27 October 2005

melhor que sushi

é ter banda larga!
ooohhh que cores tão bonitas... o século XXI é assim?

25 October 2005

o mistério complica-se

Lembrou-me a lullaby que o Jack Johnson fez a primeira parte do concerto do Ben Harper e depois o Jack trouxe o Donovan Frankenreiter. Não sei se estão a seguir o meu pensamento... Não só fazem música igual como se protegem uns aos outros.
Parece-me claro que são apenas uma espécie de heterónimos dum mesmo autor(não muito original, mas enfim).
A dúvida agora é: qual deles é o original? E quem será o 4º heterónimo que fará a primeira parte do concerto do Donovan?
Eu não vou lá por isso depois digam-me.

24 October 2005

piadas profissionais

O que é que distingue um arquitecto dum estagiário de arquitectura numa exposição de arquitectura?
O arquitecto olha para o projecto (como foi feito? que materiais?)
O estagiário para a maquete (como foi feita? que materiais? como é que isto se corta?)

last (weary) days

(e que ficou do filme)

- Não gosto de ver miúdas com cabelo curto (ou a Kim Gordon fica bem assim).
- Não desapareceram umas personagens algures?
- A bateria é o instrumento crucial no rock n’ roll e tão frequentemente desprezado
- Life is a long and lonely journey from birth to death.
- Pode morrer-se de aborrecimento.

22 October 2005

x-files

As músicas são iguais. A voz é igual. A história do surf+guitarra é a mesma. Ninguém me tira que o Donovan Frankenreiter e o Jack Johnson são uma e a mesma pessoa. Podiam ter disfarçado melhor, não?

spooooky

Home alone, horas tardias, concentração no trabalho no pc, quando no iTunes salta o tema do Psycho. Sim, esse mesmo das punhaladas no duche. Brrrrr... Até os ossos gelaram... Onde é que estão os Beach Boys? Rápido!

momento xis*

Cada vez mais acredito que ser feliz é uma decisão tão corriqueira como “amanhã vou levantar-me mais cedo”. Há dias em que funciona, outros em que o despertador avaria. Mas é uma decisão. Depois de tomada o efeito é quase imediato.


Ps:Pela lamechice a gerência pede perdão.

*Xis, essa bela seca em forma de revista-suplemento, aos sábados com o Público.

19 October 2005

os japoneses integram-se bem comó caraças

3 exemplos:
-Fiquei 20 mn à espera duma japonesa (a pontualidade no Japão é quase irrepreensível)
-O japonês assim que me viu deu-me dois beijos (cadê o aperto de mão?) que até corei
-Apresentei dois japoneses um ao outro e eles apertaram as mãos (cadê as vénias?)

18 October 2005

a primeira vez

Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos –, vamos regressar.

Carlos Ruiz Zafón, em "A Sombra do Vento"

16 October 2005

guru musical

Todos temos os nossos gurus musicais, aqueles que admiramos por saberem tanto de música e que nos iniciam nesses caminhos determinantes...
O meu guru musical é o meu irmão, que me escrevia em inglês os nomes das músicas dos Queen, quando eu tinha 8 anos, que me apresentou a quase todos os grupos musicais de jeito do início da década de 90 (incluindo paixões para a vida como The Divine Comedy). Cada vez que eu timidamente me atrevia a mostrar um grupo que ele não conhecesse, ele já conhecia e dizia “só me trazes música de lixo!” que é como quem diz “o meu trabalho ainda não está terminado”.
Muito do que ouço de jeito foi ele que comprou o cd.
Estes eram os tempos áureos em que eu venerava o gosto musical do meu irmão. Depois comecei a falar com mais gente e a ver outras luzes e os nossos caminhos correm agora separados mas alguns pontos de encontro.
Mas não que agora o gajo vem dizer-me que Arcade Fire é uma treta, “pra-qué-que compraste o último do jay jay johanson?”, “funk é que é” e “já ouviste 50ct”? Tivessem sido todas seguidas e tinha tido uma paragem cardíaca. Tá tudo louco. O mundo está perdido. Estou sozinha, sem guia musical...

