09 February 2006

nota

Não sei se repararam mas eu fiquei contente por ter encontrado uma foto duma multidão japonesa para ilustrar o post de ontem...

07 February 2006

breaking news

Passar uns minutos de manhã a saltar pela casa cantando o novo single dos belle & sebastian deixa-me muito muito bem-disposta!

You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat

move slower

O filme da gueisha fez-me lembrar como a sensibilidade, o requinte dos detalhes e apreciação pela beleza da cultura japonesa contrastam tão violentamente com a cultura americana. E europeia, by the way.

06 February 2006

todos à cultura!

Está a decorrer um ciclo de cinema alemão no King. No alto da minha inocência achei que 3 minutos antes do documentário sobre Instambul começar dava à vooooontaaade para comprar o bilhete, sentar-me confortavelmente num local central e a meio da plateia e disfrutar de 100 minutos sobre a mais europeia das cidades asiáticas...
Pois.
"Menina, já só temos na segunda fila! "
"Ohhh, a sério?"
"Quer ou não quer?"
Não, não quero que ainda sou muito nova para ficar vesga.
É impressão minha ou há uns anos estas coisas (i.e. programas cinéfilos temporários e esporádicos) estavam quase sempre às moscas? Seja o que for que se ande a passar ainda bem, ainda bem que tudo enche! Agora é dar-lhe mais tempo para comprar o bilhete a horas.

03 February 2006

qualidade de vida

Há certamente alguma ironia no facto de, ao começar a trabalhar, a minha qualidade de vida tenha diminuído. Sendo que aos 25 é já para mim humilhação suficiente viver com os meus pais no meu quarto de adolescente, pedir mesada raia o nonsense. Ou seja agora, que comecei a trabalhar, sei como se sente 70% da população portuguesa: pennyless!
Mas como se diz, a necessidade aguça o engenho, e a poupança faz-me andar a pé (adiando ad-eterno o meu trauma automobilístico) e almoçar frequentemente numa cantina (é claro que sou estudante de economia minha senhora, olhe aqui 2 euros microeconómicos!).
Há, no entanto, certos hábitos que custam a despegar... custa abrir mão dos cinemas, dos espectáculos, da gulbenkian, da culturgest e do ccb, de comprar os cds, os livros... É que quando nos habituamos ao luxo custa deixá-lo. Mas bolas, 15€ por um romance parece-me um assalto! Considero agora bem mais seriamente a cinemateca e os descontos à segunda e no outro dia descobri um admirável mundo novo: as bibliotecas de lisboa! Meus amigos aquilo é um espectáculo! Têm os catálogos completos disponíveis online, pesquisar é fácil e até agora, não me desiludiram (sendo que só procurei dois livros...), há a modalidade entrega-ao-domicílio, etc.
Aaahhh... tal como a neve, é incrível como a felicidade pode vir de coisas tão simples! Agora, por 15 dias tenho O Fio da Navalha do Somerset Maugham em casa. No fim do livro, já não devo estar tão feliz. Ouvi dizer que é "terrível".

30 January 2006

sobre o brokeback mountain

Eu, por exemplo, sempre achei que entre o clint eastwood e o charles bronson havia uma relação especial. Aquela harmónica... muito subtil.

29 January 2006

life is what happens while you're busy making plans

8% do mundo so far



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da cidade

"No meio desta máquina, sem autor e sua vítima, nasce, vive e morre o homem, que criou a cidade para o prolongar, para o servir para ser mais rico, para viver melhor, para ser mais feliz, numa palavra. Mas os seus contactos com a mater natura são mínimos porque a cidade coneporânea é, por definição, contra a natureza e quando a aceita e apenas para demonstrar que pode dominá-la; os contactos com o seu semelhante são episódicos, ocasionais ou forçados porque a cidade esmera-se em ser anti-social e destrói todas as bases de uma vida social harmónica; os seus movimentos são difíceis porque apesar de toda a sua rede de auto-estradas, dos seus metropolitanos, dos seus helicópteros, a cidade é cada vez menor para os veículos que a assediam; a sua habitação é defeituosa porque ele vive empilhado em ediícios monstruosos ou velhas construções ultrapassadas ou nas ilusórias "casas com jardim" dos subúrbios; a sua saúde física e espiritual periga porque a cidade não lhe oferece normalmente condições de vida física equilrada e o seu excessivo dinamismo cria-lhe terríveis doenças mentais - numa palavra, a sua liberdade não existe porque a cidade contemporânea se transformou numa verdadeira prisão."

