morreu há 70 anos. Hoje.
e aqui vai-se relembrando.
30 November 2005
porque eu não posso ouvir música enquanto trabalho
Porque estou aqui a gritar Interpol, com vontade de saltar, a um passo de ser despedida.
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
It should be meeeeeeeeeeeeee... shalala... in love with somebody else...
it should be meeeee
wow, espera... isto é jeff buckley? liiiindo!
turning OFF
sms
Nesta coisa dos blogs não se pode escrever muito. Textos compridos são ignorados porque dão trabalho a ler. E trabalho a escrever. Com inúmero blogs criados diariamente a saltarem como pipocas à fente dos nossos olhos também nós (outra vez este nós... "como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço" ) saltamos de blog em blog passando os olhos "voyeuristicamente" sem fixar, atacando o mouse com a nossa parkinson precoce.
tsukareta
Ultimamente acordo já estoirada, ainda com o peso do dia anterior nos ombros. O meu primeiro pensamento do dia é imaginar-me a aterrar na cama (demasiadas) horas depois. Ao longo do dia o pensamento dilui-se na agitação diária. Volta com o café do almoço, volta antes do jantar e faz-me adormecer no cinema a sorrir.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
Quando finalmente se concretiza já falta tão pouco para o dia seguinte.
vozes insanes dizem que eu não ligo muito ao blog
É mentira, é mentira...
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
É verdade pronto!
É um lugar comum mas a realidade é que não tenho tempo. Não tenho tempo. Não tenho computador. Nem sequer tenho um banquinho that I can call my own. E tenho um ciclo de filmes japoneses na Culturgest. E tenho um encontro ansiado por 10 anos. E tenho que criar uma playlist que nos faça a todos relembrar a década de 90. O pior é que não é uma playlist do que eu ouvia mas uma playlist do que nós ouvíamos... Quem somos nós irei perguntar-me todo o dia de hoje e amanhã.
26 November 2005
much better now
Hmmm... mas nada como uma noite a dançar para afugentar as nuvens negras! Continuo na mesma mas já tudo me parece mais colorido! The best is yet to come!
25 November 2005
nobody said it would get easier

Tinha 4 dias para tomar uma decisão.
Acabei por achar que a tinha tomado quando tudo se enrolou outra vez. E não tinha feito mais que adiar. Estou para aqui a sentir-me como uma barata tonta, sem conseguir tomar decisões presa a variáveis que não dependem de mim. O mais engraçado é que eu sou sempre muito opinativa quanto à vida dos outros. Em relação à minha revelo uma falta de objectividade impressionante. Com um cérebro impossível de parar sofro de uma racionalização excessiva. Entre análises e reanálises não consigo perceber o que é que eu realmente quero. Conselhos não fazem mais que me confundir mas sozinha não tenho tido grande perspectiva. Toda a vida tenho empurrado para a frente seguindo um caminho escolhido por mim mas tão fácil e lógico.
Não me sinto minimamente preparada para este mundo. Para esta competição. Para estes jogos. Para esta insegurança e incerteza. Para assumir estes compromissos. Para tomar estas decisões.
Literalmente só me apetece enfiar a cabeça na areia. Apetece-me ser Pimpinha Jardim. Dizer disparates e viver disparates. Só queria fingir que não tenho que decidir, que não tenho que fazer opções. Ponderar prós e contras e atirar-me. E assumir as minhas decisões.
Uma menina muito confusa é como eu me sinto. É.
Do dia de hoje salvou-se o almoço. Obrigada meninos!
23 November 2005
o que eu me ri
Via Quebra li este texto do Nuno Markl que simplesmente hilariante! Aii... sempre que eu pensar que estou a ser fútil vou tentar lembrar-me que nunca conseguirei chegar aos tornozelos da Pimpinha.
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
Reparem (repara miss jones) que eu limpei a formatação do e-mail. O rigor, meus amigos, o rigor acima de tudo!
E agora, já podem ler:
"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes. Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuírem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board".
Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.
Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha nãosão assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar.Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."
Nuno Markl
22 November 2005
20 November 2005
hmm... quem raio são os Ride?

You Are... Ride.
You are young at heart and full of energy. You are
talented but very modest. You are happy go
lucky and care free. You have learned to take
the good with the bad and you just accept life
for being what it is. People tend to be envious
of you, That's only because they don't
understand you and they just want some of what
you have. There's no task too hard for you and
you excel at pretty much everything you try to
do. You have a playful personallity and a
beautiful inner soul.
what Creation Records band are you? (complete with text and images)
brought to you by Quizilla
Sadness is easier because its surrender. I say make time to dance alone with one hand waving free
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Two drifters, off to see the world
There’s such a lot of world to see
We’re after the same rainbow’s end, waitin’ ’round the bend
My huckleberry friend, moon river, and me
Moon river, wider than a mile
I’m crossing you in style some day
Oh, dream maker, you heart breaker
Wherever you’re goin’, I’m goin’ your way
Saí do cinema a assobiar esta música e com um sorriso estúpido nos lábios.
Elizabethtown é um filme positivo sobre como ultrapassar um fracasso, uma morte, é sobre uma viagem solitária, um amor inesperado, a importância da família, e a América, essa América que se cruza de carro. Por lamechas que soe, é sobre a vida. Onde podia ser exagerado não é, e onde podia ser lamechas não é.
E é sobre música! Não há melhor que Cameron Crowe para encaixar a música certa na cena certa. E tantas músicas certas.
16 November 2005
in heaven everything is fine
Se aos homens muçulmanos, quando morrem, lhes espera um reino de almofadas e 72 virgens inteiramente à sua disposição, o que é que espera as mulheres muçulmanas?
15 November 2005
planos só para amanhã e olha lá!
Aí está ela, mais uma aventura no caminho fantástico da Sushi Lover, essa porreira! Não é que a miúda tanto chorou, tanto se lamentou que lá lhe ouviram as preces. Uns dias antes da Nossa Senhora descer à capital, qual comitiva de milagres de antecipação, lá lhe caiu um trabalho em cima do colo!
Não, não é emprego, é mesmo só trabalho! (Duração indefinida, situação mais que precária, nada na vida é seguro de qualquer maneira e eu posso morrer amanhã e se calhar até hoje, why worry?) Um trabalho que agora lhe consome uma média de 9 horas diárias... Por isso a não ser que alucine e passe só a falar de hatchs e offsets e copy/paste... (só vos digo que descobri o comando smudge no photoshop, e estou apaixonada! aquilo é lindo!) a Sushi Lover vai talvez parar menos por estas bandas... but never giving up!!!
Mas só para que saibam a miúda anda muito mais bem disposta!
Não, não é emprego, é mesmo só trabalho! (Duração indefinida, situação mais que precária, nada na vida é seguro de qualquer maneira e eu posso morrer amanhã e se calhar até hoje, why worry?) Um trabalho que agora lhe consome uma média de 9 horas diárias... Por isso a não ser que alucine e passe só a falar de hatchs e offsets e copy/paste... (só vos digo que descobri o comando smudge no photoshop, e estou apaixonada! aquilo é lindo!) a Sushi Lover vai talvez parar menos por estas bandas... but never giving up!!!
Mas só para que saibam a miúda anda muito mais bem disposta!
inho inho inho inho
então menina, aqui tem o seu cafezinho e o bolinho?, só mais uma coisinha, tem bihetinho para o autocarrozinho, aqui está a sua multinha para o seu carrinho, uma florzinha tão bonitinha, desculpe qualquer coisinha, é um livrinho muito bom, quer a prendinha embrulhadinha?
Arrgh! Não é completamente enervante a constante repetição de diminutivos? É uma doença nacional! Mas não é grave, é só uma doençazinha...
Arrgh! Não é completamente enervante a constante repetição de diminutivos? É uma doença nacional! Mas não é grave, é só uma doençazinha...
14 November 2005
keeping (my) japan alive #2
Andei a passear o meu kimono preto sábado à noite pelo Castelo. Um kimono vestido de modo aldrabado porque não tenho as peças todas para montar a vestimenta completa. Aqui que ninguém nos ouve, acho que ninguém deu pelo aldrabanço e ainda bem que os turistas japoneses já voltaram para a terra deles, para não ser apontada como uma fraude.
Enfim, aldrabar é uma palavra muito forte, chamemos-lhe uma... reinterpretação criativa!
É muito lindo e muito elegante o meu kimono de seda mas às tantas tive que dar uma de Clark-Kent-turns-superman (mas ao contrário) e abandonar a minha vestimenta de super heroína japonesa que me estava a apertar, a toldar os meus movimentos e a aquecer o meu corpo a temperaturas do Sahara... Raça das japonesas como é que elas aguentam? Mas lá que é lindo o meu kimono é. Outro dia irei deslizar por Lisboa outra vez.
Watch out for Sushi Lover reinterpreting the kimono... in Lisbon when you least expect it!
Enfim, aldrabar é uma palavra muito forte, chamemos-lhe uma... reinterpretação criativa!
É muito lindo e muito elegante o meu kimono de seda mas às tantas tive que dar uma de Clark-Kent-turns-superman (mas ao contrário) e abandonar a minha vestimenta de super heroína japonesa que me estava a apertar, a toldar os meus movimentos e a aquecer o meu corpo a temperaturas do Sahara... Raça das japonesas como é que elas aguentam? Mas lá que é lindo o meu kimono é. Outro dia irei deslizar por Lisboa outra vez.
Watch out for Sushi Lover reinterpreting the kimono... in Lisbon when you least expect it!
deve ser da idade
Ando a tentar perceber porque é que ainda me dou ao trabalho de ir ao Lux. Ultimamente parece que não há mesmo mais nenhuma discoteca em Lisboa tal é a fila para entrar. Esperar meia hora ao frio para pagar um preço exorbitante para entrar num sítio atafulhado qual carruagem de metro japonesa, começa a parecer-me uma grandessíssima estupidez. Lá dentro mal se respira, conseguir uma bebida é um teste à paciência zen, mas o melhor mesmo é não beber porque a fila para a casa de banho dá vontade de correr para o rio. A música tem momentos mas é, em geral, má isto é, para não ofender susceptibilidades, não é do meu agrado.
E pior. Está cheio de crianças.
Para além do ridículo que é ir para uma discoteca às 4 da manhã, sair de lá às 8 intoxicada em fumo para o sol do dia seguinte, cruzarmo-nos com as pessoas que vão trabalhar sentindo a vergonha da futilidade e principalmente do desperdício de tempo. O dia seguinte já está estragado com os sonos trocados.
Em países escandinavos sai-se do trabalho às 17, lá para as 21 já tá tudo nos bares com os amigos. Numa noite muita maluca ainda dá para ir a uma discoteca e apanhar o night bus da 1 para casa...
Ai, a idade não perdoa. Quem havia de dizer que eu ia sair assim tão conservadora?
Agora esqueçam tudo o que eu disse: Dezperados a bombar próxima sexta... no Lux. Por favor não apareçam.
