Acredito que haja manifestaçõs físicas das nossas ansiedades.
Há 9 meses que me angustiava a total incerteza do (meu) amanhã. Digam o que disserem, carpe diem bla bla bla, todos precisamos de acreditar num amanhã, todos precisamos de fazer planos, de delinear estratégias, de pensar o amanhã. Se realmente vivêssemos como se não houvesse amanhã andávamos esgotados de tanta excitação e ansiedade. É preciso saber que há um amanhã, que há um ontem, que há um caminho que percorremos e que há mais pela frente e, principalmente, ver que esse amanhã não está tão encoberto. Na realidade está, obviamente (a não ser para a Maya mas é uma linha de valor acrescentado), mas é preciso acreditar que o que queremos hoje, o que fazemos hoje tem alguma repercussão no futuro.
Há 9 meses que me angustiava com a total indefinição do (meu) amanhã. Estando perante o enorme privilégio de ter na mão o meu destino (sim, pois, inebriada no estonteante poderio que um grãozinho de areia tem no deserto) não sabia que caminho lhe dar. Estava tão ansiosa com o próximo passo esquecendo-me que num caminho à tantas não se distiguem as pedras. Queria ir para fora, queria ficar cá, queria isto, queria aquilo, enfim claramente não sabia o que queria. Bem, e ainda não sei. Mas não saber não pode ser um motivo para constantemente adiar decisões, para continuar de braços caídos. Parei de me armar em parva e consegui mais um pedaço de caminho, do caminho que quero percorrer. Por agora é mais um ano num super trabalho em Lisboa! Subarashi!
Acredito que haja manifestações físicas das nossas ansiedades. Terça pus fim a uma angústia de 9 meses. Quarta reached out and touched faith. Quinta caí na cama com 39º de febre.
11 February 2006
09 February 2006
isenção e imparcialidade. are these words familiar to you?
Ouço na rádio que o Governo abriu no centro e norte do país bolsas de emprego para imigrantes. No final da notícia, a jornalista diz “recordo que o país está em crise, os portugueses não tem emprego, o PIB desce…” bla, bla.
Incentivar a xenofobia, quem, eu?
Incentivar a xenofobia, quem, eu?
in the mode for love

Para celebrar o concerto de ontem à noite deixo aqui esta foto do Dave Gahan para exemplificar que há homens que podem vestir camisolas manga-à-cava, coletes, botins com salto, calças justas, fatos de lantejoulas, tatuar cruzes, pôr brilhantina no cabelo* e dar concertos aos pulinhos e saltos histéricos e mesmo assim serem masculinos e sexys como o diabo.
Têm, claro, é que ser o Dave Gahan.
*Meninos, não tentem isto em casa. Nenhuma das opções. Quer dizer eu tenho um certo fetiche com camisolas manga-à-cava, mas devo ser só eu mesmo e de qualquer maneira só há um certo tipo de homens que as pode usar e eu não consigo determinar porquê. Joguem pelo seguro: Não.
nota
Não sei se repararam mas eu fiquei contente por ter encontrado uma foto duma multidão japonesa para ilustrar o post de ontem...
08 February 2006
07 February 2006
breaking news
Passar uns minutos de manhã a saltar pela casa cantando o novo single dos belle & sebastian deixa-me muito muito bem-disposta!
You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat
You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat
move slower
O filme da gueisha fez-me lembrar como a sensibilidade, o requinte dos detalhes e apreciação pela beleza da cultura japonesa contrastam tão violentamente com a cultura americana. E europeia, by the way.
06 February 2006
todos à cultura!
Está a decorrer um ciclo de cinema alemão no King. No alto da minha inocência achei que 3 minutos antes do documentário sobre Instambul começar dava à vooooontaaade para comprar o bilhete, sentar-me confortavelmente num local central e a meio da plateia e disfrutar de 100 minutos sobre a mais europeia das cidades asiáticas...
Pois.
"Menina, já só temos na segunda fila! "
"Ohhh, a sério?"
"Quer ou não quer?"
Não, não quero que ainda sou muito nova para ficar vesga.
É impressão minha ou há uns anos estas coisas (i.e. programas cinéfilos temporários e esporádicos) estavam quase sempre às moscas? Seja o que for que se ande a passar ainda bem, ainda bem que tudo enche! Agora é dar-lhe mais tempo para comprar o bilhete a horas.
Pois.
"Menina, já só temos na segunda fila! "
"Ohhh, a sério?"
"Quer ou não quer?"
Não, não quero que ainda sou muito nova para ficar vesga.
É impressão minha ou há uns anos estas coisas (i.e. programas cinéfilos temporários e esporádicos) estavam quase sempre às moscas? Seja o que for que se ande a passar ainda bem, ainda bem que tudo enche! Agora é dar-lhe mais tempo para comprar o bilhete a horas.
03 February 2006
qualidade de vida
Há certamente alguma ironia no facto de, ao começar a trabalhar, a minha qualidade de vida tenha diminuído. Sendo que aos 25 é já para mim humilhação suficiente viver com os meus pais no meu quarto de adolescente, pedir mesada raia o nonsense. Ou seja agora, que comecei a trabalhar, sei como se sente 70% da população portuguesa: pennyless!
Mas como se diz, a necessidade aguça o engenho, e a poupança faz-me andar a pé (adiando ad-eterno o meu trauma automobilístico) e almoçar frequentemente numa cantina (é claro que sou estudante de economia minha senhora, olhe aqui 2 euros microeconómicos!).
Há, no entanto, certos hábitos que custam a despegar... custa abrir mão dos cinemas, dos espectáculos, da gulbenkian, da culturgest e do ccb, de comprar os cds, os livros... É que quando nos habituamos ao luxo custa deixá-lo. Mas bolas, 15€ por um romance parece-me um assalto! Considero agora bem mais seriamente a cinemateca e os descontos à segunda e no outro dia descobri um admirável mundo novo: as bibliotecas de lisboa! Meus amigos aquilo é um espectáculo! Têm os catálogos completos disponíveis online, pesquisar é fácil e até agora, não me desiludiram (sendo que só procurei dois livros...), há a modalidade entrega-ao-domicílio, etc.
Aaahhh... tal como a neve, é incrível como a felicidade pode vir de coisas tão simples! Agora, por 15 dias tenho O Fio da Navalha do Somerset Maugham em casa. No fim do livro, já não devo estar tão feliz. Ouvi dizer que é "terrível".
Mas como se diz, a necessidade aguça o engenho, e a poupança faz-me andar a pé (adiando ad-eterno o meu trauma automobilístico) e almoçar frequentemente numa cantina (é claro que sou estudante de economia minha senhora, olhe aqui 2 euros microeconómicos!).
Há, no entanto, certos hábitos que custam a despegar... custa abrir mão dos cinemas, dos espectáculos, da gulbenkian, da culturgest e do ccb, de comprar os cds, os livros... É que quando nos habituamos ao luxo custa deixá-lo. Mas bolas, 15€ por um romance parece-me um assalto! Considero agora bem mais seriamente a cinemateca e os descontos à segunda e no outro dia descobri um admirável mundo novo: as bibliotecas de lisboa! Meus amigos aquilo é um espectáculo! Têm os catálogos completos disponíveis online, pesquisar é fácil e até agora, não me desiludiram (sendo que só procurei dois livros...), há a modalidade entrega-ao-domicílio, etc.
Aaahhh... tal como a neve, é incrível como a felicidade pode vir de coisas tão simples! Agora, por 15 dias tenho O Fio da Navalha do Somerset Maugham em casa. No fim do livro, já não devo estar tão feliz. Ouvi dizer que é "terrível".
30 January 2006
sobre o brokeback mountain
Eu, por exemplo, sempre achei que entre o clint eastwood e o charles bronson havia uma relação especial. Aquela harmónica... muito subtil.
