14 August 2005
12 August 2005
voyage voyage
10 August 2005
então o que é que fizeste hoje?
-Ah, continuas a ler o livro do Cadilhe.
09 August 2005
viajar para escrever ou escrever para viajar
A ideia começou a ganhar forma depois de descobrir a escrita de outro viajante, Wenceslau de Morais, o consul português no Japão do princípio do século XX, que se apaixonou pelo Japão e aí viveu até à sua morte em 1929. Wenceslau de Morais escrevia cartas regulares que, se não me engano, eram publicadas no Comércio do Porto. As suas cartas retratam a realidade japonesa com sensibilidade e perspicácia e ilustran uma fascinante perspectiva ocidental sobre o Oriente.
Tudo isto porque acabou de ser publicado “Planisfério Pessoal”, o livro que recolhe as crónicas de Gonçalo Cadilhe publicadas pelo Expresso, e que chegou ontem às minhas mãos. Leio, imaginando se algum dia farei algo de parecido...
07 August 2005
indolência mediterrânica
06 August 2005
04 August 2005
oh get me away from here I'm dying
Mas precisava de sair daqui. Para no inebriante do desconhecido não pensar nos impasses em que estou enfiada.
02 August 2005
sushi lover & zeee gerrmans. take9.
German – sure, but I can’t do it right now.
Me – oh, don’t worry, whenever, no rush…
(a week later is a package at my door with the stamp of the day after I asked –
that’s when I love them - R.E.S.P.E.C.T.)
sushi lover & zeee gerrmans. take8.
The next day I call the german at 20.30 “Where are you?”.
Reply: “Isn´t the dinner tomorrow? You said tomorrow!”
Me- “Today is tomorrow!”
German- You sent the message at 2 am!
Moral:
For a german the day starts at midnight.
For me it starts in the morning.
sushi lover & zeee gerrmans. take7.
German – why are you apologizing? It’s not your fault. You don’t have to be sorry.
Me, trying to explain portuguese politeness – I know that. I’m not exactly sorry, it’s just a matter of speaking. Being polite, understand?
German – Hmmm...
sushi lover & zeee gerrmans. take6.
Me – please can you come 30 mn late? I still haven’t shop the groceries
German – oh, the lovely Portuguese
(german arrives as planned 30 mn late)
Me – well, actually I haven’t start to cook but have some wine!
sushi lover & zeee gerrmans. take5.
German (08:57) – (knocks at my door) Are you awake? Let's go?
sushi lover & zeee gerrmans. take4
German – well, they have the idea, and then they make the movie.
Everybody – aaaaaaaaaa………
sushi lover & zeee gerrmans. take3.
Me – That’s impossible, it never snows in Lisbon. I think only once in the 60’s that happened.
German – no, I’m pretty sure it was Lisbon
Me – nope!
German – almost sure
Me – Hey! May I remind you that I’ve been living there more than 20 years. It wasn’t Lisbon.
German (to the greek girl) – does it snow in Athens?
Greek – Yes, sometimes.
German – Ah. Then it was in Athens. I was sure it was a southern country.
sushi lover & zeee gerrmans. take2.
German – We are not lost. It’s that way [usually opposite]!
Me, sarcastic – ok, I like walking anyway.
01 August 2005
irasshaimase!
Irasshaimase é uma das palavras mais ouvidas no Japão à entrada de... basicamente qualquer sítio onde vendam qualquer coisa... restaurante, café, supermercado, sapataria, etc...
É normalmente gritado em tons agudos, quase histéricos a romper com os tímpanos, em coro por todos os funcionários da loja, restaurante, café, supermercado, etc...
Pois é para vocês este irasshaimase silencioso! Bem vindos ao meu blog, onde nada se cria, nada se perde e tudo se tranforma!
um dia, uma foto
Há que tempos que queria pôr o link...
Agora até tem direito a post! Continua a fotografar Ben!
bimbo, não com muito gosto!
"mulher de 40, não quero saber do teu passado, só quero ser teu namorado"

Quando acordei naquele sábado com um sms para uma festa relampago a 100 km de Lisboa nem me passava pela cabeça que ia acabar a noite a ouvir Marco Paulo ao vivo.
Foi a primeira vez que o ouvi ao vivo tenho que dizer que o homem é um profissional e tem uma voz espectacular. Ainda canta sucessos dos anos 80 porque não deve haver muita gente que conheça os mais recentes... Houve alguém que descobriu pela primeira vez que frases como "mexe e remexe", "louca na cama, lady na mesa" e "taras e manias" são uma única música. Ficámos a conhecer, no alinhamento final do concerto, que "Amor Eterno", "Nossa Senhora" e "Mulher de Quarenta" são todos possíveis grandes sucessos do mais recente album do último cantor romântico do país...
Ai, o Verão...
26 July 2005
sushi lover & zeee gerrmans. take1.
German (pulling out his agenda) - which one? Friday or Thursday? I still have both free. And what time? And where do you want to go? Should we have dinner first?
Me (trying not to scream) - … can we decide later? Like the afternoon before?
zeeee gerrmans… esse ser estranho
Os alemães são imensos e estão por todo o lado (pelo menos, todo o lado que eu vou). Gosto deles. Apelam muito à minha necessidade de organização, que passo a vida a queixar-me de não ter.
Admiro-lhes a perseverança, quase obstinação. Quando querem uma coisa, lutam por ela de um modo paciente e metódico, completamente impermeáveis a opiniões alheias.
Parecem-me, em geral, interesseiros e não perdem tempo com ninharias. Não gostam muito de gastar o tempo pelos cafés.
