A invenção do cartão multibanco (que ouvi ter sido portuguesa mas já não acredito em nada do que ouço) é, no mínimo, genial.
Em Portugal já nem percebemos porque já é tão rotineiro "pagar com cartão" como escovar os dentes (esperemos!).
No Japão não há cartões para ninguém. Há cartões dos bancos japoneses que dão para levantar dinheiro nas atm dos respectivos bancos ou dos postos de correio, mas pagamentos nas lojas, restaurantes etc é em cash vivo! Nem Visa aceitam na maioria dos sítios! O que, para mim, que nunca tenho mais que 10 euros na carteira (e 20 no banco) criava uma sensação de insegurança brutal ao carregar cerca de 170 euros na carteira! Ao fim duns tempos habituamo-nos, até porque as notas voam tão rapidamente que não parece assim tanto!
Fiquei sem os dois cartões multibancos 2 dias antes de regressar do Japão, o que provocou um pequeno pânico já que quem me podia emprestar dinheiro ou já não o tinha, ou era estrangeiro. A coisa lá se resolveu com um enviado do Céu.
Agora estou em Portugal desfalcada de cartões, à espera que me enviem os novos, a experimentar viver sem multibanco. As transferências ao balcão custam uma fortuna. Só posso levantar dinheiro com a caderneta. Agora perdi a caderneta. Ainda bem que tenho dois bancos. E outra caderneta.
E pronto, só vos conto isto para verem as emoções do regresso na minha vida e porque devia estar era a escrever o relatório e n ã o m e a p e t e c e!
25 May 2005
24 May 2005
e agora vou dar uma de guia turística
A pedido de várias famílias, em vez de responder mail a mail, vou deixar aqui algumas dicas que me pediram os viajantes com destino Planeta Nippon.
Primeira dica, não se preocupem. O Japão, apesar de ser no extremo oriente e falarem uma língua esquisitíssima, está muito ocidentalizado. Os comboios (e tudo em geral) são extremamente fiáveis. A não ser que se queiram perder no Japão rural vão encontrar sempre tabuletas em romanji (letras romanas, não caracteres japoneses). Os japoneses são muito simpáticos e assim que vêem um estrangeiro (principalmente se estiver em lugar não muito turístico) vão ter com ele (nem que seja pela aula de inglês gratuita) e ajudam. A mim ofereceram-me almoço e deram-me boleias várias. Sei de quem até alojamento gratuito foi oferecido (e aceite).
Claro que dá jeito ter um mapa, saber onde se vai e mostrar os nomes escritos no papel (um singela diferença de pronunciação e vão parar ao outro lado da ilha).
Nos restaurantes é pior, porque poucos tem english menu, mas alguns têm fotos. E, normalmente, à entrada há um armário com recriações dos pratos em plástico! De qualquer maneira faz parte da aventura nem saber o que se come. Comer nos restaurantes é relativamente barato. Os bares de sushi saiem bastante em conta senão comerem demais. Há em Ueno um restaurante que por 1000 ienes é sushi-all-you-can-eat.
Para viajar eu recomendo comprarem o Japan Rail Pass. Só pode ser comprado no estrangeiro por turistas e depois é activado no Japão. Em Lisboa pode ser comprado no Centro Comercial Arco-Íris e vem de Madrid, mas vou pedir à minha amiga Rosa que venha aqui deixar mais detalhes porque eu nunca comprei nenhum.
O Japan Rail Pass dá acesso ilimitado a toda a linha da JR, ou seja é de shinkasen (tgv lá do sítio) para todo o lado, uma maravilha. Um detalhe: não dá muito jeito dentro de Tokyo porque a linha do metropolitano é muito melhor. Por isso para quem vai cerca de 10 dias pode só comprar um de uma semana e os dias que está em Tokyo não o usar. Atenção que há duas companhias de metropolitano independentes e saltar de uma para a outra custa na carteira.
No metro há uns passes pré-comprados de 1000, 3000 e 5000 ienes, chamados PASSNET que poupam o trabalho de andar sempre a contar moedas a comprar bilhetes, MAS NÂO VOS FAZEM POUPAR DINHEIRO. O que fazem é ir descontando o dinheiro cada vez que entram e saiem do metro. Funcionam para todas as companhias excepto a JR.