29 January 2006
da cidade
"No meio desta máquina, sem autor e sua vítima, nasce, vive e morre o homem, que criou a cidade para o prolongar, para o servir para ser mais rico, para viver melhor, para ser mais feliz, numa palavra. Mas os seus contactos com a mater natura são mínimos porque a cidade coneporânea é, por definição, contra a natureza e quando a aceita e apenas para demonstrar que pode dominá-la; os contactos com o seu semelhante são episódicos, ocasionais ou forçados porque a cidade esmera-se em ser anti-social e destrói todas as bases de uma vida social harmónica; os seus movimentos são difíceis porque apesar de toda a sua rede de auto-estradas, dos seus metropolitanos, dos seus helicópteros, a cidade é cada vez menor para os veículos que a assediam; a sua habitação é defeituosa porque ele vive empilhado em ediícios monstruosos ou velhas construções ultrapassadas ou nas ilusórias "casas com jardim" dos subúrbios; a sua saúde física e espiritual periga porque a cidade não lhe oferece normalmente condições de vida física equilrada e o seu excessivo dinamismo cria-lhe terríveis doenças mentais - numa palavra, a sua liberdade não existe porque a cidade contemporânea se transformou numa verdadeira prisão."
Fernando Távora, in Da Organização do Espaço, 1962, edições faup
Fernando Távora, in Da Organização do Espaço, 1962, edições faup
turn off
- ... Bla bla bla, pois e tal , e depois lá no atelier...
- Espera. És arquitecta?
- Hmmm... siiiim...
- ...
- O quê? Tu também?
- Siiim...
- ...
- Espera. És arquitecta?
- Hmmm... siiiim...
- ...
- O quê? Tu também?
- Siiim...
- ...
27 January 2006
geração 82 - part 2
Ontem ouvi uma miúda dizer LOL ao telefone com uma amiga. Não se riu, disse LOL.
*suspiro* Cada vez compreendo mais os meus pais.
*suspiro* Cada vez compreendo mais os meus pais.
geração de 82
São só dois anos mas um imeeeeeeeeenso vazio separa-nos:
É suposto entender frases como esta?: gxt disso..ja vi k es um munino xeiu de kualidades..fika bjx....
É suposto entender frases como esta?: gxt disso..ja vi k es um munino xeiu de kualidades..fika bjx....
já me tinha esquecido
e hoje ao passar por um cartaz ainda da campanha eleitoral lembrei-me:
Francisco ANACLETO Louçã?
Francisco ANACLETO Louçã?
23 January 2006
blogo...quê?
Entre entregas no atelier, seminários intensivos, festas de aniversário que incluem idas ao mundo underground e surreal dos amantes da salsa que rodopiam sem cessar ou idas a restaurantes indianos que são italianos , e uma dor de cabeça imensa, tenho estado num movimento frenético e estou em completo denial com o dia de ontem. Não, não, eu não entrei na minha antiga escola secundária, naquela aula de francês onde levámos todos falta disciplinar por cantarmos os parabéns não sei a quem. Não, não, eu não peguei naquela folhinha quadrada com uma gramagem fantástica para fazer escorregar a grafite de um lápis 6B. Não, não, eu não fiquei um tempo embaraçoso a olhar para essa folha, completamente perdida. Não, não, eu não pus uma cruz num qualquer candidato que me levaria 1 ou 2 semanas depois àquele mesmo lugar. A única coisa que sim, sim, não me largou todo o dia foi uma imensa dor de cabeça que sobrevive até hoje mesmo com todas as drogas que já lhe dei.
17 January 2006
nacionalidade
Faz-nos normalmente imensa confusão sermos confundidos com os espanhóis. Que horror, somos tão diferentes. E, no entanto, confundimos alegremente moldavos com ucranianos ou russos com romenos, não interessa são todos iguais. Vietname ou Cambodja? É desses lados! Peru ou Argentina? Falam espanhol! Repetindo uma série de desconhecimentos culturais e geográficos!
Se para nós chineses são iguais aos japoneses não nos pode chocar acharem-nos iguais aos espanhóis. O que, na realidade, não é mentira! Ao lado duma japonesa sou igual a uma espanhola!
E bem me lembro do marroquino que, em Oslo, me agarra na mão e me diz "és tão bonita, fazes-me lembrar as mulheres da minha aldeia em Marrocos!" Até marroquina podia ser!
Se para nós chineses são iguais aos japoneses não nos pode chocar acharem-nos iguais aos espanhóis. O que, na realidade, não é mentira! Ao lado duma japonesa sou igual a uma espanhola!
E bem me lembro do marroquino que, em Oslo, me agarra na mão e me diz "és tão bonita, fazes-me lembrar as mulheres da minha aldeia em Marrocos!" Até marroquina podia ser!
yuri
Uma das salas aqui no atelier está a ser pintada pelo Yuri. O Yuri é um romeno, moldavo, enfim daqueles lados, com 1,90m, que era atleta/fisoterapeuta na Roménia ou Moldávia, whatever.
É forte o Yuri.
Pinta bem o Yuri.
(Lava os pincéis e deita os restos das tinta no lavatório da casa-de-banho entupindo-o)
E também faz massagens o Yuri.
E é loiro o Yuri.
É forte o Yuri.
Pinta bem o Yuri.
(Lava os pincéis e deita os restos das tinta no lavatório da casa-de-banho entupindo-o)
E também faz massagens o Yuri.
E é loiro o Yuri.
ouve-se no atelier
"Estou apaixonada por esta sanita!"
(suspensa, branca, redonda, linda para o projecto)
(suspensa, branca, redonda, linda para o projecto)
15 January 2006
pause
Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
José Gomes Ferreira
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
José Gomes Ferreira
revelação de ano novo
13 January 2006
spooky friday
Não só nasci num dia 13, como nasci numa sexta feira 13*. Por isso e por sentir a minha vida tão bafejada pela sorte, são estes dias tão especiais, mas não azarados! Para além de que não sou católica!
A razão obscura do azar das sextas 13 remota a 13 de Outubro de 1307 quando Filipe IV de França, farto dos Templários, ordenou que todos os cavaleiros da Ordem fossem presos à mesma hora, tentanto eliminar a Ordem em França de modo a liquidar de modo eficiente as suas dívidas. Ah! O Poder!
* já sabemos que a boca "ah isso explica muita coisa" não tem piada.
A razão obscura do azar das sextas 13 remota a 13 de Outubro de 1307 quando Filipe IV de França, farto dos Templários, ordenou que todos os cavaleiros da Ordem fossem presos à mesma hora, tentanto eliminar a Ordem em França de modo a liquidar de modo eficiente as suas dívidas. Ah! O Poder!
* já sabemos que a boca "ah isso explica muita coisa" não tem piada.
12 January 2006
como se escreve o meu nome em japonês?
...perguntam-me à vezes deixando confusos os meus pobres neurónios atolados em informações e conhecimento tanto do qual é possivelmente inútil. Dizem que o saber não ocupa lugar mas é mentira. Eu bem sinto o meu cérebro a estoirar.
Enfim, porque o meu katakana (um dos 3 alfabetos japoneses) já não é tão bom como era dantes têm agora um site à vossa disposição que vos diz como se escreve o vosso nome... em japonês (katakana)!
Aqui: http://ohui.net/lexiquetos/nombres-japones/?nombre=Crazy+Japan%21
Enjoy.
Enfim, porque o meu katakana (um dos 3 alfabetos japoneses) já não é tão bom como era dantes têm agora um site à vossa disposição que vos diz como se escreve o vosso nome... em japonês (katakana)!
Aqui: http://ohui.net/lexiquetos/nombres-japones/?nombre=Crazy+Japan%21
Enjoy.
11 January 2006
um link
Porque cada vez mais gosto de o ler. Lobi Do Chá, o seu guia para as presidenciais e tudo o mais!
09 January 2006
not for all the smiths in the world
Por muitos Arcade Fire, Pixies, Radiohead e até The Divine Comedy que existam neste mundo, nada nem ninguém desperta em mim uma comoção tão profunda como uma boa composição clássica. Ao ouvir o Lacrimosa do Requiem de Mozart eu sinto que podia morrer ali e nesse momento e morreria feliz.
lisboa reduzida
A minha Lisboa reduz-se a cada dia que passa.