A não ser no país deles, falam bem inglês e sem sotaque. Avisam se vão chegar 2 minutos atrasados.
Durante alguns minutos tem piada a mania que sabem tudo, enquanto vão mostrando que realmente sabem muito. A piada acaba quando não sabem aceitar uma crítica ou simplesmente, que estão errados num qualquer assunto.
A sua mania-que-sabe-tudo-quase arrogante pode criar situações hilariantes como a do meu colega alemão que adorava dar explicações sobre temas japoneses... a japoneses!! Mas não há decoro? Mesmo que ele tivesse razão e estivesse a explicar algo que eles verdadeiramente não soubessem....
Mas não consigo ficar muito tempo perto de um alemão. A tensão, a ideia que cada palavra é analisada e, o mais dificil, a minha incapacidade de fazer entender o meu sentido de humor... A minha crónica má relação com o relógio leva-os a subir pelas paredes, mas nunca há berraria, o mais provável é, simplesmente, irem embora e não esperarem.
A sua rigidez e falta de espontaneidade deixam-se tensa e pouco à vontade.
No entanto facilmente crio empatia com um alemão e como já disse tenho bastantes amigos alemães. Eles gostam de mim. Eu gosto deles. Mas em pequenas doses. Um alemão é uma prova de treino para toda a minha diplomacia. Falta-lhes... alegria?
O meu sonho é ser organizada e obstinada como um alemão e manter o easy-going e joy-de-vivre latina... Hei-de lá chegar.
25 July 2005
mas os talvez são piores
não fui, não fiz, não disse
23 July 2005
euro milhões
Agora 97 milhões...
22 July 2005
mais olhos que barriga
Como uma criança numa loja de brinquedos fui ontem a um restaurante japonês e saí a rebolar. Ainda estou cheia. E com um sorriso. Mas isso até pode ser por outros motivos. A lua cheia, por exemplo.
sushi lover, a internacional
Quem disse que o Verão é para relaxar?
ps: Obrigada pelas dicas, fosse eu uma menina auto-mobilizada e levava-os eu de automóvel.Bem... até ao Cabo Espichel pelo menos... Hoje ou amanhã parece que vai ser um jantar de fados.
21 July 2005
damedayo! help!
Que chegam hoje a Portugal.
E que querem ir ao Cabo da Roca e a Óbidos e depois a Coimbra, mas não têm carro!
Perguntaram-me qual era o comboio (!?) e eu... não faço ideia de como se chega a ambos os locais sem ser de automóvel!
Pedido à blogosfera que está a ler: Alguém sabe como se chega ao Cabo da Roca ou a Óbidos (e como é que de Óbidos se vai para Coimbra) sem automóvel?
20 July 2005
fading out #2
Encontrei um japonês e tentei falar japonês. Não me lembrava de nada. Ok, não seria difícil porque eu não sei falar japonês. Mas em Tokyo sempre dizia umas coisinhas, uns boa tarde, uns números... Agora míseros 2 mesitos depois... parece que o Tico e Teco querem arrumar novas coisas, mas o QUÊ? se nada se passa por aqui? Deve ser o "24"! Ou tentar juntar o puzzle todo e juntar os nomes às caras dos Quase Famosos! Sayonara escassos conhecimentos dessa língua demoniosa!
porque é que os japoneses nos passam a perna
ando com os dias muito ocupados
Tive que sair de casa para trabalhar. Não cheguei à paragem do autocarro.
17 July 2005
and we keep playing PARTY
Vim com um cd para casa que até tinha Arcade Fire (quem, eu obcecada? Eu juro que ouço outros cd's!). Não são como uns e outros...
Fiuuu, estou estoirada, ainda bem que o fim-de-semana acabou!
perdoem-me os eruditos e fans...
Aquela Sagração da Primavera com uma coreografia, enfim, com momentos bons e outros bem aborrecidos, e um técnico de luz de férias... arrasaram-me os nervos entre bocejos...
E porquê, porquê, PORQUÊ MEU DEUS acabaram com o Ballet Gulbenkian!?!?!
16 July 2005
PLAY: Party
Venho por este meio agradecer a efeméride festiva da noite passada.
Nem mesmo em Tokyo ouvi tal selecção musical que muito agradou ao meu ouvido e aos meus ossos que se abanaram como há muito não. E ainda deu para confirmar as minhas suspeitas e conhecer o durão!
Quando cheguei estava um rapaz de t-shirt branca, com óculos a bombar it’s the end of the world as we know it... :). Ouve um momento mais obscuro com o rapaz de t-shirt preta “bla bla bla” mas ainda assim interessante.
O momento eclético missy-elliot-franz-ferdinand-scissor-sisters já não sei quem estava a bombar agradou à minha pequena comunidade bailante.
A dupla camisa branca/t-shirt azul “wedding present” (olha lá, o outro também de óculos e t-shirt azul é teu irmão? Caramba são iguais!) foi a que mais gostei. Digo dupla porque sempre que olhava ou tava um ou o outro e já não percebia quem é que escolhia os cds. Também já não me recordo bem do alinhamento mas os Stone Roses foram o (meu) momento alto e fiquei muito triste por não terem passado Arcade Fire... Chuiff, chuiff.
Dômo Arigatô Gozaimasu e fico ansiosamente à espera da próxima.
Atenciosamente,
Sushi Lover
12 July 2005
08 July 2005
sexto sentido irónico e de mau gosto, ou sobre o post de ontem
Queiram saber os meus leitores que só me ligo com o mundo exterior a partir das 20. As horas anteriores são passadas na Sushiloverland onde não há terroristas e todos vivemos numa anarquia líndissima porque gostamos uns dos outros e porque simplesmente há espaço para todos e ninguém é ganancioso.