Este site ajuda a programar viagens e é muito fiável porque os horários são MESMO cumpridos quase ao segundo. Ahh... I miss that!
Sair do Aeroporto. Há várias maneiras de sair do aeroporto. A mais evidente é apanhar o Narita Express (+/- 3000 ienes – 60 mn), mas é a mais cara. A que eu recomendo é apanhar a Keisei Line que oferece dois serviços: Skyliner (+/- 2000 ienes –60 mn) ou a linha normal (1000 ienes – 80 mn). Com a redução do preço vai diminuindo o conforto do comboio, por isso make your choice!
Estadia. Este é o departamento que sei menos porque tinha casa. Sei que na embaixada (av da liberdade, 245, 6 andar /tel.213110560/09.30-12.30-14.00-17.30) dão uma brochura com uma rede de ryokans (os ryokans são uma espécie de hoteis tradicionais, em que dormem em futons sobre tatamis. Não são luxuosos mas muito confortáveis. Recomendo) com endereços de e-mail. Pousadas de Juventude também as há e como sempre variam imenso na qualidade e no Japão são caras, tirando a de Kyoto que é muito barata mas um buraco autêntico. Se estão a pensar ficar em pousadas vale a pena fazerem o cartão cá porque para não membros o preço aumenta.
O que não deviam perder é dormir num capsule hotel. Só no Japão e é muito divertido. Atenção que a maioria é men only. É mais difícil arranjar para mulheres. Este é um em Tokyo.
Se forem com amigos tem que ir a um karaoke, só para ver como é.
Indispensável é também uma visita a uma onsen, mas não se esqueçam que basicamente estão a tomar banho com uma data de gente nua à vossa volta (mas a maior parte são separados por sexos). Mas é relaxamento total... Difícil será encontrar uma boa e facilmente acessível de comboio, mas é ir perguntando pelos tourist offices...
Guias. Online este (que é o que está na minha lista de links aqui ao lado) é mesmo muito bom! Em papel, eu tinha o Lonely Planet que não me deixou mal.
A internet é uma fonte inesgotável de informação (até demais) e um pulinho à embaixada vai-vos deixar cheios de papelada.
Mais dúvidas? O consultório sushi lover está aberto!
Primeira dica, não se preocupem. O Japão, apesar de ser no extremo oriente e falarem uma língua esquisitíssima, está muito ocidentalizado. Os comboios (e tudo em geral) são extremamente fiáveis. A não ser que se queiram perder no Japão rural vão encontrar sempre tabuletas em romanji (letras romanas, não caracteres japoneses). Os japoneses são muito simpáticos e assim que vêem um estrangeiro (principalmente se estiver em lugar não muito turístico) vão ter com ele (nem que seja pela aula de inglês gratuita) e ajudam. A mim ofereceram-me almoço e deram-me boleias várias. Sei de quem até alojamento gratuito foi oferecido (e aceite).
Claro que dá jeito ter um mapa, saber onde se vai e mostrar os nomes escritos no papel (um singela diferença de pronunciação e vão parar ao outro lado da ilha).
Nos restaurantes é pior, porque poucos tem english menu, mas alguns têm fotos. E, normalmente, à entrada há um armário com recriações dos pratos em plástico! De qualquer maneira faz parte da aventura nem saber o que se come. Comer nos restaurantes é relativamente barato. Os bares de sushi saiem bastante em conta senão comerem demais. Há em Ueno um restaurante que por 1000 ienes é sushi-all-you-can-eat.
Para viajar eu recomendo comprarem o Japan Rail Pass. Só pode ser comprado no estrangeiro por turistas e depois é activado no Japão. Em Lisboa pode ser comprado no Centro Comercial Arco-Íris e vem de Madrid, mas vou pedir à minha amiga Rosa que venha aqui deixar mais detalhes porque eu nunca comprei nenhum.
O Japan Rail Pass dá acesso ilimitado a toda a linha da JR, ou seja é de shinkasen (tgv lá do sítio) para todo o lado, uma maravilha. Um detalhe: não dá muito jeito dentro de Tokyo porque a linha do metropolitano é muito melhor. Por isso para quem vai cerca de 10 dias pode só comprar um de uma semana e os dias que está em Tokyo não o usar. Atenção que há duas companhias de metropolitano independentes e saltar de uma para a outra custa na carteira.