You are my brother. And I love you. May all your dreams come true. I see them coming.
(adaptação do Antony & The Johnsons)

Ps: sim, ele acha Antony & The Johnsons a coisa mais chata do mundo.

memórias duma noite

Esqueçam CCB em dia de inauguração. Parecia o metro de Tokyo em hora de ponta (e não havia senhores de luva branca a empurrar gente para dentro das exposições, mas fica aqui a ideia).
Perdi-me várias vezes na exposição dos Mateus (aquilo é um labirinto não é?). Aliás, segundo a melhor piada da noite ( da peut-etre)"o Mateus bebe-se melhor que se vê" em alusão ao rosé e à multidão que bloqueava as vistas.
O meu amigo japonês já bem animado por uns copinhos de tinto estava admiradíssimo com a afluência! "Nem se organizássemos uma exposição do Tadao Ando tinha tanta gente!" Ah pois é Lisboa não pára em casa!

Felizmente ambiente estava bem melhor no Frágil. A já lendária festa QF foi estrondosa. Fui logo recebida à entrada pelo Rui Reininho que me cumprimentou e tudo (infelizmente claramente confundindo-me com alguém) e quando, a partir deste encontro-desculpem-mas-eu-acho-o-homem-um-charme a noite parecia impossível melhorar... eu sei lá quem nem como, começaram umas músicas atrás das outras e eu já não tinha mão em mim. Estive em alegria plena umas boas horas com uma parte dos melhores amigos do mundo! E tudo graças a estes meninos. Meus anjos. Até à próxima.

12 October 2005

you can call me anytime on my hello happy line*



O meu telefone já funciona!:D

*deelite

agenda cultural

Esta quinta feira (amanhã para os distraídos) é dia de inaugurações no CCB. E sumo de laranja e rissóis.
Não percam Aires Mateus: Arquitectura ( e havia de ser o quê?), Adriana Varejão: Câmara de Ecos, Sabine Hornig, e Sancho Silva: Project Room.
A partir das 22.

10 October 2005

qualquer pessoa dá um homicida qualquer* ou o serviço incompetente toca sempre duas vezes...

(E quem não tem uma história destas... não é cá da malta!)

Enquanto escrevo estas palavras (só para dar uma nota de dramatismo) estou desligada do mundo. Cortaram-me a linha de telefone (isto sim é dramático!). Se estão a ler estas palavras é porque sobrevivemos (eu e a linha).