E pior. Está cheio de crianças.
Para além do ridículo que é ir para uma discoteca às 4 da manhã, sair de lá às 8 intoxicada em fumo para o sol do dia seguinte, cruzarmo-nos com as pessoas que vão trabalhar sentindo a vergonha da futilidade e principalmente do desperdício de tempo. O dia seguinte já está estragado com os sonos trocados.
Em países escandinavos sai-se do trabalho às 17, lá para as 21 já tá tudo nos bares com os amigos. Numa noite muita maluca ainda dá para ir a uma discoteca e apanhar o night bus da 1 para casa...
Ai, a idade não perdoa. Quem havia de dizer que eu ia sair assim tão conservadora?
Agora esqueçam tudo o que eu disse: Dezperados a bombar próxima sexta... no Lux. Por favor não apareçam.
so tell the girls that I am back in town

Na sexta à noite fui ouvir o Jay Jay Johanson, um dos poucos concertos para o qual, em cima da hora ainda se podia comprar bilhete! 3 horas depois de eu chegar, depois de ter ouvido 3 bandas portuguesas electrónicas, lá apareceu o sueco com um certo ar androide e um sorriso que mais parecia um esgar, aparentemente depois de ter feito uma fita "ou toco agora ou vou-me embora" passando à frente dos Producers (boring boring!). Chamem-lhe vedeta mas a verdade é que tudo começou com mais de uma hora de atraso e o gajo é sueco pá!
Atacou logo so tell the girls that I am back in town e a 2 metros do Jay Jay eu já parecia a maior fan de todos os tempos! De repente dei por mim a cantar todas as músicas... a letra saía da minha boca quase involuntariamente. Nem eu sabia que sabia tantas músicas dele! A voz é magnífica. A aura androide impedia-me de desviar o olhar para o que quer que fosse e o concerto parecia ter sido feito para mim...
If you'd pick up the phone I would tell you
The most beautiful words I know
If you'd answer now I would say it to you
Over and over again
Moshi moshi, escuto?
13 November 2005
baz luhrman talks to the people #21 and last
Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it.
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.
(the end. Baz Luhrmann, The Sunscreen Song in "Baz Luhrmann Presents Something For Everybody", 1998?)
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.
(the end. Baz Luhrmann, The Sunscreen Song in "Baz Luhrmann Presents Something For Everybody", 1998?)
baz luhrman talks to the people #20
Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look 85.
baz luhrman talks to the people #19
Don't expect anyone else to support you.
Maybe you have a trust fund.
Maybe you'll have a wealthy spouse.
But you never know when either one might run out.
Maybe you have a trust fund.
Maybe you'll have a wealthy spouse.
But you never know when either one might run out.
baz luhrman talks to the people #18
Accept certain inalienable truths:
Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
baz luhrman talks to the people #17
Live in New York City once, but leave before it makes you hard.
Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
baz luhrman talks to the people #16
Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young.
11 November 2005
a vida é dura
Assim que instalei a adsl, consegui trabalho!
Nem sequer tive tempo de me tornar uma geek como deve ser...
Nem sequer tive tempo de me tornar uma geek como deve ser...
baz luhrman talks to the people #15
Get to know your parents.
You never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings.
They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on.
You never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings.
They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on.
baz luhrman talks to the people #14
Read the directions, even if you don't follow them.
Do not read beauty magazines.
They will only make you feel ugly.
Do not read beauty magazines.
They will only make you feel ugly.
baz luhrman talks to the people #13
Enjoy your body.
Use it every way you can.
Don't be afraid of it or of what other people think of it.
It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.
Use it every way you can.
Don't be afraid of it or of what other people think of it.
It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.
baz luhrman talks to the people #12
Maybe you'll marry, maybe you won't.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance.
So are everybody else's.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance.
So are everybody else's.
09 November 2005
08 November 2005
baz luhrman talks to the people #10
Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.
The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives.
Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives.
Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
baz luhrman talks to the peole #9
Keep your old love letters.
Throw away your old bank statements.
Stretch.
Throw away your old bank statements.
Stretch.
baz luhrman talks to the people #8
Remember compliments you receive.
Forget the insults.
If you succeed in doing this, tell me how.
Forget the insults.
If you succeed in doing this, tell me how.
baz luhrman talks to the people #7
Don't waste your time on jealousy.
Sometimes you're ahead, sometimes you're behind.
The race is long and, in the end, it's only with yourself.
Sometimes you're ahead, sometimes you're behind.
The race is long and, in the end, it's only with yourself.
baz luhrman talks to the people #6
Sing.
Don't be reckless with other people's hearts.
Don't put up with people who are reckless with yours.
Floss.
Don't be reckless with other people's hearts.
Don't put up with people who are reckless with yours.
Floss.
07 November 2005
06 November 2005
baz luhrman talks to the people #4
Don't worry about the future.
Or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble gum.
The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind.
The kind that blindside you at 4 p.m. on some idle Tuesday.
Or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble gum.
The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind.
The kind that blindside you at 4 p.m. on some idle Tuesday.
04 November 2005
baz luhrman talks to the people #2
Enjoy the power and beauty of your youth.
Oh, never mind.
You will not understand the power and beauty of your youth until they've faded.
But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.
Oh, never mind.
You will not understand the power and beauty of your youth until they've faded.
But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.
baz luhrman talks to the people #1
(Pay attention to the man!)
Ladies and gentlemen, of the class of '99.
Wear Sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it.
The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice now.
Ladies and gentlemen, of the class of '99.
Wear Sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it.
The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice now.
03 November 2005
eu jurava que nunca ia fazer um teste destes
Es a vergonha do povo portugues. Nao te interessa a
cultura portuguesa e nem segues as tradicoes e
costumes do teu pais. Por causa de gente como
tu o povo esta a perder a sua genuinidade.
Vamos la a deixar crescer o bigodinho (sejas homem
ou mulher) e passar a representar os tugas
fidedignamente.
Ah, e nada de cortar a unha do dedo mindinho,
ex-libris do tuga!
Quao Portugues es?
brought to you by Quizilla
cultura portuguesa e nem segues as tradicoes e
costumes do teu pais. Por causa de gente como
tu o povo esta a perder a sua genuinidade.
Vamos la a deixar crescer o bigodinho (sejas homem
ou mulher) e passar a representar os tugas
fidedignamente.
Ah, e nada de cortar a unha do dedo mindinho,
ex-libris do tuga!
Quao Portugues es?
brought to you by Quizilla
[pub]
Interrompemos a programação para avisar que
joy division
pixies
arcade fire
bloc party
the smiths
vão estar juntos e ao vivo* no dia 5 de Novembro na Festa do Estendal na Caixa Económica Operária a partir das 22h até às 3am.
Para vossa infelicidade, moi meme não poderá comparecer por isso não adianta procurarem a rapariga do kimono.
A entrada custa 3 euros.
A Caixa Económica Operária fica situada na Rua Voz do Operário, n64 (à Graça).
A Festa do Estendal é uma organização Espuma dos Dias (email:espuma.dos.dias@sapo.pt)
A selecção musical está a cargo do Pantal77, Sailor Ripley & Bobby Peru.
* (para os mais crédulos) esta parte é obviamente mentira mas ficava bem.
joy division
pixies
arcade fire
bloc party
the smiths
vão estar juntos e ao vivo* no dia 5 de Novembro na Festa do Estendal na Caixa Económica Operária a partir das 22h até às 3am.
Para vossa infelicidade, moi meme não poderá comparecer por isso não adianta procurarem a rapariga do kimono.
A entrada custa 3 euros.
A Caixa Económica Operária fica situada na Rua Voz do Operário, n64 (à Graça).
A Festa do Estendal é uma organização Espuma dos Dias (email:espuma.dos.dias@sapo.pt)
A selecção musical está a cargo do Pantal77, Sailor Ripley & Bobby Peru.
* (para os mais crédulos) esta parte é obviamente mentira mas ficava bem.
om du var här
Nem sou grande apologista dos downloads (ditos ilegais, uhhh que medo) na internet. Ainda prefiro os cds dos músicos que gosto mesmo e já não fazia um download desde 2002.
Mas se não fosse a internet, esse grande mercado negro, por quanto tempo eu e ela íamos continuar separadas? E por quanto tempo eu ia continuar a rodar único cd (comprado lá fora) que tenho dele? E tantos, tantos outros... indisponíveis nas lojas.
Mas se não fosse a internet, esse grande mercado negro, por quanto tempo eu e ela íamos continuar separadas? E por quanto tempo eu ia continuar a rodar único cd (comprado lá fora) que tenho dele? E tantos, tantos outros... indisponíveis nas lojas.
keeping (my) japan alive #1
[nadar numa piscina pública]
Na primeira piscina onde nadava eram só velhotes (e velhotas) que ficavam sempre a olhar para mim, tão… sem olhos em bico! Essa piscina era óptima porque tinha jacuzzi, sauna e um o-furo (basicamente umas banheiras grandes com água quente e outra gelada)… Ficava horas a saltar da sauna para a água gelada para a sauna para a água quente. A sauna feminina como calculam era o highlight social do bairro, e eu era a coqueluche daquele mulherio que não arranhava uma palavra de inglês. Até era divertido e eu sempre fazia umas palhaçadas.
O meu dia preferido era o domingo porque era dia de treino das miúdas da natação sincronizada! Aquilo é lindo, com as molinhas no nariz. Ficava muito tempo ali a olhar para elas.
De vez em quando também nadava. E ia muitas vezes a esta piscina.
A outra piscina era mais modesta, não tinha ninguém nem “acessórios”. Mas era bem mais segura…
Tinha uma daquelas cadeirinhas à lifeguard com um tipo que se mantinha meio sentado de lado com um pé no degrau superior e o outro imediatamente abaixo, como se estivesse sempre pronto a descer os degraus a correr para salvar alguém. A organização da piscina era um espanto, havia uma pista para ir para um lado e para voltar tinha que mudar de pista (viragens portanto estavam proibidas). Não interessava que eu fosse a única pessoa realmente a nadar ali. Para guardar a chave do cacifo tinha uma daquelas pulseiras que protegem a chave entre duas camadas de plástico. Claro que um dia eu deixei a chave meio de fora para logo ser alertada pela japonesinha "Abunai! Danger, Danger". Ui, que medo. Não interessava que eu fosse a única pessoa realmente a nadar ali.
A rondar a piscina havia sempre outro lifeguard. Não fosse o primeiro distrair-se com os seus pensamentos ("ora para a miso soup do jantar ainda tenho que comprar as algas") e a única pessoa (i.e. EU, não sei se já marquei bem este facto) que por ali andava a nadar se afogasse numa piscina cuja profundidade não ultrapassava o metro e meio.
Eu até ficava nervosa e tentava não fazer movimentos muito bruscos para não assustar ninguém (se bem que eu é que estava assustada com tanta precaução).
Fui poucas vezes a esta piscina.
