28 January 2008

will eisner


Ando viciada nos livros do Will Eisner. Para além dos guiões fantásticos, layouts inovadores e um grafismo exemplares mostram a história recente da formação dos Estados Unidos da América através de atribuladas aventuras de famílias imigrantes. Óptimo para relembrar Nova Iorque.

15 January 2008

porque é um direito

A Sic apresentou a notícia amplamente divulgada noutros meios da senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação. A história é insólita, confesso, mas o que me indignou foi a reportagem em si. Depois de resumir o incidente a jornalista coloca um questão aparentemente simples: “Será que esta médica voltará a pedir o livro de reclamações?” e termina com um “conselho”: “pense duas vezes antes de pedir o livro de reclamações”!!!! Fiquei abismada! Ok, não era o canal 1, logo não posso falar de serviço público, mas esta gente tem noção do que diz?! Ninguém reviu a reportagem? Para além de ser uma incorrecção jornalística (a senhora não foi acusada de difamar o restaurante por ter pedido o livro de reclamações mas por, alegadamente, ter gritado “a comida é uma porcaria” e afugentado os outros clientes do restaurante) é um conselho à auto-censura, àquele medinho tão português que polula nos comentários anónimos e nas conversas de café. Aquele “falam, falam e eu não os vejo a fazer nada” – um dos retratos mais cruéis da mentalidade portuguesa! Fiquei incrédula frente ao ecrã… uma peça feita por uma jornalista, supostamente os maiores defensores da liberdade de expressão! Felizmente a senhora que reclamou num restaurante e acabou condenada por difamação disse que ia continuar a reclamar se assim o entendesse, “porque é um direito”. Ufa! E eu, vou reclamar para a Sic.

13 January 2008


two more years

Gosto de balanços. Durante muito tempo não associava o fim-de-ano com um período de mudança. Com a vida determinada pelos ciclos académicos, Setembro, Outubro, o final do Verão é que me fazia pensar e aguardar esperançosamente o ano (lectivo) seguinte. Agora não. Agora a minha vida é regida por ciclos profissionais e Setembro já não faz tanto sentido com as férias de 3 meses reduzidas a 10 dias. Quanto ao balanço… Durante algum tempo, desde que voltei do Japão, achei a vida aborrecida. Depois de Tokyo tudo parece aborrecido. Agora que páro um bocado é que vejo como estive enganada. Desde que voltei do outro lado do mundo comecei a trabalhar a sério num atelier grande com muitos desafios, fiz novos amigos, conheci o amor da minha vida, saí de casa a ferro e fogo, morei num bairro histórico com erasmus, voltei a Oslo, voltei a Londres, fui a Nova Iorque, voltei a Florença, voltei a Madrid, fui a Colónia, fiz o raio-do-estágio e tornei-me miraculosamente arquitecta, mudei de bairro e começámos a viver juntos, fui ao meu primeiro festival de Verão e repeti a dose, vi os Pixies, Bloc Party três vezes, Arcade Fire duas vezes, The National e mais uns quantos, os amigos também se emanciparam, alguns decidiram até casar e outros separaram-se. Que raio de dois anos tão cheios, dois anos que neste post me pareciam ser um interregno, uma fase calma, moribunda antes de acontecer qualquer coisa… Afinal prometiam tanto e cumpriram muito mais. Quem era eu há dois anos? Quem serei eu daqui a outros tantos?

07 January 2008

vou voltar

Lisboa, 30 de Outubro de 2007

Exma. senhora,

No seguimento da sua candidatura a uma bolsa de curta duração, venho por este meio comunicar que a Fundação Oriente decidiu-lhe atribuir uma bolsa de estudo para a realização de uma visita de estudo ao Japão no âmbito do projecto O Banho Japonês - do O-furo à Onsen.

Esta bolsa contempla o pagamento de um subsídio único de (...) e o pagamento de uma viagem Lisboa/Tóquio/Lisboa, mediante compra a efectuar por estes serviços.

Lembro ainda que... (etc etc etc)

Com os melhores cumprimentos,

Direcção Internacional

03 January 2008

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