Entretanto ainda não sei dos meus amigos que vivem em Londres... mas estarão bem concerteza. Positive Vibes!
Para rematar fui ver o "Colisão" à noite, um filme fantástico sobre a violência latente em Los Angeles. Uma tensão permanente, discriminação racial compontos de vista distorcidos, uma misturada dos caraças em que ninguém escapa, todos já estão demasiados enrolados naquela espiral de violência gritando para serem ouvidos mas surdos aos gritos dos outros.
Assusta-me sempre a violência de quem não sabe a alternativa.
07 July 2005
A razão porque andar de transportes públicos não faz bem a ninguém
Não sabiam? Pois, é apenas para alunos altamente auto-motivados.
Curso de Filosofia on-the-go! Cheira-me que até o Carrilho andou por lá..
No 60 para o Cemitério da Ajuda, via Calvário...
No 23 para o Desterro...
Estas são as minhas disciplinas favoritas... Em que carreiras andam a tirar o vosso curso de Filosofia?
05 July 2005
freedom for my people
Finalmente terminei a fantástica pesquisa para Tokyo que andava a derreter o meu cérebro desde que cheguei. Um texto de 45 páginas em inglês sobre as iniciativas japonesas no campo da arquitectura sustentável. 45 páginas que ninguém quer ler. O professor do Japão não quer receber. O professor português só quer saber se o professor japonês recebeu. No meio deste interesse estonteante sobre a minha pesquisa, resta-me o que é mais importante: 45 páginas de conhecimento. Para mim. Toma!
30 June 2005
eu tenho dois amores...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Poema de Fernando Pessoa, cantado por Camané.
29 June 2005
fading out
Continuo a receber as informações semanais do sitemer do from tokyo with love. É melancólico assistir à progressiva redução do número de visitantes, se bem que para os meus pârametros 20 visitas diárias, quando já encerrei o blog há mais de um mês, não está nada mal!!
Por isso, para vós que continuam fascinados pelo Japão e lamentam que eu não continue por lá a mandar notícias vou deixar-vos uns blogs de malta que ainda anda por lá…
Faz também parte da minha nova campanha vamos-falar-inglês-porque-dá-pinta-e-ajuda-o-estrangeiro-perdido porque são todos em inglês:
An Englishman in Nyu-Gun
Man In Japan
Undercover in Japan
I'm Still in Japan
E desse grande maluco que é o Masa, o Japão visto por um Japonês muito observador!
MasaMania!
Keep enjoying Japan!
28 June 2005
antes que me esqueça
É o piropo foleiro, a boquinha manhosa, o beijinho soprado ao ouvido, todos os “olá beleza”, “dava uma voltas contigo”, “fiuuu, fiuuuu”, “posso-te conhecer?” etc etc que qualquer “vai ver se estou na esquina” só atiça mais piropos agora gritados até ao fim da rua. Isto só para mencionar os mais softs que este é um blog autorizado para todas as idade.
Não, não faz bem ao ego. Não, não tem piada. É arrogante. É má-criação. Transforma as mulheres em coisas. É abusivo. É castrador. Vai uma babe como eu a pensar em como resolver o défice e ... “comia-te toda”... Quê? 3 x 6 são 18... Quê?
Principalmente agora no Verão que, com o calor, só queremos andar de mini-saia e top e antes de abrir o armário... “este não pode ser porque há uma obra no fim da rua”, “...este é muito decotado e depois passo naquela oficina e... naaaa”, saia muito curta, calça muito justa... “querido, diz-me onde é que arrumei a burka?”.
Sim, sim, digam-me que posso ignorá-los à vontade. Por isso até já ponho o meu iPod aos gritos. Mas não posso (faz mal ao ouvido). O desconforto cola-se. É nojento. Corria à paulada todos esses anormais.
A verdade é que acabamos por pôr todos no mesmo saco. Dizia-me um amigo meu português em Tokyo que as miúdas portuguesas estão sempre na defensiva e são brutas quando alguém tenta meter conversa. É verdade e podia ser diferente mas são anos a sobreviver aos trolhas e nerds, a pôr o nariz no ar e fazer ar indiferente para mostrar como somos superiores a todas as merdas que somos obrigadas a ouvir na rua.
Como uma vez que ignorei, com ar petulante, o senhor tão bem educado daqueles que levantava o chapéu e disse “Boa tarde, menina” e estão em vias de extinção. Eu é que fui a mal-educada.
Perde-se o à-vontade e, se calhar, um monte de rapazes interessantes.
Ps: sim, eu sei que é um fenómeno não exclusivamente português mas é por aqui que agora me passeio.
sobre o "arrastão"
Um tema muito difundido no meio de arquitectos (e sociólogos talvez?) mas muito pouco discutido pelo público em geral é a importância do desenho urbano, do espaço onde vivemos, nos comportamentos sociais.
Re-alojar camadas pobres todos no mesmo sítio e de preferência um pouco longe da cidade, não é resolver problema nenhum mas prolongar ou piorar problemas de exclusão.
Os estigmas de bairros, de grupos, colam-se violentamente e é preciso apresentar soluções, é preciso integrar. E é preciso mudar a maneira de olhar e pensar sobre esses “criminosos”.
Ao texto do Daniel apenas cito o que Brecht uma vez disse, e que ironicamente também menciona arrastões:
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento,
mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem”
25 June 2005
my own local desperate house wifes
Agora, as cuscas à janela já não são mera decoração, agora entretenho-me a imaginar vidas obscuras, cheias de mentira e traição. Imagino quem tenha envolvimentos sórdidos com o carteiro (que isto não é suburbia americana, logo não há jardins quanto mais jardineiros), complots de porteiras, reuniões mafiosas no café do prédio ao lado...