Na primeira piscina onde nadava eram só velhotes (e velhotas) que ficavam sempre a olhar para mim, tão… sem olhos em bico! Essa piscina era óptima porque tinha jacuzzi, sauna e um o-furo (basicamente umas banheiras grandes com água quente e outra gelada)… Ficava horas a saltar da sauna para a água gelada para a sauna para a água quente. A sauna feminina como calculam era o highlight social do bairro, e eu era a coqueluche daquele mulherio que não arranhava uma palavra de inglês. Até era divertido e eu sempre fazia umas palhaçadas.
O meu dia preferido era o domingo porque era dia de treino das miúdas da natação sincronizada! Aquilo é lindo, com as molinhas no nariz. Ficava muito tempo ali a olhar para elas.
De vez em quando também nadava. E ia muitas vezes a esta piscina.
A outra piscina era mais modesta, não tinha ninguém nem “acessórios”. Mas era bem mais segura…
Tinha uma daquelas cadeirinhas à lifeguard com um tipo que se mantinha meio sentado de lado com um pé no degrau superior e o outro imediatamente abaixo, como se estivesse sempre pronto a descer os degraus a correr para salvar alguém. A organização da piscina era um espanto, havia uma pista para ir para um lado e para voltar tinha que mudar de pista (viragens portanto estavam proibidas). Não interessava que eu fosse a única pessoa realmente a nadar ali. Para guardar a chave do cacifo tinha uma daquelas pulseiras que protegem a chave entre duas camadas de plástico. Claro que um dia eu deixei a chave meio de fora para logo ser alertada pela japonesinha "Abunai! Danger, Danger". Ui, que medo. Não interessava que eu fosse a única pessoa realmente a nadar ali.
A rondar a piscina havia sempre outro lifeguard. Não fosse o primeiro distrair-se com os seus pensamentos ("ora para a miso soup do jantar ainda tenho que comprar as algas") e a única pessoa (i.e. EU, não sei se já marquei bem este facto) que por ali andava a nadar se afogasse numa piscina cuja profundidade não ultrapassava o metro e meio.
Eu até ficava nervosa e tentava não fazer movimentos muito bruscos para não assustar ninguém (se bem que eu é que estava assustada com tanta precaução).
Fui poucas vezes a esta piscina.
01 November 2005
my heart is filled with sadness
Numa Lisboa cada vez mais monótona no que respeita a animação nocturna um boato confirmou-se: o B.leza vai fechar.
O meu estado de espírito anda muito perto do da Lost in Lisbon.
Soube da notícia pela minha amiga Catarina, apaixonada pelas danças e calor africanos, que me levou (na altura quase arrastada) ao espaço líndissimo que é o B.leza. Um espaço elegante com pessoas elegantes, música muito boa e... elegante. Onde até um pé-de-chumbo como eu se rendeu ao encanto e alegria africanas.
Nunca foi um espaço igual aos outros.
Que não fiquemos reduzidos a sítios sem alma, onde a paixão pela música não existe e as estórias para contar são apenas as de engates sucessivos e copos desmedidos. O palácio Almada Carvalhais, com a História inscrita nas suas rugas, envolve-nos com a sua mística de lugar com aura, a de muitos personagens que por lá passaram ao longo de séculos e que hoje, através das marcas que deixaram inscritas no edifício, nos envolvem e nos dão o cenário perfeito para imaginarmos e simplesmente dançarmos. Que esta não seja uma última dança* (Catarina Picciochi)
Corre por aí uma petição que, mesmo que nunca lá tenham ido, pedia para assinarem.
Para elevar a qualidade da vida nocturna lisboeta! E porque, como li num comentário duma assinante, será muito triste senão funcionar.
O meu estado de espírito anda muito perto do da Lost in Lisbon.
Soube da notícia pela minha amiga Catarina, apaixonada pelas danças e calor africanos, que me levou (na altura quase arrastada) ao espaço líndissimo que é o B.leza. Um espaço elegante com pessoas elegantes, música muito boa e... elegante. Onde até um pé-de-chumbo como eu se rendeu ao encanto e alegria africanas.
Nunca foi um espaço igual aos outros.
Que não fiquemos reduzidos a sítios sem alma, onde a paixão pela música não existe e as estórias para contar são apenas as de engates sucessivos e copos desmedidos. O palácio Almada Carvalhais, com a História inscrita nas suas rugas, envolve-nos com a sua mística de lugar com aura, a de muitos personagens que por lá passaram ao longo de séculos e que hoje, através das marcas que deixaram inscritas no edifício, nos envolvem e nos dão o cenário perfeito para imaginarmos e simplesmente dançarmos. Que esta não seja uma última dança* (Catarina Picciochi)
Corre por aí uma petição que, mesmo que nunca lá tenham ido, pedia para assinarem.
Para elevar a qualidade da vida nocturna lisboeta! E porque, como li num comentário duma assinante, será muito triste senão funcionar.
sugoi ne? kire kire
31 October 2005
it's a question of lust
Ainda não entendi muito bem como é que tudo o que é concerto em Portugal esgota em questões de segundos. Não há uma crise? Não somos pobres? Não somos uns incultos?
Há questões que até raiam a histeria. Parece que o MTV-sei-lá-das-quantas esgotou em 5 mn e meteu polícia e tudo na venda dos bilhetes. Eu nem sabia que aquilo tinha concertos. O concerto do Jack Johnson (ele persegue-me, a sério!) para Março de 2006 (sim daqui a 6 meses!!) já está quase esgotado. Sigur Ros... então! Digam-me por favor como é que se entende que uma banda esquizitoide como Sigur Ros esgote um coliseu no tempo de um suspiro... Felizmente nada disso me interessa ver.
O que me lixou mesmo foi a ópera Othello do Verdi estar esgotadíssima 3 semanas antes do espectáculo no S. Carlos! É que não me deixam gastar dinheiro! Há tanto que suspiro por uma ópera... Parece que não era a única!
Este post só não está carregadíssimo de fúria porque apesar dos boatos, Depeche Mode ainda não esgotou. Ou melhor esgotou na Fnac, mas não na ABEP. O concerto é só em Fevereiro for christ sake! Eu sei lá o que estou a fazer amanhã quanto mais em Fevereiro!
Tá tudo louco.
Há questões que até raiam a histeria. Parece que o MTV-sei-lá-das-quantas esgotou em 5 mn e meteu polícia e tudo na venda dos bilhetes. Eu nem sabia que aquilo tinha concertos. O concerto do Jack Johnson (ele persegue-me, a sério!) para Março de 2006 (sim daqui a 6 meses!!) já está quase esgotado. Sigur Ros... então! Digam-me por favor como é que se entende que uma banda esquizitoide como Sigur Ros esgote um coliseu no tempo de um suspiro... Felizmente nada disso me interessa ver.
O que me lixou mesmo foi a ópera Othello do Verdi estar esgotadíssima 3 semanas antes do espectáculo no S. Carlos! É que não me deixam gastar dinheiro! Há tanto que suspiro por uma ópera... Parece que não era a única!
Este post só não está carregadíssimo de fúria porque apesar dos boatos, Depeche Mode ainda não esgotou. Ou melhor esgotou na Fnac, mas não na ABEP. O concerto é só em Fevereiro for christ sake! Eu sei lá o que estou a fazer amanhã quanto mais em Fevereiro!
Tá tudo louco.
27 October 2005
novidades nos links
Imperdível e divertido é o blog Wild Child Of An International Gipsy (não querias nome mais comprido não?) dum veterinário no meio dos leões no Botswana. Inclui também explicações sobre a gripe das aves, muito em voga. Dá jeito conhecer um veterinário nestes tempos conturbados!
O blog foi raptado por alienigenas mas a Sara (que nome tão bonito) escapou de boa e continua a blogar, agora por aqui!
E eu também gostava de falar menos e dizer mais em letra minúscula.
O blog foi raptado por alienigenas mas a Sara (que nome tão bonito) escapou de boa e continua a blogar, agora por aqui!
E eu também gostava de falar menos e dizer mais em letra minúscula.
25 October 2005
o mistério complica-se
Lembrou-me a lullaby que o Jack Johnson fez a primeira parte do concerto do Ben Harper e depois o Jack trouxe o Donovan Frankenreiter. Não sei se estão a seguir o meu pensamento... Não só fazem música igual como se protegem uns aos outros.
Parece-me claro que são apenas uma espécie de heterónimos dum mesmo autor(não muito original, mas enfim).
A dúvida agora é: qual deles é o original? E quem será o 4º heterónimo que fará a primeira parte do concerto do Donovan?
Eu não vou lá por isso depois digam-me.
Parece-me claro que são apenas uma espécie de heterónimos dum mesmo autor(não muito original, mas enfim).
A dúvida agora é: qual deles é o original? E quem será o 4º heterónimo que fará a primeira parte do concerto do Donovan?
Eu não vou lá por isso depois digam-me.
24 October 2005
piadas profissionais
O que é que distingue um arquitecto dum estagiário de arquitectura numa exposição de arquitectura?
O arquitecto olha para o projecto (como foi feito? que materiais?)
O estagiário para a maquete (como foi feita? que materiais? como é que isto se corta?)
O arquitecto olha para o projecto (como foi feito? que materiais?)
O estagiário para a maquete (como foi feita? que materiais? como é que isto se corta?)
last (weary) days
(e que ficou do filme)
- Não gosto de ver miúdas com cabelo curto (ou a Kim Gordon fica bem assim).
- Não desapareceram umas personagens algures?
- A bateria é o instrumento crucial no rock n’ roll e tão frequentemente desprezado
- Life is a long and lonely journey from birth to death.
- Pode morrer-se de aborrecimento.
- Não gosto de ver miúdas com cabelo curto (ou a Kim Gordon fica bem assim).
- Não desapareceram umas personagens algures?
- A bateria é o instrumento crucial no rock n’ roll e tão frequentemente desprezado
- Life is a long and lonely journey from birth to death.
- Pode morrer-se de aborrecimento.
22 October 2005
x-files
As músicas são iguais. A voz é igual. A história do surf+guitarra é a mesma. Ninguém me tira que o Donovan Frankenreiter e o Jack Johnson são uma e a mesma pessoa. Podiam ter disfarçado melhor, não?
spooooky
Home alone, horas tardias, concentração no trabalho no pc, quando no iTunes salta o tema do Psycho. Sim, esse mesmo das punhaladas no duche. Brrrrr... Até os ossos gelaram... Onde é que estão os Beach Boys? Rápido!
momento xis*
Cada vez mais acredito que ser feliz é uma decisão tão corriqueira como “amanhã vou levantar-me mais cedo”. Há dias em que funciona, outros em que o despertador avaria. Mas é uma decisão. Depois de tomada o efeito é quase imediato.
Ps:Pela lamechice a gerência pede perdão.
*Xis, essa bela seca em forma de revista-suplemento, aos sábados com o Público.
Ps:Pela lamechice a gerência pede perdão.
