitualmente, não tratei de nada. Recusei um convite para passar a efeméride com a família da minha tutora (obrigada a convidar-me pelo nosso professor). O Ano Novo é tradicionalmente muito importante para os japoneses. É a altura da reunião da família, dos rituais religiosos, da limpeza anual da casa (gostei desta), e a primeira refeição do ano é um festim regado a sake. Foi uma pena não ter podido assistir mas não gosto de obrigações, não ia obrigar a miúda a fazer de intérprete e guia e sei lá que mais numa das noites mais importantes do ano. Executei então o plano B, mais ou menos decidido às 19.43 do dia 31 de Dezembro de 2004. "Quem é que sobra? Tropas reunidas e ala para Tokyo, melhor, ala para Shibuya!" Mil discussões para arranjar um restaurante (misturar portuguese, belgas, alemães, e franco-gregos não podia dar resultado fácil).
Às 23.45 Shibuya estava a abarrotar... com estrangeiros!
Shibuya o centro por excelência da iluminação estava às escuras.
É para o fogo de artifício ter mais efeito pensei eu...
WRONG.
Um polícia japonês começa a gritar: "There will not be a countdown in Shibuya. I repeat there will not be a countdown in Shibuya" . "Ó sô guarda, já que aí está a dizer disparates ao megafone bem que podia gritar 10, 9, 8, 7,..." Não? Esquece. Por volta da meia noite começa tudo a gritar, eh eh uuuuh uuhh que felicidade que felicidade viva 2005, há champagne francês, há cerveja, há um montão de gente estranha mas olha estamos em Tokyo... yupiiii!
00:05 - pffffiuuuuuuu the end.
Ainda pensámos apanhar o último comboio para um templo porque é para onde os japonese vão depois da meia-noite. O pior é que vão TODOS mesmo e ser esmagada e espezinhada não me atraía muito. Logo, quando encontrámos outro amigos que também por ali andavam, optei por segui-los para um périplo de discotecas drum n' bass (e onde um alemão me perguntou, também ouvem isto em Portugal? Não amigo, tocamos harpa e declamamos poemas.). O sistema era impecável: entrava-se numa, pagava-se, punha-se uma pulseirinha e podíamos correr mais 4 clubes na zona.
Dancei como se não houvesse amanhã e quando o amanhã chegou fui beber um caramelo machiatto ao Starbuck's. A olhar para o cruzamento mais movimentado de Tokyo, àquela hora vazio, sentia-me completamente feliz e leve como uma pena. Voltei para o meu subúrbio às 9 da manhã, mesmo a tempo de ligar para Portugal onde era meia-noite...
28 December 2005
recent visitors by location
A todos vós em São Paulo, Reno (Nevada), Mount Laurel (New Jersey), Leichlingen (Baden-Wurttemberg), Greenville (South Carolina), Thisted (Viborg), Contagem (Minas Gerais) Rome (Lazio), Boulogne-Billancourt (Ile-de-France), A Corua (Galicia), Cornell (Cataluna), Madrid, Melbourne (Victoria), Copenhagen (Staden Kobenhavn) um grande... como é que vieram cá parar?! :)
Ahhh... a Internet... ainda me surpreende todos os dias!
Pois bem... Dear readers, accidental visitors or people-who-got-totally-lost-and spent-one-second-on-this-website Thank You, Gracias, Takk, Grazie, Merci, Arigatou (reparei que ningém me lê na Ásia. Tá mal!) e desculpem lá se não entendem nada desta língua do diabo! Se são emigrantes, Obrigado!
Para além dos meus visitantes de Linda-a-Velha, S. Domingos de Rana, São Sebastião, Bairro da Madredeus, Queluz, Belas, Arraiolos, Santarém, Aveiro, Moscavide, Porto e Lisboa em geral! Voltem Sempre!
27 December 2005
isso do natal
Não é tão animado como uns, insólito como outros, a minha família é muuuito pequena, mas foi muito bom. Como sempre. Sim porque cá em casa o Natal é todos os fins-de-semana!
21 December 2005
continuo sem saber em quem votar
Primeiro claramente não percebi que iam ser tantos debates (para todo o lado que me viro lá estão eles) mas foram umas belas sonecas os que consegui (tentar) ver. Ideias? Cadê? Sei lá... informações? Algo que me enriquecesse? Os melhores palmiers de Lisboa? A chave do euro-milhões da semana passada? Pode alguém não repetir banalidades por favor?
Vi o último debate da saga (hoje, porque a escravatura moderna mo impediu ontem) e o Soares, diga-se, deu um grande baile ao Cavaco. Espero aos 81 ter uma genica daquelas! Mesmo com má-educação (tenho uns amigos que me disseram...) e uns "o meu pai é polícia e o teu não" (quantos livros escreveu o Sr. Dr. Cavaco, hein? Eu escrevi imensos! Eu falo imenso! Eu sou muita bom) o Soares foi melhor na troca de galhardetes.
E, no entanto, no geral foi tudo mau. Nunca vi tanto egocentrismo junto, tanta balela política e tanta distância dos eleitores. Está tudo mal. Apesar de não poder com o Cavaco à frente so stiff e hipócrita, não deixa de ser triste que a melhor alternativa que a Esquerda apresenta seja o Mário Soares... Where are the new guys?
Vi hoje uns cartazes amarelos. Diziam Vota Presidente Honesto. Pois tá bem.
esquizofrenia ou e se me deixassem em paz?
- Então, por aqui? O que fazes?