Sim, a minha rua tem muito mais emoção agora. yeah!
23 June 2005
GERTiL: menos estética, mais ética
Não estou muito por dentro da estrutura, não sei exactamente como funciona.
Mas sei que, desde então, tem desenvolvido inúmeros projectos em diferentes áreas, adquirindo uma importância crucial no processo de reconstrução e desenvolvimento de Timor. O projectos desenvolvidos são frutos das necessidades de Timor desde a reconstrução de escolas (Escola de Vila Verde) à criação de edifícios públicos desta nova nação tão diversos como o Edifício da Presidência da República, o Centro Cultural Uma Fukun, a Administração e Infantário da Santa Casa da Misericórdia, Maternidade-escola ou a Cúria Diocesana de Díli. Nos projectos de arquitectura é notória uma sensibilidade para as tradições locais, para os recursos locais e condições ambientais locais.
Foram também desenvolvidos projectos de design de equipamento escolar, de design gráfico, com a criação de logotipos para a Timor Telecom, para o Turismo de Timor Leste (inserido num estudo mais aprofundado do potencial turístico de Timor Leste que incluiu também a criação de um cd-rom multimédia e interactivo para a promoção e divulgação de Timor Leste).
O GERTiL teve ainda uma acção fundamental no levantamento geográfico da ilha, no recolhimento e organização de bases de dados que levou à elaboração do Atlas de Timor Leste.
É extremamente estimulante ver um projecto tão ambicioso a funcionar com certamente reduzidos meios e recursos financeiros.
Sabe, quem estudou (ou estuda) na FA-UTL que, a maior parte do esforço é dispendido em intrigas, traições e despedimentos de pessoas capazes, que vão mantendo a faculdade numa telenovela latino-americana. Aliás, reviravoltas rocambolescas, com despedimentos em massa, atingiram o GERTiL, mas não destruiram a sua missão, muito menos a sua importância
Grupos de estudo como o GERTiL são exemplos felizes de como as Faculdades podem ter um papel dinâmico e interveniente, e de como os arquitectos podem assumir o seu papel social.
Fazer arquitectura em Timor deve ser um estímulo. Participar num processo de (re)construção de um país e sentir que o que fazemos tem realmente importância e melhora a vida das pessoas. Precisam de ajuda, dj farfalha?
if you want somethin’ don’t ask for nothing
22 June 2005
vida de rockstar
Diz o Gomo ontem, em concerto na fnac colombo:
"...o concerto não pode ser muito grande porque eu estou a trabalhar (...) [e] tenho que voltar para o jornal..."
Só faltava que trabalhasse na secção de necrologia!
Ooohh, I'm feeelliinnggg alliiiveee!!
viva o verão, o tanas!
Toda a gente sabe que o sol só devia brilhar com esta pujança quando se põe o pé na areia. Enquanto nos arrastamos no alcatrão e na calçada, POR FAVOR baixem o termostato! Aqui ainda há quem queira pensar!
A Primavera, essa sim é benvinda!
É no Verão que eu gosto da Escandinávia!
silly silly

Houvessem mais homens como este a passear por Lisboa e eu até suportava este calor insuportável...
Jude, do you like sushi?
21 June 2005
sem amor sou nada senhor
Parecia mais um dia normal em Portugal continental. Até que chegámos a Fátima. Seguindo em carreiro atrás de alguém que deveria saber o caminho para o casamento somos apanhados em plena Via Sacra chocando com peregrinos em procissões atrás de procissões...
...o que se seguiu podia muito bem ser um sketch do gato fedorento...
“olhe que não pode trazer o carro para aqui!”
“mas onde é a capela dos húngaros?”
“mal-educados”
“peço desculpa, não sabia...”
“sem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“olhe chegue o carro para ai para a procissão passar”
“ai, vai bater no muro”
“sem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“olhe vire tudo para a direita”
“não, ouça-me, desfaça para a esquerda”
“ai, vai bater no muro”
“mas os carros podem entrar aqui?”
“sem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“a irmã sabe-me indicar onde é a capela dos húngaros?”
“sem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“faça marcha atrás e tire o carro daqui”
“mas não posso atropelar pessoas”
(a mãe da noiva passa por nós histérica – ai que desgraça, como é que saímos daqui?! Eu vou a pé, até já!)
“sem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“olhe, não sei se aquele é seu colega mas deve estar bêbado, já foi de encontro ao muro”
“seeem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
“seeem amoooooorrr ssooouuuu naaadddaaaaaa sseeennhhooooorrr”
O próximo 13 de Maio não perco por nada!
15 June 2005
here we go, girls
"Over 70 percent of single women in Japan are satisfied with their lives, according to a nationwide questionnaire survey on marriage that was conducted in February 2005 by Yomiuri Shimbun, one of Japan's largest daily newspapers.
To the question, 'Do you agree that women can spend their lives happily without getting married?' 69 percent of unmarried respondents agreed. This exceeds the 50 percent of married people who answered yes to this question. Of single respondents, 73 percent women agreed, up 10 percentage points from the previous survey in 2003, and 67 percent of men agreed. Broken down by age bracket, 74 percent of respondents in their 20s, 66 percent in their 30s, and 58 percent in their 40s agreed that women can be happy without marrying.
To the question 'Do you think that the increasing tendency to marry later in life is a major social concern?' 58 percent of the respondents agreed, exceeding the 40 percent of respondents who disagreed. Multiple answers were allowed with respect to background factors bearing on late marriage; the top two reasons chosen by respondents were; 'An increased number of women participate in society' (67 percent), and 'Fewer people place importance on the concept of marriageable age' (52 percent).