*Xis, essa bela seca em forma de revista-suplemento, aos sábados com o Público.
19 October 2005
os japoneses integram-se bem comó caraças
3 exemplos:
-Fiquei 20 mn à espera duma japonesa (a pontualidade no Japão é quase irrepreensível)
-O japonês assim que me viu deu-me dois beijos (cadê o aperto de mão?) que até corei
-Apresentei dois japoneses um ao outro e eles apertaram as mãos (cadê as vénias?)
-Fiquei 20 mn à espera duma japonesa (a pontualidade no Japão é quase irrepreensível)
-O japonês assim que me viu deu-me dois beijos (cadê o aperto de mão?) que até corei
-Apresentei dois japoneses um ao outro e eles apertaram as mãos (cadê as vénias?)
18 October 2005
a primeira vez
Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos –, vamos regressar.
Carlos Ruiz Zafón, em "A Sombra do Vento"
Carlos Ruiz Zafón, em "A Sombra do Vento"
16 October 2005
guru musical
Todos temos os nossos gurus musicais, aqueles que admiramos por saberem tanto de música e que nos iniciam nesses caminhos determinantes...
O meu guru musical é o meu irmão, que me escrevia em inglês os nomes das músicas dos Queen, quando eu tinha 8 anos, que me apresentou a quase todos os grupos musicais de jeito do início da década de 90 (incluindo paixões para a vida como The Divine Comedy). Cada vez que eu timidamente me atrevia a mostrar um grupo que ele não conhecesse, ele já conhecia e dizia “só me trazes música de lixo!” que é como quem diz “o meu trabalho ainda não está terminado”.
Muito do que ouço de jeito foi ele que comprou o cd.
Estes eram os tempos áureos em que eu venerava o gosto musical do meu irmão. Depois comecei a falar com mais gente e a ver outras luzes e os nossos caminhos correm agora separados mas alguns pontos de encontro.
Mas não que agora o gajo vem dizer-me que Arcade Fire é uma treta, “pra-qué-que compraste o último do jay jay johanson?”, “funk é que é” e “já ouviste 50ct”? Tivessem sido todas seguidas e tinha tido uma paragem cardíaca. Tá tudo louco. O mundo está perdido. Estou sozinha, sem guia musical...
You are my brother. And I love you. May all your dreams come true. I see them coming.
(adaptação do Antony & The Johnsons)
Ps: sim, ele acha Antony & The Johnsons a coisa mais chata do mundo.
O meu guru musical é o meu irmão, que me escrevia em inglês os nomes das músicas dos Queen, quando eu tinha 8 anos, que me apresentou a quase todos os grupos musicais de jeito do início da década de 90 (incluindo paixões para a vida como The Divine Comedy). Cada vez que eu timidamente me atrevia a mostrar um grupo que ele não conhecesse, ele já conhecia e dizia “só me trazes música de lixo!” que é como quem diz “o meu trabalho ainda não está terminado”.
Muito do que ouço de jeito foi ele que comprou o cd.
Estes eram os tempos áureos em que eu venerava o gosto musical do meu irmão. Depois comecei a falar com mais gente e a ver outras luzes e os nossos caminhos correm agora separados mas alguns pontos de encontro.
Mas não que agora o gajo vem dizer-me que Arcade Fire é uma treta, “pra-qué-que compraste o último do jay jay johanson?”, “funk é que é” e “já ouviste 50ct”? Tivessem sido todas seguidas e tinha tido uma paragem cardíaca. Tá tudo louco. O mundo está perdido. Estou sozinha, sem guia musical...
You are my brother. And I love you. May all your dreams come true. I see them coming.
(adaptação do Antony & The Johnsons)
Ps: sim, ele acha Antony & The Johnsons a coisa mais chata do mundo.
memórias duma noite
Esqueçam CCB em dia de inauguração. Parecia o metro de Tokyo em hora de ponta (e não havia senhores de luva branca a empurrar gente para dentro das exposições, mas fica aqui a ideia).
Perdi-me várias vezes na exposição dos Mateus (aquilo é um labirinto não é?). Aliás, segundo a melhor piada da noite ( da peut-etre)"o Mateus bebe-se melhor que se vê" em alusão ao rosé e à multidão que bloqueava as vistas.
O meu amigo japonês já bem animado por uns copinhos de tinto estava admiradíssimo com a afluência! "Nem se organizássemos uma exposição do Tadao Ando tinha tanta gente!" Ah pois é Lisboa não pára em casa!
Felizmente ambiente estava bem melhor no Frágil. A já lendária festa QF foi estrondosa. Fui logo recebida à entrada pelo Rui Reininho que me cumprimentou e tudo (infelizmente claramente confundindo-me com alguém) e quando, a partir deste encontro-desculpem-mas-eu-acho-o-homem-um-charme a noite parecia impossível melhorar... eu sei lá quem nem como, começaram umas músicas atrás das outras e eu já não tinha mão em mim. Estive em alegria plena umas boas horas com uma parte dos melhores amigos do mundo! E tudo graças a estes meninos. Meus anjos. Até à próxima.
Perdi-me várias vezes na exposição dos Mateus (aquilo é um labirinto não é?). Aliás, segundo a melhor piada da noite ( da peut-etre)"o Mateus bebe-se melhor que se vê" em alusão ao rosé e à multidão que bloqueava as vistas.
O meu amigo japonês já bem animado por uns copinhos de tinto estava admiradíssimo com a afluência! "Nem se organizássemos uma exposição do Tadao Ando tinha tanta gente!" Ah pois é Lisboa não pára em casa!
Felizmente ambiente estava bem melhor no Frágil. A já lendária festa QF foi estrondosa. Fui logo recebida à entrada pelo Rui Reininho que me cumprimentou e tudo (infelizmente claramente confundindo-me com alguém) e quando, a partir deste encontro-desculpem-mas-eu-acho-o-homem-um-charme a noite parecia impossível melhorar... eu sei lá quem nem como, começaram umas músicas atrás das outras e eu já não tinha mão em mim. Estive em alegria plena umas boas horas com uma parte dos melhores amigos do mundo! E tudo graças a estes meninos. Meus anjos. Até à próxima.
13 October 2005
12 October 2005
agenda cultural
Esta quinta feira (amanhã para os distraídos) é dia de inaugurações no CCB. E sumo de laranja e rissóis.
Não percam Aires Mateus: Arquitectura ( e havia de ser o quê?), Adriana Varejão: Câmara de Ecos, Sabine Hornig, e Sancho Silva: Project Room.
A partir das 22.
Não percam Aires Mateus: Arquitectura ( e havia de ser o quê?), Adriana Varejão: Câmara de Ecos, Sabine Hornig, e Sancho Silva: Project Room.
A partir das 22.
10 October 2005
qualquer pessoa dá um homicida qualquer* ou o serviço incompetente toca sempre duas vezes...
(E quem não tem uma história destas... não é cá da malta!)
Enquanto escrevo estas palavras (só para dar uma nota de dramatismo) estou desligada do mundo. Cortaram-me a linha de telefone (isto sim é dramático!). Se estão a ler estas palavras é porque sobrevivemos (eu e a linha).
Porque eu não concordo que a PT tenha o domínio exclusivo sobre as telecomunicações em Portugal decidi mudar para a Novis assinando um excitante pacote telefone + internet banda larga (o facto de não se pagar assinatura mensal não teve nada a ver com isso). A emoção tomou-me e a perspectiva de um telefone mais barato e internet a toda hora e momento era suficiente para ser feliz por muitos anos (I’m soooo easy). Tinha que esperar 6 semanas, o prazo legal que a PT segue à risca antes de abrir mão de um cliente. Eu esperei. Sou muito zen e bem, não tinha outro remédio. 8 semanas e meia (muito menos excitantes porque como se sabe tudo aconteceu na última semana, a nona) já era cliente novis. Yupiiiii. Ai que felicidade. E a internet cos diabos? Onde está ela? Ó menina vamos com calma, Roma e Pavia não se fizeram num dia. Agora olhe só que parvoíce, mudar o telefone e enviar-lhe o kit de adesão são tarefas que têm que cumprir um rigoroso protocolo, não é assim pôr no correio e já está... Ah não? Eu espero...
Pois quem espera, desespera, mais vale esperar sentado, quem semeia ventos colhe tempestades e burro amarrado também pasta. A internet não há meio de chegar e ninguém arrisca prognósticos porque também me parece que a Novis se move a tempo-carris. Pelo meio comecei a estranhar ninguém me ligar (será que ainda pensam que estou no japão? Ou que voltei para lá? Ou tornei-me uma pessoa assim tão desinteressante? As dúvidas torturavam a minha alma), até que entendi QUE ME TINHAM ALTERADO O NÚMERO!! Em claro incumprimento daquela clausulazinha em que pus uma cruzinha: “deseja manter o seu número actual? (lei da portabilidade nhe nhe nhe nhe)”. Foi assim que comecei a fazer novos amigos no call center da Novis (António, Tiago, Rita e João, já sabem jantar cá em casa na quinta!) sempre tão prestáveis mas inúteis nas horas. De repente (não tão de repente que isto já se arrasta há 4 semanas) alterar o meu número para o anterior era mais complicado que descobrir o Bin Laden nas montanhas do Afeganistão. Só o meu caso deve ter causado, no mínimo, 3 suícidios e 46 tentativas na casa Novis ( eu pelo menos sonho com a minha importância, não sei quanto a vocês).
No último episódio, o meu número antigo já estava ligado a um telefone Novis. Só que não o meu!!! (Seria demasiado fácil) Ao de uma outra assinante que não consegue que ninguém lhe ligue porque o seu número novo da novis vem ter a minha casa! Estou a um passo de cancelar qualquer telefone e me mudar para o Tibete.
E a internet e a minha almejada banda larga, hein? Cadê?
PS: Ligaram-me agora da PT (errr... eu não deixei de ser vossa cliente?) dizendo-me a avaria que eu tinha reportado (não fui amigo foi a outra senhora mas vá isso é uma longa história) já estava reparada. Por isso estão a ler estas palavras senão eu estava na rua agora a apanhar com o que o tufão de grau 1 nos trouxe a Lisboa. E agora vou por de enxurrada os posts de que estiveram privados estes dias (estão a seguir. Ou antes. Como quiserem entender)
* copyright João Rosas (autor do livro Qualquer Pessoa Dá Um Homicida Qualquer), roubado ao Pastel de Nata.
Enquanto escrevo estas palavras (só para dar uma nota de dramatismo) estou desligada do mundo. Cortaram-me a linha de telefone (isto sim é dramático!). Se estão a ler estas palavras é porque sobrevivemos (eu e a linha).