Vivo numa aldeia que vai do Rato ao Chiado onde todos os dias me entroso com os seus habitantes. Sonho com o dia em que vou entrar no café e sem dizer nada o senhor vai dizer "sai uma bica" como com aquela senhora que bebe todos os dia "uma italiana em chávena escaldada". Quem já me conhece são os injustiçados da Procuradoria que recentemente têm estado quase todas as manhãs de plantão à espera que sejam ressuscitados dos mortos... tres mil quinhentos e quantos mais? dias leio diariamente, e até o senhor já me cumprimentou com um bom dia e eu respondi bom dia. Mas não é nada bom pois não?
Fujo do autocarro apinhado e agradeço poder caminhar para o atelier. Cumprimento os japoneses, mais uns conhecidos. Assisto a um roubo de um cacho de uvas. Vejo o dono seguir o homem e trazê-lo pelo braço "Tem que pagar!". Faço um desvio para cheirar a magnífica árvore do Principe Real. Em cada rua que subo e desço há momentos de puro deleite sejam as colinas, seja o rio sempre tão brilhante de manhã. Na Baixa os meninos dos inquéritos já não me perguntam se podem fazer umas perguntas, os punks-malabaristas já não me pedem dinheiro, sou da casa e pennyless. Os pedintes multiplicam-se e o desespero aumenta multiplicando também os modos de pedir como o do vendedor da cais que canta e faz uns movimentos de sapateado.
Qualquer distância de metro leva-me primeiro para a periferia, Saldanha, Praça de Espanha e depois para o subúrbio, para os lados do Campo Grande ou Benfica. Belém, onde fucking subway não chega é outra aldeia, claro. Para o Parque das Nações? Não é preciso passaporte?
A minha Lisboa reduzida reduzida a cada dia que passa.
Vivo numa aldeia que vai do Rato ao Chiado onde todos os dias me entroso com os seus habitantes. Sonho com o dia em que vou entrar no café e sem dizer nada o senhor vai dizer "sai uma bica" como com aquela senhora que bebe todos os dia "uma italiana em chávena escaldada". Quem já me conhece são os injustiçados da Procuradoria que recentemente têm estado quase todas as manhãs de plantão à espera que sejam ressuscitados dos mortos... tres mil quinhentos e quantos mais? dias leio diariamente, e até o senhor já me cumprimentou com um bom dia e eu respondi bom dia. Mas não é nada bom pois não?
Fujo do autocarro apinhado e agradeço poder caminhar para o atelier. Cumprimento os japoneses, mais uns conhecidos. Assisto a um roubo de um cacho de uvas. Vejo o dono seguir o homem e trazê-lo pelo braço "Tem que pagar!". Faço um desvio para cheirar a magnífica árvore do Principe Real. Em cada rua que subo e desço há momentos de puro deleite sejam as colinas, seja o rio sempre tão brilhante de manhã. Na Baixa os meninos dos inquéritos já não me perguntam se podem fazer umas perguntas, os punks-malabaristas já não me pedem dinheiro, sou da casa e pennyless. Os pedintes multiplicam-se e o desespero aumenta multiplicando também os modos de pedir como o do vendedor da cais que canta e faz uns movimentos de sapateado.
Qualquer distância de metro leva-me primeiro para a periferia, Saldanha, Praça de Espanha e depois para o subúrbio, para os lados do Campo Grande ou Benfica. Belém, onde fucking subway não chega é outra aldeia, claro. Para o Parque das Nações? Não é preciso passaporte?
A minha Lisboa reduzida reduzida a cada dia que passa.
05 January 2006
a decadencia no mundo da arquitectura
Roubaram-me o dentifrico no atelier.
Pior, era do Dia, esse mini-mercado de referencia internacional.
04 January 2006
a fraude da última noite
Começar o ano enganada tá mal. Está errado.
Como é que um concerto dos Happy Mondays se tranformou num dj-set-live-o-raio-que-o-parta-mas-porque-é-que-este-homem-só-urra é que não entendi.
Ultrajada pela desfeita (afinal tinham sido 300 km até ao Sá da Bandeira) fui reclamar com o senhor da Organização:
- Acho incrível porem Happy Mondays em letras enormes e depois népias de concerto! O que é que o senhor me diz?
-Eu? Não sei de nada. Tava escrito.
-Pois nos flyers e cartazes no Porto diziam em letras pequenas e finas dj-set-live-nho-nho-nho. Mas em letras enormes era HAPPY MONDAYS. Ora lá porque foi o fundador da banda, o Shaun Ryder não é os Happy Mondays. Nós viemos de Lisboa, vimos pela net e diziam que era um concerto.
- Vieram de Lisboa para isto?
- ?! Qual é o mal?!
- Tanta coisa tão boa que têm lá em baixo.
- Ai sim? Como o quê, por exemplo?
- De certeza que tinham melhores festas que aqui.
- Pois também me parece! Tou a ver que gosta muito de viver aqui. Seja como for isto não fica assim! Vamos reclamar!
- Como quiserem (como quem diz é para o lado que durmo melhor!)
Pfff... como dizia Rita na manhã seguinte foram bem estranhos aqueles Happy Holidays
Como é que um concerto dos Happy Mondays se tranformou num dj-set-live-o-raio-que-o-parta-mas-porque-é-que-este-homem-só-urra é que não entendi.
Ultrajada pela desfeita (afinal tinham sido 300 km até ao Sá da Bandeira) fui reclamar com o senhor da Organização:
- Acho incrível porem Happy Mondays em letras enormes e depois népias de concerto! O que é que o senhor me diz?
-Eu? Não sei de nada. Tava escrito.
-Pois nos flyers e cartazes no Porto diziam em letras pequenas e finas dj-set-live-nho-nho-nho. Mas em letras enormes era HAPPY MONDAYS. Ora lá porque foi o fundador da banda, o Shaun Ryder não é os Happy Mondays. Nós viemos de Lisboa, vimos pela net e diziam que era um concerto.
- Vieram de Lisboa para isto?
- ?! Qual é o mal?!
- Tanta coisa tão boa que têm lá em baixo.
- Ai sim? Como o quê, por exemplo?
- De certeza que tinham melhores festas que aqui.
- Pois também me parece! Tou a ver que gosta muito de viver aqui. Seja como for isto não fica assim! Vamos reclamar!
- Como quiserem (como quem diz é para o lado que durmo melhor!)
Pfff... como dizia Rita na manhã seguinte foram bem estranhos aqueles Happy Holidays
o melhor da última noite do ano
(um dia ainda consigo)
- sair de lisboa
- galhofa no carro
- os croissants
- personal hairdesser
- personal make up artist
- um top cai-cai cheio de lantejoulas (que não caiu)
- uma sangria antes de ser adulterada
- fogo de artifício
- brigadeiros
- demorar 5 minutos a reconhecer Quim Barreiros
- "Não, aquilo não é a Torre do Clérigos"
- Dançar até que me arrastarem da pista
- sair de lisboa
- galhofa no carro
- os croissants
- personal hairdesser
- personal make up artist
- um top cai-cai cheio de lantejoulas (que não caiu)
- uma sangria antes de ser adulterada
- fogo de artifício
- brigadeiros
- demorar 5 minutos a reconhecer Quim Barreiros
- "Não, aquilo não é a Torre do Clérigos"
- Dançar até que me arrastarem da pista
o melhor do ano?
Tão loucos? Resumir um ano a uma lista? 365 dias? trezentos e sessenta e cinco dias? (ou este ano foi bissexto?) No way!
03 January 2006
01 January 2006
AKEMASHITE OMEDETOU GOZAIMASU
Xin Nian yu Kuai, Stastny Novy Rok, Godt Nytår, Gelukkig Nieuwjaar, Bonan Novjaron, Aide Shoma Mobarak, Onnellista Uutta Vuotta, Bonne Année, Aith-bhliain Fe Nhaise Dhuit, Gutes Neues Jahr, Kainourgios Chronos, Hauoli Makahiki Hou, Shanah Tovah, Boldog uj Evet, Selamat Tahun Baru, Buon Anno, Sehe Bokmanee Bateuseyo, Nyob Zoo Xyoo Tshiab, Felix sit Annus Novus, Barka da Sabuwar Shekara, Godt Nytt År, Maligayang Bagong Taon, Szczesliwego Nowego Roku, La Multi Ani, S Novym Godom, la Manuia le Tausaga Fou, Wilujeng Tahun Baru, Heri za Mwaka Mpya, Gott Nytt År, Yeni Yiliniz Kutlu Olsun, Blwyddyn Newydd Dda, Chuc Mung Nam Moi. Feliz Ano Novo.