Porque eu não concordo que a PT tenha o domínio exclusivo sobre as telecomunicações em Portugal decidi mudar para a Novis assinando um excitante pacote telefone + internet banda larga (o facto de não se pagar assinatura mensal não teve nada a ver com isso). A emoção tomou-me e a perspectiva de um telefone mais barato e internet a toda hora e momento era suficiente para ser feliz por muitos anos (I’m soooo easy). Tinha que esperar 6 semanas, o prazo legal que a PT segue à risca antes de abrir mão de um cliente. Eu esperei. Sou muito zen e bem, não tinha outro remédio. 8 semanas e meia (muito menos excitantes porque como se sabe tudo aconteceu na última semana, a nona) já era cliente novis. Yupiiiii. Ai que felicidade. E a internet cos diabos? Onde está ela? Ó menina vamos com calma, Roma e Pavia não se fizeram num dia. Agora olhe só que parvoíce, mudar o telefone e enviar-lhe o kit de adesão são tarefas que têm que cumprir um rigoroso protocolo, não é assim pôr no correio e já está... Ah não? Eu espero...
Pois quem espera, desespera, mais vale esperar sentado, quem semeia ventos colhe tempestades e burro amarrado também pasta. A internet não há meio de chegar e ninguém arrisca prognósticos porque também me parece que a Novis se move a tempo-carris. Pelo meio comecei a estranhar ninguém me ligar (será que ainda pensam que estou no japão? Ou que voltei para lá? Ou tornei-me uma pessoa assim tão desinteressante? As dúvidas torturavam a minha alma), até que entendi QUE ME TINHAM ALTERADO O NÚMERO!! Em claro incumprimento daquela clausulazinha em que pus uma cruzinha: “deseja manter o seu número actual? (lei da portabilidade nhe nhe nhe nhe)”. Foi assim que comecei a fazer novos amigos no call center da Novis (António, Tiago, Rita e João, já sabem jantar cá em casa na quinta!) sempre tão prestáveis mas inúteis nas horas. De repente (não tão de repente que isto já se arrasta há 4 semanas) alterar o meu número para o anterior era mais complicado que descobrir o Bin Laden nas montanhas do Afeganistão. Só o meu caso deve ter causado, no mínimo, 3 suícidios e 46 tentativas na casa Novis ( eu pelo menos sonho com a minha importância, não sei quanto a vocês).
No último episódio, o meu número antigo já estava ligado a um telefone Novis. Só que não o meu!!! (Seria demasiado fácil) Ao de uma outra assinante que não consegue que ninguém lhe ligue porque o seu número novo da novis vem ter a minha casa! Estou a um passo de cancelar qualquer telefone e me mudar para o Tibete.
E a internet e a minha almejada banda larga, hein? Cadê?

PS: Ligaram-me agora da PT (errr... eu não deixei de ser vossa cliente?) dizendo-me a avaria que eu tinha reportado (não fui amigo foi a outra senhora mas vá isso é uma longa história) já estava reparada. Por isso estão a ler estas palavras senão eu estava na rua agora a apanhar com o que o tufão de grau 1 nos trouxe a Lisboa. E agora vou por de enxurrada os posts de que estiveram privados estes dias (estão a seguir. Ou antes. Como quiserem entender)

* copyright João Rosas (autor do livro Qualquer Pessoa Dá Um Homicida Qualquer), roubado ao Pastel de Nata.

I couldn’t remember what I can’t forget

Com a animação japonesa da semana (entre montar uma exposição sobre o intercâmbio e andar a ajudar japoneses recém-chegados à capital) esqueci-me que fez dia 4 um ano que parti para o Japão. Eh eh... a capa do Público que guardei diz-me que Sócrates prometia vida dura ao governo... e agora aqui estamos nós. Acho que a vida do Sócrates mudou bem mais que a minha e nem precisou de apanhar um avião.
Em Tokyo chovia copiosamente e eu oscilava num misto de excitação e terror. À minha espera estava o marido da senhora que era amiga do amigo... um japonês que não falava inglês mas que foi o meu melhor amigo nesse dia. Levou-me à Faculdade e carregou-me a mala e orientou-me quando eu revelava um cansaço imenso e tudo me parecia confuso e bastante feio. Na faculdade o professor Ando oferecia-me chá quando eu decidi logo destabilizar o sistema e pedir café em substituição. Logo apareceram outros estudantes europeus com bem mais genica que eu e dei por mim a inscrever-me em cursos de japonês e a dar voltas à Universidade. Finalmente decidiram enfiar-nos num táxi até à residência não sem antes me avisarem logo que havi baratas nos quartos. Uma onda de pânico tomou-me e se avião ali houvesse tinha voltado. À primeira vista não vi baratas no meu mini-quarto e a visão duma cama onde pudesse dormir acalmou-me. Mesmo assim fui logo à loja de conveniência em frente comprar todos os kits anti-baratas possíveis e imaginários que, infelizmente, se revelaram muito úteis.Os primeiros dias foram uma roda-viva com testes, reuniões, terramotos, jantares, reparações de bicicletas, festas e tufões sempre com basicamente uma data de gente desconhecida a quem me iria afeiçoar tanto. Acho que desconfortável e sozinha foi, em geral, como me senti esses dias, sentimentos que se evaporaram com o passar do tempo, embora nunca tenham desaparecido completamente.

