24 February 2006
from shanghai with love
23 February 2006
segredos

Todos escondemos segredos, coisas que temos medo de dizer aos outros, que nos envergonham, humilham, assustam, que podem destruir vidas ou são tão nossos que se tornam banais ou sem sentido assim que proferidos. Há um sítio que recebe os nossos segredos. Postsecret é uma iniciativa dum qualquer Frank em Maryland que tem caixa aberta para receber todos os segredos do mundo que caibam num postal 4-by-6-inch.
O mais incrível é a empatia imediata que se sente com aquelas confissões anónimas, algumas reprováveis e impossíveis de admitir socialmente e no fundo tão humanas e tão universais.
Agora será que ao gritarmos os nossos segredos anonimamente há alguma transformação em nós? Hei-de experimentar.
É um tipo de iniciativa que nunca poderia funcionar em Portugal. Em três tempos o tal Frank era descoberto (embora a identidade do Fank não importe muito) e dava entrevistas na tv. Entretanto o Frank já tinha percebido que a miúda que tinha atropelado um cão era na realidade prima duma vizinha da madrinha que conhecia o dono do café onde o dono do cão bebia o café todos os dias. O rapaz ia reconhecer a letra da ex-namorada. Tudo estragado. Portugal é tão pequeno que nem podemos gritar os nossos segredos anonimamente.
temos então não temos
Não te queres mascarar de cowgirl lésbica comigo? É que temos de preparar a máscara.
*suspiro*
22 February 2006
junkie
Agora, cada vez que deixo 50 cêntimos no balcão de um qualquer café pela minha "dose" de cafeína lembro-me dessa cena.
21 February 2006
give me the words
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking I don’t understand
How love in silence becomes reprimand
But the may I feel about you is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking Semantiks won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
20 February 2006
crash into me
Graham (Don Cheadle) after crashing his car in an accident in Crash.
19 February 2006
brokeheart
"For to see Brokeback Mountain as a love story, or even as a film about universal human emotions, is to misconstrue it very seriously — and in so doing inevitably to diminish its real achievement.
Both narratively and visually, Brokeback Mountain is a tragedy about the specifically gay phenomenon of the "closet" — about the disastrous emotional and moral consequences of erotic self-repression and of the social intolerance that first causes and then exacerbates it."
"Their final vacation together (before Jack is beaten to death in what is clearly represented, in a flashback, as a roadside gay-bashing incident) is poisoned by mutual recriminations. "I wish I knew how to quit you," the now nearly middle-aged Jack tearfully cries out, humiliated by years of having to seek sexual solace in the arms of Mexican hustlers. "It's because of you that I'm like this—nothing, nobody," the dirt-poor Ennis sobs as he collapses in the dust. What Ennis means, of course, is that he's "nothing" because loving Jack has forced him to be aware of real passion that has no outlet, aware of a sexual nature that he cannot ignore but which neither his background nor his circumstances have equipped him to make part of his life. Again and again over the years, he rebuffs Jack's offers to try living together and running "a little cow and calf operation" somewhere, hobbled by his inability even to imagine what a life of happiness might look like. "
A fonte original e completa aqui, também via Educação Sentimental. Recomendo uns minutos de atenção.
17 February 2006
16 February 2006
travel to the future
monday monday
do suicídio dos meus neurónios
Por exemplo, muitas vezes, nas minhas actividades diárias encontro-me defronte de uma plotter (nota: para quem não saiba, uma plotter é uma impressora muito grande). As plotters são criaturas curiosas com um poder imenso. Tenho uma relação algo tensa com a minha plotter (minha é claramente um termo que posso utilizar dada a nossa relação de proximidade apesar de não ter contribuído para a sua aquisição). Ao alimentá-la com os rolos e as folhas ela dá imensas ordens: alinha as margens da folha com as linhas azuis, carrega no enter, escolhe o tipo de papel, levanta a alavanca azul, levanta a janela, baixa a alavanca azul, um sem número de ordens a que eu submissamente obedeço. Nunca falho, enrolo o que sobra do rolo, fecho a janela, faço tudo como ela manda. É então que ela começa a verificar o papel e uns olhinhos correm o papel duma ponta à outra, inspeccionando-o. Não consigo deixar de me sentir algo traída por esta falta de confiança. Eu cumpro tudo o que ela diz mas zumba ela tem que verificar o papel. Eu sou uma pessoa responsável e de confiança sua plotterzinha dum raio! Eu sei o que estou a fazer! Não te vou estragar com papel errado! O que é que eu tenho que fazer para que confies em mim???!!!
Com este tipo de pensamentos não há neurónio que resista. Eu acho que a plotter tem é ciúmes.
eu aposto que não
Mal sabia eu que, um dia, ao ir escutar um daqueles debates do "é a cultura estúpido" (em que invariavelmente adormeço, mas a culpa não é sua) iria andar a perseguir um rapazito texano pelas fnacs de Lisboa. É que há coisas a que não consigo resistir e perseguir novidades é uma delas. O Micah é realmente fantástico mas teima em não chegar às minhas mãos. Tenho entretanto aprofundado as minhas ligações com os trabalhadores da fnac mas parece-me que estes contactos priveligiados não apressam a chegada do Micah e anseio pelo dia em que estaremos finalmente juntos.
Estas coisas da internet têm bastante graça porque se não fosse isso como teria ouvido a sua sugestão? Não vou enumerar a quantidade de acontecimentos engraçados que acontecem todos os dias pela net. Até porque se calhar contam-se pelos dedos de uma mão. Ou talvez não. Pensando bem outro acontecimento engraçado foi conhecer os Três Pastelinhos (mesmo que os miúdos agora já não me liguem nenhuma) e, é verdade!, também esse encontro foi proporcionado por si Pedro Mexia! Não sabia disso claro.
É realmente engraçado este mundo mas estou a desviar-me. Agora o que nós gostaríamos de saber, houve uma aposta feita e tudo caro Pedro Mexia, porque nós levamos a sua vida a sério... foi ou não a Famalicão ouvir o Micah?
13 February 2006
Somerset
embora este blog não seja a xis
- Isso é justamente o que os hindus afirmam que nós, ocidentais, não fizemos. Acham que, com as nossas inúmeras invenções, fábricas, máquinas, e tudo o que elas produzem, procuramos a felicidade em coisas materiais. Ora, a felicidade não está na matéria, mas nas coisas espirituais. E acham que o caminho que escolhemos conduz à destruição."
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
so true
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
o que é que te faz Acreditar?
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
estranhas situações
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
e todos ficariam satisfeitos
- Isto não é motivo de orgulho, Luísa - replicou Elliott bruscamente. - Graças a uma experiência de trinta anos, posso asseverar-te que o casamento que é considerado do ponto de vista de posição, fortuna e igualdade de meio, tem vantagem sobre o casamento de amor. Em França, que afinal de contas é o unico país civilizado do mundo, Isabel não hesitaria em casar-se com Gray; ao fim de um ou dois anos, se a tal se sentisse inclinada, tornar-se-ia amante de Larry; Gray instalaria uma actriz de fama num luxuoso apartamento, e todos ficariam satisfeitos."
in O Fio da Navalha de Somerset Maugham