Via Bons Ventos, Via Silêncio em Palavras
Via Bons Ventos, Via Silêncio em Palavras
30 December 2005
do novo ano
Fez no dia 24 de Dezembro 222 dias que voltei do Japão, precisamente os mesmos que passei no Japão.
Parece-me ser uma óptima altura para fechar o luto e este ano esquizofrénico.
Até para o ano!
Parece-me ser uma óptima altura para fechar o luto e este ano esquizofrénico.
Até para o ano!
do ano novo
O ano passado estava por terras do oriente nesta época de festas. O Natal passei-o a comer sushi num restaurante em Tokyo e a receber telefonemas de amores de amigos que comiam bacalhau em Portugal. Sim, foi estranho e senti a falta da minha familia (para não pensarem que sou totalmente insensível) mas como o Japão não é um país católico, o Natal é um pouco mais discreto que aqui.
No Ano Novo, como habitualmente, não tratei de nada. Recusei um convite para passar a efeméride com a família da minha tutora (obrigada a convidar-me pelo nosso professor). O Ano Novo é tradicionalmente muito importante para os japoneses. É a altura da reunião da família, dos rituais religiosos, da limpeza anual da casa (gostei desta), e a primeira refeição do ano é um festim regado a sake. Foi uma pena não ter podido assistir mas não gosto de obrigações, não ia obrigar a miúda a fazer de intérprete e guia e sei lá que mais numa das noites mais importantes do ano. Executei então o plano B, mais ou menos decidido às 19.43 do dia 31 de Dezembro de 2004. "Quem é que sobra? Tropas reunidas e ala para Tokyo, melhor, ala para Shibuya!" Mil discussões para arranjar um restaurante (misturar portuguese, belgas, alemães, e franco-gregos não podia dar resultado fácil).
Às 23.45 Shibuya estava a abarrotar... com estrangeiros!
Shibuya o centro por excelência da iluminação estava às escuras.
É para o fogo de artifício ter mais efeito pensei eu...
WRONG.
Um polícia japonês começa a gritar: "There will not be a countdown in Shibuya. I repeat there will not be a countdown in Shibuya" . "Ó sô guarda, já que aí está a dizer disparates ao megafone bem que podia gritar 10, 9, 8, 7,..." Não? Esquece. Por volta da meia noite começa tudo a gritar, eh eh uuuuh uuhh que felicidade que felicidade viva 2005, há champagne francês, há cerveja, há um montão de gente estranha mas olha estamos em Tokyo... yupiiii!
00:05 - pffffiuuuuuuu the end.
Ainda pensámos apanhar o último comboio para um templo porque é para onde os japonese vão depois da meia-noite. O pior é que vão TODOS mesmo e ser esmagada e espezinhada não me atraía muito. Logo, quando encontrámos outro amigos que também por ali andavam, optei por segui-los para um périplo de discotecas drum n' bass (e onde um alemão me perguntou, também ouvem isto em Portugal? Não amigo, tocamos harpa e declamamos poemas.). O sistema era impecável: entrava-se numa, pagava-se, punha-se uma pulseirinha e podíamos correr mais 4 clubes na zona.
Dancei como se não houvesse amanhã e quando o amanhã chegou fui beber um caramelo machiatto ao Starbuck's. A olhar para o cruzamento mais movimentado de Tokyo, àquela hora vazio, sentia-me completamente feliz e leve como uma pena. Voltei para o meu subúrbio às 9 da manhã, mesmo a tempo de ligar para Portugal onde era meia-noite...
No Ano Novo, como habitualmente, não tratei de nada. Recusei um convite para passar a efeméride com a família da minha tutora (obrigada a convidar-me pelo nosso professor). O Ano Novo é tradicionalmente muito importante para os japoneses. É a altura da reunião da família, dos rituais religiosos, da limpeza anual da casa (gostei desta), e a primeira refeição do ano é um festim regado a sake. Foi uma pena não ter podido assistir mas não gosto de obrigações, não ia obrigar a miúda a fazer de intérprete e guia e sei lá que mais numa das noites mais importantes do ano. Executei então o plano B, mais ou menos decidido às 19.43 do dia 31 de Dezembro de 2004. "Quem é que sobra? Tropas reunidas e ala para Tokyo, melhor, ala para Shibuya!" Mil discussões para arranjar um restaurante (misturar portuguese, belgas, alemães, e franco-gregos não podia dar resultado fácil).
Às 23.45 Shibuya estava a abarrotar... com estrangeiros!
Shibuya o centro por excelência da iluminação estava às escuras.
É para o fogo de artifício ter mais efeito pensei eu...
WRONG.
Um polícia japonês começa a gritar: "There will not be a countdown in Shibuya. I repeat there will not be a countdown in Shibuya" . "Ó sô guarda, já que aí está a dizer disparates ao megafone bem que podia gritar 10, 9, 8, 7,..." Não? Esquece. Por volta da meia noite começa tudo a gritar, eh eh uuuuh uuhh que felicidade que felicidade viva 2005, há champagne francês, há cerveja, há um montão de gente estranha mas olha estamos em Tokyo... yupiiii!
00:05 - pffffiuuuuuuu the end.
Ainda pensámos apanhar o último comboio para um templo porque é para onde os japonese vão depois da meia-noite. O pior é que vão TODOS mesmo e ser esmagada e espezinhada não me atraía muito. Logo, quando encontrámos outro amigos que também por ali andavam, optei por segui-los para um périplo de discotecas drum n' bass (e onde um alemão me perguntou, também ouvem isto em Portugal? Não amigo, tocamos harpa e declamamos poemas.). O sistema era impecável: entrava-se numa, pagava-se, punha-se uma pulseirinha e podíamos correr mais 4 clubes na zona.
Dancei como se não houvesse amanhã e quando o amanhã chegou fui beber um caramelo machiatto ao Starbuck's. A olhar para o cruzamento mais movimentado de Tokyo, àquela hora vazio, sentia-me completamente feliz e leve como uma pena. Voltei para o meu subúrbio às 9 da manhã, mesmo a tempo de ligar para Portugal onde era meia-noite...
28 December 2005
recent visitors by location
Depois de ter visto este post fui intrigada ver donde me lêem então...
A todos vós em São Paulo, Reno (Nevada), Mount Laurel (New Jersey), Leichlingen (Baden-Wurttemberg), Greenville (South Carolina), Thisted (Viborg), Contagem (Minas Gerais) Rome (Lazio), Boulogne-Billancourt (Ile-de-France), A Corua (Galicia), Cornell (Cataluna), Madrid, Melbourne (Victoria), Copenhagen (Staden Kobenhavn) um grande... como é que vieram cá parar?! :)
Ahhh... a Internet... ainda me surpreende todos os dias!
Pois bem... Dear readers, accidental visitors or people-who-got-totally-lost-and spent-one-second-on-this-website Thank You, Gracias, Takk, Grazie, Merci, Arigatou (reparei que ningém me lê na Ásia. Tá mal!) e desculpem lá se não entendem nada desta língua do diabo! Se são emigrantes, Obrigado!
Para além dos meus visitantes de Linda-a-Velha, S. Domingos de Rana, São Sebastião, Bairro da Madredeus, Queluz, Belas, Arraiolos, Santarém, Aveiro, Moscavide, Porto e Lisboa em geral! Voltem Sempre!
A todos vós em São Paulo, Reno (Nevada), Mount Laurel (New Jersey), Leichlingen (Baden-Wurttemberg), Greenville (South Carolina), Thisted (Viborg), Contagem (Minas Gerais) Rome (Lazio), Boulogne-Billancourt (Ile-de-France), A Corua (Galicia), Cornell (Cataluna), Madrid, Melbourne (Victoria), Copenhagen (Staden Kobenhavn) um grande... como é que vieram cá parar?! :)
Ahhh... a Internet... ainda me surpreende todos os dias!