These results show that single women tend to think positively about staying unmarried or marrying later. This is thought to be one of the factors behind a growing tendency to put off marriage. Many also think that this trend toward late marriage is contributing to the decline in the birthrate."
in http://www.japanfs.org
Se em Portugal já é uma tarefa homérica, no Japão é muito complicado ser mãe trabalhadora. A verdade é que, mesmo com boa vontade dos homens pela igualdade de direitos, o sistema japonês dificulta e muito que uma jovem mãe mantenha o seu posto de trabalho. Os empregos são a horas de distância de comboio, as creches praticamente inexistentes, e a divisão de tarefas com maridos que trabalham cerca de 15 horas por dia uma utopia.
O modelo vigente da família japonesa é o salaryman que se esfalfa pela empresa, faz tudo pela empresa, por que a empresa está em primeiro lugar, com a sua esposa japonesa que, na sua moradia nos subúrbios, toma conta das crianças e da casa toda a vida. No Japão são os homens que trabalham com o fundamental suporte da família.
Não será preciso saber muito para se ver que este modelo não agrada a muitas mulheres e, se ainda se há muita pressão social para que a mulher japonesa se case, a verdade é que são cada vez mais as que se revoltam contra esse espartilho, principalmente nas grandes áreas urbanas. E quantas mais forem, mais força vão dar às outras.
A diferença crucial do Japão para Portugal é a independência financeira. Quem trabalha tem condições seja para manter uma família (homem), seja para se manter sozinha (mulher). Não é esta miséria portuguesa em que os salários se gastam em comida no supermercado...
E claro que se vai tornar num problema social, porque com o não-casamento não vêm as crianças...
Mas será essa a única solução para a independência feminina? Ficar sozinha?
E porque é que se casam as mulheres (e os homens!) em Portugal?
Há muitos anos o Japão estabeleceu um modelo de sociedade que funcionava para eles. Tanto funcionou que os tornou na segunda maior economia mundial. Agora é assistir ao lento desagregar duma sociedade que não encontra em si própria a vontade de adaptar o sistema. Novas famílias, novas maneiras de trabalhar, viver, comunicar. It's time to move on, dudes!
14 June 2005
um fim-de-semana de vida e morte 4
Acho que contribui para a minha forte ligação a Lisboa o facto de ter nascido no dia de Santo António. No dia em que é sempre feriado. No dia, na noite em que Lisboa se treslouca pelos bairros populares. Na noite em que o Castelo parece o metro de Tokyo em hora de ponta e se encontram amigos ao acaso. Na noite em que é possível ter uma rua inteira a cantar-te os Parabéns...
No mesmo dia de Vieira da Silva (1908). No mesmo dia de Fernando Pessoa (1888).
Eu nasci numa sexta-feira 13, mas considero-me uma miúda cheia de sorte!
um fim-de-semana de vida e morte 3

"(...)É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas."
Álvaro Cunhal
in tv callas
um fim-de-semana de vida e morte 2
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Rotina, Eugénio de Andrade
um fim-de-semana de vida e morte 1
Há uns anos, cheguei mais cedo a essa efeméride e, para além dos donos da casa atarefados, estava lá um velhinho simpático com quem troquei umas poucas palavras. Quando a festa se compôs, reparei que todos tratavam o velhinho com uma certa deferência... (discretamente:)"Pai, quem é aquele senhor?" ...Sara! O General Vasco Gonçalves... Ok, sorry! E...
Agora ouço o mal que fez ao país, o bem que fez ao país, sei lá o que fez ao país mas eu só consigo ver o velhinho ali sentado debaixo da árvore e só sei que não me importava de morrer assim a nadar numa piscina aos 80 e tal anos...
11 June 2005
"it's been so long since I've been around"
Caramba, não, não é para o blog, até porque não consigo pôr fotos naquela coisa...
Saí para a noite lisboeta com a minha canon porque ter uma máquina na mão ajuda-me a olhar à minha volta, ficou-me o hábito do Japão e agora talvez me ajude a redescobrir Lisboa...
Lisboa é pequena. Andamos. A baixa, ginginha (com ou sem?), a rua augusta, o arco, campo das cebolas animado pelos bailaricos, o cantor pimba, encontros, farturas e pregos, alfama e sé, despedidas de solteiro (eu vim de braga, pah!), bairro alto, chiado e multibancos, táxis e encontros, lux e tostas mistas, mais encontros...
Lisboa é pequena. No lux com nova decoração (para mim, compreenda-se) sem conhecer ninguém, reconheço tanta gente... Olha o meu vizinho... não é o gajo dos the gift... aquele era da minha escola... e estes não eram da faculdade? O estágio já acabaste?
Continuo a disparar a minha canon. "Ah, é para o blog..." diz-me outro , Raios não é nada para o blog! "Olha eu gostava do teu blog"... "Hmmm, e qual é o teu?... Então és tu..."
O desfile prossegue... Sim é o zé diogo quintela... e o tipo da Blockbuster... Vamos lá para baixo... vou à varanda apanhar ar... Quê? Aquilo é luz lá fora?... Já é de dia?... Vamos ver o nascer do sol!... Ooops... too late... Que horas são? Boa... vou de autocarro para casa.
Tentar manter um ar decente porque me sinto envergonhada ao cruzar-me com toda aquela gente que apesar de ser feriado e sete da manhã vai trabalhar.
Continuo a disparar a minha canon. Os restauradores de manhã são bonitos...