Porque eu não concordo que a PT tenha o domínio exclusivo sobre as telecomunicações em Portugal decidi mudar para a Novis assinando um excitante pacote telefone + internet banda larga (o facto de não se pagar assinatura mensal não teve nada a ver com isso). A emoção tomou-me e a perspectiva de um telefone mais barato e internet a toda hora e momento era suficiente para ser feliz por muitos anos (I’m soooo easy). Tinha que esperar 6 semanas, o prazo legal que a PT segue à risca antes de abrir mão de um cliente. Eu esperei. Sou muito zen e bem, não tinha outro remédio. 8 semanas e meia (muito menos excitantes porque como se sabe tudo aconteceu na última semana, a nona) já era cliente novis. Yupiiiii. Ai que felicidade. E a internet cos diabos? Onde está ela? Ó menina vamos com calma, Roma e Pavia não se fizeram num dia. Agora olhe só que parvoíce, mudar o telefone e enviar-lhe o kit de adesão são tarefas que têm que cumprir um rigoroso protocolo, não é assim pôr no correio e já está... Ah não? Eu espero...
Pois quem espera, desespera, mais vale esperar sentado, quem semeia ventos colhe tempestades e burro amarrado também pasta. A internet não há meio de chegar e ninguém arrisca prognósticos porque também me parece que a Novis se move a tempo-carris. Pelo meio comecei a estranhar ninguém me ligar (será que ainda pensam que estou no japão? Ou que voltei para lá? Ou tornei-me uma pessoa assim tão desinteressante? As dúvidas torturavam a minha alma), até que entendi QUE ME TINHAM ALTERADO O NÚMERO!! Em claro incumprimento daquela clausulazinha em que pus uma cruzinha: “deseja manter o seu número actual? (lei da portabilidade nhe nhe nhe nhe)”. Foi assim que comecei a fazer novos amigos no call center da Novis (António, Tiago, Rita e João, já sabem jantar cá em casa na quinta!) sempre tão prestáveis mas inúteis nas horas. De repente (não tão de repente que isto já se arrasta há 4 semanas) alterar o meu número para o anterior era mais complicado que descobrir o Bin Laden nas montanhas do Afeganistão. Só o meu caso deve ter causado, no mínimo, 3 suícidios e 46 tentativas na casa Novis ( eu pelo menos sonho com a minha importância, não sei quanto a vocês).
No último episódio, o meu número antigo já estava ligado a um telefone Novis. Só que não o meu!!! (Seria demasiado fácil) Ao de uma outra assinante que não consegue que ninguém lhe ligue porque o seu número novo da novis vem ter a minha casa! Estou a um passo de cancelar qualquer telefone e me mudar para o Tibete.
E a internet e a minha almejada banda larga, hein? Cadê?
PS: Ligaram-me agora da PT (errr... eu não deixei de ser vossa cliente?) dizendo-me a avaria que eu tinha reportado (não fui amigo foi a outra senhora mas vá isso é uma longa história) já estava reparada. Por isso estão a ler estas palavras senão eu estava na rua agora a apanhar com o que o tufão de grau 1 nos trouxe a Lisboa. E agora vou por de enxurrada os posts de que estiveram privados estes dias (estão a seguir. Ou antes. Como quiserem entender)
* copyright João Rosas (autor do livro Qualquer Pessoa Dá Um Homicida Qualquer), roubado ao Pastel de Nata.
I couldn’t remember what I can’t forget
Com a animação japonesa da semana (entre montar uma exposição sobre o intercâmbio e andar a ajudar japoneses recém-chegados à capital) esqueci-me que fez dia 4 um ano que parti para o Japão. Eh eh... a capa do Público que guardei diz-me que Sócrates prometia vida dura ao governo... e agora aqui estamos nós. Acho que a vida do Sócrates mudou bem mais que a minha e nem precisou de apanhar um avião.
Em Tokyo chovia copiosamente e eu oscilava num misto de excitação e terror. À minha espera estava o marido da senhora que era amiga do amigo... um japonês que não falava inglês mas que foi o meu melhor amigo nesse dia. Levou-me à Faculdade e carregou-me a mala e orientou-me quando eu revelava um cansaço imenso e tudo me parecia confuso e bastante feio. Na faculdade o professor Ando oferecia-me chá quando eu decidi logo destabilizar o sistema e pedir café em substituição. Logo apareceram outros estudantes europeus com bem mais genica que eu e dei por mim a inscrever-me em cursos de japonês e a dar voltas à Universidade. Finalmente decidiram enfiar-nos num táxi até à residência não sem antes me avisarem logo que havi baratas nos quartos. Uma onda de pânico tomou-me e se avião ali houvesse tinha voltado. À primeira vista não vi baratas no meu mini-quarto e a visão duma cama onde pudesse dormir acalmou-me. Mesmo assim fui logo à loja de conveniência em frente comprar todos os kits anti-baratas possíveis e imaginários que, infelizmente, se revelaram muito úteis.Os primeiros dias foram uma roda-viva com testes, reuniões, terramotos, jantares, reparações de bicicletas, festas e tufões sempre com basicamente uma data de gente desconhecida a quem me iria afeiçoar tanto. Acho que desconfortável e sozinha foi, em geral, como me senti esses dias, sentimentos que se evaporaram com o passar do tempo, embora nunca tenham desaparecido completamente.
Naqueles dias o futuro prometia muita estranheza e incerteza e um mundo novo. Um ano depois promete o mesmo, só está ainda indefinida a localização geográfica...

tokyo from roppongi hills
copyright sushi lover
Em Tokyo chovia copiosamente e eu oscilava num misto de excitação e terror. À minha espera estava o marido da senhora que era amiga do amigo... um japonês que não falava inglês mas que foi o meu melhor amigo nesse dia. Levou-me à Faculdade e carregou-me a mala e orientou-me quando eu revelava um cansaço imenso e tudo me parecia confuso e bastante feio. Na faculdade o professor Ando oferecia-me chá quando eu decidi logo destabilizar o sistema e pedir café em substituição. Logo apareceram outros estudantes europeus com bem mais genica que eu e dei por mim a inscrever-me em cursos de japonês e a dar voltas à Universidade. Finalmente decidiram enfiar-nos num táxi até à residência não sem antes me avisarem logo que havi baratas nos quartos. Uma onda de pânico tomou-me e se avião ali houvesse tinha voltado. À primeira vista não vi baratas no meu mini-quarto e a visão duma cama onde pudesse dormir acalmou-me. Mesmo assim fui logo à loja de conveniência em frente comprar todos os kits anti-baratas possíveis e imaginários que, infelizmente, se revelaram muito úteis.Os primeiros dias foram uma roda-viva com testes, reuniões, terramotos, jantares, reparações de bicicletas, festas e tufões sempre com basicamente uma data de gente desconhecida a quem me iria afeiçoar tanto. Acho que desconfortável e sozinha foi, em geral, como me senti esses dias, sentimentos que se evaporaram com o passar do tempo, embora nunca tenham desaparecido completamente.
Naqueles dias o futuro prometia muita estranheza e incerteza e um mundo novo. Um ano depois promete o mesmo, só está ainda indefinida a localização geográfica...

tokyo from roppongi hills
copyright sushi lover
09 October 2005
por um voto se muda, por um voto nos enterramos mais
Aos Exmo. Senhores Terroristas,
Venho por esta meio sugerir hipotéticas localizações para um próximo ataque terrorista: Felgueiras, Gondomar, tendo como alvo principal as instalações camarárias. Soletra-se assim: C-A-M-A-R-A M-U-N-I-C-I-P-A-L.
Estes serão os casos mais urgentes mas considerem nas vossa listinha de ataques futuros outras localizações como Lisboa, por exemplo.
Outras sugestões seguem na caixa de comentários.
Atenciosamente,
Sushi Lover
Venho por esta meio sugerir hipotéticas localizações para um próximo ataque terrorista: Felgueiras, Gondomar, tendo como alvo principal as instalações camarárias. Soletra-se assim: C-A-M-A-R-A M-U-N-I-C-I-P-A-L.
Estes serão os casos mais urgentes mas considerem nas vossa listinha de ataques futuros outras localizações como Lisboa, por exemplo.
Outras sugestões seguem na caixa de comentários.
Atenciosamente,
Sushi Lover
08 October 2005
[no comment]
Um terramoto brutal atingiu o Paquistão, India e Afeganistão e o número de mortos não pára de crescer. Não era agora que Portugal se solidarizava com os países atingidos e doava 2% das reservas estratégicas de petróleo?
06 October 2005
liberta o Paulo Coelho que há em ti!
A Carris é uma empresa menosprezada... Há quem pense que ali só se tratam de autocarros, biodiesel, carreiras, passes e bilhetes. Think again! Depois de anos a treinar a paciência zen do lisboeta (E quando vem o autocarro? E isso interessa? Vem quando vier, os momentos são quando são, a vida é uma ilusão e é inútil qualquer tentativa de calcular o futuro, para sempre imprevisível!) deram um passo em frente! E que passo, sempre na vanguarda! Agora qual Stephen Hawking reinventaram o tempo!
Por toda Lisboa foram colocadas umas plaquinhas que dizem quantos minutos faltam para o próximo autocarro x passar. Que maravilha, que inovação! Mas o tempo, ah o tempo-carris não é igual a esse tempo que pensamos conhecer e que rege as nossas vidas... Um minuto-carris não tem 60 segundos. Tem 60 segundos-carris cuja conversão para o tempo-quotidiano-burguês-e-capitalista é impossível de calcular! Mas para quê? Quando se vive na vanguarda não nos podemos prender por detalhes, a vida é demasiado fugaz!
E isto não é moda dos EUA, não foi inventado no MIT ou em Harvard. É de autoria completamente portuguesa! É como a Via Verde! Isto é o futuro! Assumir a inconstância do momento, a imprevisibilidade da vida. Liberta o Paulo Coelho que há em ti!
-Quando vens?
-Hmm. Daqui a duas horas.
-Duas horas?
-Duas horas-carris!
-Ah, Estarei à tua espera. Ou não!
Ah se o mundo funcionasse a minutos-carris!
Por toda Lisboa foram colocadas umas plaquinhas que dizem quantos minutos faltam para o próximo autocarro x passar. Que maravilha, que inovação! Mas o tempo, ah o tempo-carris não é igual a esse tempo que pensamos conhecer e que rege as nossas vidas... Um minuto-carris não tem 60 segundos. Tem 60 segundos-carris cuja conversão para o tempo-quotidiano-burguês-e-capitalista é impossível de calcular! Mas para quê? Quando se vive na vanguarda não nos podemos prender por detalhes, a vida é demasiado fugaz!
E isto não é moda dos EUA, não foi inventado no MIT ou em Harvard. É de autoria completamente portuguesa! É como a Via Verde! Isto é o futuro! Assumir a inconstância do momento, a imprevisibilidade da vida. Liberta o Paulo Coelho que há em ti!
-Quando vens?
-Hmm. Daqui a duas horas.
-Duas horas?
-Duas horas-carris!
-Ah, Estarei à tua espera. Ou não!
Ah se o mundo funcionasse a minutos-carris!
e assim me estragaram a noite
Descendo a Calçada do Combro na noite em que Lisboa inteira decidiu que o Bairro Alto é que era, encontro um amigo, engenheiro, (isto é importante).
