27 February 2007

Gostava de saber como é que outros bloggers escrevem... Em casa? No trabalho? Num jardim com rede wireless? E como é que se organizam? De onde lhes sobra o tempo? A mim não me sobra muito nos dias preenchidos pelo atelier e o que sobra tenta ir para uns filmes, uns jantares. Não ajuda a falta de internet em casa mas é possivelmente a falta de disponibilidade mental que me impede de actualizar este blog com a frequência desejada. Os temas ainda me assaltam no autocarro, ao jantar, no trabalho, mas depois não consigo ordenar um texto.
Este blog anda uma seca, eu sei. Perde leitores a olhos vistos, é uma tristeza. Mas não, este blog não vai terminar porque ainda acalento a esperança de me organizar e terminar os muitos drafts que comecei. Mas também já não prometo nada. Whatever will be, will be...

10 February 2007

pelo sim ou pelo não o importante é votar!

Finalmente terminou a campanha.
Finalmente apagaram os stencils "não me mates" "só tenho 10 semanas" estampados nas escadas do metro, finalmente se calaram as vozes de criancinhas na praça da figueira "ama a vida que tens em ti", finalmente pararam de repetir e repetir e repetir os mesmos argumentos para mudar opiniões. Gostava de conhecer alguém que tenha mudado de opinião durante a campanha.
Depois de amanhã finalmente se parará de falar no assunto, mas cepticamente não sei se algo vai mudar. Porque mais que a lei, o que eu gostava é que houvesse uma mudança de mentalidades.
No fundo estou como a Batukada, triste, acho que desde 1998 que estou triste. Não entendo porque há um referendo, não entendo porque é que a resposta não é clara, não entendo como metade do meu país pensa de um modo tão distinto do meu e não entendo também aqueles que nem sequer se manifestam, abstendo-se de uma opinião.
Em 1998 ainda não podia votar e senti-me estrangeira no meu próprio país, sentimento cada vez mais frequente, mas amanhã pelo menos vou poder manifestar a minha opinião.
Até segunda.

02 February 2007

it's always a matter of perspective

Acordo com a luz da manhã a inundar o quarto e olho o rio. Ao pequeno-almoço tenho muitas vezes o D. José estatuado ao longe como companhia. Saio para o fresco do dia com o sol a banhar-me a face, cada esquina é sempre uma surpresa. O motorista transporta-me até à porta do trabalho. Sem trânsito, ponto de embraiagem, primeira, segunda, travão. Sem demoras. É um luxo, não é? Sinto-me uma privilegiada. Mas a verdade pode ser vista de outro ângulo: vivo num quarto alugado com 9,5 m2 e carrego sempre na carteira o passe L. Deixei o conforto do T3 a 2mn do trabalho, com contas pagas, comida pronta e roupa lavada para ter que carregar quilos de compras colina acima e ficar com os bofes de fora. Chamaram-me louca, precipitada, exagerada, que não ia conseguir. Mas todas as manhãs o D. José me diz que foi o melhor que podia ter feito. Ah, se foi!

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