Se calhar ainda ponho umas fotos no blog.
como nos esquecemos do irrelevante
Penso "Mas é casado? Quem é a mulher dele?". Reponho uns livros e olho para a televisão... "Mas o que é que a Bárbar... Ah. Pois é."
09 June 2005
portugal em mono
Sim, se querem saber só vejo isso. Só vejo pessoas alarves e brutas, só vejo má-educação, só ouço má-educação, só ouço barulho, carros a apitar, demasiado futebol, demasiada apatia, estupidez, queixas e reclamações e tudo me parece desinteressante e vazio. A crise, a crise....
Sim, eu gostava de olhar à volta e ver Beleza mas é mesmo o Feio que me entra pelos olhos.
Deve ser isto o “reverse-cultural-shock”. Eu espero que isto seja o reverse cultural shock or I’m in big trouble...
Bom, salvando-me da minha própria apatia e desânimo (e às vezes involuntariamente contribuindo para os aumentar) aí estão eles, my friends, my family, but it's only by myself I will change the way I see my world.
devia ter explorado as vantagens de ser alien
Tudo para dizer que se me queixava de não perceber nada à minha volta no Japão agora sofro dum excesso de percepção. O negativismo chegou para ficar e começa a cair sobre mim como chuva-molha-parvos... Ou abro o guarda-chuva ou vou ficar encharcada.
07 June 2005
arrogant you must be
Acho uma piada do caraças o Koolhaas vir dizer que “agora o Porto já está no Mapa” quando é no Porto e arredores que há a maior concentração de obras do Siza Vieira (que recebeu o Pritzker antes dele!) e do Souto Moura (a quem foi roubado o Pritzker para ser dado a ele!).
Rem Koolhaas e a cantiga do bandido
Aproveito para deixar a dica e sugerir a quem for/estiver no Porto que aproveite pois são muito interessantes e podemos entrar numa série de espaços que, para assistir a um espectáculo musical, normalmente não se visitam. Visitem o site ou liguem para o Departamento de Relações Públicas (220 120 214).
Se ligarem serão informados que as visitas demoram 1 hora mas parece que os guias não concordam e a minha visita durou 1h45mn, depois de ter começado cerca de 30 mn atrasada (por atraso da visita anterior...).
A visita leva-nos a percorrer uma série de espaços e o percurso é quase labiríntico, “uma experiência”, segundo Koolhaas. Passamos pelo café, sala multimédia, auditório principal, salas das crianças, sala vip, futuro-restaurante, sala 2 e o único lugar onde se respira é no Auditório Principal, que é imenso e com folha de ouro formando um padrão gigantesco a imitar veios de madeira, mas que realmente parece mais um tecido tigresse. Todas as restantes salas me pareceram muito acanhadas e “over-decorated” aquilo é azulejos verdes,azuis e brancos quase hipnóticos, outra tem uma borracha verde, outra são de novo os azulejos excessivos, as salas das crianças uma era laranja e outra roxa, um pouco neurótico, não? Para além disso parecem “sobras”, espaços amputados, ou mais poeticamente “escavados”...
Os vidros ondulados distorcem a realidade exterior.
Claustrofóbica. Assim eu senti a Casa da Música.
E nem vou avançar pela segurança contra incêndios do edifício...
A verdade é que não sou grande fã do Koolhaas mas o gajo às vezes sai-se bem. Gostei muito o Educatorium (“o chão que se torna parede, a parede que se torna tecto”) e adorei a Biblioteca de Seattle, espaços muito bem resolvido, ideias inovadoras, um fantástico dinamizador cultural e sempre cheio de gente (há lá melhor teste?). Agora no Porto...naaaaaa. You don't fool me.
porto
Gosto da cidade próxima do Rio, da Foz, do Mar. É pena ser tão pequena. Mas há souto moura e siza por toda parte. E quando o sol brilha ainda se respira.
04 June 2005
a aceleração
Uma história que nunca me saiu da cabeça foi uma em que o Tio Patinhas tinha um chapéu que soprava e conseguia parar o tempo, mas ele continuava ao seu ritmo, o que lhe dava tempo para pensar sobre os investimentos na Bolsa...
Pouco me interessa a Bolsa (uma das razões porque sei que serei pobre o resto dos meus dias) mas fiquei sempre fascinada com a possibilidade de parar o tempo.
Eu gostava que o tempo parasse, por exemplo, quando estou a ler um livro! À minha volta jazem tantos livros que eu quero ler, mas é preciso tanto tempo, tanto tempo!
Se não seria maravilhoso que assim que abrisse um livro o tempo parasse? Ia-me sobrar tanto para o tanto que gosto de fazer...
Outro prazer que me atormenta é dormir... Dormir é uma das maiores maravilhas do Mundo mas gasta-se tanto tempo nisso (e eu ainda mais!)
Ah se eu pudesse dormir mas sem gastar tempo...
ps: e bom bom seria que o tempo parasse cada vez que me ligo à net... ah! vícios!
01 June 2005
coisas que não fazem saudades
Dá-me vontade de correr tudo à chapada quando ouço "a avenida dos aliados é nossa e não tinham nada que vir para cá"... Pois é devem ter feito uma demarcação territorial com mijo...
Irrita-me a cegueira generalizada em assuntos futebolísticos, irrita-me as ligações promíscuas futebol/poder político, irrita-me ver esta gente toda a ser usada e ficar tão feliz com tão pouco e com tão pouca importância...
ah! fadista!
Ai Camané com o cabelo desalinhado e camisola-manga-à-cava no clip dos humanos e esses olhinhos verdes tás lindo!
25 May 2005
elogio ao multibanco
Em Portugal já nem percebemos porque já é tão rotineiro "pagar com cartão" como escovar os dentes (esperemos!).