-Ah e tal... Vou para o Incógnito - digo eu
-Também me tinha lembrado disso mas sabes... o Incógnito... é sempre aquela cena..
-...?
- As saídas de emergência. Não há. Se acontece alguma coisa ali...
Bolas para os engenheiros pá!
Passei as seguintes horas angustiada a tentar dançar (Bora ficar aqui no 1ºpiso?), a tentar abstrair-me dos meus pensamentos catastrofistas ( Isto é Stone Roses? Hmm Stone Roses é fixe! Stone Roses é fixe, a música é fixe... Ahhh! Vamos todos morrer a ouvir Stone Roses!! )
Tentei não contagiar os meus amigos com o meu novo pânico mas ainda por cima aquele espaço mínimo estava a abarrotar... Brrr...Fica o aviso. Incógnito: saídas de emergência.
-Ah e tal... Vou para o Incógnito - digo eu
-Também me tinha lembrado disso mas sabes... o Incógnito... é sempre aquela cena..
-...?
- As saídas de emergência. Não há. Se acontece alguma coisa ali...
Bolas para os engenheiros pá!
Passei as seguintes horas angustiada a tentar dançar (Bora ficar aqui no 1ºpiso?), a tentar abstrair-me dos meus pensamentos catastrofistas ( Isto é Stone Roses? Hmm Stone Roses é fixe! Stone Roses é fixe, a música é fixe... Ahhh! Vamos todos morrer a ouvir Stone Roses!! )
Tentei não contagiar os meus amigos com o meu novo pânico mas ainda por cima aquele espaço mínimo estava a abarrotar... Brrr...Fica o aviso. Incógnito: saídas de emergência.
30 September 2005
o que vocês perdem ao não andarem de autocarro
(nota: a média de idades dos interlocutores do diálogo que se segue não ultrapassava os 10 anos)
-E o gajo que não se meta com ele que ainda leva do meu tio!
-Do teu tio?!
-Tás a gozar, o meu tio é o gajo mais forte do bairro da Boavista! Anda lá sempre no boxe e ganha a todos. Uma vez até matou um gajo à porrada!
-Eh, matou o quê? Tava preso então!
-E teve! Teve 10 anos preso! O meu tio teve 10 anos preso! O que é que tu julgas? O cabrão que não se meta que ainda leva do meu tio!
[ ...]
-Pois, yá o teu tio ajudava-te porque és neto dele!
-Ah sou neto, estúpido? Ele é meu avô por acaso? Eu sou... eu sou... eh pá como é que se diz?
-Atão não é neto? Tu és neto!
-Não é nada... é... é... sobrinho! Eu sou sobrinho dele!
-E o gajo que não se meta com ele que ainda leva do meu tio!
-Do teu tio?!
-Tás a gozar, o meu tio é o gajo mais forte do bairro da Boavista! Anda lá sempre no boxe e ganha a todos. Uma vez até matou um gajo à porrada!
-Eh, matou o quê? Tava preso então!
-E teve! Teve 10 anos preso! O meu tio teve 10 anos preso! O que é que tu julgas? O cabrão que não se meta que ainda leva do meu tio!
[ ...]
-Pois, yá o teu tio ajudava-te porque és neto dele!
-Ah sou neto, estúpido? Ele é meu avô por acaso? Eu sou... eu sou... eh pá como é que se diz?
-Atão não é neto? Tu és neto!
-Não é nada... é... é... sobrinho! Eu sou sobrinho dele!
28 September 2005
27 September 2005
manecas costa

Se há coisa que viver no Japão me ensinou é como a nossa vida pode ser tão reduzida se nos fecharmos às outras culturas. A cultura europeia/ocidental é fantástica mas a vida fica tão enriquecida quando deixamos entrar outras... seja por viagens, pessoas, literatura, gastronomia ou música...
No meu iTunes agora anda a bombar Manecas Costa, brilhante músico guineense, que aparentemente deu um show em Monsanto há uns tempos! (Bem jogado Heli!!! Adorei!)
Se gostam de música da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e outros países que tais vão urgentemente ao B.leza que, ouvi dizer, vai fechar ,mais dia menos dia. Se nunca ouviram ao vivo e nunca lá foram, aproveitem a dica mesmo! O espaço é lindíssimo, cheio de classe, a música é muito boa e sempre podem dar um pezinho de dança... Até já lá vi o principe Kyril da Bulgária, ah pois!
25 September 2005
agenda cultural

Para quem, como eu, conseguiu perder 3 vezes o belíssimo e estonteante bailado Pedro e Inês, coreografia Olga Roriz, cenário João Mendes Ribeiro, trago boas notícias (aos lisboetas pelo menos) !
O mesmo vai estar outra vez em palco no Teatro Camões de 7 a 9 de Outubro!
E eu já tenho o meu bilhete.
23 September 2005
follow me

Stepping stones in Heian Shrine, Kyoto
copyright sushi lover
Porque eu não gosto de Rodin ou Ticiano, todos me dizem que sigo um mau caminho. E porquê? Se cada um se fiasse no caminho que nos aconselham nada de mais se fazia, pois que eles, os outros, só sabem indicar-nos as suas próprias pisadas.
Amadeu de Souza-Cardoso
22 September 2005
21 September 2005
mais de 9 anos
Do Rato ao Chiado vai-se pela Rua da Escola Politécnica e passa-se mesmo em frente à Procuradoria Geral da República. Há mais de 9 anos que semanalmente vejo sempre as mesmas pessoas a reclamar. Se calhar é mensalmente. Começaram com um lençol enorme que explicava a história toda e que foi reduzindo de tamanho. Coemçaram por ser tantas pessoas, agora é sempre apenas um casal. Nunca consegui entender completamente o enredo da novela que mete um juiz de beja e uns notários que legalmente "mataram" não-sei-quem (acho que não fisicamente só a figura legal), certidões de óbito, divórcios e testamentos. Uma embrulhada com contornos tenebrosos que, pelos vistos, não há meio de se desenvencilhar... Em 9 anos, sempre ali a passar, tanto aconteceu na minha vida! Isso é que me faz confusão!
I will aim towards the sky
Bem sei que daqui a um (curto, muito curto) tempo vou estar algures a ser escravizada nalgum atelier fazendo das tripas coração para encontrar alento no trabalho monótono e repetitivo do operador de autocad ou construtor de árvores para maquetes.
Nessa altura vou olhar para estes meses de “desocupação” com melancólica saudade e repetir para mim mesma onde é que raio estavas com a cabeça quando disseste que querias trabalhar? e pensar porque é que passava os dias angustiada ai-pobrezinha-de-mim-que-não-sei-como-vai-ser-o-meu-futuro em vez de aproveitar cada segundo de liberdade para fazer tudo o que sempre quis fazer antes e não tinha tempo... Seja lá o que isso for! Nessa altura de certeza que o meu futuro, pelo menos durante um ano, vai ser bem certo (a não ser que contemple a sombra do despedimento) e vou lembrar saudosamente estes dias.
A questão é que, pela primeira vez na minha vida, não sei mesmo o que vou fazer a seguir e tudo o que possa desejar como, sei lá... um emprego fabuloso em local fantástico, não depende exclusivamente das minhas maravilhosas capacidades!
Mas se ao menos toda a gente parasse de perguntar “Então, o que tens feito?”
Nessa altura vou olhar para estes meses de “desocupação” com melancólica saudade e repetir para mim mesma onde é que raio estavas com a cabeça quando disseste que querias trabalhar? e pensar porque é que passava os dias angustiada ai-pobrezinha-de-mim-que-não-sei-como-vai-ser-o-meu-futuro em vez de aproveitar cada segundo de liberdade para fazer tudo o que sempre quis fazer antes e não tinha tempo... Seja lá o que isso for! Nessa altura de certeza que o meu futuro, pelo menos durante um ano, vai ser bem certo (a não ser que contemple a sombra do despedimento) e vou lembrar saudosamente estes dias.
A questão é que, pela primeira vez na minha vida, não sei mesmo o que vou fazer a seguir e tudo o que possa desejar como, sei lá... um emprego fabuloso em local fantástico, não depende exclusivamente das minhas maravilhosas capacidades!
Mas se ao menos toda a gente parasse de perguntar “Então, o que tens feito?”
15 September 2005
memória
A prova mais evidente de que os comprimidos com vitaminas, sais minerais e extracto de ginseng que decidi tomar para tentar recuperar a minha boa memória não estão a funcionar é que me esqueci de comprar uma nova embalagem...
Dinheiro deitado à rua... Terei de viver com esta amostra de alzheimer precoce. E post-its, milhões de post-its...
Dinheiro deitado à rua... Terei de viver com esta amostra de alzheimer precoce. E post-its, milhões de post-its...
13 September 2005
globalização à porta de casa
Se até concordo que a globalização da economia pode ser prejudicial para os países pobres e em geral para todos ao criar redes de inter-dependência demasiado fortes e não defendendo as economias locais e um crescimento sustentável sou, em geral, uma forte defensora da globalização!
Da economia não me vou alongar porque não percebo nada disso.
Agora, dessa globalização social, cultural, intelectual... ahh! é maravilhosa!Nunca vivemos tempos tão bons para saber mais doutros países, doutras culturas, de podermos viajar nelas, de podermos viver nelas. Nunca podemos saber tanto sobre países distantes como o Burkina-Faso ou o Japão, e experimentá-los quando quisermos ou podermos! A globalização é tudo isso, é a itinerância mundial do conhecimento! É a itinerância mundial de pessoas! Que melhor maneira de conhecer outras culturas que falar com as pessoas dessas culturas, conhecê-las e perceber as distâncias mas principalmente os pontos que nos unem a todos mundialmente como seres humanos!
A globalização também é encontrar por acaso na mercearia do bairro 2 amigos japoneses correntemente a trabalhar em Lisboa... A jantarada japonesa já está combinada!
It's a small world and I love it!
Da economia não me vou alongar porque não percebo nada disso.
Agora, dessa globalização social, cultural, intelectual... ahh! é maravilhosa!Nunca vivemos tempos tão bons para saber mais doutros países, doutras culturas, de podermos viajar nelas, de podermos viver nelas. Nunca podemos saber tanto sobre países distantes como o Burkina-Faso ou o Japão, e experimentá-los quando quisermos ou podermos! A globalização é tudo isso, é a itinerância mundial do conhecimento! É a itinerância mundial de pessoas! Que melhor maneira de conhecer outras culturas que falar com as pessoas dessas culturas, conhecê-las e perceber as distâncias mas principalmente os pontos que nos unem a todos mundialmente como seres humanos!
A globalização também é encontrar por acaso na mercearia do bairro 2 amigos japoneses correntemente a trabalhar em Lisboa... A jantarada japonesa já está combinada!
It's a small world and I love it!
11 September 2005
onde é que você estava no 11 de setembro?