No metro há uns passes pré-comprados de 1000, 3000 e 5000 ienes, chamados PASSNET que poupam o trabalho de andar sempre a contar moedas a comprar bilhetes, MAS NÂO VOS FAZEM POUPAR DINHEIRO. O que fazem é ir descontando o dinheiro cada vez que entram e saiem do metro. Funcionam para todas as companhias excepto a JR.
Este site ajuda a programar viagens e é muito fiável porque os horários são MESMO cumpridos quase ao segundo. Ahh... I miss that!
Sair do Aeroporto. Há várias maneiras de sair do aeroporto. A mais evidente é apanhar o Narita Express (+/- 3000 ienes – 60 mn), mas é a mais cara. A que eu recomendo é apanhar a Keisei Line que oferece dois serviços: Skyliner (+/- 2000 ienes –60 mn) ou a linha normal (1000 ienes – 80 mn). Com a redução do preço vai diminuindo o conforto do comboio, por isso make your choice!
Estadia. Este é o departamento que sei menos porque tinha casa. Sei que na embaixada (av da liberdade, 245, 6 andar /tel.213110560/09.30-12.30-14.00-17.30) dão uma brochura com uma rede de ryokans (os ryokans são uma espécie de hoteis tradicionais, em que dormem em futons sobre tatamis. Não são luxuosos mas muito confortáveis. Recomendo) com endereços de e-mail. Pousadas de Juventude também as há e como sempre variam imenso na qualidade e no Japão são caras, tirando a de Kyoto que é muito barata mas um buraco autêntico. Se estão a pensar ficar em pousadas vale a pena fazerem o cartão cá porque para não membros o preço aumenta.
O que não deviam perder é dormir num capsule hotel. Só no Japão e é muito divertido. Atenção que a maioria é men only. É mais difícil arranjar para mulheres. Este é um em Tokyo.
Se forem com amigos tem que ir a um karaoke, só para ver como é.
Indispensável é também uma visita a uma onsen, mas não se esqueçam que basicamente estão a tomar banho com uma data de gente nua à vossa volta (mas a maior parte são separados por sexos). Mas é relaxamento total... Difícil será encontrar uma boa e facilmente acessível de comboio, mas é ir perguntando pelos tourist offices...
Guias. Online este (que é o que está na minha lista de links aqui ao lado) é mesmo muito bom! Em papel, eu tinha o Lonely Planet que não me deixou mal.
A internet é uma fonte inesgotável de informação (até demais) e um pulinho à embaixada vai-vos deixar cheios de papelada.
Mais dúvidas? O consultório sushi lover está aberto!
23 May 2005
o que me interessa para o fim-de-semana prolongado
"Museus de Arte" Simpósio Internacional de Arquitectura :
serralves | porto
Nos dias 27 e 28 de Maio, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, vai ser o palco de um simpósio internacional de arquitectura sobre o tema “Museus de Arte”.
A proposta é reflectir sobre a forma como se projectam estes espaços a partir da apresentação de projectos, recentemente concluídos, por um grupo de arquitectos de prestígio internacional. O simpósio é uma iniciativa paralela à exposição “Álvaro Siza - Expor: Projectos para Museus e Espaços de exposição” que mostra trabalhos concebidos nos últimos 10 anos para museus ou espaços de exposição escolhidos pelo arquitecto, entre os quais se destacam o próprio Museu de Serralves, o Centro Galego de Arte Contemporânea (Espanha), a Fundação Iberê Camargo (Brasil) e os diversos projectos realizados para a ampliação do Stedelijke em Amsterdão.
A iniciativa é da Ordem dos Arquitectos – Sub Região Norte da Fundação de Serralves. Na sexta-feira, as sessões decorrem das 9h às 18h30 com Meinrad Morger e Heinrich Degelo responsáveis pelo Museu de Arte de Lichtenstein (2002); Stephane Beel autor do Roger Raveel Museum, em Machelen, Bélgica; Paulo David autor do Casa das Mudas, na Calheta, Madeira (2004); Kazuyo Sejima/Ryue Nishizawa, do atelier SANAA - Sejima and Nishizawa Architects & Associates, autores do Museu de Arte Contemporânea do Séc. XXI, Kanazawa, Japão (1999-2004); e Mendes da Rocha, em videoconferência, responsável pelo Museu Brasileiro da Escultura - MUBE, São Paulo, Brasil (1998). No sábado as sessões começam às 10h30 com o arquitecto português Aires Mateus, do atelier Aires Mateus & Associados, que apresenta a Biblioteca e Centro de Artes, Sines (1999-2005); Anne Lacaton e Jean-Philipe Vassal, do atelier Lacaton & Vassal, apresentam o projecto Palais de Tokyo, Paris (2001) ; Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio apresentam o ICA, Boston (2003/2006) e EyeBeam Museum of Art and Technology, Nova Iorque (2002) ; Tony Fretton apresenta o Centro de Artes de Camden, Londres (2004), o Centro de Artes Visuais, Sway (1996), e a Galeria Lisson, Londres (1986 e 1992); e, a encerrar a sessão, Siza Vieira que apresenta diversos projectos de museus e espaços de exposição."