Pois bem... Dear readers, accidental visitors or people-who-got-totally-lost-and spent-one-second-on-this-website Thank You, Gracias, Takk, Grazie, Merci, Arigatou (reparei que ningém me lê na Ásia. Tá mal!) e desculpem lá se não entendem nada desta língua do diabo! Se são emigrantes, Obrigado!
Para além dos meus visitantes de Linda-a-Velha, S. Domingos de Rana, São Sebastião, Bairro da Madredeus, Queluz, Belas, Arraiolos, Santarém, Aveiro, Moscavide, Porto e Lisboa em geral! Voltem Sempre!
27 December 2005
isso do natal
Disso do Natal vou confessar que gosto da moleza no sofá a ver filmes atrás de filmes, da família no conversê, das elevadas calorias em respastos dignos de festins romanos (sem a parte da decadência ébria), de ter tempo para ler porque ninguém me vai ligar para fazer qualquer coisa e eu (for sure) não tenho mais nada para fazer, de adormecer a cada duas páginas, de adormecer nos intervalos nos filmes, de acordar com um tiriri de mais uma sms a fazer mais um recorde telecomunicacional, de estar, apenas.
Não é tão animado como uns, insólito como outros, a minha família é muuuito pequena, mas foi muito bom. Como sempre. Sim porque cá em casa o Natal é todos os fins-de-semana!
Não é tão animado como uns, insólito como outros, a minha família é muuuito pequena, mas foi muito bom. Como sempre. Sim porque cá em casa o Natal é todos os fins-de-semana!
21 December 2005
continuo sem saber em quem votar
Apesar do meu grande propósito tenho que confessar que estou desmoralizada. Pensava eu que assistindo a uns debates duns tipos que apenas querem ser Presidentes desta República ia ficar iluminada pela sapiência de quem tem direito de antena e tão nobres intenções...
Primeiro claramente não percebi que iam ser tantos debates (para todo o lado que me viro lá estão eles) mas foram umas belas sonecas os que consegui (tentar) ver. Ideias? Cadê? Sei lá... informações? Algo que me enriquecesse? Os melhores palmiers de Lisboa? A chave do euro-milhões da semana passada? Pode alguém não repetir banalidades por favor?
Vi o último debate da saga (hoje, porque a escravatura moderna mo impediu ontem) e o Soares, diga-se, deu um grande baile ao Cavaco. Espero aos 81 ter uma genica daquelas! Mesmo com má-educação (tenho uns amigos que me disseram...) e uns "o meu pai é polícia e o teu não" (quantos livros escreveu o Sr. Dr. Cavaco, hein? Eu escrevi imensos! Eu falo imenso! Eu sou muita bom) o Soares foi melhor na troca de galhardetes.
E, no entanto, no geral foi tudo mau. Nunca vi tanto egocentrismo junto, tanta balela política e tanta distância dos eleitores. Está tudo mal. Apesar de não poder com o Cavaco à frente so stiff e hipócrita, não deixa de ser triste que a melhor alternativa que a Esquerda apresenta seja o Mário Soares... Where are the new guys?
Vi hoje uns cartazes amarelos. Diziam Vota Presidente Honesto. Pois tá bem.
Primeiro claramente não percebi que iam ser tantos debates (para todo o lado que me viro lá estão eles) mas foram umas belas sonecas os que consegui (tentar) ver. Ideias? Cadê? Sei lá... informações? Algo que me enriquecesse? Os melhores palmiers de Lisboa? A chave do euro-milhões da semana passada? Pode alguém não repetir banalidades por favor?
Vi o último debate da saga (hoje, porque a escravatura moderna mo impediu ontem) e o Soares, diga-se, deu um grande baile ao Cavaco. Espero aos 81 ter uma genica daquelas! Mesmo com má-educação (tenho uns amigos que me disseram...) e uns "o meu pai é polícia e o teu não" (quantos livros escreveu o Sr. Dr. Cavaco, hein? Eu escrevi imensos! Eu falo imenso! Eu sou muita bom) o Soares foi melhor na troca de galhardetes.
E, no entanto, no geral foi tudo mau. Nunca vi tanto egocentrismo junto, tanta balela política e tanta distância dos eleitores. Está tudo mal. Apesar de não poder com o Cavaco à frente so stiff e hipócrita, não deixa de ser triste que a melhor alternativa que a Esquerda apresenta seja o Mário Soares... Where are the new guys?
Vi hoje uns cartazes amarelos. Diziam Vota Presidente Honesto. Pois tá bem.
esquizofrenia ou e se me deixassem em paz?
Ontem 23:35, localização física: atelier, ligação virtual: messenger
- Então, por aqui? O que fazes?
- Estou no atelier.
- O quê? A esta hora? Ganda exploração! Nem te pagam nada de jeito! Vai-te embora!
-...
Hoje, 15:45, localização física: rua, ligação virtual: telemóvel
- Olá. Ondes estás?
- Na rua
- Ah, não estás no atelier?
- Não, saí mais cedo.
- Ehhh... Tás de férias! Ganda vida!
- ...
Ás vezes sinto-me tão cansada. :)
- Então, por aqui? O que fazes?
- Estou no atelier.
- O quê? A esta hora? Ganda exploração! Nem te pagam nada de jeito! Vai-te embora!
-...
Hoje, 15:45, localização física: rua, ligação virtual: telemóvel
- Olá. Ondes estás?
- Na rua
- Ah, não estás no atelier?
- Não, saí mais cedo.
- Ehhh... Tás de férias! Ganda vida!
- ...
Ás vezes sinto-me tão cansada. :)
do trabalho
Dizem que o ócio é amigo do vício e quer-me parecer que terão razão. Já não tenho tempo para nada!
17 December 2005
Festa Acidental
Sim, a ala reaccionária do Quase Famosos safa-se bem na arte de enfiar cds em aparelhagens e carregar no play. Andavam lá uns tipos com umas t-shirts brancas com umas frases estampadas, I love Vital Moreira e um site duma tal Joana. Quem seriam?
Houve uns momentos obscuros e muitas outros em que parecia que estava a ouvir uma playlist do meu iPod mas a verdade é que passei tanto tempo na pista de dança que nem tive tempo para conhecer outros bloggers que deviam andar por lá...
Mentira. Conheci a Sara e gostei muito (dôzo yoroshiku!). A malta durona não aguentou e saiu cedo demais!
Outros ficarão para outra festa para o ano! Mas vamos lá buscar o Ricardo à Alemanha, o Pedro que traga o Vicente e a mamã, o Cristovão que apareça também porque nós sentimos a falta deles e queremos é festa Quase Famosa com a irmandade dijai completa!
Houve uns momentos obscuros e muitas outros em que parecia que estava a ouvir uma playlist do meu iPod mas a verdade é que passei tanto tempo na pista de dança que nem tive tempo para conhecer outros bloggers que deviam andar por lá...
Mentira. Conheci a Sara e gostei muito (dôzo yoroshiku!). A malta durona não aguentou e saiu cedo demais!
Outros ficarão para outra festa para o ano! Mas vamos lá buscar o Ricardo à Alemanha, o Pedro que traga o Vicente e a mamã, o Cristovão que apareça também porque nós sentimos a falta deles e queremos é festa Quase Famosa com a irmandade dijai completa!
14 December 2005
be brave. hold on
In two more years, my sweetheart, we will see another view
such longing for the past for such completion
What was once golden has now turned a shade of grey
I've become crueler in your presence
They say: 'be brave, there's a right way and a wrong way'
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever
Two more years, there's only two more years
Two more years, there's only two more years
Two more years so hold on
bloc party: two more years
such longing for the past for such completion
What was once golden has now turned a shade of grey
I've become crueler in your presence
They say: 'be brave, there's a right way and a wrong way'
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever
Two more years, there's only two more years
Two more years, there's only two more years
Two more years so hold on
bloc party: two more years
excuse me but I just have to explode *
and tomorrow I will not wake up brand new
foda-se puta que os pariu caralho e quem me dera que fossem todos sodomizados no Inferno com chamas a arder lentamente os filhos da puta duns cabrões assim a brincar com a vida das pessoas.
olha... não me faz sentir nem um bocadinho melhor.