Há 4 anos, no dia 11 de Setembro, eu e a Catarina estávamos numa pilha de nervos para a entrega final de Desenho Urbano. Desde cedo na loja das plotagens só queríamos ver o trabalho de um ano inteiro (e um Verão sacrificado) impresso sem falhas, dobrado, enfiado na capa e abandonado à sorte docente... O que mais me preocupava era que o hatch tivesse saído bem, que não houvessem legendas trocadas. A rapariga da loja bem que disse: "despenhou-se um avião contra as torres gémeas em Nova Iorque!" e eu "sim, sim, que horror, e as plotagens, isso sai ou não sai?", sem me interessar no que parecia só mais um acidente no mundo.
Só muitas horas depois, já em casa, intrigada pelos incessantes burburinhos no bar, no autocarro e na rua, vi as terríveis imagens e alcancei a dimensão da tragédia. E literalmente a imagem valeu por mil palavras.
Só muitas horas depois, já em casa, intrigada pelos incessantes burburinhos no bar, no autocarro e na rua, vi as terríveis imagens e alcancei a dimensão da tragédia. E literalmente a imagem valeu por mil palavras.
ainda o Katrina
Para além de toda a tragédia humana que o Katrina expôs era bom pensarmos realmente o quão frágil estamos perante a força da Natureza e como a menosprezamos diariamente em gestos arrogantes que ciclicamente se voltam contra nós.
Muita da desgraça de New Orleans foi provocada pelos seus próprios habitantes e planeadores. A desvastação não teria sido tão grande se toda a cidade não estivesse construída 60 cm abaixo da linha do mar, com um sistema de diques e bombas, impreparados para algo como o Katrina.
Daqui se deviam tirar ilações aplicáveis a outras cidades como... Lisboa.
Lisboa, onde se constrói em leitos de cheias como Alcântara, onde se interrompem rios subterrâneos com túneis de metro e rodoviários como no Marquês de Pombal, onde se alteram as oscilações das marés que durante 3 séculos têm mantido a Baixa de pé com a contrução de parques de estacionamento.
Se as previsões do aumento do nível das águas em 1 metro em 50 anos se confirmarem pensem bem no que será destruído em Portugal. Locais como a Costa da Caparica simplesmente deixarão de existir (estarei a imaginar uns sorrisos?). Mais longe, os Países Baixos deixariam de existir.
A-s-s-u-s-t-a-d-o-r.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Muita da desgraça de New Orleans foi provocada pelos seus próprios habitantes e planeadores. A desvastação não teria sido tão grande se toda a cidade não estivesse construída 60 cm abaixo da linha do mar, com um sistema de diques e bombas, impreparados para algo como o Katrina.
Daqui se deviam tirar ilações aplicáveis a outras cidades como... Lisboa.
Lisboa, onde se constrói em leitos de cheias como Alcântara, onde se interrompem rios subterrâneos com túneis de metro e rodoviários como no Marquês de Pombal, onde se alteram as oscilações das marés que durante 3 séculos têm mantido a Baixa de pé com a contrução de parques de estacionamento.
Se as previsões do aumento do nível das águas em 1 metro em 50 anos se confirmarem pensem bem no que será destruído em Portugal. Locais como a Costa da Caparica simplesmente deixarão de existir (estarei a imaginar uns sorrisos?). Mais longe, os Países Baixos deixariam de existir.
A-s-s-u-s-t-a-d-o-r.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
descivilização
"A grande lição a tirar do Katrina é que a civilização em que vivemos é protegida por uma camada extremamente fina. Basta um abalo e ela estala, passando a lutar furiosa e instintivamente pela vida como cães selvagens.
Pensam que as pilhagens, as violações e os assaltos à mão armada que eclodiram em Nova Orleães nunca teriam acontecido na maravilhosa e civilizada Europa?"
" A questão básica é a seguinte: se retirarmos os elementos essenciais da vida organizada, civilizada - alimentação, abrigo, água potável, segurança individual mínima -, em poucas horas voltamos a um estado natural "hobbesiano", à guerra de todos contra todos."
"Não consigo evitar uma sensação de que aquilo que ali se passou se repetirá, muitas vezes, com o avançar do século XXI. Existem demasiados problemas emergentes que poderão fazer retroceder a humanidade. A ameaça mais óbvia virá dos desastres naturais resultantes das alterações climáticas. Se este cataclismo for interpretado por políticos americanos como John McCain como um "aviso" para alertar os cidadãos sobre as consequências de os Estados Unidos continuarem a lançar dióxido de carbono para a atmosfera como se não existisse o dia de amanhã, então a tragédia do furacão Katrina terá algum consolo. Mas poderá ser tarde demais. Se estiverem correctas as informações recentes de que não são só os glaciares que estão a derreter, mas também o subsolo da Sibéria, e de que esse degelo poderá gerar maior libertação de gases com efeitos estufa, poderemos ser lançados numa espiral imparável. Se tal acontecer, se grandes zonas da terra forem atormentadas por tempestades, inundações e alterações de temperaturas imprevisíveis, então o que aconteceu em Nova Orleães não passou de uma brincadeira de crianças."
E outras questões importantes e pertinantes são muito bem expostas no texto de Timothy Garton Ash publicado no Público de 11 de Setembro, donde retirei estes excertos. A ler.
Pensam que as pilhagens, as violações e os assaltos à mão armada que eclodiram em Nova Orleães nunca teriam acontecido na maravilhosa e civilizada Europa?"
" A questão básica é a seguinte: se retirarmos os elementos essenciais da vida organizada, civilizada - alimentação, abrigo, água potável, segurança individual mínima -, em poucas horas voltamos a um estado natural "hobbesiano", à guerra de todos contra todos."
"Não consigo evitar uma sensação de que aquilo que ali se passou se repetirá, muitas vezes, com o avançar do século XXI. Existem demasiados problemas emergentes que poderão fazer retroceder a humanidade. A ameaça mais óbvia virá dos desastres naturais resultantes das alterações climáticas. Se este cataclismo for interpretado por políticos americanos como John McCain como um "aviso" para alertar os cidadãos sobre as consequências de os Estados Unidos continuarem a lançar dióxido de carbono para a atmosfera como se não existisse o dia de amanhã, então a tragédia do furacão Katrina terá algum consolo. Mas poderá ser tarde demais. Se estiverem correctas as informações recentes de que não são só os glaciares que estão a derreter, mas também o subsolo da Sibéria, e de que esse degelo poderá gerar maior libertação de gases com efeitos estufa, poderemos ser lançados numa espiral imparável. Se tal acontecer, se grandes zonas da terra forem atormentadas por tempestades, inundações e alterações de temperaturas imprevisíveis, então o que aconteceu em Nova Orleães não passou de uma brincadeira de crianças."
E outras questões importantes e pertinantes são muito bem expostas no texto de Timothy Garton Ash publicado no Público de 11 de Setembro, donde retirei estes excertos. A ler.
10 September 2005
it haunts my dreams
Desde que mandei um mail ao meu professor japonês do Algarve (mencionando esse facto, i.e., sol, praia, doing nothing aaallll day) que o tipo decidiu passar a vida a chatear-me que eu gostava demasiado da (boa) vida para ser uma mulher de sucesso, entenda-se com prestígio e dinheiro. Pronto, fiquei traumatizada e o melhor é aceitar o meu destino e... ir para a praia!
Vai-te lixar ó Ando Sensei! Sabes lá como é a vida para lá do betão e das meetings, das 4 horas diárias de commuting e destilas as tuas frustrações em sake! Ainda me vais ligar um dia para eu colaborar contigo num projecto qualquer! Em Okinawa!
Ai, prestígio e dinheiro... doce ilusão! Um professor um dia, em palestra a alunos de 1ºano, disse: “Disseram-me: queres ser rico? Vai para Arquitectura”... AAAAAAAHHHHHHHHHHAAAAAAAAHHHHHHH. A piada do século! Ai, não fossem 10 da manhã num anfiteatro escuro com um tipo aborrecido, ou seja, não estivesse tudo a dormir e tinha sido gargalhada geral. Não, na altura acho que ninguém sabia sequer o que estava para ali a fazer. Hoje também não. Mas já sei que não vou ser rica.
Vai-te lixar ó Ando Sensei! Sabes lá como é a vida para lá do betão e das meetings, das 4 horas diárias de commuting e destilas as tuas frustrações em sake! Ainda me vais ligar um dia para eu colaborar contigo num projecto qualquer! Em Okinawa!
Ai, prestígio e dinheiro... doce ilusão! Um professor um dia, em palestra a alunos de 1ºano, disse: “Disseram-me: queres ser rico? Vai para Arquitectura”... AAAAAAAHHHHHHHHHHAAAAAAAAHHHHHHH. A piada do século! Ai, não fossem 10 da manhã num anfiteatro escuro com um tipo aborrecido, ou seja, não estivesse tudo a dormir e tinha sido gargalhada geral. Não, na altura acho que ninguém sabia sequer o que estava para ali a fazer. Hoje também não. Mas já sei que não vou ser rica.
09 September 2005
but songs... they are never quite the answer... just a soundtrack to our lives
Disse o Badly Drawn Boy (que quer dizer rapaz mal desenhado e eu não consigo deixar de pensar em rapaz mal afogado... brrr, que mau-gosto).
Tenho uma colecção muito selecta e involuntária de músicas que cada vez que ouço me transportam a outros tempos e a outras pessoas da minha vida. Canções que em dado momento foram ouvidas sem parar "ao expoente da loucura" associadas a um específico sentimento por outra pessoa ou estado de espírito e que depois ali ficaram agarradas a esses momentos ou a essas pessoas.
O que leva uma canção a tornar-se especial a dado momento é completamente imprevisível... Pode ser a letra, um acorde, um título, tê-la ouvido numa ocasião especial ou que se tornou especial por causa da música... qualquer coisa, o que a mim própria me surpreende. Quando recuperadas, soltam esses momentos de felicidade (ou não) com um pouco de pó de melancolia e muito frequentemente fazem-me soltar lágrimas... Não deve haver muita gente que chore a ouvir Pulp, Pixies, Dave Matthews Band e outros que tais...
Se calhar dava um boa actriz dramática... Uma qualidade tenho: é tão fácil fazer-me chorar!
Tenho uma colecção muito selecta e involuntária de músicas que cada vez que ouço me transportam a outros tempos e a outras pessoas da minha vida. Canções que em dado momento foram ouvidas sem parar "ao expoente da loucura" associadas a um específico sentimento por outra pessoa ou estado de espírito e que depois ali ficaram agarradas a esses momentos ou a essas pessoas.
O que leva uma canção a tornar-se especial a dado momento é completamente imprevisível... Pode ser a letra, um acorde, um título, tê-la ouvido numa ocasião especial ou que se tornou especial por causa da música... qualquer coisa, o que a mim própria me surpreende. Quando recuperadas, soltam esses momentos de felicidade (ou não) com um pouco de pó de melancolia e muito frequentemente fazem-me soltar lágrimas... Não deve haver muita gente que chore a ouvir Pulp, Pixies, Dave Matthews Band e outros que tais...
