já cá estou. a tentar escrever cartas e postais.
http://nippondiaries.blogspot.com/
27 February 2008
26 February 2008
14 February 2008
breaking away
O cansaço faz-me fechar os olhos... Já vejo o ecran desfocado mas um espírito de cumprimento de dever faz-me não vacilar. Amanhã é o último dia de trabalho no atelier onde passei o maior período da minha vida profissional e o local onde aprendi e cresci mais, sem qualquer dúvida. Luto no AutoCAD para deixar o meu trabalho completo e fechado numa pasta pronta a passar à pessoa seguinte e sinto-me tão apegada "ao meu projecto" mesmo sabendo que já foi de tanta gente antes e será de tantos mais depois de eu sair. Olho para a sala à minha volta e sinto-me nostálgica, olhos os meus colegas e penso de quem terei saudades, com quem manterei o contacto e lamento aqueles que sei que irão quase desaparecer da minha vida, devagarinho afastandao-se. Tive alguns dias maus aqui, mas também sei que no fim só lembro as partes boas, as amizades, o companheirismo, o crescimento profissional e pessoal, os almoços, jantares e noitadas e sei que terei saudades. À noite quando a porta bater atrás de mim estarei livre e pronta para mais uma aventura. Mas antes disso uns copos no bairro para comemorar!
13 February 2008
countdown
Os dias passam a voar e falta tão pouco para eu voar mesmo para o outro lado do mundo. O meu humor oscila várias vezes ao dia, às vezes encho-me de medo e penso mas que raio estou eu a fazer?, o que é que eu vou ganhar com isto?, onde vou ficar, o que vou visitar, onde ir, é tanto tempo, é tão pouco tempo... Felizmente, a maior parte do tempo estou simplesmente com um sorriso nos lábios por mais uma oportunidade de voltar ao Japão. Estou com muito pouca concentração e passo o dia todo em daydreaming...
12 February 2008
aqui não sou bem eu
Encontrei este texto neste blog que exprime bem o que também eu sinto neste blog.
Vestir-me.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso vestir. Para não ter frio, para não ser objecto de comentários desagradáveis. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então vestia qualquer coisa. Não me daria a ver a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em vincar as calças, escovar uma nódoa ou engraxar as botas.
Escrever.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso escrever. Para não destapar a minha intimidade, para não ferir susceptibilidades. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então escrevia sobre tudo o que me vai na alma. Não o daria a ler a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em corrigir as gralhas, eliminar as palavras repetidas ou reler o texto.
Aqui, os textos são o meu guarda-roupa. As palavras, se não forem do tamanho certo, vão apertar-me as articulações ou cair-me pelas pernas abaixo. A pontuação, essa, tem de ser aplicada com parcimónia, pois os acessórios em excesso podem tornar-me numa montra de bijuteria. Os erros têm de ser procurados à lupa e cosidos à máquina em costuras reforçadas. E o estilo, que tem de ser escorreito, pode umas vezes ser sóbrio e outras ornamentado, em função da ocasião. Só assim estarei apresentável.
Vestir-me.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso vestir. Para não ter frio, para não ser objecto de comentários desagradáveis. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então vestia qualquer coisa. Não me daria a ver a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em vincar as calças, escovar uma nódoa ou engraxar as botas.
Escrever.
O quê? Para quê? Para quem?
Qualquer coisa, não posso escrever. Para não destapar a minha intimidade, para não ferir susceptibilidades. Um bocadinho para mim e um bocadão para os outros. Porque se fosse só para mim, então escrevia sobre tudo o que me vai na alma. Não o daria a ler a ninguém, por isso nem sequer me preocuparia em corrigir as gralhas, eliminar as palavras repetidas ou reler o texto.
Aqui, os textos são o meu guarda-roupa. As palavras, se não forem do tamanho certo, vão apertar-me as articulações ou cair-me pelas pernas abaixo. A pontuação, essa, tem de ser aplicada com parcimónia, pois os acessórios em excesso podem tornar-me numa montra de bijuteria. Os erros têm de ser procurados à lupa e cosidos à máquina em costuras reforçadas. E o estilo, que tem de ser escorreito, pode umas vezes ser sóbrio e outras ornamentado, em função da ocasião. Só assim estarei apresentável.
10 February 2008
um ano a tentar fugir do mundo adulto
Uma começou por brindar ao trabalho, seguiu-se o tempo para os amigos, a estabilidade, os (futuros) bébés e eu lá tentei equilibrar as coisas com viagens, muitas viagens.
Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).
Para 2008 não quero estabilidade, deus sabe que quero distância de bebés (meus) e trabalho só se for pouco e bem pago (utopia) mas por todo o lado vejo amigos a casar, comprar casa, estáveis nos seus empregos precários e crianças, muitas crianças que me fazem perceber que eu já não sou uma delas, que passei para o outro lado da barricada... mas não me lembro quando é que isso aconteceu. De qualquer maneira este ano será dedicado a evitar qualquer tipo de estabilidade exceptuando a emocional (e a manter-me à tona da água financeiramente).
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