12 December 2005
10 December 2005
salut monsieur le president
Resfastelada na minha sala banhada pelo sol de inverno penso que ouvi a repetição na sic notícias do segundo round presidencial Jerónimo-Soares. Foi, mais uma vez tão interessante como ler as páginas amarelas. Eu, claro, adormeci. Blame it on the sun.
Estou agora a ver a repetição do Cavaco-Louçã. Café na mão, amarrada a uma cadeira espartana, não adormecer é preciso... presta atenção Sushi!
Estou agora a ver a repetição do Cavaco-Louçã. Café na mão, amarrada a uma cadeira espartana, não adormecer é preciso... presta atenção Sushi!
07 December 2005
ohayo gozaimasu!*
Todas as manhãs cruzo-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa.
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...
Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...
* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo
Sabe bem ainda poder dizer todas as manhãs ohayo! a alguém que o entende mas ser cumprimentada com dois beijos na face...
Todas as noites volto a cruzar-me com os meus amigos japoneses que trabalham aqui em Lisboa. Sabe bem ainda poder dizer kombawa! e ja mata! a alguém que o entende mas despedir-me com dois beijos na face...
* ohayo: bom dia, o primeiro cumprimento da manhã no Japão
kombawa: boa noite
ja mata: até logo
já pensaram que a maior árvore de natal da europa é provavelmente a única?
Há duas palavras que eu detesto: Natal e Ano-Novo.
Detesto também tudo o que vem agarrado a essas palavras: prendas, centros comerciais, iluminação, filas e mais filas, conversa de chacha, bacalhau e peru e bla-blas católicos. Salvam-se as filhós e o pobre do Jesus que se crucificaria outra vez se visse como e para o quê que usam o nome dele. Salva-se uma noite com uma das melhores famílias do mundo e o Home Alone.
Agarrado ao Ano-Novo vem ainda mais disparates: ideias como temos-que-fazer-alguma-coisa-de-especial, recomeço, esquecer o passado, desejos, decisões-agora-é-que-vai-ser, pagar balúrdios para ir ao sítio normalíssimo onde estivémos duas semanas antes, marcar alojamento com décadas de antecedência, vestir tops e vestidos quando está um frio de rachar, faz-me tudo soltar um looongo *suspiro* de impaciência. Salvam-se os amigos! Qualquer desculpa é boa para estar com os amigos! And the one(s) we love!
Oh meu deus, estou a tornar-me na minha mãe. E porque eu adorava o Natal quando era criança e a minha mãe pensava como eu penso agora faço aqui a promessa de só voltar a gostar do Natal quando for mãe...
Fiuuu... ainda tenho uns anitos.
Detesto também tudo o que vem agarrado a essas palavras: prendas, centros comerciais, iluminação, filas e mais filas, conversa de chacha, bacalhau e peru e bla-blas católicos. Salvam-se as filhós e o pobre do Jesus que se crucificaria outra vez se visse como e para o quê que usam o nome dele. Salva-se uma noite com uma das melhores famílias do mundo e o Home Alone.
Agarrado ao Ano-Novo vem ainda mais disparates: ideias como temos-que-fazer-alguma-coisa-de-especial, recomeço, esquecer o passado, desejos, decisões-agora-é-que-vai-ser, pagar balúrdios para ir ao sítio normalíssimo onde estivémos duas semanas antes, marcar alojamento com décadas de antecedência, vestir tops e vestidos quando está um frio de rachar, faz-me tudo soltar um looongo *suspiro* de impaciência. Salvam-se os amigos! Qualquer desculpa é boa para estar com os amigos! And the one(s) we love!
Oh meu deus, estou a tornar-me na minha mãe. E porque eu adorava o Natal quando era criança e a minha mãe pensava como eu penso agora faço aqui a promessa de só voltar a gostar do Natal quando for mãe...
Fiuuu... ainda tenho uns anitos.
05 December 2005
hello mr. president?
Decisão: From now on estou empenhadíssima em decidir qual dos candidatos à presidência da república é o mais qualificado para liderar este país à deriva! A sério, vou ouvi-los a todos, vou ponderar as suas opiniões e até pode ser que leia o Expresso um destes sábados, vou conversar, vou ouvir, vou pensar.
Depois desta grande resolução a coisa começou mal... o debate Alegre-Cavaco foi quase tão emocionante como uma corrida de caracóis. Adormeci 4 vezes e acho que não consigo fazer um resumo decente. Só me lembro de ouvir o Rodrigo Guedes de Carvalho dizer ao Manuel Alegre que ele tinha um défice de tempo... Eu tenho um défice de sono e um excesso de espirros. Mas não dá para suportar a pose Cavaco à la salvador da pátria eu-sei-que-cometi-alguns-erros-mas-mudei-e-agora-afinal-continuo-o-maior.
Para o próximo vou beber café antes.
Depois desta grande resolução a coisa começou mal... o debate Alegre-Cavaco foi quase tão emocionante como uma corrida de caracóis. Adormeci 4 vezes e acho que não consigo fazer um resumo decente. Só me lembro de ouvir o Rodrigo Guedes de Carvalho dizer ao Manuel Alegre que ele tinha um défice de tempo... Eu tenho um défice de sono e um excesso de espirros. Mas não dá para suportar a pose Cavaco à la salvador da pátria eu-sei-que-cometi-alguns-erros-mas-mudei-e-agora-afinal-continuo-o-maior.
Para o próximo vou beber café antes.
pudores
Em grande jantarada cá em casa alguém decidiu abrir este modesto blog e começar a ler.