Preço normal: 200 euros
Preço estudante: 120 euros (não inclui estudantes de pós graduações, mestrados e doutoramentos)
inclui: tradução simultânea, almoços, cofee break, documentação
Mais baratinho é ficar na biblioteca ou na sala multi-usos onde a conferência será transmitida em grande formato. Custo: 60 euros (não inclui tradução simultânea)
Mais informações:
Liguem porque na net não há nada! 808 200 543
serralves | porto
Nos dias 27 e 28 de Maio, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, vai ser o palco de um simpósio internacional de arquitectura sobre o tema “Museus de Arte”.
A proposta é reflectir sobre a forma como se projectam estes espaços a partir da apresentação de projectos, recentemente concluídos, por um grupo de arquitectos de prestígio internacional. O simpósio é uma iniciativa paralela à exposição “Álvaro Siza - Expor: Projectos para Museus e Espaços de exposição” que mostra trabalhos concebidos nos últimos 10 anos para museus ou espaços de exposição escolhidos pelo arquitecto, entre os quais se destacam o próprio Museu de Serralves, o Centro Galego de Arte Contemporânea (Espanha), a Fundação Iberê Camargo (Brasil) e os diversos projectos realizados para a ampliação do Stedelijke em Amsterdão.
A iniciativa é da Ordem dos Arquitectos – Sub Região Norte da Fundação de Serralves. Na sexta-feira, as sessões decorrem das 9h às 18h30 com Meinrad Morger e Heinrich Degelo responsáveis pelo Museu de Arte de Lichtenstein (2002); Stephane Beel autor do Roger Raveel Museum, em Machelen, Bélgica; Paulo David autor do Casa das Mudas, na Calheta, Madeira (2004); Kazuyo Sejima/Ryue Nishizawa, do atelier SANAA - Sejima and Nishizawa Architects & Associates, autores do Museu de Arte Contemporânea do Séc. XXI, Kanazawa, Japão (1999-2004); e Mendes da Rocha, em videoconferência, responsável pelo Museu Brasileiro da Escultura - MUBE, São Paulo, Brasil (1998). No sábado as sessões começam às 10h30 com o arquitecto português Aires Mateus, do atelier Aires Mateus & Associados, que apresenta a Biblioteca e Centro de Artes, Sines (1999-2005); Anne Lacaton e Jean-Philipe Vassal, do atelier Lacaton & Vassal, apresentam o projecto Palais de Tokyo, Paris (2001) ; Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio apresentam o ICA, Boston (2003/2006) e EyeBeam Museum of Art and Technology, Nova Iorque (2002) ; Tony Fretton apresenta o Centro de Artes de Camden, Londres (2004), o Centro de Artes Visuais, Sway (1996), e a Galeria Lisson, Londres (1986 e 1992); e, a encerrar a sessão, Siza Vieira que apresenta diversos projectos de museus e espaços de exposição."
Preço normal: 200 euros
Preço estudante: 120 euros (não inclui estudantes de pós graduações, mestrados e doutoramentos)
inclui: tradução simultânea, almoços, cofee break, documentação
Mais baratinho é ficar na biblioteca ou na sala multi-usos onde a conferência será transmitida em grande formato. Custo: 60 euros (não inclui tradução simultânea)
Mais informações:
Liguem porque na net não há nada! 808 200 543
22 May 2005
start over is no way to begin
hhhmmm, cof cof... vamos lá, outra vez.
Eu sempre adorei viajar. A culpa é obviamente dos meus pais que me enfiaram num avião para a Grécia quando eu tinha 13 anos e provavelmente terei ficado maravilhada com a novidade e para sempre com o bicho carpinteiro das viagens.