Fernando Távora, in Da Organização do Espaço, 1962, edições faup

turn off

- ... Bla bla bla, pois e tal , e depois lá no atelier...
- Espera. És arquitecta?
- Hmmm... siiiim...
- ...
- O quê? Tu também?
- Siiim...
- ...

27 January 2006

geração 82 - part 2

Ontem ouvi uma miúda dizer LOL ao telefone com uma amiga. Não se riu, disse LOL.

*suspiro* Cada vez compreendo mais os meus pais.

geração de 82

São só dois anos mas um imeeeeeeeeenso vazio separa-nos:

É suposto entender frases como esta?: gxt disso..ja vi k es um munino xeiu de kualidades..fika bjx....

já me tinha esquecido

e hoje ao passar por um cartaz ainda da campanha eleitoral lembrei-me:

Francisco ANACLETO Louçã?

23 January 2006

blogo...quê?

Entre entregas no atelier, seminários intensivos, festas de aniversário que incluem idas ao mundo underground e surreal dos amantes da salsa que rodopiam sem cessar ou idas a restaurantes indianos que são italianos , e uma dor de cabeça imensa, tenho estado num movimento frenético e estou em completo denial com o dia de ontem. Não, não, eu não entrei na minha antiga escola secundária, naquela aula de francês onde levámos todos falta disciplinar por cantarmos os parabéns não sei a quem. Não, não, eu não peguei naquela folhinha quadrada com uma gramagem fantástica para fazer escorregar a grafite de um lápis 6B. Não, não, eu não fiquei um tempo embaraçoso a olhar para essa folha, completamente perdida. Não, não, eu não pus uma cruz num qualquer candidato que me levaria 1 ou 2 semanas depois àquele mesmo lugar. A única coisa que sim, sim, não me largou todo o dia foi uma imensa dor de cabeça que sobrevive até hoje mesmo com todas as drogas que já lhe dei.

17 January 2006

nacionalidade

Faz-nos normalmente imensa confusão sermos confundidos com os espanhóis. Que horror, somos tão diferentes. E, no entanto, confundimos alegremente moldavos com ucranianos ou russos com romenos, não interessa são todos iguais. Vietname ou Cambodja? É desses lados! Peru ou Argentina? Falam espanhol! Repetindo uma série de desconhecimentos culturais e geográficos!
Se para nós chineses são iguais aos japoneses não nos pode chocar acharem-nos iguais aos espanhóis. O que, na realidade, não é mentira! Ao lado duma japonesa sou igual a uma espanhola!

E bem me lembro do marroquino que, em Oslo, me agarra na mão e me diz "és tão bonita, fazes-me lembrar as mulheres da minha aldeia em Marrocos!" Até marroquina podia ser!

yuri

Uma das salas aqui no atelier está a ser pintada pelo Yuri. O Yuri é um romeno, moldavo, enfim daqueles lados, com 1,90m, que era atleta/fisoterapeuta na Roménia ou Moldávia, whatever.

É forte o Yuri.
Pinta bem o Yuri.

(Lava os pincéis e deita os restos das tinta no lavatório da casa-de-banho entupindo-o)

E também faz massagens o Yuri.

E é loiro o Yuri.

ouve-se no atelier

"Estou apaixonada por esta sanita!"

(suspensa, branca, redonda, linda para o projecto)

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