*bjork: pluto
foda-se puta que os pariu caralho e quem me dera que fossem todos sodomizados no Inferno com chamas a arder lentamente os filhos da puta duns cabrões assim a brincar com a vida das pessoas.
olha... não me faz sentir nem um bocadinho melhor.
*bjork: pluto
irasshaimase recomenda
VIVAMENTE
Slava Snow Show no CCB até 18 de Dezembro.
(Já vi duas vezes. O que deve querer dizer alguma coisa. E não, não quer dizer que eu tenho Alzheimer ou má memória. E também não sou despistada. Quis mesmo ver outra vez. E não, não me ofereceram os bilhetes. Ok foi a minha mãe que pagou. Sim custam 30€ 2ªplateia. Isso também deve querer dizer alguma coisa. Porque foi a segunda vez que fui ver o espectáculo. Que sei gastar bem o dinheiro da minha mãe, claro está. Sim mas custa menos ir ao Slava que jantar na Bica do Sapato. Isso sim é caro. Se bem que o sushi, bolas, é mesmo bom. Mas caramba, não vale um oitavo do meu salário. Já o Slava, vale tudo meus amigos que é lindíssimo! Ah e levem as crianças...)
Slava Snow Show no CCB até 18 de Dezembro.
(Já vi duas vezes. O que deve querer dizer alguma coisa. E não, não quer dizer que eu tenho Alzheimer ou má memória. E também não sou despistada. Quis mesmo ver outra vez. E não, não me ofereceram os bilhetes. Ok foi a minha mãe que pagou. Sim custam 30€ 2ªplateia. Isso também deve querer dizer alguma coisa. Porque foi a segunda vez que fui ver o espectáculo. Que sei gastar bem o dinheiro da minha mãe, claro está. Sim mas custa menos ir ao Slava que jantar na Bica do Sapato. Isso sim é caro. Se bem que o sushi, bolas, é mesmo bom. Mas caramba, não vale um oitavo do meu salário. Já o Slava, vale tudo meus amigos que é lindíssimo! Ah e levem as crianças...)
13 December 2005
portugal visto pelos olhos dum japonês
(À boleia num carro de um amigo meu)
"How can you own a car, being so young and living with your parents? How can you buy a car if you don't have where to park?"
"How can you own a car, being so young and living with your parents? How can you buy a car if you don't have where to park?"
portugal visto pelos olhos dum japonês
(falando da hora de almoço no seu local de trabalho)
"Why do we all have to have lunch together? It's always around 6, 7 people... we'll never find table for all. And we always have to wait fo someone! Why? Why? It's just lunch! We work together! We're going to meet again in 1 hour! Why do I have to wait? In Japan it's so rude to make someone wait."
ps: é tão rude fazer os outros esperar que até começam a comer antes de chegar toda a gente ou antes da comida chegar a todos a ponto de muitas vezes alguém já ter acabado de comer antes do vizinho ter até recebido a comida! e sim, a culpa também é do serviço que não faz com que todos recebam a comida ao mesmo tempo. Lost in Culturation...
"Why do we all have to have lunch together? It's always around 6, 7 people... we'll never find table for all. And we always have to wait fo someone! Why? Why? It's just lunch! We work together! We're going to meet again in 1 hour! Why do I have to wait? In Japan it's so rude to make someone wait."
ps: é tão rude fazer os outros esperar que até começam a comer antes de chegar toda a gente ou antes da comida chegar a todos a ponto de muitas vezes alguém já ter acabado de comer antes do vizinho ter até recebido a comida! e sim, a culpa também é do serviço que não faz com que todos recebam a comida ao mesmo tempo. Lost in Culturation...
portugal visto pelos olhos dum japonês
(respondendo a "tell me something you found annoying here?")
"It's so slow"
"It's so slow"
12 December 2005
publicidade institucional
Às vezes acho que os arquitectos davam óptimos voluntários para nobres causas.
Muitos, principalmente recém-licenciados (não vamos mencionar nomes), trabalham de graça ou por quantias ridículas por uma causa quase invisível que quase toda a gente ignora.
E como todas as grandes causas o mundo seria muito melhor se nos prestassem um bocadinho mais de atenção (que é um pensamento que todo o bom voluntário gosta de acreditar).
Muitos, principalmente recém-licenciados (não vamos mencionar nomes), trabalham de graça ou por quantias ridículas por uma causa quase invisível que quase toda a gente ignora.
E como todas as grandes causas o mundo seria muito melhor se nos prestassem um bocadinho mais de atenção (que é um pensamento que todo o bom voluntário gosta de acreditar).
10 December 2005
salut monsieur le president
Resfastelada na minha sala banhada pelo sol de inverno penso que ouvi a repetição na sic notícias do segundo round presidencial Jerónimo-Soares. Foi, mais uma vez tão interessante como ler as páginas amarelas. Eu, claro, adormeci. Blame it on the sun.
Estou agora a ver a repetição do Cavaco-Louçã. Café na mão, amarrada a uma cadeira espartana, não adormecer é preciso... presta atenção Sushi!
Estou agora a ver a repetição do Cavaco-Louçã. Café na mão, amarrada a uma cadeira espartana, não adormecer é preciso... presta atenção Sushi!
07 December 2005
ohayo gozaimasu!*
Todas as manhãs cruzo-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa.
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...
Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...
* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...
Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...
* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo
já pensaram que a maior árvore de natal da europa é provavelmente a única?
Há duas palavras que eu detesto: Natal e Ano-Novo.
Detesto também tudo o que vem agarrado a essas palavras: prendas, centros comerciais, iluminação, filas e mais filas, conversa de chacha, bacalhau e peru e bla-blas católicos. Salvam-se as filhós e o pobre do Jesus que se crucificaria outra vez se visse como e para o quê que usam o nome dele. Salva-se uma noite com uma das melhores famílias do mundo e o Home Alone.
Agarrado ao Ano-Novo vem ainda mais disparates: ideias como temos-que-fazer-alguma-coisa-de-especial, recomeço, esquecer o passado, desejos, decisões-agora-é-que-vai-ser, pagar balúrdios para ir ao sítio normalíssimo onde estivémos duas semanas antes, marcar alojamento com décadas de antecedência, vestir tops e vestidos quando está um frio de rachar, faz-me tudo soltar um looongo *suspiro* de impaciência. Salvam-se os amigos! Qualquer desculpa é boa para estar com os amigos! And the one(s) we love!
Oh meu deus, estou a tornar-me na minha mãe. E porque eu adorava o Natal quando era criança e a minha mãe pensava como eu penso agora faço aqui a promessa de só voltar a gostar do Natal quando for mãe...
Fiuuu... ainda tenho uns anitos.
Detesto também tudo o que vem agarrado a essas palavras: prendas, centros comerciais, iluminação, filas e mais filas, conversa de chacha, bacalhau e peru e bla-blas católicos. Salvam-se as filhós e o pobre do Jesus que se crucificaria outra vez se visse como e para o quê que usam o nome dele. Salva-se uma noite com uma das melhores famílias do mundo e o Home Alone.
Agarrado ao Ano-Novo vem ainda mais disparates: ideias como temos-que-fazer-alguma-coisa-de-especial, recomeço, esquecer o passado, desejos, decisões-agora-é-que-vai-ser, pagar balúrdios para ir ao sítio normalíssimo onde estivémos duas semanas antes, marcar alojamento com décadas de antecedência, vestir tops e vestidos quando está um frio de rachar, faz-me tudo soltar um looongo *suspiro* de impaciência. Salvam-se os amigos! Qualquer desculpa é boa para estar com os amigos! And the one(s) we love!
Oh meu deus, estou a tornar-me na minha mãe. E porque eu adorava o Natal quando era criança e a minha mãe pensava como eu penso agora faço aqui a promessa de só voltar a gostar do Natal quando for mãe...
Fiuuu... ainda tenho uns anitos.
05 December 2005
hello mr. president?
Decisão: From now on estou empenhadíssima em decidir qual dos candidatos à presidência da república é o mais qualificado para liderar este país à deriva! A sério, vou ouvi-los a todos, vou ponderar as suas opiniões e até pode ser que leia o Expresso um destes sábados, vou conversar, vou ouvir, vou pensar.