Antevendo o meu embaraço pedi para não o fazerem. "Ah...Porquê? Não é um bocado estúpido escreveres na net e não quereres que ninguém leia?". "Não é isso...". Começaram a ler.
Com as palavras que aqui costumo deixar a serem lidas em voz alta de repente tudo começou a soar a balelas ridículas. Assim exposta daquela maneira apeteceu-me terminar com o blog ali mesmo para nunca ter que me sujeitar ao mesmo. Sou envergonhada o que é que querem?!
Era tão mais fácil no Japão. Ninguém me ligava a ler o meu próprio blog em voz alta. Eu não me importo que leiam. Mas não à minha frente em voz alta!
Antevendo o meu embaraço pedi para não o fazerem. "Ah...Porquê? Não é um bocado estúpido escreveres na net e não quereres que ninguém leia?". "Não é isso...". Começaram a ler.
Com as palavras que aqui costumo deixar a serem lidas em voz alta de repente tudo começou a soar a balelas ridículas. Assim exposta daquela maneira apeteceu-me terminar com o blog ali mesmo para nunca ter que me sujeitar ao mesmo. Sou envergonhada o que é que querem?!
Era tão mais fácil no Japão. Ninguém me ligava a ler o meu próprio blog em voz alta. Eu não me importo que leiam. Mas não à minha frente em voz alta!
03 December 2005
raise your glasses high
"I understand
You're in search of the place
To continue the chase of the heavenly taste
I suggest in that case you all come with me
To my place by the sea where the glasses shall be
Overflowing with free alcoholic delights
And free love if you like for what point has this life
If you can't realise your dreams?"
You're in search of the place
To continue the chase of the heavenly taste
I suggest in that case you all come with me
To my place by the sea where the glasses shall be
Overflowing with free alcoholic delights
And free love if you like for what point has this life
If you can't realise your dreams?"
30 November 2005
porque eu não posso ouvir música enquanto trabalho
Porque estou aqui a gritar Interpol, com vontade de saltar, a um passo de ser despedida.
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
sms
Nesta coisa dos blogs não se pode escrever muito. Textos compridos são ignorados porque dão trabalho a ler. E trabalho a escrever. Com inúmero blogs criados diariamente a saltarem como pipocas à fente dos nossos olhos também nós (outra vez este nós... "como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço" ) saltamos de blog em blog passando os olhos "voyeuristicamente" sem fixar, atacando o mouse com a nossa parkinson precoce.
tsukareta
Ultimamente acordo já estoirada, ainda com o peso do dia anterior nos ombros. O meu primeiro pensamento do dia é imaginar-me a aterrar na cama (demasiadas) horas depois. Ao longo do dia o pensamento dilui-se na agitação diária. Volta com o café do almoço, volta antes do jantar e faz-me adormecer no cinema a sorrir.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
vozes insanes dizem que eu não ligo muito ao blog
É mentira, é mentira...
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
26 November 2005
much better now
Hmmm... mas nada como uma noite a dançar para afugentar as nuvens negras! Continuo na mesma mas já tudo me parece mais colorido! The best is yet to come!
25 November 2005
nobody said it would get easier

Tinha 4 dias para tomar uma decisão.
Acabei por achar que a tinha tomado quando tudo se enrolou outra vez. E não tinha feito mais que adiar. Estou para aqui a sentir-me como uma barata tonta, sem conseguir tomar decisões presa a variáveis que não dependem de mim. O mais engraçado é que eu sou sempre muito opinativa quanto à vida dos outros. Em relação à minha revelo uma falta de objectividade impressionante. Com um cérebro impossível de parar sofro de uma racionalização excessiva. Entre análises e reanálises não consigo perceber o que é que eu realmente quero. Conselhos não fazem mais que me confundir mas sozinha não tenho tido grande perspectiva. Toda a vida tenho empurrado para a frente seguindo um caminho escolhido por mim mas tão fácil e lógico.
Não me sinto minimamente preparada para este mundo. Para esta competição. Para estes jogos. Para esta insegurança e incerteza. Para assumir estes compromissos. Para tomar estas decisões.
Literalmente só me apetece enfiar a cabeça na areia. Apetece-me ser Pimpinha Jardim. Dizer disparates e viver disparates. Só queria fingir que não tenho que decidir, que não tenho que fazer opções. Ponderar prós e contras e atirar-me. E assumir as minhas decisões.
Uma menina muito confusa é como eu me sinto. É.
Do dia de hoje salvou-se o almoço. Obrigada meninos!
23 November 2005
o que eu me ri
Via Quebra li este texto do Nuno Markl que simplesmente hilariante! Aii... sempre que eu pensar que estou a ser fútil vou tentar lembrar-me que nunca conseguirei chegar aos tornozelos da Pimpinha.
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
22 November 2005
20 November 2005
hmm... quem raio são os Ride?

You Are... Ride.
You are young at heart and full of energy. You are
talented but very modest. You are happy go
lucky and care free. You have learned to take
the good with the bad and you just accept life
for being what it is. People tend to be envious
of you, That's only because they don't
understand you and they just want some of what
you have. There's no task too hard for you and
you excel at pretty much everything you try to
do. You have a playful personallity and a
beautiful inner soul.
what Creation Records band are you? (complete with text and images)
brought to you by Quizilla
Sadness is easier because its surrender. I say make time to dance alone with one hand waving free
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
16 November 2005
in heaven everything is fine
Se aos homens muçulmanos, quando morrem, lhes espera um reino de almofadas e 72 virgens inteiramente à sua disposição, o que é que espera as mulheres muçulmanas?
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