- Estou no atelier.
- O quê? A esta hora? Ganda exploração! Nem te pagam nada de jeito! Vai-te embora!
-...
Hoje, 15:45, localização física: rua, ligação virtual: telemóvel
- Olá. Ondes estás?
- Na rua
- Ah, não estás no atelier?
- Não, saí mais cedo.
- Ehhh... Tás de férias! Ganda vida!
- ...
Ás vezes sinto-me tão cansada. :)
do trabalho
17 December 2005
Festa Acidental
Houve uns momentos obscuros e muitas outros em que parecia que estava a ouvir uma playlist do meu iPod mas a verdade é que passei tanto tempo na pista de dança que nem tive tempo para conhecer outros bloggers que deviam andar por lá...
Mentira. Conheci a Sara e gostei muito (dôzo yoroshiku!). A malta durona não aguentou e saiu cedo demais!
Outros ficarão para outra festa para o ano! Mas vamos lá buscar o Ricardo à Alemanha, o Pedro que traga o Vicente e a mamã, o Cristovão que apareça também porque nós sentimos a falta deles e queremos é festa Quase Famosa com a irmandade dijai completa!
14 December 2005
be brave. hold on
such longing for the past for such completion
What was once golden has now turned a shade of grey
I've become crueler in your presence
They say: 'be brave, there's a right way and a wrong way'
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever
Two more years, there's only two more years
Two more years, there's only two more years
Two more years so hold on
bloc party: two more years
excuse me but I just have to explode *
foda-se puta que os pariu caralho e quem me dera que fossem todos sodomizados no Inferno com chamas a arder lentamente os filhos da puta duns cabrões assim a brincar com a vida das pessoas.
olha... não me faz sentir nem um bocadinho melhor.
*bjork: pluto
irasshaimase recomenda
Slava Snow Show no CCB até 18 de Dezembro.
(Já vi duas vezes. O que deve querer dizer alguma coisa. E não, não quer dizer que eu tenho Alzheimer ou má memória. E também não sou despistada. Quis mesmo ver outra vez. E não, não me ofereceram os bilhetes. Ok foi a minha mãe que pagou. Sim custam 30€ 2ªplateia. Isso também deve querer dizer alguma coisa. Porque foi a segunda vez que fui ver o espectáculo. Que sei gastar bem o dinheiro da minha mãe, claro está. Sim mas custa menos ir ao Slava que jantar na Bica do Sapato. Isso sim é caro. Se bem que o sushi, bolas, é mesmo bom. Mas caramba, não vale um oitavo do meu salário. Já o Slava, vale tudo meus amigos que é lindíssimo! Ah e levem as crianças...)
13 December 2005
portugal visto pelos olhos dum japonês
"How can you own a car, being so young and living with your parents? How can you buy a car if you don't have where to park?"
portugal visto pelos olhos dum japonês
"Why do we all have to have lunch together? It's always around 6, 7 people... we'll never find table for all. And we always have to wait fo someone! Why? Why? It's just lunch! We work together! We're going to meet again in 1 hour! Why do I have to wait? In Japan it's so rude to make someone wait."
ps: é tão rude fazer os outros esperar que até começam a comer antes de chegar toda a gente ou antes da comida chegar a todos a ponto de muitas vezes alguém já ter acabado de comer antes do vizinho ter até recebido a comida! e sim, a culpa também é do serviço que não faz com que todos recebam a comida ao mesmo tempo. Lost in Culturation...
portugal visto pelos olhos dum japonês
"It's so slow"
12 December 2005
publicidade institucional
Muitos, principalmente recém-licenciados (não vamos mencionar nomes), trabalham de graça ou por quantias ridículas por uma causa quase invisível que quase toda a gente ignora.
E como todas as grandes causas o mundo seria muito melhor se nos prestassem um bocadinho mais de atenção (que é um pensamento que todo o bom voluntário gosta de acreditar).
10 December 2005
salut monsieur le president
Estou agora a ver a repetição do Cavaco-Louçã. Café na mão, amarrada a uma cadeira espartana, não adormecer é preciso... presta atenção Sushi!
07 December 2005
ohayo gozaimasu!*
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...
Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...
* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo
já pensaram que a maior árvore de natal da europa é provavelmente a única?
Detesto também tudo o que vem agarrado a essas palavras: prendas, centros comerciais, iluminação, filas e mais filas, conversa de chacha, bacalhau e peru e bla-blas católicos. Salvam-se as filhós e o pobre do Jesus que se crucificaria outra vez se visse como e para o quê que usam o nome dele. Salva-se uma noite com uma das melhores famílias do mundo e o Home Alone.
Agarrado ao Ano-Novo vem ainda mais disparates: ideias como temos-que-fazer-alguma-coisa-de-especial, recomeço, esquecer o passado, desejos, decisões-agora-é-que-vai-ser, pagar balúrdios para ir ao sítio normalíssimo onde estivémos duas semanas antes, marcar alojamento com décadas de antecedência, vestir tops e vestidos quando está um frio de rachar, faz-me tudo soltar um looongo *suspiro* de impaciência. Salvam-se os amigos! Qualquer desculpa é boa para estar com os amigos! And the one(s) we love!
Oh meu deus, estou a tornar-me na minha mãe. E porque eu adorava o Natal quando era criança e a minha mãe pensava como eu penso agora faço aqui a promessa de só voltar a gostar do Natal quando for mãe...
Fiuuu... ainda tenho uns anitos.