No Japão não há cartões para ninguém. Há cartões dos bancos japoneses que dão para levantar dinheiro nas atm dos respectivos bancos ou dos postos de correio, mas pagamentos nas lojas, restaurantes etc é em cash vivo! Nem Visa aceitam na maioria dos sítios! O que, para mim, que nunca tenho mais que 10 euros na carteira (e 20 no banco) criava uma sensação de insegurança brutal ao carregar cerca de 170 euros na carteira! Ao fim duns tempos habituamo-nos, até porque as notas voam tão rapidamente que não parece assim tanto!
Fiquei sem os dois cartões multibancos 2 dias antes de regressar do Japão, o que provocou um pequeno pânico já que quem me podia emprestar dinheiro ou já não o tinha, ou era estrangeiro. A coisa lá se resolveu com um enviado do Céu.
Agora estou em Portugal desfalcada de cartões, à espera que me enviem os novos, a experimentar viver sem multibanco. As transferências ao balcão custam uma fortuna. Só posso levantar dinheiro com a caderneta. Agora perdi a caderneta. Ainda bem que tenho dois bancos. E outra caderneta.
E pronto, só vos conto isto para verem as emoções do regresso na minha vida e porque devia estar era a escrever o relatório e n ã o m e a p e t e c e!
24 May 2005
e agora vou dar uma de guia turística
Primeira dica, não se preocupem. O Japão, apesar de ser no extremo oriente e falarem uma língua esquisitíssima, está muito ocidentalizado. Os comboios (e tudo em geral) são extremamente fiáveis. A não ser que se queiram perder no Japão rural vão encontrar sempre tabuletas em romanji (letras romanas, não caracteres japoneses). Os japoneses são muito simpáticos e assim que vêem um estrangeiro (principalmente se estiver em lugar não muito turístico) vão ter com ele (nem que seja pela aula de inglês gratuita) e ajudam. A mim ofereceram-me almoço e deram-me boleias várias. Sei de quem até alojamento gratuito foi oferecido (e aceite).
Claro que dá jeito ter um mapa, saber onde se vai e mostrar os nomes escritos no papel (um singela diferença de pronunciação e vão parar ao outro lado da ilha).
Nos restaurantes é pior, porque poucos tem english menu, mas alguns têm fotos. E, normalmente, à entrada há um armário com recriações dos pratos em plástico! De qualquer maneira faz parte da aventura nem saber o que se come. Comer nos restaurantes é relativamente barato. Os bares de sushi saiem bastante em conta senão comerem demais. Há em Ueno um restaurante que por 1000 ienes é sushi-all-you-can-eat.
Para viajar eu recomendo comprarem o Japan Rail Pass. Só pode ser comprado no estrangeiro por turistas e depois é activado no Japão. Em Lisboa pode ser comprado no Centro Comercial Arco-Íris e vem de Madrid, mas vou pedir à minha amiga Rosa que venha aqui deixar mais detalhes porque eu nunca comprei nenhum.
O Japan Rail Pass dá acesso ilimitado a toda a linha da JR, ou seja é de shinkasen (tgv lá do sítio) para todo o lado, uma maravilha. Um detalhe: não dá muito jeito dentro de Tokyo porque a linha do metropolitano é muito melhor. Por isso para quem vai cerca de 10 dias pode só comprar um de uma semana e os dias que está em Tokyo não o usar. Atenção que há duas companhias de metropolitano independentes e saltar de uma para a outra custa na carteira.
No metro há uns passes pré-comprados de 1000, 3000 e 5000 ienes, chamados PASSNET que poupam o trabalho de andar sempre a contar moedas a comprar bilhetes, MAS NÂO VOS FAZEM POUPAR DINHEIRO. O que fazem é ir descontando o dinheiro cada vez que entram e saiem do metro. Funcionam para todas as companhias excepto a JR.
Este site ajuda a programar viagens e é muito fiável porque os horários são MESMO cumpridos quase ao segundo. Ahh... I miss that!
Sair do Aeroporto. Há várias maneiras de sair do aeroporto. A mais evidente é apanhar o Narita Express (+/- 3000 ienes – 60 mn), mas é a mais cara. A que eu recomendo é apanhar a Keisei Line que oferece dois serviços: Skyliner (+/- 2000 ienes –60 mn) ou a linha normal (1000 ienes – 80 mn). Com a redução do preço vai diminuindo o conforto do comboio, por isso make your choice!
Estadia. Este é o departamento que sei menos porque tinha casa. Sei que na embaixada (av da liberdade, 245, 6 andar /tel.213110560/09.30-12.30-14.00-17.30) dão uma brochura com uma rede de ryokans (os ryokans são uma espécie de hoteis tradicionais, em que dormem em futons sobre tatamis. Não são luxuosos mas muito confortáveis. Recomendo) com endereços de e-mail. Pousadas de Juventude também as há e como sempre variam imenso na qualidade e no Japão são caras, tirando a de Kyoto que é muito barata mas um buraco autêntico. Se estão a pensar ficar em pousadas vale a pena fazerem o cartão cá porque para não membros o preço aumenta.
O que não deviam perder é dormir num capsule hotel. Só no Japão e é muito divertido. Atenção que a maioria é men only. É mais difícil arranjar para mulheres. Este é um em Tokyo.
Se forem com amigos tem que ir a um karaoke, só para ver como é.
Indispensável é também uma visita a uma onsen, mas não se esqueçam que basicamente estão a tomar banho com uma data de gente nua à vossa volta (mas a maior parte são separados por sexos). Mas é relaxamento total... Difícil será encontrar uma boa e facilmente acessível de comboio, mas é ir perguntando pelos tourist offices...