Depois desta grande resolução a coisa começou mal... o debate Alegre-Cavaco foi quase tão emocionante como uma corrida de caracóis. Adormeci 4 vezes e acho que não consigo fazer um resumo decente. Só me lembro de ouvir o Rodrigo Guedes de Carvalho dizer ao Manuel Alegre que ele tinha um défice de tempo... Eu tenho um défice de sono e um excesso de espirros. Mas não dá para suportar a pose Cavaco à la salvador da pátria eu-sei-que-cometi-alguns-erros-mas-mudei-e-agora-afinal-continuo-o-maior.
Para o próximo vou beber café antes.
Depois desta grande resolução a coisa começou mal... o debate Alegre-Cavaco foi quase tão emocionante como uma corrida de caracóis. Adormeci 4 vezes e acho que não consigo fazer um resumo decente. Só me lembro de ouvir o Rodrigo Guedes de Carvalho dizer ao Manuel Alegre que ele tinha um défice de tempo... Eu tenho um défice de sono e um excesso de espirros. Mas não dá para suportar a pose Cavaco à la salvador da pátria eu-sei-que-cometi-alguns-erros-mas-mudei-e-agora-afinal-continuo-o-maior.
Para o próximo vou beber café antes.
pudores
Em grande jantarada cá em casa alguém decidiu abrir este modesto blog e começar a ler.
Antevendo o meu embaraço pedi para não o fazerem. "Ah...Porquê? Não é um bocado estúpido escreveres na net e não quereres que ninguém leia?". "Não é isso...". Começaram a ler.
Com as palavras que aqui costumo deixar a serem lidas em voz alta de repente tudo começou a soar a balelas ridículas. Assim exposta daquela maneira apeteceu-me terminar com o blog ali mesmo para nunca ter que me sujeitar ao mesmo. Sou envergonhada o que é que querem?!
Era tão mais fácil no Japão. Ninguém me ligava a ler o meu próprio blog em voz alta. Eu não me importo que leiam. Mas não à minha frente em voz alta!
Antevendo o meu embaraço pedi para não o fazerem. "Ah...Porquê? Não é um bocado estúpido escreveres na net e não quereres que ninguém leia?". "Não é isso...". Começaram a ler.
Com as palavras que aqui costumo deixar a serem lidas em voz alta de repente tudo começou a soar a balelas ridículas. Assim exposta daquela maneira apeteceu-me terminar com o blog ali mesmo para nunca ter que me sujeitar ao mesmo. Sou envergonhada o que é que querem?!
Era tão mais fácil no Japão. Ninguém me ligava a ler o meu próprio blog em voz alta. Eu não me importo que leiam. Mas não à minha frente em voz alta!
03 December 2005
raise your glasses high
"I understand
You're in search of the place
To continue the chase of the heavenly taste
I suggest in that case you all come with me
To my place by the sea where the glasses shall be
Overflowing with free alcoholic delights
And free love if you like for what point has this life
If you can't realise your dreams?"
You're in search of the place
To continue the chase of the heavenly taste
I suggest in that case you all come with me
To my place by the sea where the glasses shall be
Overflowing with free alcoholic delights
And free love if you like for what point has this life
If you can't realise your dreams?"
30 November 2005
porque eu não posso ouvir música enquanto trabalho
Porque estou aqui a gritar Interpol, com vontade de saltar, a um passo de ser despedida.
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
sms
Nesta coisa dos blogs não se pode escrever muito. Textos compridos são ignorados porque dão trabalho a ler. E trabalho a escrever. Com inúmero blogs criados diariamente a saltarem como pipocas à fente dos nossos olhos também nós (outra vez este nós... "como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço" ) saltamos de blog em blog passando os olhos "voyeuristicamente" sem fixar, atacando o mouse com a nossa parkinson precoce.
tsukareta
Ultimamente acordo já estoirada, ainda com o peso do dia anterior nos ombros. O meu primeiro pensamento do dia é imaginar-me a aterrar na cama (demasiadas) horas depois. Ao longo do dia o pensamento dilui-se na agitação diária. Volta com o café do almoço, volta antes do jantar e faz-me adormecer no cinema a sorrir.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
vozes insanes dizem que eu não ligo muito ao blog
É mentira, é mentira...
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
26 November 2005
much better now
Hmmm... mas nada como uma noite a dançar para afugentar as nuvens negras! Continuo na mesma mas já tudo me parece mais colorido! The best is yet to come!
25 November 2005
nobody said it would get easier

Tinha 4 dias para tomar uma decisão.
Acabei por achar que a tinha tomado quando tudo se enrolou outra vez. E não tinha feito mais que adiar. Estou para aqui a sentir-me como uma barata tonta, sem conseguir tomar decisões presa a variáveis que não dependem de mim. O mais engraçado é que eu sou sempre muito opinativa quanto à vida dos outros. Em relação à minha revelo uma falta de objectividade impressionante. Com um cérebro impossível de parar sofro de uma racionalização excessiva. Entre análises e reanálises não consigo perceber o que é que eu realmente quero. Conselhos não fazem mais que me confundir mas sozinha não tenho tido grande perspectiva. Toda a vida tenho empurrado para a frente seguindo um caminho escolhido por mim mas tão fácil e lógico.
Não me sinto minimamente preparada para este mundo. Para esta competição. Para estes jogos. Para esta insegurança e incerteza. Para assumir estes compromissos. Para tomar estas decisões.
Literalmente só me apetece enfiar a cabeça na areia. Apetece-me ser Pimpinha Jardim. Dizer disparates e viver disparates. Só queria fingir que não tenho que decidir, que não tenho que fazer opções. Ponderar prós e contras e atirar-me. E assumir as minhas decisões.
Uma menina muito confusa é como eu me sinto. É.
Do dia de hoje salvou-se o almoço. Obrigada meninos!
23 November 2005
o que eu me ri
Via Quebra li este texto do Nuno Markl que simplesmente hilariante! Aii... sempre que eu pensar que estou a ser fútil vou tentar lembrar-me que nunca conseguirei chegar aos tornozelos da Pimpinha.
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
22 November 2005
20 November 2005
hmm... quem raio são os Ride?

You Are... Ride.
You are young at heart and full of energy. You are
talented but very modest. You are happy go
lucky and care free. You have learned to take
the good with the bad and you just accept life
for being what it is. People tend to be envious
of you, That's only because they don't
understand you and they just want some of what
you have. There's no task too hard for you and
you excel at pretty much everything you try to
do. You have a playful personallity and a
beautiful inner soul.
what Creation Records band are you? (complete with text and images)
brought to you by Quizilla
Sadness is easier because its surrender. I say make time to dance alone with one hand waving free
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
16 November 2005
in heaven everything is fine
Se aos homens muçulmanos, quando morrem, lhes espera um reino de almofadas e 72 virgens inteiramente à sua disposição, o que é que espera as mulheres muçulmanas?
15 November 2005
planos só para amanhã e olha lá!
Aí está ela, mais uma aventura no caminho fantástico da Sushi Lover, essa porreira! Não é que a miúda tanto chorou, tanto se lamentou que lá lhe ouviram as preces. Uns dias antes da Nossa Senhora descer à capital, qual comitiva de milagres de antecipação, lá lhe caiu um trabalho em cima do colo!
Não, não é emprego, é mesmo só trabalho! (Duração indefinida, situação mais que precária, nada na vida é seguro de qualquer maneira e eu posso morrer amanhã e se calhar até hoje, why worry?) Um trabalho que agora lhe consome uma média de 9 horas diárias... Por isso a não ser que alucine e passe só a falar de hatchs e offsets e copy/paste... (só vos digo que descobri o comando smudge no photoshop, e estou apaixonada! aquilo é lindo!) a Sushi Lover vai talvez parar menos por estas bandas... but never giving up!!!
Mas só para que saibam a miúda anda muito mais bem disposta!