A minha paixão levou-me das viagens do liceu a muitos destinos, da passeata com a mãe por Espanha, pelo curso de inglês em Inglaterra ao interrail.
Na faculdade apostei mais alto e fiz erasmus na Noruega, o meu primeiro choque cultural a sério.
Saberão muitos de vós que assim que se põem o pé por algum tempo lá fora e a experiência é altamente positiva, o bichinho transforma-se num monstro e assim que voltei para Portugal já só queria era sair outra vez...
Não ajudou ser estudante de arquitectura, uma missão (ou na maior parte das vezes uma cruz) que precisa de ser alimentada constantemente com novas maneira de ver, construir, ser...
Não ajudou ser estudante de arquitectura num país em depressão com professores a condizer que insistem que mostrar sempre o lado negro da profissão é ajudar-nos para o futuro...
Mas na realidade o que não ajudou fui mesmo eu que quero sempre mais e quero sempre diferente e tenho síndrome de peter pan...
A minha última aposta foi o Japão, um programa de intercâmbio, uma oportunidade única que agarrei com todos os dentes.
Em geral tudo o que eu temia antes de ir para o Japão não se verificou e muito do que eu achava que ia acontecer não aconteceu.
Uma mudança tão radical como o Japão tem esse maravilhoso condão de nos dar completamente a volta, arrasar todas as certezas e fazer-nos pensar e questionar tudo até ao rebentamento dos fusíveis do cérebro.
Não rebentei fusível nenhum, mantive a minha sanidade mental, e agora voltei.
Mas continuo lost in translation.
Mantive um blog enquanto estive no Japão, que poderão visitar aqui, e adorei a experiência, ajudou-me a entender muito pelo que estava a passar.
Mantê-lo deixou de fazer sentido, por isso, para continuar a entender pelo que estou/vou passar agora que voltei, criei este novo blog.
Pufff... a partir daqui sou eu às voltas a tentar encontrar o meu lugar.
Sigam o meu voo se quiserem.
Eu sempre adorei viajar. A culpa é obviamente dos meus pais que me enfiaram num avião para a Grécia quando eu tinha 13 anos e provavelmente terei ficado maravilhada com a novidade e para sempre com o bicho carpinteiro das viagens.
A minha paixão levou-me das viagens do liceu a muitos destinos, da passeata com a mãe por Espanha, pelo curso de inglês em Inglaterra ao interrail.
Na faculdade apostei mais alto e fiz erasmus na Noruega, o meu primeiro choque cultural a sério.
Saberão muitos de vós que assim que se põem o pé por algum tempo lá fora e a experiência é altamente positiva, o bichinho transforma-se num monstro e assim que voltei para Portugal já só queria era sair outra vez...
Não ajudou ser estudante de arquitectura, uma missão (ou na maior parte das vezes uma cruz) que precisa de ser alimentada constantemente com novas maneira de ver, construir, ser...
Não ajudou ser estudante de arquitectura num país em depressão com professores a condizer que insistem que mostrar sempre o lado negro da profissão é ajudar-nos para o futuro...
Mas na realidade o que não ajudou fui mesmo eu que quero sempre mais e quero sempre diferente e tenho síndrome de peter pan...
A minha última aposta foi o Japão, um programa de intercâmbio, uma oportunidade única que agarrei com todos os dentes.
Em geral tudo o que eu temia antes de ir para o Japão não se verificou e muito do que eu achava que ia acontecer não aconteceu.
Uma mudança tão radical como o Japão tem esse maravilhoso condão de nos dar completamente a volta, arrasar todas as certezas e fazer-nos pensar e questionar tudo até ao rebentamento dos fusíveis do cérebro.
Não rebentei fusível nenhum, mantive a minha sanidade mental, e agora voltei.
Mas continuo lost in translation.
Mantive um blog enquanto estive no Japão, que poderão visitar aqui, e adorei a experiência, ajudou-me a entender muito pelo que estava a passar.
Mantê-lo deixou de fazer sentido, por isso, para continuar a entender pelo que estou/vou passar agora que voltei, criei este novo blog.
Pufff... a partir daqui sou eu às voltas a tentar encontrar o meu lugar.
Sigam o meu voo se quiserem.
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