Se calhar dava um boa actriz dramática... Uma qualidade tenho: é tão fácil fazer-me chorar!
sei que estou com saudades
(e a perder o discernimento) quando no clube de vídeo olho embevecida para um filme do Steven Seagal só porque se chama Yakuza e presume-se ser filmado no Japão...
ps: não, não o levei...
ps: não, não o levei...
08 September 2005
finally I met you
Encontrei a beleza no metro de lisboa e queria tanto ter uma lente olho de peixe. http://www.beentryingtomeetyou.blogspot.com/
06 September 2005
meditação
Pois sou eu e o Mário Soares. Calcorreamos os areias da praia de Alvor dum lado para o outro em meditação... Ele: "Devo candidatar-me? Um manguito para esses pirralhos que acham que estou velho! Será que ganho? Será que vou deixar de ir tantas vezes a Paris? Será que tenho que deixar de calcorrear este belo areal e cruzar-me com aquela sereia minha quase de certeza eleitora?"
Eu, é mais... "Será que o segurança traz naquela inofensiva toalha uma arma? E se, para o ano, o tipo é presidente e há um terrorista na praia e eu sou apanhada em fogo cruzado? Hmmm... Como nunca vou à praia dos Tomates se calhar voto Cavaco! Hei, é pela segurança do mais fantástico areal algarvio..." Ah ah! Queriam, não queriam? Nunca na vida hei-de votar nesse senhor!
Eu, que gostei tanto do discurso do Manuel Alegre (até o nome respira positivismo), que já estava pronta a entregar-lhe o meu voto, já a pensar na beleza dos discursos do 10 de Junho a que já me propunha assistir pela primeira vez...
Mas venha o Marocas e... não pensem que isto vão ser favas contadas, mas digo-vos o homem está mais que pronto para o combate!
Melhor está ele mesmo que já sabe o que vai estar a fazer em janeiro... Já eu, arrasto-me nesta indolência e penso, penso muito e penso mais ainda sobre onde apontar a minha direcção... mas a incerteza, as dúvidas entre o que sou, o que quero e o que vou fazer... pfiuuuu... boooriiing boring! A luz chegará!
Eu, é mais... "Será que o segurança traz naquela inofensiva toalha uma arma? E se, para o ano, o tipo é presidente e há um terrorista na praia e eu sou apanhada em fogo cruzado? Hmmm... Como nunca vou à praia dos Tomates se calhar voto Cavaco! Hei, é pela segurança do mais fantástico areal algarvio..." Ah ah! Queriam, não queriam? Nunca na vida hei-de votar nesse senhor!
Eu, que gostei tanto do discurso do Manuel Alegre (até o nome respira positivismo), que já estava pronta a entregar-lhe o meu voto, já a pensar na beleza dos discursos do 10 de Junho a que já me propunha assistir pela primeira vez...
Mas venha o Marocas e... não pensem que isto vão ser favas contadas, mas digo-vos o homem está mais que pronto para o combate!
Melhor está ele mesmo que já sabe o que vai estar a fazer em janeiro... Já eu, arrasto-me nesta indolência e penso, penso muito e penso mais ainda sobre onde apontar a minha direcção... mas a incerteza, as dúvidas entre o que sou, o que quero e o que vou fazer... pfiuuuu... boooriiing boring! A luz chegará!
não foi
Não foi o calor (que nem era muito), não foram as wc imundas (que nem o eram assim tanto), não foi o duche misto ao ar livre e frio (que até é divertido), não foi dormir com frio no chão com altos e baixos, nem foi acordar cheia de calor com este sol impiedoso-criador-de-estufas. Muito menos foram os fantásticos mergulhos no gelado rio coura, ou o esticar na relva ao sol. Não foi o pó nem a indisponibilidade de roupa lavada.
O que verdadeiramente me chateou no Festival Paredes de Coura foi... o barulho.
O barulho, não a música que essa encheu a minha alma. Foi o non-stop de puro, irritante, está-a-dar-me-cabo-dos-nervos barulho. Porque é que a seguir a 5 horas de concertos abrem uma discoteca ao ar-livre? Pior, porque é que essa animação (onde confesso dei um pézinho de dança) se arrasta por outras 5 horas? Impossível descansar. E depois são os grupos de alegres convivas que, já sem tímpano, gritam e saltam ahh viva a juventude... Quando tudo parece acalmar das duas uma (das duas as duas, só não sei quem chegou primeiro): chega o sol impiedoso que te faz arrastar para fora da tenda para o meio das silvas, ou... chegam os trabalhadores do festival, da segurança, das barraquinhas, do raio-que-a-parta, que encostam todos em alegre e barulhento convívio!
O dia segue num suplício em busca de silêncio... Derreada por falta de sono, arrasto-me até ao rio ahhh-aqui-vou-descansar-e-ouvir-os-passarinhos... Qual quê... Em 10 minutos estou rodeada, "passa-me uma carta!", "eh pá! Tinha um jogo tão bom e não ganhei", "pós sim que pór supuesto e nha nha nha nha nha" em decibeis claramente ilegais deste lado da fronteira e tanto bla bla bla bla bla... Donde é que esta gente saca a energia? Depois é a aula de yoga (oh! sim!), os meninos dos tambores (die suckers!), o sound check, o jazz na relva...
aaarrrrgghhhhhh!
Quando finalmente deslizo para o recinto já os meus ouvidos estão entupidos!
Mas tudo está bem quando acaba bem e eu simplesmente adorei o Festival, bem os dois últimos dias, pelo menos!
A revelação para mim foi o Nick Cave, de quem ERA semi-fan e nunca tinha assistido um concerto e agora quero venerar este deus até ao fim dos meus dias!
Arcade Fire (a quase única razão da minha peregrinação ao extremo norte do país) foi fantástico, o som tava uma merda, mas foi lindo ver que tanta gente já os conhecia.
Com tal reacção dizia eu "Vais ver, daqui a uns minutos vão dizer que nunca viram coisa assim, que antes nem sabiam onde era Portugal e agora vão voltar todos os anos!". E no fim, já dizia o vocalista "Uau, fantástico, nós temos que ir embora mas não queremos!!!" Já cá cantam!
Pixies é Pixies, e é sempre bom, nem que seja para gastar as minhas cordas vocais e "meus males espantar".
Queens of the Stone Age, tive medo, muito medo... bolas que potência! Mas um bocadinho alto, não?
Vincent Gallo tocou músicas bonitas fora das rotações do Festival, mas o homem é um entertainer puro e gosta muito de falar. Ficámos a saber da sua histórica relação com Portugal, cheia de detalhes... Gostava eu de saber se aquela história do hotel era verdadeira e... se alguém foi!
Juliette Lewis, pois... é ela! Muito show-off, muito cabelinho a rodopiar e perninha torta a abanar. Sem música propriamente original e letras oh-my-god ainda assim eu diverti-me!
Com um cartaz assim volto para o ano! Mas please alguém tem uma casinha perto de Paredes de Coura?
O que verdadeiramente me chateou no Festival Paredes de Coura foi... o barulho.
O barulho, não a música que essa encheu a minha alma. Foi o non-stop de puro, irritante, está-a-dar-me-cabo-dos-nervos barulho. Porque é que a seguir a 5 horas de concertos abrem uma discoteca ao ar-livre? Pior, porque é que essa animação (onde confesso dei um pézinho de dança) se arrasta por outras 5 horas? Impossível descansar. E depois são os grupos de alegres convivas que, já sem tímpano, gritam e saltam ahh viva a juventude... Quando tudo parece acalmar das duas uma (das duas as duas, só não sei quem chegou primeiro): chega o sol impiedoso que te faz arrastar para fora da tenda para o meio das silvas, ou... chegam os trabalhadores do festival, da segurança, das barraquinhas, do raio-que-a-parta, que encostam todos em alegre e barulhento convívio!
O dia segue num suplício em busca de silêncio... Derreada por falta de sono, arrasto-me até ao rio ahhh-aqui-vou-descansar-e-ouvir-os-passarinhos... Qual quê... Em 10 minutos estou rodeada, "passa-me uma carta!", "eh pá! Tinha um jogo tão bom e não ganhei", "pós sim que pór supuesto e nha nha nha nha nha" em decibeis claramente ilegais deste lado da fronteira e tanto bla bla bla bla bla... Donde é que esta gente saca a energia? Depois é a aula de yoga (oh! sim!), os meninos dos tambores (die suckers!), o sound check, o jazz na relva...
aaarrrrgghhhhhh!
Quando finalmente deslizo para o recinto já os meus ouvidos estão entupidos!
Mas tudo está bem quando acaba bem e eu simplesmente adorei o Festival, bem os dois últimos dias, pelo menos!
A revelação para mim foi o Nick Cave, de quem ERA semi-fan e nunca tinha assistido um concerto e agora quero venerar este deus até ao fim dos meus dias!
Arcade Fire (a quase única razão da minha peregrinação ao extremo norte do país) foi fantástico, o som tava uma merda, mas foi lindo ver que tanta gente já os conhecia.
Com tal reacção dizia eu "Vais ver, daqui a uns minutos vão dizer que nunca viram coisa assim, que antes nem sabiam onde era Portugal e agora vão voltar todos os anos!". E no fim, já dizia o vocalista "Uau, fantástico, nós temos que ir embora mas não queremos!!!" Já cá cantam!
Pixies é Pixies, e é sempre bom, nem que seja para gastar as minhas cordas vocais e "meus males espantar".
Queens of the Stone Age, tive medo, muito medo... bolas que potência! Mas um bocadinho alto, não?
Vincent Gallo tocou músicas bonitas fora das rotações do Festival, mas o homem é um entertainer puro e gosta muito de falar. Ficámos a saber da sua histórica relação com Portugal, cheia de detalhes... Gostava eu de saber se aquela história do hotel era verdadeira e... se alguém foi!
Juliette Lewis, pois... é ela! Muito show-off, muito cabelinho a rodopiar e perninha torta a abanar. Sem música propriamente original e letras oh-my-god ainda assim eu diverti-me!
Com um cartaz assim volto para o ano! Mas please alguém tem uma casinha perto de Paredes de Coura?
14 August 2005
12 August 2005
voyage voyage
Foi num fôlego que dei a volta ao mundo pelas letras de Gonçalo Cadilhe. Penso no que será viver a viajar. Penso no que é estar ano e meio sozinho, com amigos ocasionais e temporários. Acordar todos os dias num local diferente e distante. Penso no que será voltar a casa. E o que é que se faz depois?
10 August 2005
então o que é que fizeste hoje?
-Pufff... Acordei em Buenos Aires, apanhei um cargueiro no Panamá onde viajei e enjoei muitas horas... Não tivesse parado na Polinésia...
-Ah, continuas a ler o livro do Cadilhe.
-Ah, continuas a ler o livro do Cadilhe.
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