Guias. Online este (que é o que está na minha lista de links aqui ao lado) é mesmo muito bom! Em papel, eu tinha o Lonely Planet que não me deixou mal.
A internet é uma fonte inesgotável de informação (até demais) e um pulinho à embaixada vai-vos deixar cheios de papelada.
Mais dúvidas? O consultório sushi lover está aberto!
23 May 2005
o que me interessa para o fim-de-semana prolongado
serralves | porto
Nos dias 27 e 28 de Maio, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, vai ser o palco de um simpósio internacional de arquitectura sobre o tema “Museus de Arte”.
A proposta é reflectir sobre a forma como se projectam estes espaços a partir da apresentação de projectos, recentemente concluídos, por um grupo de arquitectos de prestígio internacional. O simpósio é uma iniciativa paralela à exposição “Álvaro Siza - Expor: Projectos para Museus e Espaços de exposição” que mostra trabalhos concebidos nos últimos 10 anos para museus ou espaços de exposição escolhidos pelo arquitecto, entre os quais se destacam o próprio Museu de Serralves, o Centro Galego de Arte Contemporânea (Espanha), a Fundação Iberê Camargo (Brasil) e os diversos projectos realizados para a ampliação do Stedelijke em Amsterdão.
A iniciativa é da Ordem dos Arquitectos – Sub Região Norte da Fundação de Serralves. Na sexta-feira, as sessões decorrem das 9h às 18h30 com Meinrad Morger e Heinrich Degelo responsáveis pelo Museu de Arte de Lichtenstein (2002); Stephane Beel autor do Roger Raveel Museum, em Machelen, Bélgica; Paulo David autor do Casa das Mudas, na Calheta, Madeira (2004); Kazuyo Sejima/Ryue Nishizawa, do atelier SANAA - Sejima and Nishizawa Architects & Associates, autores do Museu de Arte Contemporânea do Séc. XXI, Kanazawa, Japão (1999-2004); e Mendes da Rocha, em videoconferência, responsável pelo Museu Brasileiro da Escultura - MUBE, São Paulo, Brasil (1998). No sábado as sessões começam às 10h30 com o arquitecto português Aires Mateus, do atelier Aires Mateus & Associados, que apresenta a Biblioteca e Centro de Artes, Sines (1999-2005); Anne Lacaton e Jean-Philipe Vassal, do atelier Lacaton & Vassal, apresentam o projecto Palais de Tokyo, Paris (2001) ; Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio apresentam o ICA, Boston (2003/2006) e EyeBeam Museum of Art and Technology, Nova Iorque (2002) ; Tony Fretton apresenta o Centro de Artes de Camden, Londres (2004), o Centro de Artes Visuais, Sway (1996), e a Galeria Lisson, Londres (1986 e 1992); e, a encerrar a sessão, Siza Vieira que apresenta diversos projectos de museus e espaços de exposição."
Preço normal: 200 euros
Preço estudante: 120 euros (não inclui estudantes de pós graduações, mestrados e doutoramentos)
inclui: tradução simultânea, almoços, cofee break, documentação
Mais baratinho é ficar na biblioteca ou na sala multi-usos onde a conferência será transmitida em grande formato. Custo: 60 euros (não inclui tradução simultânea)
Mais informações:
Liguem porque na net não há nada! 808 200 543
22 May 2005
start over is no way to begin
Eu sempre adorei viajar. A culpa é obviamente dos meus pais que me enfiaram num avião para a Grécia quando eu tinha 13 anos e provavelmente terei ficado maravilhada com a novidade e para sempre com o bicho carpinteiro das viagens.
A minha paixão levou-me das viagens do liceu a muitos destinos, da passeata com a mãe por Espanha, pelo curso de inglês em Inglaterra ao interrail.
Na faculdade apostei mais alto e fiz erasmus na Noruega, o meu primeiro choque cultural a sério.
Saberão muitos de vós que assim que se põem o pé por algum tempo lá fora e a experiência é altamente positiva, o bichinho transforma-se num monstro e assim que voltei para Portugal já só queria era sair outra vez...
Não ajudou ser estudante de arquitectura, uma missão (ou na maior parte das vezes uma cruz) que precisa de ser alimentada constantemente com novas maneira de ver, construir, ser...
Não ajudou ser estudante de arquitectura num país em depressão com professores a condizer que insistem que mostrar sempre o lado negro da profissão é ajudar-nos para o futuro...
Mas na realidade o que não ajudou fui mesmo eu que quero sempre mais e quero sempre diferente e tenho síndrome de peter pan...
A minha última aposta foi o Japão, um programa de intercâmbio, uma oportunidade única que agarrei com todos os dentes.
Em geral tudo o que eu temia antes de ir para o Japão não se verificou e muito do que eu achava que ia acontecer não aconteceu.
Uma mudança tão radical como o Japão tem esse maravilhoso condão de nos dar completamente a volta, arrasar todas as certezas e fazer-nos pensar e questionar tudo até ao rebentamento dos fusíveis do cérebro.
Não rebentei fusível nenhum, mantive a minha sanidade mental, e agora voltei.
Mas continuo lost in translation.
Mantive um blog enquanto estive no Japão, que poderão visitar aqui, e adorei a experiência, ajudou-me a entender muito pelo que estava a passar.
Mantê-lo deixou de fazer sentido, por isso, para continuar a entender pelo que estou/vou passar agora que voltei, criei este novo blog.
Pufff... a partir daqui sou eu às voltas a tentar encontrar o meu lugar.
Sigam o meu voo se quiserem.