Não, não é emprego, é mesmo só trabalho! (Duração indefinida, situação mais que precária, nada na vida é seguro de qualquer maneira e eu posso morrer amanhã e se calhar até hoje, why worry?) Um trabalho que agora lhe consome uma média de 9 horas diárias... Por isso a não ser que alucine e passe só a falar de hatchs e offsets e copy/paste... (só vos digo que descobri o comando smudge no photoshop, e estou apaixonada! aquilo é lindo!) a Sushi Lover vai talvez parar menos por estas bandas... but never giving up!!!
Mas só para que saibam a miúda anda muito mais bem disposta!
inho inho inho inho
então menina, aqui tem o seu cafezinho e o bolinho?, só mais uma coisinha, tem bihetinho para o autocarrozinho, aqui está a sua multinha para o seu carrinho, uma florzinha tão bonitinha, desculpe qualquer coisinha, é um livrinho muito bom, quer a prendinha embrulhadinha?
Arrgh! Não é completamente enervante a constante repetição de diminutivos? É uma doença nacional! Mas não é grave, é só uma doençazinha...
Arrgh! Não é completamente enervante a constante repetição de diminutivos? É uma doença nacional! Mas não é grave, é só uma doençazinha...
14 November 2005
keeping (my) japan alive #2
Andei a passear o meu kimono preto sábado à noite pelo Castelo. Um kimono vestido de modo aldrabado porque não tenho as peças todas para montar a vestimenta completa. Aqui que ninguém nos ouve, acho que ninguém deu pelo aldrabanço e ainda bem que os turistas japoneses já voltaram para a terra deles, para não ser apontada como uma fraude.
Enfim, aldrabar é uma palavra muito forte, chamemos-lhe uma... reinterpretação criativa!
É muito lindo e muito elegante o meu kimono de seda mas às tantas tive que dar uma de Clark-Kent-turns-superman (mas ao contrário) e abandonar a minha vestimenta de super heroína japonesa que me estava a apertar, a toldar os meus movimentos e a aquecer o meu corpo a temperaturas do Sahara... Raça das japonesas como é que elas aguentam? Mas lá que é lindo o meu kimono é. Outro dia irei deslizar por Lisboa outra vez.
Watch out for Sushi Lover reinterpreting the kimono... in Lisbon when you least expect it!
Enfim, aldrabar é uma palavra muito forte, chamemos-lhe uma... reinterpretação criativa!
É muito lindo e muito elegante o meu kimono de seda mas às tantas tive que dar uma de Clark-Kent-turns-superman (mas ao contrário) e abandonar a minha vestimenta de super heroína japonesa que me estava a apertar, a toldar os meus movimentos e a aquecer o meu corpo a temperaturas do Sahara... Raça das japonesas como é que elas aguentam? Mas lá que é lindo o meu kimono é. Outro dia irei deslizar por Lisboa outra vez.
Watch out for Sushi Lover reinterpreting the kimono... in Lisbon when you least expect it!
deve ser da idade
Ando a tentar perceber porque é que ainda me dou ao trabalho de ir ao Lux. Ultimamente parece que não há mesmo mais nenhuma discoteca em Lisboa tal é a fila para entrar. Esperar meia hora ao frio para pagar um preço exorbitante para entrar num sítio atafulhado qual carruagem de metro japonesa, começa a parecer-me uma grandessíssima estupidez. Lá dentro mal se respira, conseguir uma bebida é um teste à paciência zen, mas o melhor mesmo é não beber porque a fila para a casa de banho dá vontade de correr para o rio. A música tem momentos mas é, em geral, má isto é, para não ofender susceptibilidades, não é do meu agrado.
E pior. Está cheio de crianças.
Para além do ridículo que é ir para uma discoteca às 4 da manhã, sair de lá às 8 intoxicada em fumo para o sol do dia seguinte, cruzarmo-nos com as pessoas que vão trabalhar sentindo a vergonha da futilidade e principalmente do desperdício de tempo. O dia seguinte já está estragado com os sonos trocados.
Em países escandinavos sai-se do trabalho às 17, lá para as 21 já tá tudo nos bares com os amigos. Numa noite muita maluca ainda dá para ir a uma discoteca e apanhar o night bus da 1 para casa...
Ai, a idade não perdoa. Quem havia de dizer que eu ia sair assim tão conservadora?
Agora esqueçam tudo o que eu disse: Dezperados a bombar próxima sexta... no Lux. Por favor não apareçam.
E pior. Está cheio de crianças.
Para além do ridículo que é ir para uma discoteca às 4 da manhã, sair de lá às 8 intoxicada em fumo para o sol do dia seguinte, cruzarmo-nos com as pessoas que vão trabalhar sentindo a vergonha da futilidade e principalmente do desperdício de tempo. O dia seguinte já está estragado com os sonos trocados.
Em países escandinavos sai-se do trabalho às 17, lá para as 21 já tá tudo nos bares com os amigos. Numa noite muita maluca ainda dá para ir a uma discoteca e apanhar o night bus da 1 para casa...
Ai, a idade não perdoa. Quem havia de dizer que eu ia sair assim tão conservadora?
Agora esqueçam tudo o que eu disse: Dezperados a bombar próxima sexta... no Lux. Por favor não apareçam.
so tell the girls that I am back in town

Na sexta à noite fui ouvir o Jay Jay Johanson, um dos poucos concertos para o qual, em cima da hora ainda se podia comprar bilhete! 3 horas depois de eu chegar, depois de ter ouvido 3 bandas portuguesas electrónicas, lá apareceu o sueco com um certo ar androide e um sorriso que mais parecia um esgar, aparentemente depois de ter feito uma fita "ou toco agora ou vou-me embora" passando à frente dos Producers (boring boring!). Chamem-lhe vedeta mas a verdade é que tudo começou com mais de uma hora de atraso e o gajo é sueco pá!
Atacou logo so tell the girls that I am back in town e a 2 metros do Jay Jay eu já parecia a maior fan de todos os tempos! De repente dei por mim a cantar todas as músicas... a letra saía da minha boca quase involuntariamente. Nem eu sabia que sabia tantas músicas dele! A voz é magnífica. A aura androide impedia-me de desviar o olhar para o que quer que fosse e o concerto parecia ter sido feito para mim...
If you'd pick up the phone I would tell you
The most beautiful words I know
If you'd answer now I would say it to you
Over and over again
Moshi moshi, escuto?
13 November 2005
baz luhrman talks to the people #21 and last
Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it.
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.
(the end. Baz Luhrmann, The Sunscreen Song in "Baz Luhrmann Presents Something For Everybody", 1998?)
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.
(the end. Baz Luhrmann, The Sunscreen Song in "Baz Luhrmann Presents Something For Everybody", 1998?)
baz luhrman talks to the people #20
Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look 85.
baz luhrman talks to the people #19
Don't expect anyone else to support you.
Maybe you have a trust fund.
Maybe you'll have a wealthy spouse.
But you never know when either one might run out.
Maybe you have a trust fund.
Maybe you'll have a wealthy spouse.
But you never know when either one might run out.
baz luhrman talks to the people #18
Accept certain inalienable truths:
Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
baz luhrman talks to the people #17
Live in New York City once, but leave before it makes you hard.
Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
baz luhrman talks to the people #16
Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young.
11 November 2005
a vida é dura
Assim que instalei a adsl, consegui trabalho!
Nem sequer tive tempo de me tornar uma geek como deve ser...
Nem sequer tive tempo de me tornar uma geek como deve ser...
baz luhrman talks to the people #15
Get to know your parents.
You never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings.
They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on.
You never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings.
They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on.
baz luhrman talks to the people #14
Read the directions, even if you don't follow them.
Do not read beauty magazines.
They will only make you feel ugly.
Do not read beauty magazines.
They will only make you feel ugly.
baz luhrman talks to the people #13
Enjoy your body.
Use it every way you can.
Don't be afraid of it or of what other people think of it.
It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.
Use it every way you can.
Don't be afraid of it or of what other people think of it.
It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.
baz luhrman talks to the people #12
Maybe you'll marry, maybe you won't.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance.
So are everybody else's.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance.
So are everybody else's.
09 November 2005
08 November 2005
baz luhrman talks to the people #10
Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.
The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives.
Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives.
Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
baz luhrman talks to the peole #9
Keep your old love letters.
Throw away your old bank statements.
Stretch.
Throw away your old bank statements.
Stretch.
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