Naqueles dias o futuro prometia muita estranheza e incerteza e um mundo novo. Um ano depois promete o mesmo, só está ainda indefinida a localização geográfica...


tokyo from roppongi hills
copyright sushi lover

09 October 2005

por um voto se muda, por um voto nos enterramos mais

Aos Exmo. Senhores Terroristas,
Venho por esta meio sugerir hipotéticas localizações para um próximo ataque terrorista: Felgueiras, Gondomar, tendo como alvo principal as instalações camarárias. Soletra-se assim: C-A-M-A-R-A M-U-N-I-C-I-P-A-L.
Estes serão os casos mais urgentes mas considerem nas vossa listinha de ataques futuros outras localizações como Lisboa, por exemplo.
Outras sugestões seguem na caixa de comentários.
Atenciosamente,
Sushi Lover

08 October 2005

[no comment]

Um terramoto brutal atingiu o Paquistão, India e Afeganistão e o número de mortos não pára de crescer. Não era agora que Portugal se solidarizava com os países atingidos e doava 2% das reservas estratégicas de petróleo?

06 October 2005

liberta o Paulo Coelho que há em ti!

A Carris é uma empresa menosprezada... Há quem pense que ali só se tratam de autocarros, biodiesel, carreiras, passes e bilhetes. Think again! Depois de anos a treinar a paciência zen do lisboeta (E quando vem o autocarro? E isso interessa? Vem quando vier, os momentos são quando são, a vida é uma ilusão e é inútil qualquer tentativa de calcular o futuro, para sempre imprevisível!) deram um passo em frente! E que passo, sempre na vanguarda! Agora qual Stephen Hawking reinventaram o tempo!
Por toda Lisboa foram colocadas umas plaquinhas que dizem quantos minutos faltam para o próximo autocarro x passar. Que maravilha, que inovação! Mas o tempo, ah o tempo-carris não é igual a esse tempo que pensamos conhecer e que rege as nossas vidas... Um minuto-carris não tem 60 segundos. Tem 60 segundos-carris cuja conversão para o tempo-quotidiano-burguês-e-capitalista é impossível de calcular! Mas para quê? Quando se vive na vanguarda não nos podemos prender por detalhes, a vida é demasiado fugaz!
E isto não é moda dos EUA, não foi inventado no MIT ou em Harvard. É de autoria completamente portuguesa! É como a Via Verde! Isto é o futuro! Assumir a inconstância do momento, a imprevisibilidade da vida. Liberta o Paulo Coelho que há em ti!

-Quando vens?
-Hmm. Daqui a duas horas.
-Duas horas?
-Duas horas-carris!
-Ah, Estarei à tua espera. Ou não!

Ah se o mundo funcionasse a minutos-carris!

e assim me estragaram a noite

Descendo a Calçada do Combro na noite em que Lisboa inteira decidiu que o Bairro Alto é que era, encontro um amigo, engenheiro, (isto é importante).
-Ah e tal... Vou para o Incógnito - digo eu
-Também me tinha lembrado disso mas sabes... o Incógnito... é sempre aquela cena..
-...?
- As saídas de emergência. Não há. Se acontece alguma coisa ali...

Bolas para os engenheiros pá!
Passei as seguintes horas angustiada a tentar dançar (Bora ficar aqui no 1ºpiso?), a tentar abstrair-me dos meus pensamentos catastrofistas ( Isto é Stone Roses? Hmm Stone Roses é fixe! Stone Roses é fixe, a música é fixe... Ahhh! Vamos todos morrer a ouvir Stone Roses!! )
Tentei não contagiar os meus amigos com o meu novo pânico mas ainda por cima aquele espaço mínimo estava a abarrotar... Brrr...Fica o aviso. Incógnito: saídas de emergência.

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